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Noviço poeta ep.: Disto, não gosto!

Não gosto,
Que façam mal  a mim;
Que poluam os rios,
Nem os mares e os oceanos.

Não gosto.
Que desprezem 
Os trabalhos de minhas mãos;
Será que tudo que fiz é ruim?
Um ar puro, eu lhes dei;
Aguas claras, eu lhes presenteei;
E como me agradecem?
Com lixo e destruição.

Não gosto,
Não gosto de nada disso;
Não gosto de ser desprezada;
De ser jogada de lado 
Como quem nunca não fizera nada.
Eu fiz o bem e hoje recebo o mal?

Não gosto.
Não gosto do que estão a fazer comigo;
Tratando-me com indelicadeza;
Talvez você não saiba que sou;
Então ouça: eu sou a mãe natureza.

                                                                Marla Lorena Silva Angelino - Ensino Médio.

Poema ep. 1: Lamento de um órfão

Papai partiu, sem me despedir,
Foi para um lugar muito além daqui.
Com sua partida, uma lacuna ficou,
Contudo, nada neste mundo a eliminou.

Papai partiu para um lugar distante.
Hoje, por sua falta, eu me sinto no inferno de dante,
Rememorando angustiado
O nosso relacionamento que quis ficar no passado.

Papá partiu e só deixou saudade
A um filho órfão e desolado,
Que sabe que nada preencherá
O espaço num coração dilacerado.

Meu pai partiu e deixou emoção,
Risos nos lábios do filho
Que se lembra das noites em claro
Ouvindo causos misturado com ficção.

Meu “ai” partiu, mas ainda choro emocionado,
Desejando que ele estivesse do meu lado.
Nas alegrias, ele não está presente.
Nas tristezas, também,
Vejo que sem ele, eu me sinto ninguém.

Meu “i” partiu e certamente está num lugar separado,
Separado por Deus, conforme sacrifício do seu filho amado.
Porém, eu triste e a recordar, fecho esta poesia,
Crendo que iremos nos reencontrar um dia.

                       

Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.

Noviço poeta: Pai, a mais bela bênção do mundo

 Pai, eu te amo demais.

E posso até me esquecer de tudo,
Mas, de você, jamais.

Tu és o presente 
Que Deus me deu;
A mais bela benção do mundo
Que Deus a mim concedeu.

Não entendo o porquê
De eu te perder;
Só sei que quando eu crescer,
Quero ser assim como você!



 Natalia de Sousa Pinheiro - 9º  ano.

9 ano - português - sujeito e predicado - com gabarito

 Questão 1. No texto, a autora da crônica expressa opiniões pessoais sobre o assunto tratado. O que ela acha da ação de conceder benefícios aos que têm mais de 60 anos?

A cronista acredita que esse direito não deveria ser ofertado ao idoso por decreto, mas sim ser garantido desde sempre, pois o idoso, o negro, a mulher são seres humanos como os jovens, crianças e adultos.

Questão 2. Levando em consideração que sujeito é o elemento de quem se declara algo, responda:

a) Destaque as orações em que o sujeito é indeterminado, ou seja, é aquele que não está explícito na oração, não sendo possível identificá-lo pela desinência verbal. Levante hipóteses, por que se empregou esse tipo de sujeito?

Decretaram que pessoas com mais de sessenta anos merecem alguns benefícios.

decretaram que negro era gente.

decretaram que mulher era gente.

Perceberam, pois, que após os sessenta as pessoas ainda se locomovem.

O SUJEITO ESTÁ INDETERMINADO PARA EVITAR CITAR O PODER PÚBLICO, OS GOVERNANTES.

b) No terceiro parágrafo, qual é o sujeito da locução verbal “não deveriam ser impostas”? Qual é seu núcleo e como ele se classifica?

Coisas (... ) não deveriam ser impostas por decreto.

NÚCLEO: COISAS

CLASSIFICAÇÃO: SUJEITO SIMPLES.

c) Identifique no texto as orações sem sujeito, ou seja, aquelas formadas apenas pelo predicado, cuja declaração não se refere a nenhum ser.

Há mais tempo

Há menos tempo que isso

Leia o poema de Mario Quintana que trata da mesma temática do texto anterior.

Envelhecer

Antes todos os caminhos iam
Agora todos os caminhos vêm.
A casa é acolhedora, os livros poucos
e eu mesmo preparo o chá para os fantasmas.

(QUINTANA, Mario. In: Carvalhal, Tânia Franco (Org.) Mario Quintana: poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2008, p.174.)

Questão 3. Com base nos dois primeiros versos, explique o que significa “envelhecer” para o eu lírico. É possível notar um certo pessimismo no modo como o eu lírico encara a velhice? Justifique.

o eu-lírico nos diz que quando jovem tinha forças para se locomover, pois quando mais o caminho era longo, melhor era; agora, o caminho é diminuto, já que sua vontade é permanecer em casa, ainda que não haja ninguém junto a ele.

Questão 4. Considerando que o predicado é tudo o que se diz sobre o sujeito, responda:

a) No terceiro verso, como se chama o predicado das duas orações? (Note que há a elipse de um dos verbos)

A casa é acolhedora, os livros poucos

Temos um período composto e dois predicados nominais.

b) No quarto verso, o predicado é verbal ou verbo-nominal? Por quê? 

e eu mesmo preparo o chá para os fantasmas.

O PREDICADO É VERBAL, POIS HÁ APENAS O VERBO QUE DESIGNA AÇÃO, sendo bitransitivo.

Noviço poeta: Para a minha vovó

Querida Vozinha,
Sem você a minha vida
Seria tão triste e sozinha

Com você eu aprendo muito
Até mesmo que o amor é gratuito

Amo suas receitas
Elas ficam saborosas e perfeitas

Temos tantas historias para contar
Que até um livro da para montar

Você é muito especial
Estar com você é sensacional

Seu abraço é tão aconchegante
Perto de você eu me sinto gigante

Não tenho palavras para descrever
O tamanho do meu amor por você

Do meu jardim você é a mais bela rosa
Sempre tão charmosa

Eu te amo muitão
Você sempre vai estar
No meu coração

Luisa Costa - Ensino Fundamental

Noviço poeta: Homenagem a avós

Quando estou com a minha avó;
Tenho certeza que não estou só;
Apesar de sempre perder no dominó;
Já é de longe que sinto o cheiro do pão de ló;

Quando estou com a minha avó;
Logo me aconchego;
Pois eu tenho certeza;
Que com ela encontro o sossego;

É fato que ela é tudo para mim;
E possuí diversas habilidades de costura;
Pois confecciona gorros de cetim;
Com diferentes texturas;

Minha avó possui grande conhecimento na agricultura;
E acrescenta diferentes temperos a mistura;
Apesar do conteúdo duvidoso;
O biscoito sempre fica delicioso;

Ela me ensina que as plantas possuem diferentes peculiaridades;
E é necessário saber escolher dentre a variedade;
Dentre algumas existem até propriedades medicinais;
Nas quais os benefícios a saúde são fenomenais;


O aprendizado que recebo com ela;
Não é adquirido com nenhuma outra parentela;
Não é ligado a inteligência;
Pois a sabedoria que possui maior influência;

Tem coisas que ela me ensina;
Que nem a ciência sabe explicar;
Às vezes o conhecimento expira;
E a experiência que passa a falar;

Tantas coisas inexplicáveis;
Que ela interpreta com excelência;
Tantas coisas inimagináveis;
Que ela liga com paciência;

Tantas coisas imutáveis;
Que ela varia com perfeição;
Tantas coisas irrefutáveis;
Que ela se opõe com uma impecável descrição;

O que eu mais sinto é saudade;
De escutar histórias de verdade;
O que mais espero é uma oportunidade;
De novamente conhecer tal serenidade.

William Soares de Jesus - Ensino Fundamental

Noviço poeta: Mãe muito legal

Minha mãe é muito legal;
Ela só vive à custa do meu pai.
De madruga, ela se levanta,
Mas só para tomar Sonrisal.

Ouvir meu pai dizer.
que à noite,  ela finge
que passa mal.

Minha mãe é preguiçosa,
Mas também é carinhosa.
Eu a acho muito chata,
E ela me acha muito ingrata;

Minha mãe é muito boa,
Mas não me deixa à toa.
                                         Maria Cristina Silva Santana - Ensino Fundamental

3ª SÉRIE - PROVA DE RECUPERAÇÃO FINAL DE LÍNGUA PORTUGUESA COM GABARITO

Leia o texto a seguir e responda às questões de 1 a 7.

Mundo caipira
Embaixo de uma árvore, a família senta ao redor da mesa para o café da tarde no quintal. Queijo da vizinhança, café da própria roça, bolo de banana feito em casa. A vida corre no seu tempo, na região do bairro Limoeiro, mas nem sempre foi assim. Após longos anos na cidade, a família optou por uma vida caipira. “Minha infância foi no sítio, sempre falei que queria voltar para essa paz, sossego e tranquilidade”, conta Mioko de Souza. Há dez anos eles compraram uma chácara e passavam os finais de semana no local. A mudança só ocorreu mesmo há três anos, após o filho sair do emprego e tomar a decisão de montar uma marcenaria no local.

No início, o marceneiro trabalhava na chácara e morava na cidade, até que decidiu levar a família para morar de vez na área rural. A transição não foi tão simples para a esposa. “Para mim foi mais difícil, porque eu larguei meu emprego e tive que abrir mão de tudo, comenta Kelly Nagahara. Na época, eles tinham uma filha (Hikari, hoje com dez anos) e esperavam outra (Estela, hoje com 3). “Então, comecei a fazer artesanato para vender, adotei o estilo de vida daqui e me adaptei bem. Hoje não me vejo mais morando na cidade”, revela.

Lá eles plantam diversas culturas por simples prazer, mas que traz retorno para o bolso e a saúde. Para o pai, Pedro de Souza, além das atividades de lazer, o universo rural trouxe de volta a paz que ele tanto sonhava. Apesar da rotina e costumes diferentes, a adaptação foi rápida. “Uma coisa muito característica da zona rural é a colaboração. Todos se conhecem e, mesmo que não se conheçam, as pessoas ajudam sem esperar nada em troca”, aponta Paulo Rodrigo.

Kelly também menciona que é preciso ter prazer, pois a distância tem suas desvantagens. “Não tem Uber, não dá para pedir pizza, mas eu comparo como se a gente vivesse em um bairro distante. Aqui a gente faz o pão, não pede pizza”, brinca. Em outros aspectos, aceita o ritmo e a responsabilidade de trabalhar com a natureza, um ritmo orientado pela mudança do ciclo dia e noite. “Eu não sabia mais o que era acordar sem despertador”, acrescenta.

São aspectos que validam essa vida mais autônoma e instintiva. Lá se trabalha muito, mas com muito respeito pelo que está ao redor e pela própria vida. “Aqui eu faço meus horários, às vezes trabalho até mais tarde. A vida rural nos proporciona estilo de vida mais espontâneo, você não se sente o tempo todo tendo que atender às expectativas da sociedade”, afirma.
(Adaptado de: TANE, Laís. Mundo caipira. Folha de Londrina, 3 e 4 ago. 2019. Folha mais, p. 2.)

QUESTÃO 1. Com base no texto, considere as afirmativas a seguir.
I. Em “A vida corre no seu tempo, na região do bairro Limoeiro, mas nem sempre foi assim”, a forma verbal “corre” está sendo empregada em sentido figurado.
II. Em “Há dez anos eles compraram uma chácara e passavam os finais de semana no local”, o pronome “eles” faz referência ao termo “família”.
III. Em “Minha infância foi no sítio, sempre falei que queria voltar para essa paz, sossego e tranquilidade”, a partícula “que” é um pronome relativo com antecedente expresso.
IV. Em “Queijo da vizinhança, café da própria roça, bolo de banana feito em casa”, as vírgulas são em- pregadas para marcar uma enumeração de ações.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

QUESTÃO 2. Com base no texto, assinale a alternativa que substitui, corretamente, a expressão sublinhada no trecho: “No início, o marceneiro trabalhava na chácara e morava na cidade até que decidiu levar a família para morar de vez na área rural”.

a) De quando em quando.
b) De forma definitiva.
c) No tempo adequado.
d) De vez em quando.
e) Em lugar de.

QUESTÃO 3. Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o objetivo do texto.

a) Alertar os leitores sobre as dificuldades e percalços vividos por aqueles que escolhem viver no campo.
b) Demonstrar e discutir os resultados de uma pesquisa sobre a vida na zona rural.
c) Denunciar a falta de adaptação e expectativas frustradas dos que migram da cidade para a roça.
d) Desmotivar as pessoas a buscarem um modo de vida longe dos grandes centros.
e) Enfatizar as vantagens em deixar o estresse da vida urbana para viver em contato com a natureza.

QUESTÃO 4. Em relação aos recursos linguístico-semânticos presentes no texto, considere as afirmativas a seguir.

I. Em “Há dez anos eles compraram uma chácara”, o verbo “haver” é impessoal e pode ser substituído pela forma verbal “existir”, sem prejuízo de sentido.
II. Em “eu larguei meu emprego e tive que abrir mão de tudo”, a expressão “abrir mão” remete ao sentido de “enfrentar”.
III. Em “Então, comecei a fazer artesanato para vender”, o advérbio “então” manifesta uma circunstância temporal.
IV. Em “Para o pai, Pedro de Souza, além das atividades de lazer, o universo rural trouxe de volta a paz”, a expressão “além de (das)” reforça o caráter aditivo presente no período.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

QUESTÃO 5. Em relação aos recursos linguístico-semânticos presentes no texto, considere as afirmativas a seguir.

I. Em “Hoje não me vejo mais morando na cidade”, o emprego da próclise é obrigatório.
II. Em “Após longos anos na cidade”, o adjetivo anteposto “longos” tem valor subjetivo.
III. Em “É preciso ter prazer, pois a distância tem suas desvantagens”, a conjunção “pois” justifica a ideia expressa na oração anterior.
IV. Em “adotei o estilo de vida daqui e me adaptei bem”, o advérbio “bem” modifica a forma verbal “adotei”, atribuindo-lhe circunstância de lugar.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

QUESTÃO 6. Em relação ao sentido da expressão “A vida corre no seu tempo”, considere as afirmativas a seguir.

I. A vida no campo restringe a liberdade de ação e limita o tempo útil de seus moradores.
II. Habitantes da zona rural precisam correr contra o relógio para dar conta de todas as suas obrigações.
III. Quem mora na roça tem maior liberdade de horários em virtude do modo de vida rural.
IV. No campo, a marcação do dia e da noite não segue o mesmo ritmo dos grandes centros. 

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

QUESTÃO 7. Assinale a alternativa que traz o ditado popular correspondente à seguinte reelaboração textual: “as pessoas ajudam sem esperar nada em troca”.

a) A ocasião faz o ladrão.
b) Amigos, amigos, negócios à parte.
c) Faça o bem sem olhar a quem.
d) O que os olhos não veem, o coração não sente.
e) Deus ajuda a quem cedo madruga.

Leia o texto a seguir e responda às questões de 8 a 12.

O humor e o poder
Ao fazer do limão uma limonada, a personagem Alice Segretto se tornou uma das mais prestigiadas empreendedoras do ramo adulto e protagonista de uma das franquias mais populares e rentáveis do cinema brasileiro: De Pernas pro Ar. Sua intérprete, a atriz Ingrid Guimarães, não se conteve somente em ficar atrás das câmeras e – no terceiro filme da série – colaborou com o roteiro da nova produção.

A história de uma mulher que perde o chão, o emprego e o parceiro, que encontra o sucesso em uma jornada de ousadia, alegria e autoconhecimento, acaba servindo de exemplo para uma nova geração de mulheres que se orgulha de suas conquistas em um novo mundo de possibilidades.

Ingrid conversa com esse novo mundo por meio de uma história que poderia parecer clichê, a de uma mulher que abandona a carreira de sucesso para voltar a atenção à família. Mas que acaba com o orgulho ferido pelo surgimento de Leona (Samya Pascotto), uma garota inovadora que surge como possível concorrente nos negócios e na vida, já que passa a namorar seu filho. Só que, mais que mostrar duas mulheres competindo por holofotes e atenção, a artista dá o pulo do gato: com a colaboração de Samya e a direção de Júlia Rezende (a primeira diretora da franquia), Ingrid faz um filme que foge dos clichês, e traz novos conceitos de equidade para arrancar – mas com muito prazer – gargalhadas da audiência.
(Adaptado de: JANUARIO, Henrique. O humor e o poder. Revista Monet. São Paulo: nº 196, p. 36, jul. 2019).

QUESTÃO 8. Leia o texto a seguir.

“A história de uma mulher que perde o chão, o emprego e o parceiro, que encontra o sucesso em uma jornada de ousadia, alegria e autoconhecimento, acaba servindo de exemplo para uma nova geração de mulheres que se orgulha de suas conquistas em um novo mundo de possibilidades”.
No texto, a partícula “que” exerce, respectivamente, as seguintes funções.

a) Conjunção subordinativa, pronome relativo, pronome relativo.
b) Pronome relativo, conjunção coordenativa, pronome relativo.
c) Pronome relativo, conjunção subordinativa, pronome relativo.
d) Pronome relativo, pronome relativo, conjunção coordenativa.
e) Pronome relativo, pronome relativo, pronome relativo.

QUESTÃO 9. Em relação aos recursos linguístico-semânticos presentes no texto, considere as afirmativas a seguir.

I. Em “um filme que foge dos clichês”, a palavra “clichê” remete ao sentido de “lugar-comum”.
II. Em “possível concorrente nos negócios e na vida, já que passa a namorar seu filho”, a locução “já que” apresenta o sentido de “dado que”.
III. Em “protagonista de uma das franquias mais populares” e “possível concorrente nos negócios e na vida”, as palavras “protagonista” e “concorrente” são empregadas como antônimas.
IV. Em “uma das franquias mais populares” e “novos conceitos de equidade”, as palavras “franquias” e “equidade” são empregadas como sinônimas.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

QUESTÃO 10. Leia o trecho a seguir.

“Ao fazer do limão uma limonada, a personagem Alice Segretto se tornou uma das mais prestigiadas empreendedoras do ramo adulto”
Com base no texto, atribua V (para as expressões que definem) e F (para as expressões que não definem) o que sugere a máxima “fazer do limão uma limonada”.

( ) Dar a volta por cima.
( ) Terceirizar o problema. 
( ) Encarar os desafios.
( ) Superar os obstáculos.
( ) Deixar-se abater.

Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.

a) V, V, V, F, F.
b) V, F, V, V, F. 
c) F, V, V, V, F.
d) F, F, V, V, V.
e) V, F, F, V, V.

QUESTÃO 11. Em relação à correta interpretação da expressão “dar o pulo do gato”, considere as afirmativas a seguir.

I. Utiliza-se de estratégia inusitada para alcançar um objetivo.
II. Adota medidas extremas para atingir metas inalcançáveis.
III. Apropria-se de descobertas alheias em benefício próprio.
IV. Vai além do esperado, explorando os limites de si mesmo. 

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

QUESTÃO 12. Com base nas expressões empregadas no texto, assinale a alternativa que agrega o sentido relativo ao “sentimento de experimentar algum tipo de fracasso ou humilhação”.

a) Conceito de equidade.
b) De Pernas pro Ar.
c) Garota inovadora.
d) Jornada de ousadia.
e) Orgulho ferido.

QUESTÃO 13. Leia a charge a seguir.

(Fonte: núcleo do conhecimento. Acesso em: 15 ago. 2019.)

Assinale a alternativa que indica a que âmbitos das diferenças brasileiras a charge se refere.

a) Linguístico e folclórico.
b) Étnico e religioso.
c) Econômico e literário.
d) Lexical e regional.
e) Geográfico e econômico.

Leia o texto a seguir e responda às questões de 14 a 19.

Obras de Portinari reunidas e on-line
Os incêndios registrados em museus, nos últimos anos, levaram os brasileiros a refletirem sobre o valor dos acervos mantidos por essas instituições e sobre a necessidade de preservá-los para as gerações futuras. Cerca de 5 mil obras de arte e 15 mil cartas e documentos do artista brasileiro Cândido Porti- nari, que estão espalhados em coleções particulares em todas as partes do mundo, foram digitalizados e lançados na plataforma Google Arts & Culture. Pela ferramenta, também é possível fazer uma visita em realidade virtual de 360◦ à casa do artista.

Dez das obras de Portinari foram capturadas em altíssima resolução (gigapixel), pela Google Art Ca- mera, de forma que é possível se aproximar da imagem e enxergá-la nos mínimos detalhes. Até mesmo as pinceladas do artista podem ser percebidas nas imagens. Entre as obras capturadas estão o famoso “Mestiço” (1934), “Lavrador de Café” (1934) e “Café” (1935).

O filho de Cândido Portinari, João Cândido Portinari, esteve presente no evento de lançamento da re- trospectiva do artista na plataforma da Google. “Nesses 40 anos, quando começamos, não tínhamos ideia do paradeiro da maioria das obras. Foi um trabalho de formiguinha que durou 25 anos”, conta Portinari. Segundo ele, 95% das obras do pai estão em coleções particulares, inacessíveis ao público. “É um paradoxo você ter um pintor que pintou para o povo brasileiro e esse povo não ter acesso às suas obras”.

Cerca de 500 dos principais itens da Pinacoteca de São Paulo – local onde “mora” uma das principais obras de Portinari, o “Mestiço” – estão disponíveis na Google Arts & Culture. Paulo Vicelli, diretor de Relações Institucionais da Pinacoteca, vê a tecnologia como uma ferramenta de engajamento virtual com o público, especialmente aquele formado pelas novas gerações. Além da digitalização do acervo, a instituição também tem uma Inteligência Artificial – o Watson, da IBM –, que responde às perguntas dos visitantes sobre suas obras, um aplicativo e uma conta no Spotify, com playlists sugeridas pela Pi- nacoteca.

“São ferramentas que ajudam o visitante, sobretudo o da geração millennial, a entender o museu a partir dos seus olhos e do seu dia a dia. É o que sempre digo: não adianta eu pregar para convertido”. Em cerca de cinco anos, a instituição viu o número de visitantes saltar de cerca de 300 mil para 500 mil ao ano.

(Adaptado de: CHIBA, Mie Francine. Obras de Portinari reunidas e on-line. Folha de Londrina, 13 jun. 2019, Economia e Negócios, p. 4.)
QUESTÃO 14. Sobre os recursos linguístico-semânticos presentes no texto, considere as afirmativas a seguir.

I. Em “é possível fazer uma visita em realidade virtual de 360◦ à casa do artista”, a crase foi empregada porque a palavra “casa” está especificada.
II. Em “foi um trabalho de formiguinha”, a expressão grifada remete ao sentido de paciência e obstina- ção.
III. Em “a necessidade de preservá-los para as gerações futuras”, o adjetivo “futuras” está sendo empre- gado em sentido denotativo.
IV. Em “foram capturadas em altíssima resolução”, temos um superlativo absoluto analítico. 

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

QUESTÃO 15. Assinale a alternativa que explica corretamente o trecho “Não adianta eu pregar para convertido”.

a) Nem sempre os museus são atrativos ao público em geral.
b) Quem visita museus não está interessado em explanações.
c) Cabe aos pais desenvolverem nos filhos o interesse pelos museus.
d) É preciso propagar os museus para quem não costuma visitá-los.
e) Visitar museus, atualmente, tornou-se uma atividade enfadonha.

QUESTÃO 16. No texto, alguns elementos linguísticos fazem a retomada de um termo já citado, como é o caso do pronome “os” em “a necessidade de preservá-los”; o pronome “a” em “enxergá-la nos mínimos detalhes”; e do pronome “suas” em “acesso às suas obras”.

Assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, os referentes linguísticos dos elementos sublinhados.

a) Acervos; imagem; Cândido Portinari.
b) Acervos; resolução, Google Art Camera.
c) Museus; casa do artista; curadores e especialistas.
d) Museus; resolução; curadores e especialistas.
e) Últimos anos; resolução; Cândido Portinari.

QUESTÃO 17. Com base no texto, considere as afirmativas a seguir.

I. Em “É um paradoxo você ter um pintor que pintou para o povo brasileiro”, a palavra “paradoxo” remete aos sentidos de “lástima” e “tristeza”.
II. Em “local onde ‘mora’ uma das principais obras de Portinari”, a forma verbal “mora” aparece entre aspas porque está sendo usada em um sentido fora do habitual.
III. Em “O filho de Cândido Portinari, João Cândido Portinari, esteve presente no evento”, as vírgulas separam um aposto.
IV. Em “Até mesmo as pinceladas do artista podem ser percebidas”, a expressão “até mesmo” pode ser substituída por “inclusive”, sem alteração de sentido do texto.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

QUESTÃO 18. Leia o trecho a seguir.
“Cerca de 5 mil obras de arte e 15 mil cartas e documentos do artista brasileiro Cândido Portinari, que estão espalhados em coleções particulares em todas as partes do mundo, foram digitalizados e lançados na plataforma Google Arts & Culture”.

Quanto à classificação da oração entre vírgulas, assinale a alternativa correta.

a) Classifica-se como oração subordinada adjetiva explicativa.
b) Classifica-se como oração subordinada adverbial causal.
c) Categoriza-se como oração coordenada sindética conclusiva.
d) É uma oração subordinada adjetiva restritiva.
e) Trata-se de oração subordinada adverbial consecutiva.

QUESTÃO 19. Com base no que se pode inferir do trecho “geração millennial”, considere as afirmativas a seguir.

I. Geração digital.
II. Geração paz e amor.
III. Geração Baby Boomer.
IV. Geração da Internet.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

QUESTÃO 20. Leia a charge a seguir.

Com base no que o autor da charge pretende, considere as afirmativas a seguir.

I. Enfatizar as escolhas linguísticas de uma determinada região e que configuram a linguagem oral.
II. Caracterizar os neologismos na língua portuguesa, descartando a informalidade do texto.
III. Demonstrar as diferentes esferas sociais de uso da língua, considerando os diferentes contextos.
IV. Evidenciar a necessidade de adequação da língua às variadas situações de comunicação.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

LITERATURA

QUESTÃO 21. Sobre a obra Laços de família, de Clarice Lispector, assinale a alternativa correta.

a) Prevalecem personagens femininas que, apoiadas pelos condicionamentos religiosos, se opõem às forças desagregadoras dos vínculos familiares.
b) Predominam cenas em que as personagens cedem a desejos e instintos sexuais, sem, contudo, comprometer a solidez familiar.
c) Prevalecem narrações de episódios que focalizam os êxitos do convívio familiar pautado na expressão do afeto e na felicidade.
d) Sobressaem os enfoques de atritos, ressentimentos e discussões ásperas entre membros da mesma família, o que conduz a desfechos trágicos.
e) Sobressaem conflitos vividos por uma ou mais personagens de cada conto que são agravados pelas dificuldades nos relacionamentos familiares.

QUESTÃO 22. Leia o texto a seguir.

O rei da vela somente em 1967 enfrentou a prova decisiva da encenação, demonstrando que trinta anos não foram suficientes para amortecer o seu altíssimo teor explosivo, tornado ainda mais atual, em seu agressivo vanguardismo político e estético, pelas últimas experiências da dramaturgia moderna.

(COUTINHO, A. (Organização). A literatura no Brasil. 3. ed. Rio de Janeiro: José Olympio; Niterói: UFF, 1986. vol. 6. p. 33.)

Com base no texto do crítico Décio de Almeida Prado sobre O rei da vela, de Oswald de Andrade, assinale a alternativa correta.

a) As inovações políticas e estéticas de O rei da vela, assim como “seu altíssimo teor explosivo”, permaneceram desde os anos 1930 até a encenação em 1967.
b) Quando O rei da vela foi escrito para o teatro, a peça era desprovida do caráter exaltado proporcionado pela encenação mais recente e experimental.
c) O crítico reconhece que a agressividade da peça O rei da vela, antes depreciada, pôde ser, enfim, compreendida pelo público décadas após seu lançamento nos anos 1930.
d) O traço vanguardista da dramaturgia dos anos 1960 foi insuficiente para moderar o discurso explosivo de O rei da vela, em descompasso com as orientações modernistas.
e) O uso do termo “amortecer” caracteriza a trajetória da carreira de Oswald, que, ao encenar O rei da vela, em 1967, já produzia textos politicamente mais serenos.

QUESTÃO 23. Leia o texto a seguir.

... Fui na sapataria retirar os papeis. Um sapateiro perguntou-me se o meu livro é comunista. Respondi que é realista. Ele disse-me que não é aconselhável escrever a realidade.
(JESUS, C. M. de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. 10. ed. São Paulo: Ática, 2014. p. 108.)

Com base no trecho do romance Quarto de despejo e na leitura integral da obra, considere as afirmativas a seguir.

I. A pergunta do sapateiro leva em consideração o contato com a autora e o conhecimento dos proble- mas sociais da favela.
II. A resposta da autora revela a forte identidade, tantas vezes reiterada no livro, que ela vê entre sua obra e a narrativa do final do século XIX.
III. A réplica do sapateiro aponta para a noção de que a realidade contém uma multiplicidade de perspectivas a serem aproveitadas na escrita.
IV. Embora a observação do sapateiro fique sem a resposta da autora, a leitura do diário torna claras as divergências entre ambos.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

QUESTÃO 24. No que se refere a livros como O rei da vela e Quarto de despejo, assinale a alternativa correta.

a) Ambos têm vínculo predominante com o gênero dramático pelos componentes de violência em cada obra.
b) Ambos têm vínculo predominante com o gênero dramático pelas passagens cômicas em cada obra.
c) O rei da vela liga-se ao gênero dramático, enquanto Quarto de despejo tem componentes narrativos, mesmo possuindo a estrutura de diário.
d) Ambos têm vínculo predominante com o gênero narrativo, pois um narrador relata acontecimentos fictícios vividos por personagens.
e) O rei da vela tem vínculo com o gênero narrativo, pelo relato de acontecimentos, enquanto Quarto de despejo tem vínculo mais expressivo com o gênero lírico.

QUESTÃO 25. Leia o texto a seguir.

... Eu estava pagando o sapateiro e conversando com um preto que estava lendo um jornal. Ele estava revoltado com um guarda civil que espancou um preto e amarrou numa arvore. O guarda civil é branco. E há certos brancos que transforma preto em bode expiatorio. Quem sabe se guarda civil ignora que já foi extinta a escravidão e ainda estamos no regime da chibata?
(JESUS, C. M. de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. 10. ed. São Paulo: Ática, 2014. p. 108.)

Com base no trecho do romance Quarto de despejo e na leitura integral da obra, considere as afirmativas a seguir.

I. A referência ao rapaz que lia o jornal traz à tona o desrespeito e as ameaças constantes a pobres e negros por parte da força policial e das autoridades.
II. A leitura do jornal e a consequente revolta com a notícia indicam uma postura crítica observada também em outras passagens do diário.
III. A cor da pele do guarda e do rapaz espancado é um detalhe minimizado e insignificante, no episódio e em outras passagens, segundo a visão da autora.
IV. A transformação do negro espancado em bode expiatório corresponde à presunção de inocência daquele grupo étnico e à condição de vítima vivida pelos brancos.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

QUESTÃO 26. Leia o texto a seguir.

A I. separou-se do esposo e está morando com a Zefa. O esposo dela encontrou ela com o primo. Agora 
I. veio comercializar o seu corpo, na presença do esposo. Penso: a mulher que separa-se do esposo não deve prostituir-se. Deve procurar um emprego. A prostituição é a derrota moral de uma mulher. É como um edifício que desaba. Mas tem mulher que não quer ser só de um homem. Quer ser dos homens. É uma unica dama, dançando quadrilha com varios homens. Sai dos braços de um, vai para os braços de outro.
(JESUS, C. M. de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. 10. ed. São Paulo: Ática, 2014. p. 127.)

Com base no trecho do romance Quarto de despejo, assinale a alternativa correta.

a) A autora expõe atitude compreensiva com a prostituição, embora no episódio se registre a insatisfação com os passos da mulher citada.
b) As imagens do edifício e da quadrilha representam o potencial de liberdade, valorizado pela autora, como recurso da mulher.
c) O contraste entre trabalho e prostituição, como alternativas para a mulher, indica a atenção da autora com a independência feminina.
d) O trecho demonstra que a autora discorda da ideia de uma mulher requerer separação, a despeito dos motivos que a levaram a isso.
e) Percebe-se, no trecho, a cumplicidade da autora com as dificuldades da vida feminina, a partir da adesão da autora à liberdade de decisões.

QUESTÃO 27. Leia o poema a seguir.

tem os que passam e tudo se passa
com passos já passados
tem os que partem da pedra ao vidro deixam tudo partido
e tem, ainda bem, os que deixam
a vaga impressão de ter ficado
(RUIZ S., Alice. Dois em um. 5. reimp. São Paulo: Iluminuras, 2008. p. 24.)

Com base na leitura do poema, assinale a alternativa correta.

a) O verbo passar, nos dois primeiros versos, tem o mesmo sentido.
b) O terceiro verso reforça o caráter marcante de seres do passado no poema.
c) O impacto do partir é exaltado na segunda estrofe como o efeito preferido pelo sujeito lírico no poema.
d) A forma verbal “deixam” na segunda e na terceira estrofe está no presente para enfatizar a predominância desse tempo sobre passado e futuro.
e) A última estrofe aponta para a relevância da permanência, ainda que haja incerteza em torno dela.

QUESTÃO 28. Leia o poema a seguir.

a gente é só amigo e de repente
eu bem podia ser essa mosca
perto do teu umbigo
(RUIZ S., Alice. Dois em um. 5. reimp. São Paulo: Iluminuras, 2008. p. 134.)
Com base na leitura do poema, considere as afirmativas a seguir.

I. A irreverência, marca também da poesia marginal dos anos 1970, é ilustrada, no poema, pela imagem da mosca.
II. Há uma flutuação nas formas com que se pensam amizade e amor, sem preservar fronteiras rígidas entre os relacionamentos.
III. O coloquialismo na linguagem está em harmonia com a noção de liberdade que atravessa esse poema e outros do livro.
IV. As rimas do poema indicam a coexistência do escatológico com o lirismo tradicional, sem recorrer à subjetividade.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

Leia o trecho a seguir, extraído do romance Memórias póstumas de Brás Cubas, e responda às questões 29 e 30.

LXXI - O SENÃO DO LIVRO

Começo a arrepender-me deste livro. Não que ele me canse; eu não tenho que fazer; e, realmente, expedir alguns magros capítulos para esse mundo sempre é tarefa que distrai um pouco da eternidade. Mas o livro é enfadonho, cheira a sepulcro, traz certa contração cadavérica; vício grave, e aliás ínfimo, porque o maior defeito deste livro és tu, leitor. Tu tens pressa de envelhecer, e o livro anda devagar; tu amas a narração direita e nutrida, o estilo regular e fluente, e este livro e o meu estilo são como os ébrios, guinam à direita e à esquerda, andam e param, resmungam, urram, gargalham, ameaçam o céu, escorregam e caem...

– E caem! – Folhas misérrimas do meu cipreste, heis de cair, como quaisquer outras belas e vistosas; e, se eu tivesse olhos, dar-vos-ia uma lágrima de saudade. Esta é a grande vantagem da morte, que, se não deixa boca para rir, também não deixa olhos para chorar... Heis de cair.
(ASSIS, M. de. Memórias póstumas de Brás Cubas. 18. ed. São Paulo: Ática, 1992. p. 103.)

QUESTÃO 29. Com base na leitura do trecho e do romance, assinale a alternativa correta.

a) O livro mencionado é uma leitura que Brás Cubas demora a concluir, no decorrer do romance.
b) Os “magros capítulos” confirmam a estrutura do romance: há muitos capítulos breves, que fragmentam a narrativa.
c) O enfado gerado pelo livro está em consonância com a “narração direita e nutrida”, o que o autor julga serem as expectativas do leitor.
d) A referência à eternidade corresponde à expectativa de que o livro dará ao autor a glória literária, mesmo após a morte.
e) A lentidão do livro remete à disposição do autor das memórias para satisfazer as demandas do leitor.

QUESTÃO 30. Com base na leitura do trecho e do romance, considere as afirmativas a seguir.

I. No trecho “se eu tivesse olhos”, há uma ironia do autor das memórias quanto a seu estado no mo- mento em que as redige.
II. A “lágrima da saudade” é uma expressão tipicamente romântica, cuja inviabilidade é, em seguida, ressaltada no trecho.
III. O trecho “não deixa olhos para chorar...” remete à superação do sentimentalismo romântico, emble- mática deste romance de Machado.
IV. A passagem “se não deixa boca para rir”, vista como ganho propiciado pela morte, alude à perma- nência da vocação sombria no realismo machadiano.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

Poema ep. 2: Um andarilho poeta

Uma bela família, 
todos devem ter;
Contudo, sou morador de rua
Família, almejo conhecer.

Tenho apenas dez anos
E já estou a sofrer
As drogas lícitas e ilícitas
Querem me dissolver.

Já me colocaram em um abrigo
Lá, eu não quis ficar.
O abrigo não era minha casa,
Não era meu lugar.

Todos os dias, 
Busca uma família.
Será que alguém
Vai me adotar?

Neste mundo 
De pessoas egocêntricas,
Ter um filho
É empecilho para vadiar.

Se você me encontrar na rua
Não venha me julgar,
Sou apenas fruto deste mundo
Que me deixou sem comida e sem lar.

Se você me chama de pivete,
Trombadinha ou marginal,
É porque nunca esteve lá,
Nas ruas da capital.

Sou um andarilho,
Sem saber onde chegar.
Respeito sua opinião;
Você precisa me respeitar.

Eu tenho história,
Nasci em um ambiente hostil
E poderia ser seu irmão
Nesta terra chamada Brasil.

Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.

Artigo científico ep.2. O medo abordado na literatura: morte

Este artigo foi apresenta na Universidade Federal de Minas Gerais/Faculdade de Letras na disciplina Literatura Brasileira.
Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.

Um tema recorrente na linguagem literária é o medo. Nos livros, há medo de doença, de desemprego, de tristeza, de solidão e, na atualidade, devido à agitação da vida moderna, a fobia denominada síndrome do pânico. Na literatura, o medo  mais propalado é da morte. 

A partir do momento em que o indivíduo passa compreender o mundo em que vive, ele se depara com esta mística palavra. “De todos os temas melancólicos, qual, segundo a compreensão universal da humanidade, é o mais melancólico? A morte – foi à resposta evidente. E quando – insistir esse mais melancólico dos temas se torna o mais poético? (POE, p.410). É uma boa pergunta, afinal, este tema é o mais usual na literatura, seja qual for o estilo. Uma ação passiva ao fenômeno poderia qualificá-lo como belo, pois morrer ou relacionar-se intimamente com a morte não possui nada de belo. A citação diz respeito à poética e isso vem de encontro da análise que se fará neste texto. O foco poético será as poesias de Gonçalves Dias, as quais possuem uma relação íntima com o tema, porém tal análise não significará dizer que as obras poéticas do século XIX foram as mais recorrentes à palavra morte, pois ela está circunscrita na antiguidade literária. É possível que tema morte esteja tão íntimo à literatura devido ao ciclo vital: nascer, crescer, reproduzir e morrer.

A morte possui tanto sentido concreto e abstrato; apesar de se ligar mais à melancolia, haverá situações que se aproximará da alegria. Quando ela relaciona a algo que aterroriza a alguém, tal como uma pessoa que não é aceitável a uma comunidade, devido aos atos indecorosos, a morte desta é recebida com alegria. 

É difícil afirmar que o poeta possui relação passiva ou ativa com o tema morte. Se se diz que a relação dele está ligado à beleza; é coerente citar o escritor Poe que diz que “quando ele se alia, mais de perto à beleza, a morte, pois [...] é, inquestionavelmente, o tema mais poético do mundo”.(Poe, A.E. p.410). Somente uma ação passiva ao fenômeno pode qualificá-lo como belo, pois morrer ou se relacionar intimamente com a morte não possui tal característica para a maioria dos seres humanos. Sabendo disso, o poeta, por meio de paradoxo, promove a interatividade entre leitor e texto, pois se utiliza um tema arrepiante como produto poético.

A afirmativa de que a morte é um tema mais poético do mundo é consequência das inúmeras aparições do tema na poesia. Gonçalves Dias faz várias referências à morte em suas poesias. Por exemplo, o poema morte é constituído por uma narrativa que traz um diálogo eu-lírico com a morte. “Vi formada uma beleza, cheia de encanto, de amor” (Dias, s.d.; p.74). Nesse trecho, percebe-se que o terror à morte é substituído por admiração. Cabe a pergunta: como poderia a morte, que ceifa as vidas, ser repleta de amor, de inocência e responsabilidade? Algumas versos, que estão na poesia citada, contêm a resposta para esta pergunta. Veja o que diz a personagem.
[...]
Assim dizia - tu julgas
Que não tenho coração
Que executo meus deveres
Sem pesar, sem aflição?
- Que ainda flor da vida arranco
ao jovem sem compaixão
à donzela pudibunda
Ou ao longevo ancião?
- Oh! Não, que eu sofro martírio.
Do que faço ao mais sofrer
Sofro dor de outros morrem
De que não posso morrer
- Mas em parte a dor me cura
Um pensamento que é meu
Lembro aos humanos que a terra
É só passagem para o céu.

Esse versos podem contêm uma resposta ao questionamento do interlocutor da morte. Por meio deles, podemos perceber uma ruptura poética com o medo, uma vez que o eu-lírico é capaz de entrevistar aquilo que mais assusta aos humanos, a morte. Essa diz ao interlocutor que as inferências que ele faz  faz não são verdadeiras, porque ela não tem prazer na morte dos humanos e desejaria passar pela morte, porém isso não é possível, por isso, se apraz em permitir a passagem dos homens ao céu. Vê-se que nos versos acima, o poeta usa adjetivos que são incomuns à morte, tal como compaixão, tristeza e ações como trabalho, matar sem prazer.

Pode-se verificar que nos verso do poema acima, morte tem a preocupação de mudar o pensamento do homem com relação as ações dela. Através da narrativa, pode-se dizer que o objetivo do poeta é mostrar ao leitor que não há necessidade de temer a morte, pois, ela apenas executa um ofício que lhe é outorgado, uma vez que a vida é transitória. Sua missão é permitir que aos humanos passem da terra para o céu, sendo um favor que ela faz aos terrestres. Nesse sentido, a acusação se inverte: a morte, que era culpada de tirar a vida dos seres terenos, torna-se vítima dessa ação, pois é forçada a realizar tal trabalho, todavia é acusada de cruel.

A morte, para o poeta, é um ser concreto, com qual o homem precisa se relacionar, ou seja, ser capaz de compreende e respeitar a profissão que exerce: matar. Assim, a morte não causará medo ao homem, pois esse sabe que um dia ela virá cumprir oficio designado, que é de enviá-lo ao céu. A narrativa dessa poética é diferente de outras que tratam do mesmo, como as obras de Edgar Alan Poe, pois há um contraste da realidade incutida na mente humana, levando o leitor a um relacionamento diferenciado com a morte, mudando  assim até mesmo a visão que o próprio poeta tem dela:  “Não permita Deus que eu morra, sem que eu volte para lá”. (Dias, s.d: p.22). Nesses versos vê-se que ser retirado da terra antes do momento desejável pelo poeta cause-lhe angústia e repúdio à morte. Nesse caso, o sentimento de perda o impede de aceitar a ação da morte. Para um ser humanos, aceitar o trabalho da morte  não faz sentido, pois, sabe que ela causa tristeza a quem perde um ente querido. Ciente disto, o eu-lírico faz um alerta às mulheres espanholas que permitiram os maridos lutarem contra os nativos das Américas: “seu marido já é morto, noticia dele não soa, pois esta gente guerreira, bastos ceifa a morte à toa”.(-----. p.38). Ele sabe que a morte, para os humanos, é cruel e, por isso, tenta alertar quem ousar enfrentar os nativos americanos, pois a morte lhes é aliada, ceifando à toa - sem motivo, os oponentes dos índios. Se se não teme àqueles, porém a esta jamais deve enfrentar.

Através dos poemas analisados neste texto, pode-se ter uma noção de como o medo da morte foi trabalhado nas poesias do poeta indianista. Pôde-se perceber que o leitor não possui uma relação íntima com ela, uma vez que lhe causa terror. A realidade do imaginário humano é exposta: “não faça isso, senão você morrerá", "não coma isso que pode te matar”. Diferente a esse posicionamento sobre a ação da morte, o texto de Dias contém uma narrativa em que o eu-lírico é "íntimo" à morte. Logo, o poeta, conseguiu inovar em relação à temática, pois, a morte sempre foi repudiada pelos humanos, mas acaba obtendo louvor por meio de um poema, no o qual lhe é permito fazer um desabafo. Numa linguagem adaptada à modernidade tecnológica, diz-se que lhe fora aberto o “microfone” da poesia e que agora pode-se defender das acusações que a foram imputadas a séculos. Pode-se comparar o ato como uma ação de direito de resposta, o qual é a concessão a réplica no jornalismo, ou seja, a morte que sempre foi acusada, na literatura e outros, de praticar ato de crueldade contra humanos, agora, o poeta lhe concede o direito de responder a essa acusação. Essa defesa ocorre de forma ininterrupta, pois, a morte se calara a dezenas de séculos e momento poético se torna único, por isso, ela não deveria ser interrompida pelo interlocutor. Percebe-se que o cenário é construído semelhante à um tribunal, onde cada agente respeita o tempo de fala determinado.

A construção da narrativa do poema é maravilhosa, pois, ao final do discurso da vitima, o eu-lírico a inocenta e transfere a culpa ao homem, uma vez que ela sempre sofreu a dor de praticar a ação de matar, ceifa as vidas, mas isso é necessário, porque permite a passagem dos humanos ao céu. A pergunta final do eu-lírico ao leitor poderia ser: por que ter medo da morte se ela está a serviço dos humanos? Se a morte possui sentimentos e realiza o dever que fora 'outorgado', de simplesmente concluir o ciclo vital do homem, não há necessidade de temê-la, tampouco de acusá-la de ‘sem coração’.

Outro ponto importante na narrativa do poema, é a concessão de beleza à ação da morte, um temática pouca explorada em livros literários. Apesar da morte assustar o mundo real, com esse, ela tem uma relação intimidade, estando presente  tanto linguagem escrita quanto na oral. Logo, o eu-lírico permite que ela se defenda das acusações que são imputadas pelos humanos, um ser que amedronta as pessoas. É coerente dizer que o poema de Gonçalves Dias é forma inovadora de falar da morte. O poeta foge do estereótipos tradicionais que contêm adjetivos pejorativos, assim como apresenta um maneira distinta de lidar com a morte, apresentando o ser humano como corresponsável pela ação da morte. Isso é uma maneira de fazê-lo refletir que, sem a morte, não é possível concretizar o ciclo vital terrestre e se transferir para o céu. Também leva o leitor a refletir sobre as reclamações contra a morte, porque, se aqui na terra, ele culpa a morte pela crueldade e ceifar a vida, no habitar celeste, o Arcanjo do Senhor, a morte, também reclama de tal oficio que lhe fora ofertado, transportar o homem da terra ao céu.

Bibliografia
DIAS, Gonçalves. Obras completas. São Paulo. Editora cultura, 19..
POE, Edgar Allan. Poesia e prosa. Rio de Janeiro. Editora Ediouro, s.d.

Poema ep. 3: Pensando em você

Lembrar é sofrer.
Assim dizem e é verdade;
Como sofro recordando você.

Passo dias e noites
Sem obter nenhuma resposta,
Apenas me dizendo que amo você.

Recordar o passado
É sofrer no presente;
É trocar a alegria pela tristeza;
É virar noite e mais noites
Só pensando em você.

Você é meu sonho,
Minha vida e minha luz,
É um perfume de flor
Que me seduz;

Tristemente sozinho,
Só pensando em você,
Eu descubro que
Recorda é sofrer.


Para que dizer que eu a amo,
Se você não me quer,
Se você não me deseja
E não me vai recorrer.

Mas dizendo a verdade,
Eu só penso em você.

Pelos caminhos da mente,
você me conduz.
Leva-me a um jardim florido;
Os cantos dos pássaros
E a beleza das flores me encantam,
Mas não encantam a você.

Vejo-me a curtir a mãe natureza,
De mãos dadas contigo,
Mas nesse momento
A imagem desaparece,
deixando-me em perigo.

Então, saio a lhe procurar
Nas pétalas das flores,
Mas só encontro
O cheiro de ex-amores.

O ilusionismo me revela
Que é uma flor perfumosa
Que me faz lembrar
O quanto tu es é formosa.

Mais uma vez
eu sofro recordando e penso:
Relembrar é sofrer;
Como sofro por você!

Escreva-me:  “i love you”,
Para eu mudar esta triste história
Que delineia
Na minha memória.

Se soubesse quanto sofro por você,
Logo comigo reconciliava,
Reacendia o nosso amor
E jamais me abandonava.

Digo a você:
Paixão é uma coisa séria
Que invade corações
E os deixa na miséria.

Quero lhe dizer
Que no brilhar das estrelas
Estarei me lembrando de você,
Considerando a princesa
Que jamais vou esquecer.

Escrevendo esses versos
Que vem a imaginação;
Ouvindo barulho de ondas
E o resto: solidão.

Apenas as ondas tentam me animar,
Mas a paixão é demais
Já não aguento mais te esperar.

Preciso estar logo com você
pois, tenho pressa em te amar,
Torço que seus sentimentos,
uma tartaruga , esteja a carregar.

Neste mundo de azar,
Só penso em você.
Crendo que um dia
Eu vou te conquistar.

Mesmo que a solidão
E a distância sejam grandes,
Eu vou esperar;
Mesmo que meu coração
Esteja preste a explodir:
Demore o tempo que demorar.
Vou deixar me iludir.

É triste, mas vou confessar
Muitas recordações virão
E terei que aguentar,
Pensando sempre no dia
em que eu te encontrar.

Enquanto isso, 
Sigo me lembrando de você,
Ainda que saiba que
recordar é sofrer, 
Pois não há outra inspiração
Já que fonte única é você.

Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.

Poema ep.5: Exílio sem canção

Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá;
A melancolia daqui
É o contraste de lá.

Minha terra tem políticos
Que adoram caviar;
Os políticos daqui são
Menos corruptos que os de lá

Minha terra tem o sertão,
Em que o povo está sempre a esperar:
Espera a chuva,
Espera o pão,

Eu queria voltar a São Paulo,
A capital da América do Sul;
Andar pelo Ibirapuera e ver o sol nascer;
Passear pelas belas praças
Sem me preocupar com o PCC.

Oh Minas Gerais!
Sem você, eu me sinto só:
Ouro Preto, Mariana, Tiradentes e Sabará;
Gruta no Maquiné, Serra do Cipó,
Congonhas, Maria Fumaça,
Estrada Real e Araxá.
Que saudade do véu da noiva,
Com suas límpidas águas a jorrar;

Minha querida BH,
Preciso logo lhe ver:
Praça da liberdade,
Serra do Curral,
Parque das Mangabeiras...
Orla da lagoa, para percorrer.
Aqui, noite opaca não me despista,
Tenho saudades das seis pistas.

Minha terra tem mais terra,
Que vão do Oiapoque ao Chuí.
Eu queria que o geocentro
Fosse em Itambacuri.
Do fruto da pedra,
essa cidade nasceu;
Do coração dela, eu emergir.
Quão bom era morar ali.


Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.

Poema ep.6: Valor da infância no Brasil

Tu ti prostas
Pelas estradas do meu Brasil;
Estas a venda
Por um preço infantil.

Ignora o governo vossa situação,
Para esconder a negra
História da pueril exploração.

Menina à venda,
Preço, não ouço dizer;
É uma vergonha
Quem faz isso com você.

Tu estás a sofrer.
No prazer que traz pão
Palavras que misturam sonoridade,
Mas não é a solução 
Para essa dura realidade.

E não adianta seus pais
Estarem a lamentar,
Pois precisam desse mísero centavo
Que entra no lar.

Faz-se pouco para a situação mudar.
Pois, o centavo que é a garantia
De que a família vai se alimentar.

Uma noite inteira da vida infantil
É doada em troca de um pão.
Eis o retrato de um Brasil
Que muitos acreditam
Já não ter mais solução.

O Pão e a exploração
Um não conviver com o outro!
Quem valoriza os dois juntos
É verdadeiramente louco.

A sua idade, poderia escancarar
Para que meu Brasil
Possa envergonhar.

Não farei: vergonha minha,
minha irmã, 
sua vida vida definha.

Aqui,
A miséria encontrar seu lugar;
E nas estradas brasileiras,
Nas vidas pueris, 
Ela está a se manifestar.

Qual é o futuro
O governo prepara para ti?
A Europa há  de te ver
A continuar a  prostituir.

Solução para isso, Brasil?
No momento não há.
Será?

Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.

Poema ep.7: Transposição do velho chico

Boom boom baum
Há trabalho no sertão.
Mas por muito tempo ainda
Vai continuar a luta pelo o pão.
E não esqueçamos que aqui 
Há o laboral regado pela escravidão.

“Aqui nóis trabaia um muntão,
Pois o coroné precisa
Se manter como patrão”.

As crianças estão sempre a chorar,
Pois o alimento é escasso 
E  na mesa, está sempre a faltar.

Pela manhã, 
come-se arroz,
Pois o feijão está a cozinhar;

À noite,
Come-se feijão com farinha,
Quando há o jantar;

De vez em quando
Há uma segunda refeição,
Já no fim da linda tardinha,
Que despede do solarão

A vida das aves também é dura
Como a do sertanejo,
Voam o dia todo em busca de pão.
No final do dia,
O que conseguem é a exaustão.

Boom boom baum
O governo se alegra com a irrigação;
Acredita que ela é a única solução,
Para fixar o homem no sertão.

Mas quando os sertanejos tiverem a água,
Muitos peixes morrerão;
Com eles irão população ribeirinha,
Que retira no velho Chico
A única refeição.

Boom boom baum
Haverá muito trabalho no sertão,
Com essa tal de transposição;
Muitos frutos hão de se produzir,
Aqui nesse rincão;

Assim os europeus sorrir, irão,
Uma vez que tudo 
que produz aqui
Será destinado à exportação.

Há sertanejo acredita em milagre
Da tal transposição,
Pois o Chico vai molhar o sertão.
Quanta ilusão!

Sertão, transposição, Pão, solução, 
Toda essa mistura de sons
Reflete mais um ato político
Cativando quem vela pelo sertão.

Boom boom baum
Tem que haver solução para o sertão.
Água, comida, remédio, trabalho e
Governos que respeitem essa região.

É preciso existam políticos
Que tragam a real solução;
Que disponham a ajudar esse povo
Não somente durante eleição.

Aqui tudo se promete antes da votação;
Depois eles somem,
Como grão de areia atirado ao chão;
Só nos deixam uma certeza,
De que voltarão na próxima eleição.

Boom boom baum
Como sofre o homem do meu sertão,
Boia fria, pela madrugada a se levantar,
Sai de casa sem garantia
de que vai retornar.

Duro dia de trabalho;
Na espalda, somente a dor,
Maltrapilho e sem sorriso,
dia um dia aterrorizante pelo calor.

Na dureza da vida do sertão,
Escondem-se o inferno e o paraíso
Quiçá a desilusão.

Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.

Poema ep.9: Homenagem à Ângela Garcia de Deus

Para tudo, para tudo,
Porque agora, eu vou falar.
Meu nome é Ângela Garcia,
Deixe-me apresentar.

Para tudo, para tudo,
Mas também prestenção;
Se me vês dando tapas mesa
Saiba que não sou louca não.
Mas se um dia escutares eu dizer p. que pariu
É porque eu não tomei o meu Revotril

Sou uma pessoa muito educada
Simpática e divertida
Minha vida é uma piada
Quem me conhece, vive dando risada.

Minha vida uma é poesia
Poeta, eu sou.
Sei traçar muito bem as letras
E falar de amor.

Mas durante estes anos,
Percebi que nem tudo é alegria
Estou preste a aposentar
E os amigos do Tabajara
Eu vou deixar;

Mas não ficar triste não
Vou deixar o meu carinho
E um pedaço do meu coração.

Deixarei minhas palavras,
Deixarei minha alegria,
Minha vida em forma de teatro
Recheada de fantasia.


or Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.

Noviço poeta: Minha escola, minha vida

A escola é um lugar bonito.
Ela tem que ser preservada
E não maltratada.

Nossa vida está lá,
Pois nela temos que estudar
Para o futuro conquistar.

Estudar é muito bom,
Pois faz bem ao coração
Como é bom ter educação!

Estudar é um dever de todo cidadão;
Vamos dizer sim à educação
Para termos uma boa geração.

Jordânia  Santos Oliveira - Ensino Médio

Novidade!

8º ano do Ensino Fundamental Língua Portuguesa

  QUESTÃO   1                                                              VALOR: 0,60                       NOTA:_______ Observe os três ...