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8º ano - artigo de opinião: filme vida de insetos - exercícios

Este artigo apresenta uma proposta de análise do filme “Vida de Inseto”, produzido sob a direção de John Lasseter e Andrew Station (Pixar/ Walt Disney) e que esteve entre as 5 maiores bilheterias do ano de 1998. Tal análise teve como objetivo identificar alguns conceitos no campo da Sociologia Jurídica, sendo que o foco do estudo foram os autores Émile Durkheim, Max Weber e Karl Marx. (…)

A animação “Vida de Inseto” se encaixa perfeitamente nesses requisitos, pois fez parte da infância de muitas pessoas como uma forma de distração e diversão. Porém, talvez poucas pessoas tenham assistido a esse filme sob o prisma da Sociologia, encontrando, de forma metafórica, temas como: alienação, relação de poder, exploração, dominações legítimas e ilegítimas, características de sociedades mecânicas, entre outros possíveis, além da ideia de revolução da classe oprimida, idealizada por Marx. (…)

“Vida de Inseto” conta a história de uma colônia de formigas que vivem às voltas com uma árdua tarefa. Todos os anos, elas precisam juntar alimentos para si e para os gafanhotos, que exigem delas uma elevada quantia de comida. Certo ano, Flik, uma das formigas e aspirante a inventor, derruba no rio, acidentalmente, toda a oferenda que seria dada aos gafanhotos. Em vista deste fato, toda a colônia precisa correr contra o tempo para substituir a oferenda perdida, pois, se tal exigência de juntar alimentos não for cumprida, os gafanhotos irão atacar o formigueiro e matar toda a sociedade da colônia, inclusive a rainha. Após o acidente com a oferenda, Flik, cansado de ser oprimido, sai em busca de outros insetos dispostos a ajudar o formigueiro a combater os gafanhotos.

Solidariedade mecânica
Durkheim concebe a sociedade como um corpo vivo, um organismo cujas partes – cada instituição e cada indivíduo – cumprem papéis determinados e existem em função do todo. A “liga” que une esses diferentes componentes, tornando a sociedade possível, é o que ele chama de solidariedade. ” (Bomeny et al., 2010). No filme “Vida de Inseto”, a sociedade das formigas se encaixa claramente no conceito de solidariedade criado por Émile Durkheim, pois é possível encontrar uma integração harmônica entre todos os membros daquela colônia. Além disso, observa-se que a solidariedade mecânica predomina no contexto da história do filme, pois:
A solidariedade mecânica prevalece naquelas sociedades ditas “primitivas” ou “arcaicas”, ou seja, em agrupamentos humanos de tipo tribal formado por “clãs”. Nestas sociedades, os indivíduos que a integram compartilham das mesmas noções e valores sociais tanto no que se refere às crenças religiosas como em relação aos interesses materiais necessários à subsistência do grupo, essa correspondência de valores assegura a coesão social. (DURKHEIM, 2012, p. 133)

Tal ideia de solidariedade mecânica é perceptível desde o início do filme quando Flik, personagem principal, derruba toda a oferenda, acumulada no verão inteiro para satisfazer as exigências dos gafanhotos. No momento em que os gafanhotos (“donos” da oferenda) vão pegá-la, ficam furiosos, pois não a encontram. Nervosos e com fome, passam a ameaçar toda a colônia, deixando-a numa situação difícil: passar o resto do verão colhendo alimentos para eles. Essa cena representa uma ruptura do pensamento coletivo que a sociedade detinha, uma vez que o personagem Flik age afetando toda a colônia, quebrando, portanto, o elo que os unia e os tornava solidários. O ato do Flik é visto, portanto, como ato contra toda a sociedade.

Outro aspecto que exemplifica a solidariedade mecânica é o tema “divisão de trabalho”: (1) Princesa Atta, que estava sendo preparada para suceder o trono de rainha. A solidariedade mecânica se apresenta no ofício da princesa, pois este independe de sua vontade, ou reflexão – antes de ela nascer, este já estava definido. (2) O mesmo se dá com todas as outras formigas: as tarefas são divididas por sexo ou por idade, logo independem de uma escolha, de uma "vocação profissional", e as especializações são passadas de pais para filhos sem questionamentos ou sem razão específica.

Uma outra cena expressa, mais claramente, a presença da solidariedade mecânica no filme:
Em meio às dificuldades de se encontrar alimentos na ilha para ofertar aos gafanhotos, Flik se oferece para sair da ilha em busca de ajuda para lutar contra os gafanhotos. Certo tempo depois, ele retorna com diversos insetos ‘dispostos a lutar contra aqueles que exploravam sua colônia’. A alegria das outras formigas é evidenciada de imediato, comemorando o retorno de Flik e confiantes na vitória. Tal experiência eufórica acaba quando todos descobrem que Flik havia mentido acerca dos insetos: estes não eram lutadores, e sim circenses. Ademais, estes tinham ido para a colônia esperançosos de uma proposta de emprego no ramo artístico. A consequência desse fato (mentira) importou na expulsão de Flik da colônia.

(Narração de parte do filme)
Analisando essa cena à luz dos conceitos de Durkheim, vê-se que Flik quebra a coesão de sua sociedade, pois a falta com a verdade o leva a ofender ao que se chama de consciência coletiva.

Dominação
Max Weber, ao apresentar suas ideias, parte do indivíduo para a sociedade. Para ele, há um conflito entre um indivíduo e outro; sempre há uma tendência a se explicar a sociedade baseando-se em quem domina quem. De acordo com Mascaró (2009), Weber reconhece que a sociedade é plantada na dominação, e não na solidariedade. No filme em análise, observa-se esse exemplo de sociedade pautada na dominação:

As formigas, lideradas pela rainha, têm que cumprir a missão de colher alimento para os gafanhotos. Há aí uma relação de submissão, de dominação, entre formigas (dominadas) e gafanhotos (dominantes). A rainha deixa claro:

’separamos o alimento; eles chegam, comem e vão embora’. As formigas mantêm essa espécie de tradição, que acontece na mudança de estação. Ninguém viola as regras, cada formiga segue com o dever de colher e levar o alimento até a pedra onde depositam a ‘oferenda’. (Narração de parte do filme).


Analisando o procedimento das formigas, percebe-se que há um cumprimento do dever, mas não é exatamente por solidariedade. Conforme a ideia de dominação de Weber, observa-se que as formigas cumprem com o dever por medo dos gafanhotos que as ameaçam, por serem mais fortes, em tese. Por outro lado, os gafanhotos sabem que uma formiga não é uma ameaça, mas todas as formigas juntas poderiam superá-los. Portanto, os gafanhotos mantinham a tradição de exigir o alimento para que as formigas sempre ficassem na condição de submissas e dominadas. Segundo Cohn:

A dominação, ou seja, a probabilidade de encontrar obediência a um determinado mandato, pode fundar-se em diversos motivos de submissão. Pode depender diretamente de uma constelação de interesses, ou seja, de considerações utilitárias de vantagens e inconvenientes por parte daquele que obedece. Pode também depender de mero “costume”, do hábito cego (...). A dominação que repousasse apenas nesses fundamentos seria relativamente instável. (COHN, 2002, p. 128).

Questiona-se, então, a legitimidade da dominação dos gafanhotos, uma vez que, quando as formigas descobrem que juntas são bem mais numerosas que os gafanhotos e, portanto, podem lutar contra eles, a dominação não se sustenta. Não se pode ignorar que o tipo de dominação que a rainha exerce sobre as formigas é legítima, uma vez que estas assim o reconhecem naquela. Além disso, é uma dominação tradicional, passada de mãe para filha. A rainha é limitada pela tradição, mas pode tomar decisões de acordo com seus princípios.

Luta de classes
“Toda a história até os nossos dias é a história da luta de classes”. (MARX, 2005) Em “Vida de Inseto”, duas classes são apresentadas: a classe oprimida (formigas) e a classe opressora (gafanhotos). De imediato, é possível perceber um conceito de Marx – a dialética. Com o surgimento da classe opressora, surge sua oposição – a classe oprimida –, e esta relação é marcada por um excessivo processo exploratório de uma classe sobre a outra.

Exploração e mais-valia

“A comida cresce com o sol, as formigas colhem-na e os gafanhotos ficam com grande parte”.
(Fala da personagem Princesa Atta).

No momento em que a rainha da colônia diz essa frase, é possível fazer dois apontamentos que se assemelham às ideias de Marx. O primeiro conceito é a exploração: uma classe se põe contra a outra, marcando antagonismo e conflito de interesses. Enquanto as formigas almejavam uma produção agrícola para sobreviverem ao rigoroso inverno, ou seja, com foco nas necessidades primárias (como alimentação, abrigo e reprodução), os gafanhotos buscavam a satisfação de seus interesses – acumulação e ostentação de alimentos. O ponto chave dessa cena é o conceito de mais-valia. Explica Heilbroner, acerca desse tema:

Mas o trabalhador que trata um serviço não trabalha apenas seis horas por dia. Isso seria apenas o tempo necessário para manter-se. Pelo contrário, ele concorda em trabalhar oito horas ou, na época de Marx, 10 ou 11 horas por dia. Desse modo, produzirá 10 ou 11 horas e receberá o equivalente a 6 horas. Seu salário cobrirá sua subsistência, que é seu verdadeiro “valor”, mas ele por sua vez estará vedando o valor que produz num dia de trabalho integral. É assim que surge o lucro no sistema. Marx chama esse trabalho que não é pago de mais-valia (HEILBRONER, 1972).

Pode-se pressupor que as formigas não trabalhavam “6 horas por dia” – tempo que seria suficiente para a subsistência da colônia. Antes, deveriam trabalhar “10 ou 11 horas”, pois tinham que sustentar os gafanhotos, tinham que proporcionar a eles o que se chama de mais-valia.

A diferença entre o conceito marxista e a ideia de mais-valia apresentada no filme é que, para Marx, o explorador consegue o mais-valia porque tem o monopólio dos meios de produção. Logo, se um trabalhador se recusar a produzir o excedente, será demitido, e um outro entrará no seu lugar – graças ao exército de reserva. Já na mais-valia da obra cinematográfica, não há monopólio dos meios de produção e nem pacto com os operários, mas, sim, excessivo poder dos opressores sobre os oprimidos, ou seja, dos gafanhotos sobre as formigas.

Alienação
Uma cena que ilustra esse conceito de Marx é: Durante uma colheita de alimentos (num processo de divisão de trabalho e repetição de movimentos), uma folha cai na trilha em que as formigas seguiam, separando/ quebrando o fluxo. De imediato, a formiga que ficou para trás do fluxo entra em desespero e começa a gritar por socorro, pois “se perdeu da trilha. 

Notam-se nessa cena, dois tipos de alienação: (1) Alienação do processo produtivo: a formiga operária só sabe fazer determinada função e, em uma situação simples (queda da folha), não sabia o que fazer, dependendo de outra formiga para orientá-la no contorno da folha e no encontro da trilha de produção.

Além da redução das formigas a meras mercadorias (força de trabalho), há alienação. Assim argumenta Sérgio Lessa a acerca do tema:

São muito numerosas as alienações provocadas pelo capitalismo. A essência, de todas elas (alienações), está na redução dos homens a mera mercadoria (força de trabalho). As necessidades humanas são subordinadas às da acumulação capitalista, o que significa dizer que os homens são tratados como mercadorias, isto é, como coisas, e não como seres humanos (…) (LESSA, 2008).

(2) Alienação do processo de consumo: as formigas trabalham sem poder consumir os produtos que colhem, uma vez que estes são de exclusividade dos gafanhotos. O fim da alienação só se dá quando Flik alerta as outras formigas desse mal, instigando-as a uma revolução: “Eu sei que não é tradição das formigas fazer coisas diferentes, mas é a hora...”. (Flik).

Tomada de consciência
Já dizia Marx:

O proletariado passa por diferentes etapas de desenvolvimento. A sua luta contra a burguesia começa com a sua própria existência. (1) Inicialmente, os operários lutam individualmente; (2) depois, os operários de uma fábrica; em seguida, (3) os operários de um ramo industrial numa localidade contra cada um dos burgueses que os exploram diretamente. (MARX, 2005 – enumeração nossa).

Assim como discorrido por Marx, é possível observar no filme esses três momentos: (1) Todas as formigas da colônia participam da revolução, sejam as mais novas até as mais velhas – o quesito para participar é ser formiga; (2) Flik se torna o primeiro a se rebelar contra os gafanhotos, o que se verifica quando ele tem a ideia de criar uma armadilha para acabar com os gafanhotos; (3) essa tomada de consciência se intensifica na colônia quando todos participam da construção de um pássaro de galhos e folhas de árvores para espantar os gafanhotos e acabar com a exploração.


Revolução
“Por muitos anos, as formigas pegam comida para elas e para vocês, gafanhotos. Então, qual é a espécie mais fraca?! Formigas não servem para vocês! São vocês que precisam de nós! ” (Flik). Nessa passagem do filme, inicia-se a revolução: todas as formigas se põem contra os gafanhotos. A briga se dá de forma física e não intelectual. Os gafanhotos são derrotados, expulsos, e o poder deles sobre as formigas é extinguido. Inicia-se, dessa forma, o socialismo na colônia das formigas, que estas características: tomada de poder pelos oprimidos (formigas versus gafanhotos), controle “estatal” pela rainha da colônia, extinção de classes, divisão igualitária de renda (produtos) e produção para subsistência (colheita como alimento).

“Segundo Mascaró (2009), a sociologia, para o pensamento de Marx (...) é a própria compreensão da sociedade para transformá-la”. A discussão a respeito do filme “Vida de Inseto” permite revelar que toda sociedade pode ser transformada por meio da ação e do trabalho daqueles que a constituem. Com a análise proposta, observou-se que, conforme as ideias de Durkheim, todo fato social deriva de outro, existindo uma coesão social dentro da sociedade que a torna solidária. A sociedade das formigas revelou essa perspectiva. Já a teoria de Weber foi exemplificada por meio da dominação. De um lado, havia a dominação tradicional da rainha, a quem as formigas se submetiam e com quem cooperavam. Pode-se concluir que esta era uma dominação legítima. De outro, havia a dominação dos gafanhotos. Estes ignoravam as indisposições individuais e sociais dentro da colônia das formigas e as explorava, mantendo-as sempre com medo.

Finalmente, de acordo com Marx, observou-se que a tomada de consciência faz diferença. A contradição e a exploração mostraram como os indivíduos (formigas) se relacionavam dentro da sociedade e como se deu a ruptura do grupo com aquilo que não o deixava evoluir. Vale pontuar que o filme pode não pretender ser uma demonstração das ideias estudadas. No entanto, “Vida de inseto” inspira uma metáfora que permite comparar os insetos com os humanos e mostrar as situações envolvidas no convívio social, inclusive situações em que há oprimidos e opressores.
LEÃO, MARQUES, PINTO & SOUZA. Uma análise sob a perspectiva das ideias dos sociólogos Émile Durkheim, Max Weber e Karl Marx. In.: milcaleao.jusbrasil.com.br. Acesso em: 03 fev. 2021. Adaptado.
Exercícios

Gênero lei: direitos autorais

Entenda os motivos da famosa briga por direitos autorais entre a MARVEL e a FOX!

Nos últimos meses, houve uma crescente preocupação entre os fãs de que a Marvel porá de lado o Quarteto Fantástico e os X-Men para dar mais ênfases nos grupos os quais possui os direitos cinematográficos – como os Vingadores, os Inumanos (que se tornaram foco na segunda temporada da série Agents of S.H.I.E.L.D., e ganharão um filme em 2019), os Guardiões da Galáxia (filme este que foi um estrondoso sucesso em 2014, rendendo uma continuação, que será lançada em 2017), e o Homem-Aranha, atualmente compartilhado com a Sony. Enquanto não temos noção da veracidade desses rumores, é evidente que a Marvel está fazendo todos os esforços para diminuir essas duas franquias em relação a mercadorias. Há uma notável falta de representação dos X-Men e do Quarteto Fantástico em jogos, brinquedos, roupas, e outros produtos licenciados. Isto é motivo de preocupação, já que são os fãs da Marvel que mais sofrem com isso.

Esse problema foi destacado essa semana, quando uma famosa empresa de colecionáveis singapurense chamada XM Studios revelou que foi pedida para “dar uma parada brusca na produção de colecionáveis de todo e qualquer personagem dos X-Men”. Isso fez com que a empresa tivesse de dar fim a diversos produtores que estavam em desenvolvimento, incluindo uma estátua do soldado mutante cibernético Cable, e um diarama titânico representando os X-Men em uma batalha épica contra um Sentinela. A empresa também confirmou que o Quarteto Fantástico se encontra fora de seus limites. É uma grande perda, considerando o histórico de ótimos colecionáveis, como este:

A XM não é a única empresa afetada por essa crescente proibição vinda da Marvel envolvendo os mutantes. Empresas como Diamond Select Toys, Topps, Kotobukiya e Sideshow Collectibles também receberam limitações sobre quais franquias e personagens eles podem usar. Jogos como Disney Infinity 2.0, e os recentes jogos para móveis “Marvel: Future Fight” e “Marvel Mighty Heroes”, encontram-se totalmente livres de membros honorários dos X-Men e do Quarteto Fantástico.

Uma das únicas exceções é o jogo “Marvel Avengers Alliance”, e o jogo para computador “Marvel Heroes”, que conta com 47 personagens, sendo muitos deles mutantes. É esperado que esta restrição não chegue ao jogo, já que a empresa lançará, ainda essa semana, o Doutor Destino, e, mais futuramente, a Lince Negra. Infelizmente, nenhum personagem dos mutantes e do Quarteto apresenta uniformes/visuais baseados nos filmes, por questões contratuais; entretanto, todos os personagens do Universo Cinematográfico ganharam visuais diferentes.

As roupas foram feitas para divulgação do filme. Junto delas, foi lançado o Visão, o modo de jogo Ultron, uma refinação nas habilidades do Gavião Arqueiro e da Viúva Negra, e uma reformulação total da Feiticeira Escarlate. A empresa também não pode recriar o rosto dos atores, por isso a imensa diferença facial, evidente em alguns, como Thor e Gavião. É esperado que, na estreia do filme “Homem-Formiga”, o personagem seja liberado no jogo. Tudo parte do marketing da Marvel.

A Marvel tocou bem pouco no assunto. Entretanto, o editor executivo Tom Brevoort abordou essa questão ao ser questionado sobre a falta de produtores envolvendo as duas franquias. Brevoort retorquiu:

“Se você tivesse duas coisas, e você recebe 100% do lucro da coisa que você põe todo seu esforço, e recebe muito pouco da segunda coisa, mesmo que com o mesmo esforço da primeira, é lógico que você concentraria fortemente na primeira coisa, não é?”
Financeiramente, é difícil contra-argumentar isso. Graças aos termos do contrato com a 20th Century Fox, a Marvel ganha somente cerca de 5% dos lucros das duas franquias (X-Men e Quarteto Fantástico). Junte isso ao fato de que também ganham pouco de todo produto licenciado ligado a essas franquias, e temos o porquê da Marvel apresentar tanto desinteresse em produzir itens deles. É por isso que não tivemos uma linha de brinquedos inteiramente dedicada para um filme dos X-Men desde 2009, e porque não teremos muitos produtos no verão americano (inverno, para nós).

Filmes de super-heróis são negócios lucrativos, mas isso é mais do que somente os filmes. Um filme de super-herói que arrecada 500 milhões de dólares pode gerar milhões ou até bilhões em produtos licenciados. É um “loop de feedback”, onde os jogos de videogames, figuras de ação e brinquedinhos de fast foods (como os do Mcdonalds) servem para gerar mais e mais “hype” para o filme e, consequentemente, uma venda ainda maior desses produtos.
(...)
Guilherme T. Corrêa. in.: universoxmen.com.br. Acesso em: 28 jan. 2021.
Vocabulário:
Diarama: suporte que contém réplica de personagem.
“Hype”: É a promoção exagerada de uma pessoa, produto ou ideia.
“Loop de feedback”: ciclo de retorno sobre promoção de um produto, de uma ideia.

1) De acordo com o texto, para evitar a caracterização de um produto de uma empresa com outro de diferente companhia, há estratégias de produção que preservam os direitos autorais cinematográficos. Como isso acontece?

A) Uma empresa de brinquedos, por exemplo, cria uma linha de passatempo inteiramente dedicada para um filme dos X-Men.
B) A empresa Fox teve que dar fim a diversos produtores que estavam em desenvolvimento.
C) Há uma notável falta de representação dos X-Men e do Quarteto Fantástico em jogos, brinquedos, roupas, e outros produtos licenciados.
D) A empresa não pode recriar o rosto dos atores, por isso a imensa diferença facial, evidente em alguns, como Thor e Gavião.

2) Pela leitura do texto, percebemos que a Marvel e a Fox são “parceiras”. Em que fragmento abaixo isso se comprova.

A) “É por isso que não tivemos uma linha de brinquedos inteiramente dedicada para um filme dos X-Men desde 2009”.
B) “Uma das únicas exceções é o jogo “Marvel Avengers Alliance”, e o jogo para computador “Marvel Heroes”, que conta com 47 personagens, sendo muitos deles mutantes”.
C) “Graças aos termos do contrato com a 20th Century Fox, a Marvel ganha somente cerca de 5% dos lucros das duas franquias (X-Men e Quarteto Fantástico) ”.
D) "Os recentes jogos para móveis “Marvel: Future Fight” e “Marvel Mighty Heroes”, encontram-se totalmente livres de membros honorários dos X-Men e do Quarteto Fantástico”.

6º ano - gênero lenda - exercícios com gabarito

Leia o texto a seguir.
A lenda do diamante
Antes, muito antes do ano de 1500, o Brasil chamava-se Pindorama e vivia à sombra de mil palmeiras. Foi nessa época que o índio Oiti, valente entre os mais valentes, se despediu de Potira, sua esposa, e desceu o rio para dar combate a uma tribo inimiga. 

Doze luas passaram-se sem que o moço guerreiro voltasse. E quando lhe veio a certeza de que não o veria mais, Potira, chorou de saudades. Suas lágrimas misturaram-se com a areia da praia, e Tupã transformou-as em diamantes. 

E aí está a origem dessa pedra preciosa. Proveio de lágrimas de amor.
STARLING, Nair. Nossas Lendas. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1968.
Questão 1.
A lenda narra sobre a origem:

A) da guerra.
B) da lágrima.
C) do amor.
D) do diamante.

Questão 2.
 No primeiro parágrafo, o tema principal é sobre:
A) um casal de índios
B) uma tribo indígena.

Questão 3.
No começo da narrativa, os personagens são descritos. Copie a descrição de cada um deles:
índia: vivia tranquilamente e feliz, jovem e bela moça, serena e confiante
índio: guerreiro poderoso e valente, vivia tranquilamente e feliz.

Questão 4.
De acordo com a lenda, qual fato ou acontecimento provocou a separação do casal da tribo indígena? A guerra.

Questão 5.
Quais fatos da lenda são possivelmente reais e quais são possivelmente imaginários? Marque com a letra R o que pode ter sido Real e marque com I o que é Imaginário.

( I ) “Daí a razão pela qual os diamantes são encontrados entre os cascalhos e areias do rio.” 
( R ) “Em um tempo atrás, na região Centro-Oeste, vivia à beira de um rio uma tribo indígena (...) ”
( R) “Itagibá teve que acompanhar os outros guerreiros à luta contra o inimigo.”
( R ) “Todos os dias, Potira ia para a margem do rio esperar o esposo. ”
( I ) “Tupã, o deus dos índios, ficou com dó e transformou as lágrimas de Potira em diamantes (...)”

8º ano - gênero debate - exercícios

Um debate regrado é uma discussão estruturada entre duas ou mais partes sobre um tema específico, onde cada participante apresenta argumentos e contra-argumentos, seguindo um conjunto de regras pré-definidas ou seja, argumentos e contra-argumentos sobre um tema

Questão 1.  O que você entende por debate regrado?
 
Questão 2. 
Qual é a intenção desse gênero?

Questão 3
Por que esse gênero tem o nome de debate regrado?

Questão 4
“O debate regrado pertence ao gênero textual oral. ” Justifique a afirmativa explicando a diferença do texto oral e texto escrito.

Questão 5
Há diferença entre conversa e debate ?

7º ano - português - texto dramático - exercícios com gabarito

O Dragão Verde

2ª CENA
Corte. Pajens entram e fazem a mudança do cenário. Arrumam em cena três tronos: um maior, um médio e um menor. O Rei, a Rainha e a Princesa entrame se instalam nos tronos. Segue o Primeiro-Ministro e a Ama. Por último entra o Bobo da Corte e senta-se próximo do Rei. O Rei está arrasado. Tira a coroa e entrega-a ao Primeiro-Ministro.

REI: Não aguento mais isto, Ministro. Me pesa demais. Mande fabricar uma mais leve...
MINISTRO: Pois não, Majestade.
RAINHA: Aguenta, Dagoberto! Aguenta!
BOBO: Aguenta, Dagoberto! Aguenta!
REI: Tenho que aguentar, Fininha?
RAINHA: Claro, Dagoberto.
BOBO: Claro, Dagoberto.
REI: Então, vamos aos assuntos do dia, Ministro.
MINISTRO (desabafando): Desta vez, Majestade, ele abusou. Comeu
seis damas da corte, cinco deputados federais, um vereador municipal, dois tenentes, quatro crianças inteligentíssimas e um bispo aposentado.
REI (quase chorando): Não aguento mais... Pobre povo, pobre reino. Se isto continuar, acabaremos um deserto. Estou cansado de lutar... Estou velho... (Começa a chorar.)
RAINHA: Pare de chorar, Dagoberto. Isto são maneiras de se comportar?
REI: Temos que matar este dragão!
MINISTRO: E se convocarmos o nosso exército de novo contra ele?
REI: Não adianta e você sabe disto. Da última vez que convoquei a infantaria, a metade de nossos bravos soldados foi tragada numa nuvem de fogo. Um horror!
MINISTRO: E a artilharia?
REI: As balas pareciam bolas de gude. A casca do Dragão é intransponível!
MINISTRO: Aviões?
REI: Ele estraçalhou um jumbo com uma rabada só. Nada vence o Dragão!
MINISTRO: Temos que encontrar um herói.
REI: É isto, Ministro. Um herói! Só um herói é capaz de enfrentar este dragão. Mas onde? Onde encontrar este herói? Estão todos tão ocupados nas suas lutas particulares... íntimas... já se foi o tempo... 
MINISTRO: E se déssemos um prêmio ao vencedor? O senhor sabe, Rei, um pouco de incentivo não faz mal a ninguém, e o povo adora prêmios. 
REI: Você quer dizer incentivos fiscais? 
MINISTRO: Não. 
REI: Uma televisão a cores, carros, bicicletas... Coisas assim? (Bobo ri e bate palmas.) MINISTRO: Não. Isto já está muito gasto. Batido. Tem que ser um prêmio maior. 
REI: Uma viagem ao estrangeiro? (Bobo ri e bate palmas.) 
MINISTRO: Não. 
REI: Um emprego na câmara dos vereadores? (Bobo ri e bate palmas.) 
MINISTRO: Não. REI: Claro. Já sei. Um prêmio tão velho como o mundo! Aquele que vencer o Dragão Verde ganhará a mão de minha filha, a Princesa Filosel Aurora! (Filosel se sobressalta e fica em pé.) 
FILOSEL: Eu? 
REI: Filha, você seria capaz de se sacrificar pelo povo?
FILOSEL: Como, pai? 
REI: Se casando com o herói que vencer o Dragão Verde. 
FILOSEL: É preciso, Rei-pai? 
REI: É. 
FILOSEL: Então, eu caso. (Suspiro. Filosel se abraça à Ama.) 

Maria Clara Machado. O Dragão Verde. As cigarras e as formigas e outras peças. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.

Questão 1. O rei se mostra insatisfeito, de que ele reclama e o que essa coisa retrata?

R. Ele reclama da quantidades de mortes que ocorreram no reino e as autoridades que trabalham com ele não conseguiram solução para o problema. Pode-se fazer a leitura do texto retratando a atualidade em há o Covid que assola o mundo, matando milhões de pessoas e alguns governos tentam resolver o problemas de forma tradicional.

Questão 2.  Releia a fala do ministro e responda.

“MINISTRO (desabafando): Desta vez, Majestade, ele abusou. Comeu seis damas da corte, cinco deputados federais, um vereador municipal, dois tenentes, quatro crianças inteligentíssimas e um bispo aposentado.

a) Qual expressão indica que não foi a primeira vez que o dragão atacou? Justifique. 

A expressão é "dessa vez", o que mostra que o dragão  já havia atacado outras vezes o reino.

b) Que elementos citados na fala não pertencem ao universo dos reinos e dragões?

Pode-se dizer da expressão deputados federais, pois federais são representantes de república federativa e não de reino.

Questão 3. Apesar de a peça se passar em um mundo imaginário, faz uma crítica à sociedade atual. Que crítica é essa? Explique. 

O dragão verde é uma metáfora dos problemas atuais que assolam o mundo como a fome, as doenças, o desemprego, a corrupção.

Questão 4. O que indicam as rubricas, informações que aparecem entre parênteses ao longo do texto? 

Indicam as ações que os atores devem realizar quando estiverem dramatizando o texto. Para o leitor, mostra as ações das personagens, além do diálogo.

Questão 5. As rubricas ajudam a caracterizar a personagem Filosel.

a) Quais reações e sentimentos são sugeridos pelo trecho“ (Filosel se sobressalta e fica em pé.) ”? 

Sim, pois mostra que a personagem vai protestar após o rei diz que ela irá ser a responsável para resolver o problema do reino.

b) Qual o sentimento da Filosel indicado na rubrica da última fala? Justifique sua resposta.

Indique a personagem se resigna ao pedido do rei e busca apoio da ama buscando consolo.

Questão 6. Que rubricas com recursos sonoros (ruídos, efeitos sonoros, música etc.) você incluiria no texto?

Alguém tocando um sino para indicar que o rei irá falar; uma música de suspense antes da fala de Filosel.

2ª série - ensino médio - gênero perfil - exercícios com gabarito

Um perfil tem como finalidade revelar certos aspectos sobre a vida e o mundo de uma determinada pessoa. Além disso, em uma comunidade digital, permite que os participantes compartilhem interesses comuns, interajam e divulguem informações importantes.

Questão 1. Ao criar um perfil profissional para uma rede social, normalmente, a pessoa faz uma seleção da atividade profissional que exerce ou exerceu, do grau de escolaridade que possui e da carreira que segue ou pretende seguir, adicionando uma foto. Nesse sentido, qual é a foto adequada para esse fim?

a) Foto de paisagem ou personagem.

b) Foto de bebida alcoólica ou selfie no espelho.

c) Foto de escudos de time, motos ou carros.

d) Foto do rosto sem a cabeça ficar erguida, com a coluna bem alinhada.

e) Foto de animais de estimação.

Questão 2. Um perfil, normalmente, identifica um usuário em redes sociais, sites e blogues. Sobre esse gênero é incorreto afirmar que:

a) Existem diversos tipos de perfis nas diversas redes sociais e sites de relacionamento, a maior parte deles contém dados comuns como: nome, sobrenome, e-mail, nickname, data de aniversário etc.

b) As pessoas podem encontrar com mais facilidade um perfil quando o usuário permite que seu perfil seja localizado pelo seu nome.

c) O perfil pode conter breves relatos de experiências marcantes vividas, valorizando certos aspectos da pessoa e de sua história de vida.

d) Um perfil pode descrever o que a pessoa faz, quais os fatos mais importantes de seu passado e de seu presente, além de descrições sobre seu comportamento, costume e temperamento.

e) O perfil narra sobre um fato ou acontecimento marcante da vida de uma pessoa, valorizando as emoções e os sentimentos expressos pelo autor.


Questão 3. Os elementos que compõem uma fotografia mostram muito sobre o tipo de personalidade de uma pessoa ou a intenção de seu (sua) autor (a).

(Foto 1: Mais Você/ TV Globo). Disponível em: globo.com

Que ela é uma pessoa jovem, extrovertida, o local onde mora, suas fotos,seu grupo de amigos e etc.

b) O perfil do CEO do LinkedIn, a seguir, foi criado para uma finalidade específica. Que finalidade é essa?
(Foto 2: Reprodução) Disponível em: techtudo.com.br

Que está empregado e é CEO do Linkedln, mostrar sua origem, que já trabalhou no Yahoo, que é formado pela universidade da Pensilvânia e que está disponível para ser seguido.

Questão 4. Ao comparar as fotos 1 e 2 da atividade anterior, comente sobre o papel delas nos perfis das redes sociais a que foram anexadas.

Questão 5. Agora é sua vez. Utilize o espaço abaixo para criar seu perfil para uma rede social. Não se esqueça de escrever um pouco de si mesmo (a), mencionando seus gostos, livros preferidos, músicas, programas de TV, filmes, comida, opção política etc.

2ª série - ensino médio - português - modalização - exercícios com gabarito

Questão1.
Analise o texto abaixo e classifique os modalizadores destacados usando o seguinte código sobre o efeito de sentido pretendido pelo autor:

A (Asseverativos); D (Dubitáveis); DEL (Delimitadores); DEO (Deontológicos); AFE (Afetivos)

Coloque a classificação nos parênteses ao lado das palavras destacadas.

O governo do Estado de São Paulo vetou a criação dos chamados “vagões rosa”, destinados exclusivamente às mulheres nos sistemas de metrô e trens metropolitanos. O argumento é o de que, ao invés de alcançar o objetivo almejado, combater o assédio sexual, a medida ampliaria ( ) ainda mais a segregação, punindo a vítima, não o agressor. Segundo esse raciocínio, ações como esta não ajudam em nada a luta contra o machismo, mas apenas perpetuam uma situação de violência.
  1. exclusivamente às: delimitador (DEL)
  2. ampliaria: DUBITÁVEL
  3. não ajudam em nada: ASSEVERATIVO

Questão 2.
Analise o texto abaixo e classifique os modalizadores destacados usando o seguinte código sobre o efeito de sentido pretendido pelo autor:

A (Asseverativos); D (Dubitáveis); DEL (Delimitadores); DEO (Deontológicos); AFE (Afetivos)

Coloque a classificação nos parênteses ao lado das palavras destacadas.

O veto à existência de “vagões rosa” cerceia (               )  o direito das mulheres, as principais interessadas, de poder escolher (                  ) como preferem se mover pela cidade, se em vagões exclusivos ou mistos. Portanto, nada mais ultrajante que, logo após um dia exaustivo e tenso, entrar num trem ou metrô e ficar exposta a homens de comportamento agressivo e predatório, que acreditam (                         ), em sua maioria (59%), que “se as mulheres soubessem ( ) se comportar haveria menos estupros” – estima-se (              ) que o número de casos alcance mais de 500.000 por ano, sendo que nem 10% deste total chegam a ser comunicados oficialmente.
  1. cerceia : ASSEVERATIVO
  2. poder escolher: deontológico
  3. se as mulheres soubessem: DUBITÁVEL
  4. estima-se ( ) que o número: DUB
  5. poder escolher: ASSEVERATIVO
  6. acreditam: Asseverativo
3 - Leia o texto seguinte:
FONTE: facebook.com. Acesso em: 15 de maio de 2021.

4 A) O vocábulo do texto lido que é classificado como modalizador por inserir uma opinião do enunciador sobre o assunto veiculado é:
a) Apenas.
b) Consome.
c) Quente.
d) Elétrico.
e) Ensaboar.

B) Qual o sentido construído pelo autor ao utilizar o modalizador “apenas”? Caso ele não tivesse utilizado essa palavra, o sentido do texto seria o mesmo? O que mudaria?
Apenas: delimitar a ação do chuveiro. Mudaria o sentido da oração, uma vez que não haveria o modalizador que marca a opinião.

Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.

8º ano - literatura - livro "uma História de Futebol' – atividades avaliativas

1. Vamos relembrar alguns personagens importantes do time 7 de setembro. Abaixo, temos seus apelidos. Relacione-os com suas características de acordo com o livro.

a) Azeitona 
b) Espaguete 
c) Tom Mix 
d) Veludo 
e) Arigatô 
f) Bala 
g) Pé-de-Cabra 
h) Cosme e Damião

( ) Era filho do delegado da cidade, sempre jogava com cara de mau por isso era considerado o chefe do time.
( ) Era o mais briguento de todos e sempre ameaçava quebrar os dentes dos colegas quando faziam algo que o desagradava.
( ) Era bem gordo e gostava de jogar de goleiro, sempre aparecia comendo alguma coisa.
( ) Tinha esse apelido porque corria muito rápido.
( ) Ficava horas se arrumando e mesmo após o jogo nunca ficava sujo ou desarrumado.
( ) Eram gêmeos idênticos e sempre confundiam os amigos.
( ) Era filho de japoneses e era muitíssimo educado.
( ) É o mais alto do time e ainda gostava de andar de perna de pau.

2. “Uma História de Futebol” passa-se no mesmo ano em que houve uma copa do mundo em nosso país. De acordo com essa informação responda:

a) Em que ano aconteceram os fatos narrados nesse livro? _________________________________________________________________________

b) Contra quem o Brasil jogou na final daquela copa do mundo? _________________________________________________________________________

3. Quem se torna o capitão do time 7 de Setembro?
______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

4. De acordo com o livro, como foi escolhido o nome do time?
__________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

5. Qual foi a surpresa feita pelo pai de Zuza, para ele e Dico quando dona Das Dores reclamou dos meninos por terem roubado suas goiabas.
______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

6. Em dado momento da narrativa Zito e seu melhor amigo acabam se desentendo por que isso acontece?
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7. Quando o pai de Aziz, começa a sumir todas as noites muitas suspeitas são levantadas. O próprio Aziz começa a ir muito mal na escola quando descobre que o seu pai está indo a casa da professora Rosa quase todas as noites e a mãe de Aziz fica muito triste com o seu esposo Isósceles. No entanto existia uma razão para Isósceles sumir todas as noites e não querer contar a ninguém o que estava acontecendo. Explique com suas palavras porque o pai de Aziz sumia todas as noites e porque não contava a ninguém o que estava fazendo. ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.

8º ano -português - conjunção e articulação - exercícios com gabarito

 Conjunção: articulação entre ideias. A finalidade desta atividade é compreender como as conjunções coordenativas e subordinativas estabelecem conexões entre as orações do texto e como permitem identificar as posições.

Conjunção é um termo que liga duas orações ou duas palavras de mesmo valor gramatical, estabelecendo uma relação entre elas.

  • As conjunções são classificadas em dois grupos: coordenativas e subordinativas. 
  • As conjunções coordenativas são aquelas que ligam duas orações independentes.
  • As conjunções subordinativas servem para ligar orações dependentes uma da outra.

PARA SABER MAIS:

As conjunções, em geral, conectam orações e deixam claro o sentido entre elas. Quando não são usadas, a relação entre as orações do período fica menos evidente. Por isso, em geral, orações com o verbo no gerúndio ou no particípio, que não são introduzidas por conjunção, ampliam as possibilidades de  sentido produzidas pelo leitor.

FONTE: NOGUEIRA, Everaldo.; MARCHETTI, Greta; SCOPACASA, Maria Virgínia. Língua Portuguesa: geração alpha. 2. ed. São Paulo: Moderna, 2018. Moderna, 2018.


Questão 1. A linguagem verbal e a linguagem não verbal se complementam? Justifique sua resposta.

Sim, pois, somente sabemos que a roda é quadrada pelo texto não verbal, assim como sabemos que o consumidor está muito nervoso, no terceiro quadrinho.

Questão 2. Embora mostre os personagens como na Pré-História, qual relação a tirinha tem com a atualidade?

Na atualidade, há muito abuso de preços, desrespeito ao código do consumidor, quando uma pessoa compra algo que vem com problema e a empresa se recusa a solucionar o problema, contrata um serviço de internet, por exemplo, e essa fica o tempo todo caindo ou oscilando.

Questão 3. Nas falas da tirinha existem conjunções que introduzem ou ligam as orações. Quais são elas?

O primeiro quadrinho, há a conjunção adversativa MAS.  No segundo, a integrante QUE; 

Questão 4. Que sentidos cada uma das conjunções atribui às orações?

MAS: inseri uma oração com sentido oposto à primeira

QUE: uni as duas orações completando o sentido da primeira

Questão 5. Releia os trechos abaixo do texto “Violência e futebol” e responda:

a) No trecho “É cada vez mais notório e triste o esvaziamento dos campos de futebol e os porquês são claros no momento em que vemos a violência a campear nos estádios, fora deles e, nas redes sociais".  A conjunção E estabelece entre os termos uma relação de adição ou de oposição? Justifique.

Os três Es - conjunções - têm sentido de adição, soma de ideias; 

b) No trecho “É comum, agora, em qualquer derrota ou mau resultado a agressão a dirigentes, jogadores e comissão técnica de forma direta”., que conjunção existe no período e que relação de sentido ela expressa?

OU:  conjunção alternativa - sentido de alternância entre ações;

E: conjunção aditiva - sentido soma de enumeração de agentes.


1ªsérie - ensino Médio - português - gênero notícia - exercícios com gabarito

MICROMOBILIDADE CRESCE DURANTE A PANDEMIA

Assessoria de Imprensa, 04/04/2021.

Relatório Global do Moovit mostra que o uso de bicicletas e patinetes compartilhadas se tornou mais comum no Brasil ao longo de 2020.

Mesmo com todas as dificuldades da pandemia, mais gente usou bicicletas e patinetes compartilhadas no ano passado. É o que aponta o Relatório Global Moovit sobre Transporte Público 2020. Nas dez cidades brasileiras pesquisadas no levantamento, o uso diário de micromobilidade cresceu em todas, passando de 8% em 2019 para 15% em 2020 na média geral para o Brasil.

O índice para quem usa até três vezes por semana também cresceu em todas as cidades, passando de 7% para 11% na média geral. O Moovit é uma empresa Intel, líder de soluções de Mobilidade como um Serviço (MaaS) e criadora do app de mobilidade mais usado no mundo. Seu relatório global combina uma análise de big data de milhões de viagens com uma pesquisa qualitativa para traçar um panorama global sobre mobilidade.

Brasília é a cidade brasileira onde mais se usa micromobilidade diariamente: 21% dos respondentes usam bicicletas compartilhadas todos os dias. A capital federal lidera o ranking pelo segundo ano consecutivo.  Campinas, com 17%, vem logo depois, seguida por Rio de Janeiro, com 14%. Na comparação com 2019, o uso diário dobrou em Belo Horizonte – de 8% para 16% – e em Salvador – de 6% para 12%. 

Motivos para usar a micromobilidade

Entre os motivos para usar a micromobilidade, 35% responderam que fazem por ser em conta. Já 29% usam para ir aonde não conseguem chegar via transporte público. E 21% escolhem bicicletas e patinetes por serem sustentáveis. Já as razões para não usar a micromobilidade incluem falta de segurança  (28%), poucas ciclovias ou vias exclusivas (27%) e má conservação das ruas (25%). Importante frisar que os respondentes podiam escolher mais de uma opção entre as respostas.

Em 2020, 30% das viagens com micromobilidade foram combinadas com transporte público. Um número que caiu em relação ao ano anterior, quando 37% combinaram micromobilidade com ônibus, metrôs e trens. “Vemos isso como um reflexo da pandemia, já que houve uma rejeição ao transporte público. O que o relatório mostra é que a multimodalidade é cada vez mais importante para as pessoas circularem pelas cidades, e isto deve ser considerado pelo poder público e pelos operadores, nos planejamentos da mobilidade urbana do futuro, no pós-pandemia. O uso de dados de big data vai revolucionar as matrizes origem destino, trazendo novos insights”, comenta Pedro Palhares, gerente geral do Moovit no Brasil.

O estudo também mostra que muitas pessoas ainda não usam micromobilidade: 51% responderam que não utilizam, mesmo tendo acesso. “Eu vejo isso como um grande público em potencial. Em 2019, eram 60% que não usavam. O índice vem caindo à medida que mais gente vai conhecendo a micromobilidade”, pontua Palhares.

Relatório Global

O Relatório Global Moovit sobre Transporte Público é formado por tabelas dinâmicas, onde é possível analisar os resultados de regiões metropolitanas em diferentes países sob critérios como tempo de viagem, distâncias percorridas, número de baldeações e outros. A nova edição permite ainda a comparação dos dados atuais com os de 2019.

MICROMOBILIDADE cresce durante a pandemia. Portal do trânsito. Disponível em: portaldotransito.com.br. Acesso em: 15 maio 2021. 

Questão 1. Essa notícia foi publicada em um site da internet, em 4 de abril de 2021. Por que a indicação da data de publicação é importante em uma notícia, seja ela impressa ou digital?

A publicação da data e hora é importante, pois o texto pode ser alterado ou excluído no jornalismo digital. Quanto ao impresso, é necessário a data para que o leitor situe o tempo em que a notícia foi publicado e o tempo em que os fatos retratam.

Questão 2. O título da notícia lida fornece alguma indicação concreta sobre o fato noticiado? Justifique.

Além de atrair o leitor para ler a notícia, o título deve conter um resumo indicativo da notícia. No título acima, mostra isso.

Questão 3. A notícia lida apresenta um subtítulo, texto curto que aparece logo abaixo do título para completar seu sentido ou ampliar a informação. Identifique no subtítulo alguns de seus componentes:

a) Quem fez? Moovit 

b) O que fez? RELATÓRIO

c) Para quê? Para tratar da mobilidade urbana por meio de bicicleta e patinente.

Questão 4. O que parece ter impressionado mais o gerente geral do Moovit no Brasil, Pedro Palhares?

Os dados sobre mobilidade - big data - que mostram que cada vez mais para as pessoas circularem pelas cidades usando-se da multimobilidade e como esses dados vão revolucionar as matrizes origem destino, trazendo novos insights.

Questão 5. Explique o uso das aspas, sinais de pontuação usados para realçar certa parte de um texto, no trecho seguinte retirado da notícia:

“Eu vejo isso como um grande público em potencial. Em 2019, eram 60% que não usavam. O índice vem caindo à medida que mais gente vai conhecendo a micromobilidade”, pontua Palhares.

As aspas mostram que o trecho em destaque é a voz de um especialista, não do redator. Elas também foram usadas para inserir a fala de Palhares.

Questão 6. Qual é o tempo verbal predominante na notícia lida? Explique por que essa forma verbal é utilizada.

Predomina na notícia a tempo verbal presente do modo indicativo, pois o narrador busca atualizar a notícia por meio do tempo verbal.

Os miseráveis - exercícios

QUESTÃO 01 Como o episódio com o Pequeno Gervais se liga com a frase dita a Jean pelo Bispo de Digne: “Jean Valjean, meu irmão, o senhor não pertence mais ao mal, e sim ao bem. É a sua alma que estou comprando (...)”.

QUESTÃO 02 O livro Os miseráveis, de Victor Hugo, é constituído a partir de inúmeras reviravoltas narrativas, ou seja, quando pensamos que o enredo caminha para um lado, o narrador nos surpreende, dando um novo rumo aos personagens. Escreva um parágrafo dissertativo em que você comprove e exemplifique essa afirmação.

QUESTÃO 03 Observe o quadro abaixo:

PROTAGONISTA / ANTAGONISTA

1. HERÓI

2. ANTI-HERÓI

3. VILÃO

1. “bom”, tem mais qualidades que defeitos

2. “bom”, tem mais defeitos que qualidades

3. “mal”, tem mais defeitos que qualidades

Tomando por base a leitura do livro Os miseráveis, de Victor Hugo, classifique os personagens abaixo como herói, um anti-herói ou um vilão e justifique suas respostas.
a) Jean Valjean
b) Javert

QUESTÃO 04 A discussão sobre Ética é algo que perpassa todo o livro Os miseráveis, de Victor Hugo. Quais foram as situações em que os Thénardier foram antiéticos com Fantine e sua filha Cosette?

QUESTÃO 05 Além dos protagonistas Jean Valjean, Cosette e Fantini, quais DOIS outros personagens do livro poderiam receber esse adjetivo “miseráveis”? Justifique!

3ªsérie - ensino médio - adjetivo e inferência - exercícios com gabarito

 1 – Podemos afirmar que a descrição é o modo de organização textual que predomina no poema lido.

a) O que é descrito? O eu-lírico descreve parte de seu corpo comparando o passado com o presente.

b) O rosto é um dos elementos centrais do poema. Faça um levantamento das palavras empregadas para caracterizar explicitamente rosto, olhos e lábios. rosto: calmo, triste e magro; olhos: vazios; lábios: amargo.

c) Como você classificaria essas palavras que caracterizam os elementos centrais do poema?  Gramaticalmente, eles recebem o nome de adjetivos.

Questão 2. O poema se constrói com base numa oposição central entre o passado e o presente.

a) Na segunda estrofe, o eu lírico fala das mãos no presente. Levante hipóteses, como eram suas mãos e seu coração no passado?

Certamente a mão e o coração tinham adjetivações antônimas a atualidade, logo a mão deveria ser forte, quente e viva e o coração, era ativo suas funções. 

b) Podemos afirmar que a descrição dos elementos centrais do poema é vista como algo positivo ou negativo? Justifique sua resposta.

O eu-lírico usa qualificações para tratar de seu corpo em que compara o passado e o presente valendo de oposição. Ele vale-se do saudosismo para tratar do seu corpo jovem, como momento positivo para seus membros corpóreos, retratando o presente de forma negativa.

3 – (TAE-2010) Infere-se da terceira estrofe que:

a) o eu poético sempre percebeu que mudou física e interiormente, pois tudo ocorreu de forma tão simples, tão certa, tão fácil, como se lê no segundo verso. 

b) é evidente a sensação de transitoriedade da vida: o tempo passa e, mesmo assim, o eu poético fica surpreso com isso.

c) a repetição da palavra “tão” mostra a incerteza da evolução e ritmo do tempo, o qual se torna um fator de amadurecimento das pessoas que são apaixonadas.

d) com as experiências da vida, percebe-se claramente o momento exato em que se perde a vitalidade.

e) metaforicamente: “espelho” seria a beleza perdida com o passar dos anos e “face” representaria o amor que não voltará jamais.

Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.

Modalização: aprenda de uma vez - exercícios - com gabarito

Os enunciados expressam sentimentos e pensamentos do locutor, mostrando suas intenções e determinando reações no interlocutor. Os modalizadores podem ser:

  • EPISTÊMICOS: revelam o grau de conhecimento do sujeito em relação ao enunciado (certeza, probabilidade etc.). Correspondem os eixos do SABER e do CRER.
  • DEÔNTICOS: Referem-se ao eixo da conduta, a linguagem das normas: obrigatório, proibido, ordenado, permitido, facultativo.
Fazem parte os modalizadores apreciativos: é agradável, é bom, é delicioso, é ruim, aprecio, censuro, detesto... Alguns recursos linguísticos para a expressão da modalização: advérbios: talvez, infelizmente...; predicados cristalizados: é certo, é preciso...; performativos explícitos: eu ordeno...; verbos auxiliares: poder, dever...; verbos de atitude proposicional: eu creio, eu sei...

Os modos e os tempos verbais também são recursos para a modalização. Eles exprimem a atitude do falante em relação ao enunciado:
  • INDICATIVO: representa algo real, de certeza. Situa o processo em uma época: passado, presente, futuro.
Por exemplo: O ônibus passará às 7h.
  • SUBJUNTIVO: representa algo possível, provável, de incerteza, sem marcação de tempo.
Por exemplo: Espero que ela entregue o trabalho.
  • IMPERATIVO: tem valor diretivo, sem marcação de tempo, restrito a pessoas.
Exemplo: Venha logo!

  • INFINITIVO: sem marcação de tempo, pessoa e número. Dar ao enunciado estatuto de verdade. Exemplo: Encontrar o livro é importante.
Alguns tempos verbais tem empregos modais:
  • Futuro do presente: efeito de dúvida, probabilidade.
        Exemplo: Joana não chegou. Terá esquecido a reunião?
  • Futuro do pretérito: efeito de hipóteses.
        Exemplo: Eu teria participado da reunião se fosse avisada.

Observação: O imperfeito do indicativo também pode ter valor de probabilidade.

Exercícios.
1. Leia as manchetes de jornais.
Brasil gastará mais R$21,3 bi para erradicar a pobreza
Brasil terá de gastar mais R$21,3 bi para erradicar a pobreza

"Segundo a gramática Houaiss da Língua Portuguesa: "A modalização diz respeito à expressão das intenções e pontos de vista do enunciador. É por intermédio da modalização que o enunciador inscreve no enunciado seus julgamentos e opiniões sobre o conteúdo do que diz/escreve, fornecendo ao interlocutor pistas ou instruções de reconhecimento do efeito de sentido que pretende produzir."

Nesse sentido, diga qual é modalização usadas em:
a) É possível que chova no Carnaval. (Suposição)
b) É necessário que chova no Carnaval. (Necessidade)
c) Vai chover no Carnaval. (Certeza)"

2. Identifiquem os trechos assertivos e aquele onde há modalização indicativa de atenuação.

"Chove em grande parte do Brasil
As chuvas se espalham pelo país, atingindo faixa que vai de SC até AM. As pancadas são isoladas no Nordeste. Já no Sudeste e no Centro-Oeste, há risco de temporais, sobretudo no sul de MG e RJ."

Resposta: os verbos chove e são, colocados no presente do indicativo, dão a ideia de certeza. Já a expressão há risco de temporais indica uma atenuação, mostrando que existe uma possibilidade que pode ou não se concretizar. Proponha que a turma reescreva o boletim de modo que o caráter assertivo seja substituído pela possibilidade ou probabilidade.

3. Reescreva o boletim de modo que o caráter assertivo seja substituído pela possibilidade ou probabilidade.

Uma opção de resposta é:
Pode chover em grande parte do Brasil
As chuvas podem se espalhar pelo país, atingindo faixa que vai de SC até AM. As pancadas podem ser isoladas no Nordeste. Já no Sudeste e no Centro-Oeste, há risco de temporais, sobretudo no sul de MG e RJ.


4. Faça o mesmo utilizando a previsão astrológica abaixo.

"Áries (21 de mar. a 20 de abr.).
Lua em Gêmeos favorece estudos, comunicação e contatos sociais em geral. Sol em Sagitário traz quatro semanas ótimas, para você desenvolver melhor sua espiritualidade, explorar com mais afinco novas maneiras de viver."
Folha de S. Paulo, 22 de nov de 2010, Caderno Ilustrada, E11
Uma opção de resposta é:
Áries (21 de mar. a 20 de abr.).
Lua em Gêmeos pode favorecer estudos, comunicação e contatos sociais em geral. Sol em Sagitário indica a possibilidade de quatro semanas ótimas para você desenvolver melhor sua espiritualidade, explorar com mais afinco novas maneiras de viver.


5. Leia.
Brutalidade não pode ser reação à cantada
Jairo Bouer
INFELIZMENTE, em menos de um mês tenho que voltar ao tema da violência gratuita, face aos incidentes que aconteceram em plena avenida Paulista, quando um grupo de quatro menores e um garoto de 19, todos de classe média e teoricamente "educados", agrediram outros jovens.
A coluna está sendo escrita um dia após os agressores terem sido liberados pelas autoridades responsáveis. Há indícios (segundo a própria polícia) de que a motivação para alguns dos ataques no dia 14 tenha sido a homofobia.

A defesa alega que não houve homofobia, mas uma simples briga de jovens, talvez motivada por um suposto flerte de um dos garotos que foi agredido. Os agredidos e outras testemunhas negam que houve qualquer tipo de contato anterior e dizem que os agressores já chegaram batendo.
Vamos supor que houve uma briga que nasceu de uma cantada. Desde quando a forma de se reagir a qualquer tipo de cantada, vindo ela de homens ou de mulheres, é uma agressão brutal? Cinco garotos atacando um jovem sozinho é uma simples briga? Na melhor das hipóteses, é pura covardia. Na pior, é um ato preconceituoso e bárbaro.
Não dá para admitir tal comportamento como sendo natural, um rito de passagem, agressividade normal de meninos, necessidade de afirmação frente ao grupo e falta de limites colocados pelos pais, entre outras alegações. É uma selvageria inadmissível e, para isso, existe lei, julgamento e eventuais responsabilizações.
Tendo a achar que a melhor maneira de aprender é trabalhar aquilo que é sensível. Assim, que tal colocar alguém que não sabe lidar com sua própria agressividade em um trabalho comunitário com vítimas de violência contra a mulher, de preconceito e de homofobia? Talvez, no contato com aquilo que incomoda, a gente cresça e aprenda a ser um adulto melhor.
Fonte: folha de São Paulo.

a) O que achou do texto e o que pensam sobre a violência juvenil?
b) Releia o texto observando assinalando as modalizações.
c) No primeiro parágrafo, marque as palavras infelizmente, gratuita e teoricamente. O que elas expressam?
d) No terceiro parágrafo, encontram-se simples, talvez e suposto. O que as palavras expressam?
Essas palavras são utilizadas pela defesa dos jovens agressores, visando diminuir a gravidade do fato. A suposição elaborada pelos advogados atrela-se a palavras indicativas de hipóteses - talvez e suposto. A ela se contrapõe as afirmações dos agredidos e das testemunhas que aparecem no mesmo parágrafo. Eles negam que houve qualquer tipo de contato anterior e dizem que os agressores já chegaram batendo.

e) No quarto parágrafo, o autor do texto parte da suposição lançada pela defesa dos agressores e a problematiza. Isso se dá por meio de duas questões em que o juízo do enunciador é reforçado por meio dos adjetivos. Quais são eles? agressão brutal, simples briga. pura covardia, ato preconceituoso e bárbaro.

f) No quinto parágrafo, palavra inadmissível poderia ser tirada do texto sem prejuízo à mensagem?
g) No último parágrafo, o enunciador mostra uma possível via de punição. Ele, entretanto, atenua o caráter de verdade de sua proposta ao usar as expressões como: Talvez, aprenda a ser um adulto melhor.

h) Redijam um parágrafo comentando o texto de Jairo Bouer. Utilizem expressões modalizadoras: é certo que, felizmente, infelizmente, inadmissível, provavelmente e talvez.

5. Leia.
Origens da Linguagem
A questão da origem da linguagem ou, em outros termos, da evolução do comportamento comunicativo do humano é altamente controvertida, dada a inexistência de provas e testemunhas factuais, diferentemente da evolução da espécie humana, para qual existem evidências concretas. Isso tornou o tema sujeito às mais inusitadas divagações e propostas fantasiosas. Uma das primeiras teorias sobre a origem da linguagem humana é que as palavras surgiram da tentativa de imitar os sons produzidos pelos animais, como quá-quá, bem-te-vi, cuco, e os sons da natureza circundante, como o farfalhar das folhas, o correr das águas, o barulho do vento e da chuva, por meio de sons sibilantes ou chiantes, como s, z, ch, de nasais murmurantes, como m e de líquidas como l e r. A imitação tornava-se a palavra que designava o objeto. Essa teoria, conhecida como teoria onomatopaica, evoca a seu favor a existência de onomatopeias em todas as línguas. Além disso, é comum a mãe, ao mostrar o filho pequeno um livro com animais, dizer-lhe: olha o au-au, olha o miau, olha o cocoricó, olha o muu, nomes que muitas vezes a criança usa para se referir ao cachorro, gato, galo e vaca. No entanto o elo perdido está em saber como de au-au passa a ser cachorro, de miau a gato, de muu a vaca.
Outra possibilidade proposta, muito semelhante à explicação onomatopaica, foi a de identificar o germe da linguagem nas interjeições. Os primeiros sons produzidos pelos homens teriam sido exclamações de dor, alegria, desespero, espanto, surpresa, o que também não explica como se passou do estágio dos gritos expressando emoções à linguagem articulada de frases como eu estou com dor, eu estou feliz, eu estou desesperado etc.
FRANCHETTO, B. e LEITE, Y. Origens da Linguagem. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004, pp11-12.

a) Identifique as expressões modalizadoras presentes nos dois primeiros períodos do texto.
b) Produza um texto resumindo e comentando o trecho lido. Use duas expressões modalizadoras diferentes das utilizadas pelas autoras.

Novidade!

8º ano do Ensino Fundamental Língua Portuguesa

  QUESTÃO   1                                                              VALOR: 0,60                       NOTA:_______ Observe os três ...