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7 ano - cinema em sala de aula - Exercícios com gabarito

 a) Qual é o nome dado à pessoa que escreve um filme? 

Quem escreve um filme é o roteirista - ou roteiristas, pois, em o filme “Batman, o cavaleiro das trevas” (2008), por exemplo, há quatro roteiristas). Algumas vezes, o diretor também faz esse papel, sendo co-roteirista ou roteirista e diretor. Em “Coringa” (2019), por exemplo, o diretor Todd Phillip foi o roteirista junto com Scott Silver.

b) Qual a importância dessa pessoa para a obra cinematográfica? Pesquise. 

O roteirista é um contador de histórias e a sua importância para uma peça cinematográfica está no fato de o conteúdo do texto ser originalmente escrito ou recriado por ele. Esse artista da linguagem tem a capacidade de seduzir o telespectador por meio da criação, usando palavras selecionadas que emocionam, que constrangem, que instigam, que denunciam algo ao telespectador. Para que isso aconteça, nem sempre as primeiras letras de um roteiro de filme são aquelas que aparecerão na versão final que vai às telas dos cinemas pelo mundo afora, por isso, o roteirista precisa escrever, reescrever, revisar, repensar a sua produção. Logo, quando se escreve um filme, coloca-se no texto o repertório cultural do seu autor, a escolha vocabular, assim como os vieses ideológicos que perpassam a obra. Por fim, o hollywoodiano Robert Mckee disse, em entrevista ao O Globo, que o principal papel de um roteirista é cativar o telespectador por meio do texto: “Meu filho pediu para assistir a ‘24 horas’. Eu não queria. Um dia, fui à locadora e aluguei 4 episódios. Comecei a assistir às 20h. À meia-noite, estava pronto para invadir a locadora. (...) Esse é o trabalho do roteirista. ”[1]

c) Você conhece algum roteirista renomado? Resposta pessoal.

d)Certamente você teve dificuldades de rememorar nomes de roteiristas. Se isso ocorreu, significa que eles não são tão conhecidos por suas obras, diferente do que acontece com diretores de cinema e autores de livros. Por que isso acontece? Levante hipótese. 

Há várias possibilidades de isso acontecer. Muitas vezes, o diretor é co-roteirista; outrora existem mais de um roteirista em uma peça cinematográfica; a grande mídia e peças publicitárias enfatizam o nome do diretor a roteirista - com texto como “do mesmo diretor de …”. Além disso, o roteirista é um escritor “solitário” que passa vários dias trancado em uma sala a escrever a peça cinematográfica, longe dos holofotes, das câmaras, ainda que esteja presente no Set até a finalização dela.

e) Para que serve o roteiro cinematográfico? 

O roteiro cinematográfico é de suma importância na criação da sétima arte e, sem ele, a produção de filmes não se iniciará. Por isso, precisa ser bem escrito e definido por inteiro como um produto sucinto, inteligível, coeso, coerente, fazendo com que o seu produto – a produção do filme – seja obtido de forma rápida e mais econômica e, além disso, as cenas sejam bem ordenadas para que se tenha sucesso com arte final. É por meio dele que se materializa o trabalho do roteirista, ordenando a sequência da narrativa por meio da coesão, dando “vida” à produção textual, sendo não apenas um guia para o diretor, como também a essência da obra cinematográfica. Assim como atores, cenários, o roteiro é membro de grupo de suma importância para a obtenção de uma peça cinematográfica.

f) O que faz um diretor de cinema? 

O diretor de cinema é também conhecido como cineasta. Segundo o sítio Guia da Carreira[2], é dele a função de selecionar sua equipe para as funções de diretor de arte, diretor de fotografia, diretor de som visando a construção de uma peça cinematográfica. Além disso, é ele quem dá as diretrizes para que cada membro da equipe atue, assim como aponta referências de filmes exemplares. Também cabe a ele a decupagem, que descreve cada cena do roteiro (em termos de cenário, iluminação, cenografia etc.), além de dirigir, guiar as cenas e trabalhos.

REFERÊNCIAS:
[1] Guru em Hollywood, Robert McKee diz que roteiristas brasileiros devem aprender a não explicar tudo. oglobo.globo.com/cultura/revista-da-tv/. Acesso em: 4 set. 2020. Adaptado.
[2] Diretor de Cinema: conheça a profissão e veja o que estudar. .guiadacarreira.com.br. Acesso em: 04 set. 2020.

Literatura medieval, a literatura impressa e cinema

Este artigo foi apresentado na Universidade Federal de Minas Gerais/Faculdade de Letras, na disciplina Introdução à Literatura
Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.
Comunicação compacta
Diferencie a literatura medieval da literatura impressa, tendo como eixo a questão da representação do mundo. A literatura medieval era transmitida por meio da voz e dos gestos, e a literatura impressa modificou estas característica, produzindo uma comunicação compacta. Apesar de que “na antiguidade, a prática comum da leitura em voz alta, para os outros ou para si mesmo, não deve ser atribuída à ausência de domínio de leitura apenas com os olhos¹”, é possível afirmar que esta prática permitia uma interatividade entre a literatura o leitor/telespectador e não a falta de capacidade de leitura silenciosa.

Na “comunicação compacta” o escritor, necessariamente, deve pensar o que vai conter o livro produzido por ele, uma vez que este será lido por alguém que não o conhece, por isso deve-se imaginar as informações que o conterá. Na literatura medieval não era necessário tal pensamento, uma vez que o espectador estava à frente do narrador e podia escutá-lo e fazer a leitura dos gestos. Na apresentação dos personagens devem constar os mínimos detalhes, tal como a roupa, as características físicas e até mesmo os costumes. No jogral, por exemplo, não há necessidade de descrição física e nem do vestuário, uma vez o telespectador está presente.

Quando se produz uma mensagem para ser apresentada em um tribunal, o escritor deve se “dobrar” a alguns conceitos gramaticais para adequar à linguagem jurídica. Isto quer dizer que para o texto funcionar, o escritor deve trabalhar com as expectativas de quem vai receber a mensagem. Assim pode-se dizer que “comunicação compacta” é sinônimo de compatibilidade de linguagem, ou seja, uma pessoa produz um texto com linguagem compatível à do magistrado.

Em suma, comunicação compacta ocorre quando existe uma linguagem comum a todos, isto é, quando não se restringi a um grupo social e, por isso, fica mais fluída. O narrador deve conhecê-los antes de emitir a comunicação, porém mantendo uma certa distancia deles para que a produção textual seja uniforme, isto é, universal. A “vantagem da literatura impressa sobre a oral (medieval) está no fato que aquela se perpetuar por séculos²”, enquanto esta sofria modificações na mensagem de geração em geração.

A literatura medieval e o cinema
A proximidade da literatura medieval com o cinema, como cita Zumthor: “a literatura medieval está mais próxima do nosso cinema do da literatura”, é devido à forma de apresentação que esta possuía nessa época, era medieval. A literatura medieval, na maioria das vezes, era transmitida por meio da oralidade. “Entre o século X e XVII, o uso dos gestos humano era uma forma de comunicação, além disso, enquanto a voz poética tendia para o canto, o gesto tendia para a dança, sua ultima realização”. (ZUMTHOR, p.245). É a liberdade de movimentos do orador, na literatura medieval, que permitiu a comparação ao cinema. “A dança acompanhou e sustentou muitas outras formas de poesia: condutos e canções de pias, litanias das rogações [...]”. (ZUMTHOR, p. 248). O conteúdo da mensagem estava além da escrita, uma vez que a comunicação por gesto a transcende. Neste sentido é viável comparar a literatura medieval ao cinema, porque cada telespectador/leitor pode formular um hipertexto a partir das cenas.

No século XX viu-se a literatura mesclar ao cinema, por meio do “vídeo-poema³”. Esta mistura de literatura e cinema nos remete à poesia medieval, em que esta se utiliza a voz e dos gestos para se comunicar com o leitor/telespectador e aquela utiliza-se da imagem e do sonidos para transmitir a poesia.

Em fim, Lopez afirma que “a obra só se completa quanto une letra, melodia, e situação[4]. Neste sentido pode-se afirmar que a literatura está além do escrito, ela incorpora em si elementos que está vinculado à expressão corporal, assim como ao cinema. Neste sentido pode-se dizer que “a literatura medieval esta mais próxima do cinema do que da literatura”.

Referências
¹ CHARTIER, Roger. A ordem dos livros: UNB, 1994. Do codex à tela.
²ZUMTHOR, Paul. A letra e voz.
³ Machado, Arlindo. A arte do vídeo. São Paulo. Editora Brasiliense, 1997.
[4]LOPEZ, F. Apud ZUMTHOR, Paul in: A letra e a voz. p. 240-262: A obra prima.

Novidade!

8º ano do Ensino Fundamental Língua Portuguesa

  QUESTÃO   1                                                              VALOR: 0,60                       NOTA:_______ Observe os três ...