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2ª série - ensino médio - português - modalização - exercícios com gabarito

Questão1.
Analise o texto abaixo e classifique os modalizadores destacados usando o seguinte código sobre o efeito de sentido pretendido pelo autor:

A (Asseverativos); D (Dubitáveis); DEL (Delimitadores); DEO (Deontológicos); AFE (Afetivos)

Coloque a classificação nos parênteses ao lado das palavras destacadas.

O governo do Estado de São Paulo vetou a criação dos chamados “vagões rosa”, destinados exclusivamente às mulheres nos sistemas de metrô e trens metropolitanos. O argumento é o de que, ao invés de alcançar o objetivo almejado, combater o assédio sexual, a medida ampliaria ( ) ainda mais a segregação, punindo a vítima, não o agressor. Segundo esse raciocínio, ações como esta não ajudam em nada a luta contra o machismo, mas apenas perpetuam uma situação de violência.
  1. exclusivamente às: delimitador (DEL)
  2. ampliaria: DUBITÁVEL
  3. não ajudam em nada: ASSEVERATIVO

Questão 2.
Analise o texto abaixo e classifique os modalizadores destacados usando o seguinte código sobre o efeito de sentido pretendido pelo autor:

A (Asseverativos); D (Dubitáveis); DEL (Delimitadores); DEO (Deontológicos); AFE (Afetivos)

Coloque a classificação nos parênteses ao lado das palavras destacadas.

O veto à existência de “vagões rosa” cerceia (               )  o direito das mulheres, as principais interessadas, de poder escolher (                  ) como preferem se mover pela cidade, se em vagões exclusivos ou mistos. Portanto, nada mais ultrajante que, logo após um dia exaustivo e tenso, entrar num trem ou metrô e ficar exposta a homens de comportamento agressivo e predatório, que acreditam (                         ), em sua maioria (59%), que “se as mulheres soubessem ( ) se comportar haveria menos estupros” – estima-se (              ) que o número de casos alcance mais de 500.000 por ano, sendo que nem 10% deste total chegam a ser comunicados oficialmente.
  1. cerceia : ASSEVERATIVO
  2. poder escolher: deontológico
  3. se as mulheres soubessem: DUBITÁVEL
  4. estima-se ( ) que o número: DUB
  5. poder escolher: ASSEVERATIVO
  6. acreditam: Asseverativo
3 - Leia o texto seguinte:
FONTE: facebook.com. Acesso em: 15 de maio de 2021.

4 A) O vocábulo do texto lido que é classificado como modalizador por inserir uma opinião do enunciador sobre o assunto veiculado é:
a) Apenas.
b) Consome.
c) Quente.
d) Elétrico.
e) Ensaboar.

B) Qual o sentido construído pelo autor ao utilizar o modalizador “apenas”? Caso ele não tivesse utilizado essa palavra, o sentido do texto seria o mesmo? O que mudaria?
Apenas: delimitar a ação do chuveiro. Mudaria o sentido da oração, uma vez que não haveria o modalizador que marca a opinião.

Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.

Ensino médio - dissertativa - tema: “A função do jovem no século XXI”

Leia atentamente os textos abaixo.

Texto 01.

O Dia Internacional da Juventude é uma data criada pela Assembleia Geral da ONU, por meio da Resolução nº 54/120, aprovada em 17 de agosto de 1999. Desde então, 12 de agosto é observado globalmente como uma data para celebrar as diversas contribuições feitas pelos jovens à sociedade, mas também para lembrar os muitos desafios e obstáculos que ainda se colocam para as gerações mais novas de todo o mundo. Dirigindo-se aos participantes e espectadores do evento, a enviada do secretário geral da ONU para a Juventude, Jayathma Wickramanayake, destacou o importante papel dos jovens para a construção e a manutenção da paz e da segurança. Para ela, mais do que estatísticas, os jovens são líderes que mobilizam pessoas a nível local, construindo pontes entre comunidades e conduzindo toda a sociedade em direção à paz e à prosperidade.
Disponível em: nacoesunidas.org. Acesso em 15 agosto 2017
Texto 02.

A inclusão da juventude nos debates políticos é um dos desafios da democracia em todo o mundo. No Brasil, essa questão ganhou contornos especiais com as manifestações de junho de 2013, quando milhares de pessoas, na maioria jovens, foram às ruas numa explosão social que há muito não se via. Nesse contexto, são fundamentais os debates levantados pelo Dia Internacional da Juventude, comemorado em 12 de agosto e que teve como tema escolhido pelas Organizações das Nações Unidas (ONU) a “Participação Cidadã da Juventude” (tradução livre de “Youth Civic Engagement”). A ampliação da presença do jovem na esfera pública encontra desafios nas duas pontas do processo. Se por um lado é necessário modificar a estrutura das instituições para que elas se tornem mais abertas para ouvir as demandas dos jovens, por outro é igualmente fundamental fazer a juventude se interessar por política e criar uma cultura de participação. […] O tema da participação esteve presente em todo o debate. O representante da juventude de Parelheiros na Coordenadoria de Juventude de São Paulo, Alenildo Almeida, lamentou o pouco espaço do jovem na política, principalmente o da periferia, que, na sua avaliação, precisa conquistar esse “território” político. “Falta força da juventude nas periferias. Se a gente não se organizar e ocupar a frente das políticas públicas, será difícil caminhar”, analisou. Os dados sustentam a preocupação de Alenildo. De acordo com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) em torno de 16% da população do mundo tem entre 20 e 29 anos, mas essa faixa etária representa apenas 1,6% de parlamentares, dos quais a maioria são homens, de acordo com a UNFPA. A carta publicada em função do dia 12 também enfatiza que a juventude raramente adere a partidos políticos e a maioria não vota em eleições. No Brasil a situação não é melhor em termos de representatividade. Segundo dados da Campanha por um Plebiscito Constituinte para a Reforma Política, enquanto os jovens (de 16 a 35 anos) representam 40% do eleitorado, o Congresso Nacional tem apenas 3% de jovens.
Disponível em: observatoriosc.wordpress.com. Acesso em 15 agosto 2017.
Texto 3

PROPOSTA DE REDAÇÃO

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “A função do jovem no século XXI”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Seu texto deve conter no mínimo 20 linhas e no máximo 30 linhas. Não copie nada dos textos motivadores; não valha do repertório deles.

9 ANO - PROPOSTA DE REDAÇÃO - DISCURSO DE FORMATURA

 Gênero discurso: Discurso de formatura

 Texto 1. Discurso de formatura

O discurso de formatura é o momento em que o orador de uma turma de formandos do Ensino Superior – ou Médio – discursa na cerimônia de Colação de Grau. O discurso de formatura é um dos principais momentos da colação de grau. Neste momento, a trajetória da turma é relembrada, pontuando os seus melhores momentos, sempre ressaltando a gratidão àqueles que foram essenciais para que os formandos atingissem esse objetivo. O orador, escolhido pela turma, deve possuir uma boa oratória, para envolver, através de seu discurso, todos os presentes. Este discurso deve ser sucinto, feito com criatividade e deve possuir sua carga emocional. Para que se desenvolva um bom discurso de formatura, é extremamente importante que este possua um tema central e significativo para a turma de formandos. Os principais temas de discursos são: maturidade, transformação, superação e conquista. É preciso bastante cautela para escolher a temática, pois será o fundamento de todo o discurso de formatura. Por isso, relembrar os melhores momentos, bem como os desafios superados são ótimas dicas. Além disso, também é preciso ter cuidado com a estrutura do discurso de formatura, que conta com: Abertura: contém os agradecimentos aos presentes, a apresentação do tema e a preparação para os conceitos do discurso; Desenvolvimento: momento em que a história da turma é contada com exemplos de situações vividas pela turma; Conclusão: é feita a reflexão sobre o futuro profissional da turma e os agradecimentos finais.

Fonte: Futura Convites. Acesso em 17 set. 2022.

Texto 2

Discurso de Steve Jobs para os formandos de Stanford “Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Que a verdade seja dita, eu nunca me formei na universidade. Isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. [...] Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama. Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz. Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.”

 (Discurso de Steve Jobs)

TEXTO 3

Fonte: Policia Militar de Minas Gerais. Acesso em 30 out. 2022.

Atenção! Após a leitura cuidadosamente dos textos acima, imagina que você foi escolhido para fazer um DISCURSO DE FORMATURA DA SUA TURMA DE NONO, o qual será proferido em sua escola. Use seus conhecimentos construídos sobre o gênero para redigir o texto.

MÍNIMO: 20 LINHAS

PROPOSTA DE REDAÇÃO DISSERTATIVA - IMPORTÂNCIA DA POLÍCIA

Texto I. Polícia Militar: compromisso em salvar vidas.

A transparência, divulgação e conhecimentos de todos os atores envolvidos no processo, gerará motivação não apenas pela possibilidade de ganho remuneratório, mas por fazer claramente parte de um processo de metas como o de ‘salvar vidas’. A visão do todo está inserido no processo, inclusive, os agentes de segurança terão incentivo constante para buscar resultados cada vez maiores.

 jus.com.br. Acesso em 08 abr. 2023.

TEXTO III. Direitos Humanos: coisa de Polícia

Durante muitos anos o tema “Direitos Humanos” foi considerado antagônico ao de Segurança Pública. Produto do autoritarismo vigente no país entre 1964 e 1984 e da manipulação, por ele, dos aparelhos policiais, esse velho paradigma maniqueísta cindiu sociedade e polícia, como se a última não fizesse parte da primeira.

Polícia, então, foi uma atividade caracterizada pelos segmentos progressistas da sociedade, de forma equivocadamente conceitual, como necessariamente afeta à repressão antidemocrática, à truculência, ao conservadorismo. “Direitos Humanos” como militância, na outra ponta, passaram a ser vistos como ideologicamente filiados à esquerda, durante toda a vigência da Guerra Fria (estranhamente, nos países do “socialismo real”, eram vistos como uma arma retórica e organizacional do capitalismo). No Brasil, em momento posterior da história, à partir da rearticulação democrática, agregou-se a seus ativistas a pecha de “defensores de bandidos” e da impunidade. Evidentemente, ambas visões estão fortemente equivocadas e prejudicadas pelo preconceito.

Estamos há mais de uma década construindo uma nova democracia e essa paralisia de paradigmas das “partes” (uma vez que assim ainda são vistas e assim se consideram), representa um forte impedimento à parceria para a edificação de uma sociedade mais civilizada.

[...]

CIDADANIA, DIMENSÃO PRIMEIRA

 1ª - O policial é, antes de tudo um cidadão, e na cidadania deve nutrir sua razão de ser. Irmana-se, assim, a todos os membros da comunidade em direitos e deveres. Sua condição de cidadania é, portanto, condição primeira, tornando-se bizarra qualquer reflexão fundada sobre suposta dualidade ou antagonismo entre uma “sociedade civil” e outra “sociedade policial”. Essa afirmação é plenamente válida mesmo quando se trata da Polícia Militar, que é um serviço público realizado na perspectiva de uma sociedade única, da qual todos os segmentos estatais são derivados. Portanto não há, igualmente, uma “sociedade civil” e outra “sociedade militar”. A “lógica” da Guerra Fria, aliada aos “anos de chumbo”, no Brasil, é que se encarregou de solidificar esses equívocos, tentando transformar a polícia, de um serviço à cidadania, em ferramenta para enfrentamento do “inimigo interno”. Mesmo após o encerramento desses anos de paranoia, sequelas ideológicas persistem indevidamente, obstaculizando, em algumas áreas, a elucidação da real função policial.

POLICIAL: CIDADÃO QUALIFICADO

 2ª - O agente de Segurança Pública é, contudo, um cidadão qualificado: emblematiza o Estado, em seu contato mais imediato com a população. Sendo a autoridade mais comumente encontrada tem, portanto, a missão de ser uma espécie de “porta voz” popular do conjunto de autoridades das diversas áreas do poder. Além disso, porta a singular permissão para o uso da força e das armas, no âmbito da lei, o que lhe confere natural e destacada autoridade para a construção social ou para sua devastação. O impacto sobre a vida de indivíduos e comunidades, exercido por esse cidadão qualificado é, pois, sempre um impacto extremado e simbolicamente referencial para o bem ou para o mal-estar da sociedade.

O policial, assim, à luz desses paradigmas educacionais mais abrangentes, é um pleno e legitimo educador. Essa dimensão é inabdicável e reveste de profunda nobreza a função policial, quando conscientemente explicitada através de comportamentos e atitudes.

Acadepol - MS. Acesso em 11 abr. 2023. Adaptado.

  PROPOSTA DE REDAÇÃO

Considerando a figura e os textos acima como motivadores, redija um texto dissertativo-argumentativo a respeito do seguinte tema: "POLÍCIA MILITAR DE MINAS GERAIS: O compromisso com a segurança pública em constante evolução". Ao desenvolver o tema proposto, procure utilizar os conhecimentos adquiridos e as reflexões feitas ao longo de sua formação. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões para defender seu ponto de vista e suas propostas, sem ferir os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Mínimo de 25 linhas.

PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA - PCD - ENSINO MÉDIO

QUESTÃO 1                     

 Uma das características do movimento literário denominado Barroco mostrava o conflito entre

A)  liberdade e escravidão.

B) brasilidade e lusitanidade.

QUESTÃO 2  

O Barroco, tendência artística vigente no século XVII, teve grande destaque nas artes plásticas (pintura, escultura, arquitetura) e também na literatura. Sobre o Barroco no Brasil é CORRETO afirmar:

I. Machado de Assis foi seu principal representante.

II. Gregório de Matos na Literatura e Aleijadinho na Escultura foram nomes de destaque.

III. Mário de Andrade e Manuel Bandeira foram seus principais representantes.

 A). Somente I é correta.    

 B). É correto somente o que se afirma em II.

QUESTÃO 3   

Leia a tira e responda à questão.



Levando em conta as informações do primeiro quadrinho, identifique a alternativa que apresenta a palavra que também sofreu alterações na acentuação gráfica devido à regra mencionada.

A) Plateia.

B) Baiuca.

QUESTÃO 4 

Assinale a alternativa em que todas as palavras devem ser acentuadas obedecendo à mesma regra.

A) Ofício, importância e sanitário.

B) Prática, agradáveis e história.

 

QUESTÃO 5

 Acesso em: mar. 2017.

Essa peça publicitária informando à sociedade o que reza o art. 7° do Estatuto da Criança e do Adolescente pretende

 

A) viabilizar o engajamento dos cidadãos em campanhas que defendam os direitos básicos dos menores de idade.

B) lembrar que existe uma lei que protege os que se encontram na faixa etária que abrange o período do nascimento até a maioridade, a fim de que, por meio das políticas sociais públicas, possam ter uma vida saudável e justa.

 

QUESTÃO 6 


A Lei nº 12.852, de 05 de agosto de 2013, que institui o Estatuto da Juventude, em seu art. 4º preconiza que o jovem tem direito à participação social e política e na formulação, execução e avaliação das políticas públicas de juventude. Baseado na Lei, o que se entende por participação juvenil?  

 A)    O incentivo à criação de conselhos de juventude em todos os entes da federação.

B)    A efetiva inclusão dos jovens nos espaços públicos de decisão com direito a voz e voto.

 QUESTÃO 7   

Famílias em transformação

O projeto de lei que cria o Estatuto da Família colocou na pauta do dia a discussão a respeito do conceito de família. Afinal, o que é família hoje? Alguém aí tem uma definição, para a atualidade, que consiga acolher todos os grupos existentes que vivem em contextos familiares?

A Câmara dos Deputados tem a resposta que considera a certa: “Família é a união entre homem e mulher, por meio de casamento ou de união estável, ou a comunidade formada por qualquer um dos pais junto com os filhos”. Essa é a definição aprovada pela Câmara para o projeto cuja finalidade é orientar as políticas públicas quanto aos direitos das famílias – essas que se encaixam na definição proposta –, principalmente nas áreas de segurança, saúde e educação. Vou deixar de lado a discussão a respeito das injustiças, preconceitos e exclusões que tal definição comporta, para conversar a respeito das famílias da atualidade. Desde o início da segunda metade do século passado, o conceito de família entrou em crise, e uso a palavra crise no sentido mais positivo do termo: o que aponta para renovação e transição; mudança, enfim. Até então, tínhamos, na modernidade, uma configuração social hegemônica de família, que era pautada por um tipo de aliança – entre um homem e uma mulher – e por relações de consanguinidade. As mudanças ocorridas no mundo determinaram inúmeras alterações nas famílias, não apenas em seu desenho, mas, principalmente, em suas dinâmicas.

E é importante aceitar essa questão: não foram as famílias que provocaram mudanças na sociedade; esta é que determinou muitas mudanças nas famílias. Só assim iremos conseguir enxergar que a família não é um agente de perturbação da sociedade. É a sociedade que tem perturbado, e muito, o funcionamento familiar. Um exemplo? Algumas mulheres renunciam ao direito de ficar com o filho recém-nascido durante todo o período da licença-maternidade determinado por lei, porque isso pode atrapalhar sua carreira profissional. Em outras palavras: elas entenderam que a sociedade prioriza o trabalho em detrimento da dedicação à família. É assim ou não é?

Se pudéssemos levantar um único quesito que seria fundamental para caracterizar a transformação de um agrupamento de pessoas em família, eu diria que é o vínculo, tanto horizontal quanto vertical. E, hoje, todo mundo conhece grupos de pessoas que vivem sob o mesmo teto ou que têm relação de parentesco que não se constituem verdadeiramente em família, por absoluta falta de vínculo entre seus integrantes.

Os novos valores sociais têm norteado as pessoas para esse caminho. Vamos lembrar valores decisivos para nossa sociedade: o consumo, que valoriza o trabalho exagerado, a ambição desmedida e o sucesso a qualquer custo; a juventude, que leva adultos, independentemente da idade, a adotar um estilo de vida juvenil, que dá pouco espaço para o compromisso que os vínculos exigem; a busca da felicidade, identificada com satisfação imediata, que leva a trocas sucessivas nos relacionamentos amorosos, como amizades e par afetivo, só para citar alguns exemplos. O vínculo afetivo tem relação com a vida pessoal. O vínculo social, com a cidadania. Ambos estão bem frágeis, não é?

SAYÃO, Rosely . Em 29 set. 2015.

Identifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas sobre o uso de expressões e/ou sinais de pontuação no texto.

(   ) O diálogo com o leitor é marcado no texto pelo uso da expressão “alguém aí”, na segunda linha, e pelo uso recorrente da interrogação.

(   ) A expressão sublinhada em “a Câmara dos Deputados tem a resposta que considera a certa” antecipa para o leitor a adesão da autora à definição de família aprovada para o projeto de lei do Estatuto da Família.

 QUESTÃO 8

A questão refere-se ao poema abaixo, de Oswald de Andrade, que integra o romance Memórias sentimentais de João Miramar.

 

Verbo crackar 

Eu empobreço de repente

Tu enriqueces por minha causa

Ele azula para o sertão

Nós entramos em concordata

Vós protestais por preferência

Eles escafedem a massa

Sê pirata

Sede trouxa

Abrindo o pala

Pessoal sarado.

Oxalá que eu tivesse sabido que esse verbo era irregular.

Azular: fugir, escapar 

Abrir o pala: retirar-se furtivamente, escapar 

Sarado: valentão, abusado

Com base no poema, classifique as palavras quanto a classe gramatical.

A) empobreço ________________________________

B) para _____________________________________

C) massa ___________________________________

QUESTÃO  09  Acentue, se necessário, e explique o motivo de cada palavra ser acentuada graficamente segundo a norma padrão.

A) pera / carie / ceu

B) hifen / ideia / bau

9º ANO - PROPOSTA DE REDAÇÃO - ARTIGO DE OPINIÃO

 Tipologia ARGUMENTATIVA – Artigo de opinião

 TEXTO I.

 “O perigo de uma história única”: a construção da identidade africana negra no romance Americanah, de Chimamanda Ngozi Adichie

[...] Durante muitos anos, ouvimos histórias sobre o continente africano - das suas guerras, catástrofes, doenças e fomes - que se tornaram a única verdade sobre África. É importante sabermos que cada história tem dois lados, e nunca podemos ouvir apenas uma das versões.

Segundo a escritora Chimamanda, em O perigo da história única, cria-se uma única história, quando mostramos um povo como se fosse somente uma coisa, um objeto do discurso dos outros. Para a escritora, é impossível falar da história única sem se falar de poder, uma vez que quem conta a história única é quem detém poder, seja ele económico, político ou epistémico. O poder, para além de ter a capacidade de contar a história de outra pessoa, consegue fazer com que esta história seja definitiva. Para Léila Gonzalez: A hierarquização de saberes como produto da classificação racial da população dá o privilégio social e epistémico à ciência eurocêntrica. (Ribeiro, 2017, p. 26).

A pensadora considera que quem possui o privilégio social possui o privilégio epistémico. Por sua vez, o escritor Mourid Barghouti, afirma que para desapropriar um povo, a forma mais simples de o fazer é contar a sua história, começando por “Em segundo lugar’” (Adichie, 2009, p. 11).

De igual modo, Susana Galante (2010) considera que os media têm grande influência na construção das histórias únicas, uma vez que fomentam a perpetuação dos estereótipos e discriminação das minorias étnicas e raciais. Através dos meios de comunicação, a estrutura de poder consegue comunicar-se com a sociedade. Na sua análise aos periódicos Público e Diário de Notícias, embora considerados jornais de “referência” pela sociedade portuguesa, estes são, contudo, imparciais, ao estarem munidos de preconceitos e estereótipos traduzidos na escrita.

 

Somos uma geração que consome bastante cultura pop americana. Durante anos, por influência dos media, da música e filmes. Em 2005, com o avanço das novas tecnologias de informação que foram surgindo, como o YouTube e, em 2009, o Facebook, e, posteriormente, outras redes sociais, o consumo tornou-se cada vez maior e a influência e o controlo sobre as vidas das pessoas aumentaram.

A autora salienta ainda que, ao atribuir a nacionalidade ou etnicidade a um indivíduo, o jornalista fomenta, através de “rótulos”, a percepção das minorias enquanto grupos, consequentemente, associam os indivíduos desses grupos aos mesmos comportamentos negativos e assim anulam os indivíduos enquanto pessoas.

Fonte: buala.org. Acesso em 27 jul. 2022.

 TEXTO II “Ouvir ou não ouvir "as duas partes"

Se há "regra de ouro" consensualmente assumida e sistematicamente invocada, a propósito do trabalho jornalístico, é a regra de "ouvir as duas partes". Trocado por miúdos, significa isto que, na abordagem de qualquer matéria em que se conheça (ou presuma...) a existência de diferentes interesses ou pontos de vista, o jornalista deve ouvi-los todos, dando a cada um idênticas possibilidades de expressão. O texto publicado será, assim, um mosaico de opiniões mais ou menos contrastantes, apresentado de forma distanciada das partes em confronto - e que, por isso mesmo, não comporta em si qualquer juízo de valor, mas fornece aos leitores elementos bastantes para eles próprios, querendo, ajuizarem.

O cumprimento escrupuloso deste "princípio do contraditório" - que é também, como se sabe, alicerce basilar de qualquer processo judicial - torna-se especialmente relevante quando alguém é acusado por outrem. Aí, a concessão do elementar direito de defesa a quem se sente ofendido pode mesmo levar (como tantas vezes sucede) ao adiamento de publicação de interessantes matérias jornalísticas, precisamente por se entender que, sem a versão da "outra parte", essas matérias ficam inapelavelmente "coxas". Ao profissional da informação cabe o dever incontornável de, por todos os meios ao seu alcance, conseguir a versão da parte ofendida, com a única ressalva de que não pode prolongar o processo indefinidamente quando estão em causa assuntos de óbvio interesse público. [...]

Fonte: publico.pt. Acesso 27 jul. 2022.


Texto III.

 Assim como existem dois lados de cada história, existem dois lados de toda pessoa. Um lado que revelamos ao mundo e outro que mantemos escondido.

(Emily Thorne)

  Atenção! Leia, cuidadosamente, a proposta de redação abaixo.

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija ARTIGO DE OPINIÃO SOBRE O TEMA: O PERIGO DE UMA HISTÓRIA ÚNICA.

Use a norma padrão da língua portuguesa

 

MÍNIMO: 25 LINHAS

 

3ª SÉRIE - PROVA DE RECUPERAÇÃO FINAL DE LÍNGUA PORTUGUESA COM GABARITO

Leia o texto a seguir e responda às questões de 1 a 7.

Mundo caipira
Embaixo de uma árvore, a família senta ao redor da mesa para o café da tarde no quintal. Queijo da vizinhança, café da própria roça, bolo de banana feito em casa. A vida corre no seu tempo, na região do bairro Limoeiro, mas nem sempre foi assim. Após longos anos na cidade, a família optou por uma vida caipira. “Minha infância foi no sítio, sempre falei que queria voltar para essa paz, sossego e tranquilidade”, conta Mioko de Souza. Há dez anos eles compraram uma chácara e passavam os finais de semana no local. A mudança só ocorreu mesmo há três anos, após o filho sair do emprego e tomar a decisão de montar uma marcenaria no local.

No início, o marceneiro trabalhava na chácara e morava na cidade, até que decidiu levar a família para morar de vez na área rural. A transição não foi tão simples para a esposa. “Para mim foi mais difícil, porque eu larguei meu emprego e tive que abrir mão de tudo, comenta Kelly Nagahara. Na época, eles tinham uma filha (Hikari, hoje com dez anos) e esperavam outra (Estela, hoje com 3). “Então, comecei a fazer artesanato para vender, adotei o estilo de vida daqui e me adaptei bem. Hoje não me vejo mais morando na cidade”, revela.

Lá eles plantam diversas culturas por simples prazer, mas que traz retorno para o bolso e a saúde. Para o pai, Pedro de Souza, além das atividades de lazer, o universo rural trouxe de volta a paz que ele tanto sonhava. Apesar da rotina e costumes diferentes, a adaptação foi rápida. “Uma coisa muito característica da zona rural é a colaboração. Todos se conhecem e, mesmo que não se conheçam, as pessoas ajudam sem esperar nada em troca”, aponta Paulo Rodrigo.

Kelly também menciona que é preciso ter prazer, pois a distância tem suas desvantagens. “Não tem Uber, não dá para pedir pizza, mas eu comparo como se a gente vivesse em um bairro distante. Aqui a gente faz o pão, não pede pizza”, brinca. Em outros aspectos, aceita o ritmo e a responsabilidade de trabalhar com a natureza, um ritmo orientado pela mudança do ciclo dia e noite. “Eu não sabia mais o que era acordar sem despertador”, acrescenta.

São aspectos que validam essa vida mais autônoma e instintiva. Lá se trabalha muito, mas com muito respeito pelo que está ao redor e pela própria vida. “Aqui eu faço meus horários, às vezes trabalho até mais tarde. A vida rural nos proporciona estilo de vida mais espontâneo, você não se sente o tempo todo tendo que atender às expectativas da sociedade”, afirma.
(Adaptado de: TANE, Laís. Mundo caipira. Folha de Londrina, 3 e 4 ago. 2019. Folha mais, p. 2.)

QUESTÃO 1. Com base no texto, considere as afirmativas a seguir.
I. Em “A vida corre no seu tempo, na região do bairro Limoeiro, mas nem sempre foi assim”, a forma verbal “corre” está sendo empregada em sentido figurado.
II. Em “Há dez anos eles compraram uma chácara e passavam os finais de semana no local”, o pronome “eles” faz referência ao termo “família”.
III. Em “Minha infância foi no sítio, sempre falei que queria voltar para essa paz, sossego e tranquilidade”, a partícula “que” é um pronome relativo com antecedente expresso.
IV. Em “Queijo da vizinhança, café da própria roça, bolo de banana feito em casa”, as vírgulas são em- pregadas para marcar uma enumeração de ações.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

QUESTÃO 2. Com base no texto, assinale a alternativa que substitui, corretamente, a expressão sublinhada no trecho: “No início, o marceneiro trabalhava na chácara e morava na cidade até que decidiu levar a família para morar de vez na área rural”.

a) De quando em quando.
b) De forma definitiva.
c) No tempo adequado.
d) De vez em quando.
e) Em lugar de.

QUESTÃO 3. Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o objetivo do texto.

a) Alertar os leitores sobre as dificuldades e percalços vividos por aqueles que escolhem viver no campo.
b) Demonstrar e discutir os resultados de uma pesquisa sobre a vida na zona rural.
c) Denunciar a falta de adaptação e expectativas frustradas dos que migram da cidade para a roça.
d) Desmotivar as pessoas a buscarem um modo de vida longe dos grandes centros.
e) Enfatizar as vantagens em deixar o estresse da vida urbana para viver em contato com a natureza.

QUESTÃO 4. Em relação aos recursos linguístico-semânticos presentes no texto, considere as afirmativas a seguir.

I. Em “Há dez anos eles compraram uma chácara”, o verbo “haver” é impessoal e pode ser substituído pela forma verbal “existir”, sem prejuízo de sentido.
II. Em “eu larguei meu emprego e tive que abrir mão de tudo”, a expressão “abrir mão” remete ao sentido de “enfrentar”.
III. Em “Então, comecei a fazer artesanato para vender”, o advérbio “então” manifesta uma circunstância temporal.
IV. Em “Para o pai, Pedro de Souza, além das atividades de lazer, o universo rural trouxe de volta a paz”, a expressão “além de (das)” reforça o caráter aditivo presente no período.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

QUESTÃO 5. Em relação aos recursos linguístico-semânticos presentes no texto, considere as afirmativas a seguir.

I. Em “Hoje não me vejo mais morando na cidade”, o emprego da próclise é obrigatório.
II. Em “Após longos anos na cidade”, o adjetivo anteposto “longos” tem valor subjetivo.
III. Em “É preciso ter prazer, pois a distância tem suas desvantagens”, a conjunção “pois” justifica a ideia expressa na oração anterior.
IV. Em “adotei o estilo de vida daqui e me adaptei bem”, o advérbio “bem” modifica a forma verbal “adotei”, atribuindo-lhe circunstância de lugar.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

QUESTÃO 6. Em relação ao sentido da expressão “A vida corre no seu tempo”, considere as afirmativas a seguir.

I. A vida no campo restringe a liberdade de ação e limita o tempo útil de seus moradores.
II. Habitantes da zona rural precisam correr contra o relógio para dar conta de todas as suas obrigações.
III. Quem mora na roça tem maior liberdade de horários em virtude do modo de vida rural.
IV. No campo, a marcação do dia e da noite não segue o mesmo ritmo dos grandes centros. 

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

QUESTÃO 7. Assinale a alternativa que traz o ditado popular correspondente à seguinte reelaboração textual: “as pessoas ajudam sem esperar nada em troca”.

a) A ocasião faz o ladrão.
b) Amigos, amigos, negócios à parte.
c) Faça o bem sem olhar a quem.
d) O que os olhos não veem, o coração não sente.
e) Deus ajuda a quem cedo madruga.

Leia o texto a seguir e responda às questões de 8 a 12.

O humor e o poder
Ao fazer do limão uma limonada, a personagem Alice Segretto se tornou uma das mais prestigiadas empreendedoras do ramo adulto e protagonista de uma das franquias mais populares e rentáveis do cinema brasileiro: De Pernas pro Ar. Sua intérprete, a atriz Ingrid Guimarães, não se conteve somente em ficar atrás das câmeras e – no terceiro filme da série – colaborou com o roteiro da nova produção.

A história de uma mulher que perde o chão, o emprego e o parceiro, que encontra o sucesso em uma jornada de ousadia, alegria e autoconhecimento, acaba servindo de exemplo para uma nova geração de mulheres que se orgulha de suas conquistas em um novo mundo de possibilidades.

Ingrid conversa com esse novo mundo por meio de uma história que poderia parecer clichê, a de uma mulher que abandona a carreira de sucesso para voltar a atenção à família. Mas que acaba com o orgulho ferido pelo surgimento de Leona (Samya Pascotto), uma garota inovadora que surge como possível concorrente nos negócios e na vida, já que passa a namorar seu filho. Só que, mais que mostrar duas mulheres competindo por holofotes e atenção, a artista dá o pulo do gato: com a colaboração de Samya e a direção de Júlia Rezende (a primeira diretora da franquia), Ingrid faz um filme que foge dos clichês, e traz novos conceitos de equidade para arrancar – mas com muito prazer – gargalhadas da audiência.
(Adaptado de: JANUARIO, Henrique. O humor e o poder. Revista Monet. São Paulo: nº 196, p. 36, jul. 2019).

QUESTÃO 8. Leia o texto a seguir.

“A história de uma mulher que perde o chão, o emprego e o parceiro, que encontra o sucesso em uma jornada de ousadia, alegria e autoconhecimento, acaba servindo de exemplo para uma nova geração de mulheres que se orgulha de suas conquistas em um novo mundo de possibilidades”.
No texto, a partícula “que” exerce, respectivamente, as seguintes funções.

a) Conjunção subordinativa, pronome relativo, pronome relativo.
b) Pronome relativo, conjunção coordenativa, pronome relativo.
c) Pronome relativo, conjunção subordinativa, pronome relativo.
d) Pronome relativo, pronome relativo, conjunção coordenativa.
e) Pronome relativo, pronome relativo, pronome relativo.

QUESTÃO 9. Em relação aos recursos linguístico-semânticos presentes no texto, considere as afirmativas a seguir.

I. Em “um filme que foge dos clichês”, a palavra “clichê” remete ao sentido de “lugar-comum”.
II. Em “possível concorrente nos negócios e na vida, já que passa a namorar seu filho”, a locução “já que” apresenta o sentido de “dado que”.
III. Em “protagonista de uma das franquias mais populares” e “possível concorrente nos negócios e na vida”, as palavras “protagonista” e “concorrente” são empregadas como antônimas.
IV. Em “uma das franquias mais populares” e “novos conceitos de equidade”, as palavras “franquias” e “equidade” são empregadas como sinônimas.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

QUESTÃO 10. Leia o trecho a seguir.

“Ao fazer do limão uma limonada, a personagem Alice Segretto se tornou uma das mais prestigiadas empreendedoras do ramo adulto”
Com base no texto, atribua V (para as expressões que definem) e F (para as expressões que não definem) o que sugere a máxima “fazer do limão uma limonada”.

( ) Dar a volta por cima.
( ) Terceirizar o problema. 
( ) Encarar os desafios.
( ) Superar os obstáculos.
( ) Deixar-se abater.

Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.

a) V, V, V, F, F.
b) V, F, V, V, F. 
c) F, V, V, V, F.
d) F, F, V, V, V.
e) V, F, F, V, V.

QUESTÃO 11. Em relação à correta interpretação da expressão “dar o pulo do gato”, considere as afirmativas a seguir.

I. Utiliza-se de estratégia inusitada para alcançar um objetivo.
II. Adota medidas extremas para atingir metas inalcançáveis.
III. Apropria-se de descobertas alheias em benefício próprio.
IV. Vai além do esperado, explorando os limites de si mesmo. 

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

QUESTÃO 12. Com base nas expressões empregadas no texto, assinale a alternativa que agrega o sentido relativo ao “sentimento de experimentar algum tipo de fracasso ou humilhação”.

a) Conceito de equidade.
b) De Pernas pro Ar.
c) Garota inovadora.
d) Jornada de ousadia.
e) Orgulho ferido.

QUESTÃO 13. Leia a charge a seguir.

(Fonte: núcleo do conhecimento. Acesso em: 15 ago. 2019.)

Assinale a alternativa que indica a que âmbitos das diferenças brasileiras a charge se refere.

a) Linguístico e folclórico.
b) Étnico e religioso.
c) Econômico e literário.
d) Lexical e regional.
e) Geográfico e econômico.

Leia o texto a seguir e responda às questões de 14 a 19.

Obras de Portinari reunidas e on-line
Os incêndios registrados em museus, nos últimos anos, levaram os brasileiros a refletirem sobre o valor dos acervos mantidos por essas instituições e sobre a necessidade de preservá-los para as gerações futuras. Cerca de 5 mil obras de arte e 15 mil cartas e documentos do artista brasileiro Cândido Porti- nari, que estão espalhados em coleções particulares em todas as partes do mundo, foram digitalizados e lançados na plataforma Google Arts & Culture. Pela ferramenta, também é possível fazer uma visita em realidade virtual de 360◦ à casa do artista.

Dez das obras de Portinari foram capturadas em altíssima resolução (gigapixel), pela Google Art Ca- mera, de forma que é possível se aproximar da imagem e enxergá-la nos mínimos detalhes. Até mesmo as pinceladas do artista podem ser percebidas nas imagens. Entre as obras capturadas estão o famoso “Mestiço” (1934), “Lavrador de Café” (1934) e “Café” (1935).

O filho de Cândido Portinari, João Cândido Portinari, esteve presente no evento de lançamento da re- trospectiva do artista na plataforma da Google. “Nesses 40 anos, quando começamos, não tínhamos ideia do paradeiro da maioria das obras. Foi um trabalho de formiguinha que durou 25 anos”, conta Portinari. Segundo ele, 95% das obras do pai estão em coleções particulares, inacessíveis ao público. “É um paradoxo você ter um pintor que pintou para o povo brasileiro e esse povo não ter acesso às suas obras”.

Cerca de 500 dos principais itens da Pinacoteca de São Paulo – local onde “mora” uma das principais obras de Portinari, o “Mestiço” – estão disponíveis na Google Arts & Culture. Paulo Vicelli, diretor de Relações Institucionais da Pinacoteca, vê a tecnologia como uma ferramenta de engajamento virtual com o público, especialmente aquele formado pelas novas gerações. Além da digitalização do acervo, a instituição também tem uma Inteligência Artificial – o Watson, da IBM –, que responde às perguntas dos visitantes sobre suas obras, um aplicativo e uma conta no Spotify, com playlists sugeridas pela Pi- nacoteca.

“São ferramentas que ajudam o visitante, sobretudo o da geração millennial, a entender o museu a partir dos seus olhos e do seu dia a dia. É o que sempre digo: não adianta eu pregar para convertido”. Em cerca de cinco anos, a instituição viu o número de visitantes saltar de cerca de 300 mil para 500 mil ao ano.

(Adaptado de: CHIBA, Mie Francine. Obras de Portinari reunidas e on-line. Folha de Londrina, 13 jun. 2019, Economia e Negócios, p. 4.)
QUESTÃO 14. Sobre os recursos linguístico-semânticos presentes no texto, considere as afirmativas a seguir.

I. Em “é possível fazer uma visita em realidade virtual de 360◦ à casa do artista”, a crase foi empregada porque a palavra “casa” está especificada.
II. Em “foi um trabalho de formiguinha”, a expressão grifada remete ao sentido de paciência e obstina- ção.
III. Em “a necessidade de preservá-los para as gerações futuras”, o adjetivo “futuras” está sendo empre- gado em sentido denotativo.
IV. Em “foram capturadas em altíssima resolução”, temos um superlativo absoluto analítico. 

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

QUESTÃO 15. Assinale a alternativa que explica corretamente o trecho “Não adianta eu pregar para convertido”.

a) Nem sempre os museus são atrativos ao público em geral.
b) Quem visita museus não está interessado em explanações.
c) Cabe aos pais desenvolverem nos filhos o interesse pelos museus.
d) É preciso propagar os museus para quem não costuma visitá-los.
e) Visitar museus, atualmente, tornou-se uma atividade enfadonha.

QUESTÃO 16. No texto, alguns elementos linguísticos fazem a retomada de um termo já citado, como é o caso do pronome “os” em “a necessidade de preservá-los”; o pronome “a” em “enxergá-la nos mínimos detalhes”; e do pronome “suas” em “acesso às suas obras”.

Assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, os referentes linguísticos dos elementos sublinhados.

a) Acervos; imagem; Cândido Portinari.
b) Acervos; resolução, Google Art Camera.
c) Museus; casa do artista; curadores e especialistas.
d) Museus; resolução; curadores e especialistas.
e) Últimos anos; resolução; Cândido Portinari.

QUESTÃO 17. Com base no texto, considere as afirmativas a seguir.

I. Em “É um paradoxo você ter um pintor que pintou para o povo brasileiro”, a palavra “paradoxo” remete aos sentidos de “lástima” e “tristeza”.
II. Em “local onde ‘mora’ uma das principais obras de Portinari”, a forma verbal “mora” aparece entre aspas porque está sendo usada em um sentido fora do habitual.
III. Em “O filho de Cândido Portinari, João Cândido Portinari, esteve presente no evento”, as vírgulas separam um aposto.
IV. Em “Até mesmo as pinceladas do artista podem ser percebidas”, a expressão “até mesmo” pode ser substituída por “inclusive”, sem alteração de sentido do texto.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

QUESTÃO 18. Leia o trecho a seguir.
“Cerca de 5 mil obras de arte e 15 mil cartas e documentos do artista brasileiro Cândido Portinari, que estão espalhados em coleções particulares em todas as partes do mundo, foram digitalizados e lançados na plataforma Google Arts & Culture”.

Quanto à classificação da oração entre vírgulas, assinale a alternativa correta.

a) Classifica-se como oração subordinada adjetiva explicativa.
b) Classifica-se como oração subordinada adverbial causal.
c) Categoriza-se como oração coordenada sindética conclusiva.
d) É uma oração subordinada adjetiva restritiva.
e) Trata-se de oração subordinada adverbial consecutiva.

QUESTÃO 19. Com base no que se pode inferir do trecho “geração millennial”, considere as afirmativas a seguir.

I. Geração digital.
II. Geração paz e amor.
III. Geração Baby Boomer.
IV. Geração da Internet.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

QUESTÃO 20. Leia a charge a seguir.

Com base no que o autor da charge pretende, considere as afirmativas a seguir.

I. Enfatizar as escolhas linguísticas de uma determinada região e que configuram a linguagem oral.
II. Caracterizar os neologismos na língua portuguesa, descartando a informalidade do texto.
III. Demonstrar as diferentes esferas sociais de uso da língua, considerando os diferentes contextos.
IV. Evidenciar a necessidade de adequação da língua às variadas situações de comunicação.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

LITERATURA

QUESTÃO 21. Sobre a obra Laços de família, de Clarice Lispector, assinale a alternativa correta.

a) Prevalecem personagens femininas que, apoiadas pelos condicionamentos religiosos, se opõem às forças desagregadoras dos vínculos familiares.
b) Predominam cenas em que as personagens cedem a desejos e instintos sexuais, sem, contudo, comprometer a solidez familiar.
c) Prevalecem narrações de episódios que focalizam os êxitos do convívio familiar pautado na expressão do afeto e na felicidade.
d) Sobressaem os enfoques de atritos, ressentimentos e discussões ásperas entre membros da mesma família, o que conduz a desfechos trágicos.
e) Sobressaem conflitos vividos por uma ou mais personagens de cada conto que são agravados pelas dificuldades nos relacionamentos familiares.

QUESTÃO 22. Leia o texto a seguir.

O rei da vela somente em 1967 enfrentou a prova decisiva da encenação, demonstrando que trinta anos não foram suficientes para amortecer o seu altíssimo teor explosivo, tornado ainda mais atual, em seu agressivo vanguardismo político e estético, pelas últimas experiências da dramaturgia moderna.

(COUTINHO, A. (Organização). A literatura no Brasil. 3. ed. Rio de Janeiro: José Olympio; Niterói: UFF, 1986. vol. 6. p. 33.)

Com base no texto do crítico Décio de Almeida Prado sobre O rei da vela, de Oswald de Andrade, assinale a alternativa correta.

a) As inovações políticas e estéticas de O rei da vela, assim como “seu altíssimo teor explosivo”, permaneceram desde os anos 1930 até a encenação em 1967.
b) Quando O rei da vela foi escrito para o teatro, a peça era desprovida do caráter exaltado proporcionado pela encenação mais recente e experimental.
c) O crítico reconhece que a agressividade da peça O rei da vela, antes depreciada, pôde ser, enfim, compreendida pelo público décadas após seu lançamento nos anos 1930.
d) O traço vanguardista da dramaturgia dos anos 1960 foi insuficiente para moderar o discurso explosivo de O rei da vela, em descompasso com as orientações modernistas.
e) O uso do termo “amortecer” caracteriza a trajetória da carreira de Oswald, que, ao encenar O rei da vela, em 1967, já produzia textos politicamente mais serenos.

QUESTÃO 23. Leia o texto a seguir.

... Fui na sapataria retirar os papeis. Um sapateiro perguntou-me se o meu livro é comunista. Respondi que é realista. Ele disse-me que não é aconselhável escrever a realidade.
(JESUS, C. M. de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. 10. ed. São Paulo: Ática, 2014. p. 108.)

Com base no trecho do romance Quarto de despejo e na leitura integral da obra, considere as afirmativas a seguir.

I. A pergunta do sapateiro leva em consideração o contato com a autora e o conhecimento dos proble- mas sociais da favela.
II. A resposta da autora revela a forte identidade, tantas vezes reiterada no livro, que ela vê entre sua obra e a narrativa do final do século XIX.
III. A réplica do sapateiro aponta para a noção de que a realidade contém uma multiplicidade de perspectivas a serem aproveitadas na escrita.
IV. Embora a observação do sapateiro fique sem a resposta da autora, a leitura do diário torna claras as divergências entre ambos.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

QUESTÃO 24. No que se refere a livros como O rei da vela e Quarto de despejo, assinale a alternativa correta.

a) Ambos têm vínculo predominante com o gênero dramático pelos componentes de violência em cada obra.
b) Ambos têm vínculo predominante com o gênero dramático pelas passagens cômicas em cada obra.
c) O rei da vela liga-se ao gênero dramático, enquanto Quarto de despejo tem componentes narrativos, mesmo possuindo a estrutura de diário.
d) Ambos têm vínculo predominante com o gênero narrativo, pois um narrador relata acontecimentos fictícios vividos por personagens.
e) O rei da vela tem vínculo com o gênero narrativo, pelo relato de acontecimentos, enquanto Quarto de despejo tem vínculo mais expressivo com o gênero lírico.

QUESTÃO 25. Leia o texto a seguir.

... Eu estava pagando o sapateiro e conversando com um preto que estava lendo um jornal. Ele estava revoltado com um guarda civil que espancou um preto e amarrou numa arvore. O guarda civil é branco. E há certos brancos que transforma preto em bode expiatorio. Quem sabe se guarda civil ignora que já foi extinta a escravidão e ainda estamos no regime da chibata?
(JESUS, C. M. de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. 10. ed. São Paulo: Ática, 2014. p. 108.)

Com base no trecho do romance Quarto de despejo e na leitura integral da obra, considere as afirmativas a seguir.

I. A referência ao rapaz que lia o jornal traz à tona o desrespeito e as ameaças constantes a pobres e negros por parte da força policial e das autoridades.
II. A leitura do jornal e a consequente revolta com a notícia indicam uma postura crítica observada também em outras passagens do diário.
III. A cor da pele do guarda e do rapaz espancado é um detalhe minimizado e insignificante, no episódio e em outras passagens, segundo a visão da autora.
IV. A transformação do negro espancado em bode expiatório corresponde à presunção de inocência daquele grupo étnico e à condição de vítima vivida pelos brancos.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

QUESTÃO 26. Leia o texto a seguir.

A I. separou-se do esposo e está morando com a Zefa. O esposo dela encontrou ela com o primo. Agora 
I. veio comercializar o seu corpo, na presença do esposo. Penso: a mulher que separa-se do esposo não deve prostituir-se. Deve procurar um emprego. A prostituição é a derrota moral de uma mulher. É como um edifício que desaba. Mas tem mulher que não quer ser só de um homem. Quer ser dos homens. É uma unica dama, dançando quadrilha com varios homens. Sai dos braços de um, vai para os braços de outro.
(JESUS, C. M. de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. 10. ed. São Paulo: Ática, 2014. p. 127.)

Com base no trecho do romance Quarto de despejo, assinale a alternativa correta.

a) A autora expõe atitude compreensiva com a prostituição, embora no episódio se registre a insatisfação com os passos da mulher citada.
b) As imagens do edifício e da quadrilha representam o potencial de liberdade, valorizado pela autora, como recurso da mulher.
c) O contraste entre trabalho e prostituição, como alternativas para a mulher, indica a atenção da autora com a independência feminina.
d) O trecho demonstra que a autora discorda da ideia de uma mulher requerer separação, a despeito dos motivos que a levaram a isso.
e) Percebe-se, no trecho, a cumplicidade da autora com as dificuldades da vida feminina, a partir da adesão da autora à liberdade de decisões.

QUESTÃO 27. Leia o poema a seguir.

tem os que passam e tudo se passa
com passos já passados
tem os que partem da pedra ao vidro deixam tudo partido
e tem, ainda bem, os que deixam
a vaga impressão de ter ficado
(RUIZ S., Alice. Dois em um. 5. reimp. São Paulo: Iluminuras, 2008. p. 24.)

Com base na leitura do poema, assinale a alternativa correta.

a) O verbo passar, nos dois primeiros versos, tem o mesmo sentido.
b) O terceiro verso reforça o caráter marcante de seres do passado no poema.
c) O impacto do partir é exaltado na segunda estrofe como o efeito preferido pelo sujeito lírico no poema.
d) A forma verbal “deixam” na segunda e na terceira estrofe está no presente para enfatizar a predominância desse tempo sobre passado e futuro.
e) A última estrofe aponta para a relevância da permanência, ainda que haja incerteza em torno dela.

QUESTÃO 28. Leia o poema a seguir.

a gente é só amigo e de repente
eu bem podia ser essa mosca
perto do teu umbigo
(RUIZ S., Alice. Dois em um. 5. reimp. São Paulo: Iluminuras, 2008. p. 134.)
Com base na leitura do poema, considere as afirmativas a seguir.

I. A irreverência, marca também da poesia marginal dos anos 1970, é ilustrada, no poema, pela imagem da mosca.
II. Há uma flutuação nas formas com que se pensam amizade e amor, sem preservar fronteiras rígidas entre os relacionamentos.
III. O coloquialismo na linguagem está em harmonia com a noção de liberdade que atravessa esse poema e outros do livro.
IV. As rimas do poema indicam a coexistência do escatológico com o lirismo tradicional, sem recorrer à subjetividade.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

Leia o trecho a seguir, extraído do romance Memórias póstumas de Brás Cubas, e responda às questões 29 e 30.

LXXI - O SENÃO DO LIVRO

Começo a arrepender-me deste livro. Não que ele me canse; eu não tenho que fazer; e, realmente, expedir alguns magros capítulos para esse mundo sempre é tarefa que distrai um pouco da eternidade. Mas o livro é enfadonho, cheira a sepulcro, traz certa contração cadavérica; vício grave, e aliás ínfimo, porque o maior defeito deste livro és tu, leitor. Tu tens pressa de envelhecer, e o livro anda devagar; tu amas a narração direita e nutrida, o estilo regular e fluente, e este livro e o meu estilo são como os ébrios, guinam à direita e à esquerda, andam e param, resmungam, urram, gargalham, ameaçam o céu, escorregam e caem...

– E caem! – Folhas misérrimas do meu cipreste, heis de cair, como quaisquer outras belas e vistosas; e, se eu tivesse olhos, dar-vos-ia uma lágrima de saudade. Esta é a grande vantagem da morte, que, se não deixa boca para rir, também não deixa olhos para chorar... Heis de cair.
(ASSIS, M. de. Memórias póstumas de Brás Cubas. 18. ed. São Paulo: Ática, 1992. p. 103.)

QUESTÃO 29. Com base na leitura do trecho e do romance, assinale a alternativa correta.

a) O livro mencionado é uma leitura que Brás Cubas demora a concluir, no decorrer do romance.
b) Os “magros capítulos” confirmam a estrutura do romance: há muitos capítulos breves, que fragmentam a narrativa.
c) O enfado gerado pelo livro está em consonância com a “narração direita e nutrida”, o que o autor julga serem as expectativas do leitor.
d) A referência à eternidade corresponde à expectativa de que o livro dará ao autor a glória literária, mesmo após a morte.
e) A lentidão do livro remete à disposição do autor das memórias para satisfazer as demandas do leitor.

QUESTÃO 30. Com base na leitura do trecho e do romance, considere as afirmativas a seguir.

I. No trecho “se eu tivesse olhos”, há uma ironia do autor das memórias quanto a seu estado no mo- mento em que as redige.
II. A “lágrima da saudade” é uma expressão tipicamente romântica, cuja inviabilidade é, em seguida, ressaltada no trecho.
III. O trecho “não deixa olhos para chorar...” remete à superação do sentimentalismo romântico, emble- mática deste romance de Machado.
IV. A passagem “se não deixa boca para rir”, vista como ganho propiciado pela morte, alude à perma- nência da vocação sombria no realismo machadiano.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

Novidade!

8º ano do Ensino Fundamental Língua Portuguesa

  QUESTÃO   1                                                              VALOR: 0,60                       NOTA:_______ Observe os três ...