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Poema ep. 2: Um andarilho poeta

Uma bela família, 
todos devem ter;
Contudo, sou morador de rua
Família, almejo conhecer.

Tenho apenas dez anos
E já estou a sofrer
As drogas lícitas e ilícitas
Querem me dissolver.

Já me colocaram em um abrigo
Lá, eu não quis ficar.
O abrigo não era minha casa,
Não era meu lugar.

Todos os dias, 
Busca uma família.
Será que alguém
Vai me adotar?

Neste mundo 
De pessoas egocêntricas,
Ter um filho
É empecilho para vadiar.

Se você me encontrar na rua
Não venha me julgar,
Sou apenas fruto deste mundo
Que me deixou sem comida e sem lar.

Se você me chama de pivete,
Trombadinha ou marginal,
É porque nunca esteve lá,
Nas ruas da capital.

Sou um andarilho,
Sem saber onde chegar.
Respeito sua opinião;
Você precisa me respeitar.

Eu tenho história,
Nasci em um ambiente hostil
E poderia ser seu irmão
Nesta terra chamada Brasil.

Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.

Artigo de opinião ep.1: Pais espelhos

Sabemos que há pais que não sabem educar os filhos. Diz-se que, "o exemplo não é só forma única de ensinar, é a única forma eficaz". Diz-se também que “os pais são como espelhos para seus filhos”. Neste artigo, falarei sobre quatros características de pais que são como espelhos para os filhos, baseado nesta filosofia.

O espelho apresenta quatros características que podem ser metáforas para se falar de pais espelhos. Primeiro, o espelho é mudo. Ele não fala, apenas demonstra. Ele não grita aos ouvidos, apenas aos olhos. Basta você olhar para o espelho e contemplará a beleza ou o horror. Você poderá até se assustar ou pular de alegria, mas o espelho continuará mudo, estático. Um bom pai não precisa ficar a gritar com o seu filho, apenas um olhar é suficiente para que a criança entenda a aprovação ou reprovação de atos.

A segunda característica do espelho é que ele deve ser limpo. Um espelho sujo embaça a visão. É como um reflexo da lua em uma poça de águas turvas. A imagem da lua está lá, mas você não a vê com nitidez. Há mãe que quer ser espelho para os filhos, mas o espelho está sujo. Há mãe que fala para o filho não fumar e fuma; fala para o filho não usar drogas lícitas ou ilícitas e as usa; fala para o filho não jogar lixo na rua, mas joga; pede ao filho para respeitar os mais velhos, mas ela mesma não respeita nem a vovó da criança. Fala para o adolescente que não deve namorar e, todo final de semana aparece com um companheiro diferente; há mãe que manda o filho para a igreja e ela vai para o forró ou para o boteco. Está tudo errado, mãe. Ei, você é espelho para seu filho. Espelho tem que ser limpo, sem mácula. Mãe tem que dar exemplo, porque é espelho para o filho.

A terceira característica do espelho é que ele deve ser plano. Um espelho côncavo ou convexo distorce a imagem. O pai precisa ter uma vida irrepreensível, se quiser ensinar com eficácia. Ei, pai; que espelho você é? Um espelho com imagem distorcida dá para enxerga alguma coisa nitidamente? Dá para seu filho ver em você uma boa imagem e pegá-la como modelo? Escute-me, pai. Um bom exemplo deve vir de você para o seu filho. Não inverta o papel de pai na sua casa.

A quarta característica é que um espelho precisa de luz. Sem luz podemos ter olhos, mas não enxergamos. Sem a luz da boa palavra, da bíblia, dos bons exemplos que aprendemos, não podemos ensinar aos nossos filhos. Ei pai; ei mãe; a luz para o filho enxergar o bom caminho é o bom exemplo de vocês.

Cuidado, mãe; cuidado, pai. O espelho é mudo. Ele não fala, mas demonstra. O espelho deve ser limpo. Um espelho cheio de sujeira, como poderá o filho enxergar nele? O espelho deve ser plano. Ter uma imagem toda torta, é ser bom exemplo para o filho? Mãe e pai têm que dar exemplo. Tem que ter uma vida correta. O espelho deve ter a luz. Iluminem a vida do seu filho com bons exemplos. Sejam espelhos para seu filho, porque ele é uma bênção de Deus para suas vidas.

Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.

Poema ep.10: Triste fim de uma paixão

Chegamos,
Onde nunca pensávamos chegar;
Tudo estava por um fio,
A ponto de acabar.

Encontramos 
O que sempre estávamos a procurar:
As delícias de amor
Nos lábios a jorrar.
Nosso amor era quase real,
Parecia incapaz de solidificar

Fizemos o máximo, 
O quase impossível 
Para ele não acabar.
Parecia que você era tudo
Que eu quis na vida encontrar

Mas felizes seremos
Que juntos fiquemos.
Sonhando alto 
Ainda que isso nos custe caro.

Parecia que a deusa
Que eu descobri,
Machucou-me, 
Por isso, muito sofri

Mas foi bom enquanto durou,
O mais sofrido do mundo,
Que é o nosso amor .

Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.
Escrito em 31/12/1993

Poema ep. 12: Vagos sentimentos

Vague feelings

I know you're looking at me;
Girl, me too
I've been looking at you;
Waiting for a chance,
why have it
All for me;

I think it's just
Matter of time.
Or me to kiss her
And show the world
That love is
The solution for us;

You are a flower to me
And I have to have it.
Because I'm in love with her.
Yesterday, you were so beautiful!
My eyes said:
What a babe!
______________________

Vagos sentimentos

Eu sei que anda me olhando;
Garota, eu também
Ando olhando você;
Esperando uma chance,
porque que tê-la
Toda para mim;

Eu acho que é apenas
uma questão de tempo.
Para eu beijá-la
e mostrar ao mundo
Que o amor é
A solução para nós;

Você é uma flor para mim
E eu tenho que tê-la.
Pois estou apaixonado por ela.
Ontem, você estava tão linda!
Meus olhos disseram:
Que gata!

Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.
Escrito em19/ 01/94

Poema ep. 14: AMOR PERFEITO

 (PERFECT LOVE)

In the curves of your sensuality of your body
I found myself
In the sweetness of your lips
I fell in love.


AMOR PERFEITO

Nas curvas da sua sensualidade do seu corpo
Eu me encontrei
Na doçura dos seus lábios
Eu me apaixonei.

Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.

Noviço contista ep. : A varanda da esperança

Bruna esperava ansiosamente que o dia amanhecer deitada numa cama. Ela estava tão ansiosa que mal conseguia dormir. Esperava que o sol nascesse e que a lua manifestasse o adeus. Ninguém sabia o motivo da ansiedade de Bruna para que o dia amanhecesse. Era como um segredo. Finalmente o dia amanheceu.

Às sete horas da manhã, Bruna se levantou e lavou o rosto; penteou o cabelo e, antes de fazer qualquer outra coisa, pegou logo o melhor amigo, o banquinho, e se sentou na varanda da casa. A varanda parecia igual às outras, mas não era. Essa era chamada por Bruna de a “Varanda da Esperança”. É nela que a garota espera va todos os dias por alguém especial. É dela que Bruna observava passar pela rua uma pessoa especial. Ao vê-la passar, Bruna transformava os segundos em uma infinidade de tempo. Quando a pessoa desaparecia Bruna cria que o relógio se tornara o seu adversário. Dava-lhe uma ânsia, uma dor no coração. Tudo era inexplicável, indizível. Então a garota punha-se a perguntar: quando ele voltará. De repente a menina olha para o lado e dava um forte suspiro. O garoto estava a retornar. Bruna ficava sem palavras todas as vezes que olhava para o menino. Parecia igual à primeira vez em que ela o viu. Rapidamente sorriu . O coração estava pulando de alegria, quase saindo pela boca, só de vê-lo. As mãos da garota ficaram trêmulas, frias
e transpiradas; ela só conseguira dar um tchau para o menino.

Após uns minutos a refletir, Bruna se recolheu deixando na mente a imagem do garoto. Ela estava muito feliz. Estava como uma flor desabrochada: linda. O dia da garota se tornou maravilhoso, pois na memória permanecia viva a cena do garoto passado defronte à varanda e a certeza de que ela o olhou face a face. Parecia que o rapaz sorria para a garota, pois ele costumava dizer que o sorriso dele valia mais do que mil palavras.

Isso não não passava de uma fantasia e a garota tinha consciência disso, porém, ela nunca perdeu a esperança de que fantasia um dia se tornaria realidade. Sabia que era necessário esperar o momento correto, mesmo que isso demorasse muito tempo. Enquanto a realidade não chegava, a garota se deleitava na fantasia. Até nos sonhos da Bruna, o menino estava presente.

Tudo se parecia real quando a Bruna se sentava na varanda. Ao afastar-se dali, a incerteza invadia o seu coraçãozinho adolescente. A verdade é que ela vivia dos pequenos gestos gerados pelo movimento garoto. Na varanda, cada suspiro da adolescente, ao ver o garoto, era como uma raiz de esperança que nascia no seu íntimo. Um grande calor a tomava de baixo para cima, o qual a fazia se estremecer de prazer. O rapaz ia e voltava, porém menina nada lhe falava. Ficava apenas a olhar para o seu delírio amoroso. No seu pensamento havia a certeza de que há esperança para o coração apaixonado. Dizia a si mesma:
— “Nunca perca a esperança, pois se ele tiver que ser seu amor, um dia estará em suas mãos, Bruna”.

É por pensar assim que a Bruna nunca desistia do seu sonho, que era o garoto que passava na rua. Ela sabia que não vivia uma fantasia, pois o menino existia e um dia haveria a oportunidade de se encontrarem e falarem olhos nos olhos. Por mais difíceis que fossem as barreiras que interpunham entre ela e o adolescente, cria que iria vencê-las e conquistar o coração do amado. Para ratificar seu pensamento positivo, a menina recorria à fé. Dizia que nada é impossível para Deus, por isso cria que Ele a ajudaria conquistar o garoto dos seus sonhos.

Certo dia, a garota foi até a varanda e ficou mais de uma hora a esperar a passagem do garoto. Então ele apareceu na esquina e passou tranquilamente em frente à varanda da casa da Bruna. Ele, sequer, olhou para a varanda da casa, onde estava a menina. Isso se tornou um contratempo para a adolescente que a levou a reflexão sobre o que o garoto pensaria ao seu respeito. Ela dizia amar o garoto, mas não era correspondida com o mesmo sentimento que tinha por dele. Ficou muito confusa, pois não sabia se realmente o adolescente lhe amava. Então perguntou a sua consciência?
—Será que eu amo sozinha? Será que não serei correspondida?

Muitas coisas ruins se passaram em sua cabecinha. Uma delas era a possibilidade de o garoto ter uma namorada. Nesse dia o tempo foi o principal adversário da Bruna. Cada segundo que passava permitia a comutação de idéias inóspita ao sentimento que cultivara para com garoto. A cada suspiro, as idéias renasciam ainda mais fortes. Porém a Bruna não deixou as idéias apagarem o sentimento que havia plantado no coração. Prometeu a si mesma que desceria da varanda e iria à busca do rosto pelo qual se apaixonara. Dizia a si mesma que nunca perderia a esperança de conquistá-lo. Não contou nada aos pais; por precaução, guardou todo o sentimento no coração, pois sabia que a realidade poderia ser tratada como ilusão.

Michele Batista Pimenel - Ensino Fundamental.

Noviço contista ep.: A incrível história de Mabel

Mabel era uma menina de classe baixa que morava com os pais e sete irmãos: Omar, Tarsiana, Susana, Stela, Najla, Nayara e Laert. O pai de Mabel era pedreiro, por isso a renda era pouca para um grupo familiar tão grande. Para ajudar na renda familiar, a mãe de Mabel era obrigada a cuidar de oitos crianças e ainda lavar várias trouxas de roupas por semana.

Mabel era a primogênita da casa, por isso teve que iniciar as atividades trabalhistas aos onze anos. A garota conseguiu um emprego na casa de uma empresária conhecida da família, por intermédio da mãe. A menina trabalhou de empregada doméstica durante cinco anos. O trabalho prejudicou os estudos dela: a moça parou de estudar na quarta série.

Cansada de tanto trabalha e pouco salário – a menina trabalhava das seis da manha até o jantar dos patrões –, Mabel foi a busca de outro emprego. Conseguiu uma vaga numa empresa de calçados para exercer a função de chanfradeira. Na fabrica, Mabel conheceu a Kaio, Isaque e Breno. Esses rapazes eram loucos por ela. Gostavam do jeito simples, alegre, educado e responsável da menina. Porém, ela amava mesmo era o Jeremias, outro funcionário da fábrica. Esse era um rapaz responsável e muito bonito. Só que ele não sabia
que a Mabel lhe gostava.

Certo dia, quando Mabel voltava do trabalho e passava pela Avenida Elias Saliba em companhia de Jeremias, dava-se início o romance. O rapaz pediu a mão de Mabel em namoro. Com a permissão do pai da garota, os dois começaram a se namorar. Passaram-se dois anos e se casaram.

Após o casamento, Jeremias convidou a família de Mabel para se mudar para o interior de Minas Gerais com ele. A mudança do casal para o interior ocorrera porque a empresa, em que trabalhavam, havia aberto uma filial na cidade de Monte Azul. Jeremias era o principal motorista de caminhão da empresa, por gozar da confiança do patrão, fora nomeado para tomar conta do transporte dos calçados produzidos na cidade do interior.

Após dois meses morando no interior, houve uma tragédia na família de Mabel que a marcara para sempre; Stela caiu de uma escada e teve que passar por cirurgias, pois o tombo provocara um tumor na cabeça da moça. Após as cirurgias, Stela ficara paralítica para sempre. Para suportar as dores, Stela precisou repousar em um colchão d’água, pois os comuns a machucava. Mabel se lamentava pela situação da irmã.

O primeiro filho de Mabel nasceu em mil e novecentos e noventa e três, para a alegria dos pais e tios. A criança era do sexo feminino e se chamou Lorelayne.

Na véspera do quinto aniversário da criança, Stela faleceu, após vinte e três anos de sofrimento sobre um colchão d’água.

Quando lorelayne completou dez anos, recebeu de presente o comunicado que ganharia um irmãozinho. O garotinho nasceu e recebeu o nome de Esequiel. Após o nascimento da segunda criança, Jeremias decidiu mudar-se novamente para Belo Horizonte. Queria construir uma nova vida trabalhista, pois fora despedido da empresa de calçados há mais de dois anos. Então viajou.

Ao chegar à capital mineira, foi morar na casa do irmão. Nesse ínterim, ele comprou um lote e começou construir uma casa. Ao concluir a obra, solicitou à esposa voltasse viesse para Belo Horizonte.

Mabel e Jeremias fizeram um acordo: decidiram que um cuidaria das crianças e da casa e o outro deveria trabalhar. Jeremias estava trabalhando em uma empresa de transportes e isso o obrigava a ficar ausente da casa por vários dias. Mabel não aceitava esse tipo de trabalho, mas a necessidade do dinheiro era mais forte que a vontade dela. Ela teve que enfrentar a realidade: ficando em casa em só na companhia dos filhos. Assim tornara pai e mãe para as crianças. Com essa vida dupla, Mabel teve que abrir mão de muitas coisas, pois ocupava boa parte do tempo com as crianças ensinando-lhes os deveres escolares e levando e buscando na escola, porém não abriu mão de auxiliar na paróquia do padre Bráulio Brochado. Lá, ela trabalhava na função de serva.

Para facilitar o transporte das crianças, Mabel iniciou os estudos em uma autoescola. Ela conseguiu a habilitação. Seu esposo comprou um fusca e facilitou um pouco a vida da mulher.

Mabel sabia que não havia conquistado tudo que sonhara, mas se sentiu realizada ao comparar sua situação econômica com a dos pais. Acreditava ter vencido muitas adversidades e desconfortos. Cria que seus filhos poderiam dar um passo para além de onde ela conseguiu colocar os pés. Dizia-se feliz com a vida e com a família.

                                                                                  Lucia Albina Ramos. Ensino Fundamental

Novidade!

8º ano do Ensino Fundamental Língua Portuguesa

  QUESTÃO   1                                                              VALOR: 0,60                       NOTA:_______ Observe os três ...