Mitologia grega - Orfeu e Eurídice - Resumo

Orfeu foi o poeta e músico mais célebre da Grécia mitológica. Tocava a lira com tanto sentimento que até as feras selvagens se deitavam, mansas, aos seus pés. E sua voz era tão melodiosa que fazia as árvores se balançarem, dançando suavemente. Até as pedras mudavam de lugar, seguindo o ritmo de sua música.

Orfeu amava apenas uma coisa mais que sua arte: a esposa Eurídice. Mas o destino não permitiu que ficassem juntos neste mundo. No vale de Tempe, na Trácia, Eurídice foi mordida por uma serpente venenosa, e sua alma desceu à sombria região governada por Hades. Orfeu apanhou a lira - sua única arma - e desceu ao reino dos mortos, por uma caverna na região de Trespócia. Em seguida, desceu pelo túnel sinistro até o rio Estige, nas margens do inferno. Lá, não usou a força, mas a arte para vencer os poderes da morte. Com o toque de sua lira, hipnotizou Caronte, o barqueiro infernal, e o convenceu a levá-lo à outra margem do rio. Depois, amansou Cérbero com as notas de sua música. Mas sua maior façanha ainda estava por vir. Orfeu apresentou-se diante do tenebroso trono de Hades, o deus dos mortos, que jamais havia sido tocado pela piedade. O poeta dedilhou as cordas da lira e entoou a mais triste canção já composta no mundo. Pela primeira vez, a alma de Hades se enterneceu; e o senhor dos mortos consentiu em libertar Eurídice. Mas impôs uma condição: até Eurídice estar de volta à luz do sol, na superfície da Terra, Orfeu não deveria olhar o rosto da amada.

O amante vivo e a amada morta se puseram a caminho. Enquanto subiam o trajeto escuro rumo à boca da caverna, Eurídice foi seguindo as notas que Orfeu dedilhava. Durante a maior parte do trajeto, o poeta controlou-se para não olhar para trás. Mas o desejo de rever a face de sua amada foi mais forte que a sensatez. Quando Orfeu colocou os pés na saída da caverna, seu rosto se virou instintivamente. Por apenas um segundo, ele teve um vislumbre das feições de Eurídice: pálida, lânguida, mas ainda com as feições que ele amava. Um segundo depois, uma força invisível puxou o fantasma de Eurídice de volta às profundezas. Ela estava perdida - desta vez, para sempre. E Orfeu passaria o resto da vida cantando seu amor extraviado entre as sombras.

Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.

Mitologia grega - Eco e Narciso - resumo

 Eco e Narciso

Conhecer a si mesmo nem sempre é o caminho para uma vida tranquila. Isso é o que sugere a história de Narciso, filho da ninfa Liríope e do deus-rio Céfiso. Quando ele era menino, um vidente profetizou: "Narciso terá uma vida longa e feliz, desde que jamais conheça a si mesmo". Desde pequeno, Narciso teve uma beleza hipnótica. Quando andava pelos bosques, as ninfas suspiravam de paixão. Mas o rapaz cresceu sem jamais corresponder ao amor de ninguém. Uma das ninfas apaixonadas por Narciso era a desventurada Eco. Certa vez, havia ajudado Zeus a encobrir suas infidelidades. Por castigo, Hera lançou sobre a ninfa uma maldição: Eco se tornou incapaz de usar a própria voz, exceto para repetir as palavras dos outros. Inutilmente, ela seguia Narciso pelos bosques. "Me deixe em paz!", ordenava o egocêntrico Narciso, e Eco respondia apenas: "Paz... paz... paz..." Sem jamais conseguir declarar seu amor com palavras próprias, Eco acabou se esvanecendo de tristeza: o corpo desapareceu e restou apenas a voz, condenada a repetir sons alheios.

A vaidade de Narciso era tão grande que irritava alguns deuses. Foi o caso de Ártemis, que resolveu puni-lo. Um dia, em suas andanças, ele se deitou junto a uma fonte de água pura para saciar a sede. Mas, no momento em que se inclinava para beber, Ártemis fez com que ele se apaixonasse pelo rapaz que o contemplava na superfície da água: seu próprio reflexo. Narciso tentou abraçar o amado; mas a água escorria entre suas mãos. Por fim, acabou enterrando uma adaga no peito. Segundo outra versão do mito, de tanto olhar seu reflexo, ele caiu nas águas e morreu afogado. Na grama às margens da fonte, cresceu a flor que hoje leva seu nome.

Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.

 

mitologia grega - Édipo e Jocasta - resumo

Na mitologia grega, o destino nem sempre é gentil com os amantes. Muitas das histórias de amor mais famosas no mundo dos mitos acabam em total desgraça. Moira, a deusa do destino - uma das filhas de Nyx, a Noite -, era uma divindade mais antiga e mais poderosa que o próprio Olimpo: ninguém contestava as suas decisões e nem mesmo Zeus podia contrariá-la. Além de potente, Moira era misteriosa e indecifrável. "Os antigos gregos acreditavam que as fatalidades e os sofrimentos eram inevitáveis e podiam se abater sobre qualquer um. O que realmente importava era a forma como o ser humano se comportava diante das dores da vida", explica Viktor Salis, especialista em fenomenologia dos mitos pela Universidade de Sorbonne, na França, e autor de livros como Mitologia Viva (Nova Alexandria, 2011).

Édipo e Jocasta

A desventurada história de Édipo, rei de Tebas, foi uma cruel obra-prima de Moira: cada momento da vida dele estava meticulosamente encadeado, numa equação cujo único resultado possível era o infortúnio. Sua vida foi uma minuciosa tragédia.

Édipo era príncipe de Corinto e filho de Pólibo e Periboeia - ou, pelo menos, era isso o que ele pensava. Um dia, o príncipe visitou o oráculo de Delfos com a inocente intenção de conhecer seu futuro. Mas o que ouviu dos lábios da pitonisa, no templo de Apolo, foi a promessa de um pesadelo: "Você matará seu pai e casará com a própria mãe".

Horrorizado, Édipo fugiu de Corinto. Decidiu afastar-se o máximo possível de Pólibo e Periboeia, para que a profecia jamais se cumprisse. O que Édipo não imaginava é que aqueles eram apenas seus pais adotivos: eles o haviam encontrado quando ainda era bebê, abandonado em um cesto no mar. Tentando fugir do destino, Édipo vagou pela Grécia. Certo dia, entrou em um desfiladeiro. Andava por uma estrada muito estreita, quando se deparou com um arrogante desconhecido, que vinha chicoteando cavalos em uma carruagem. O homem ordenou que Édipo saísse de seu caminho. Irritado com o tom de voz do sujeito - cujo rosto, no entanto, lhe era estranhamente familiar -, o orgulhoso jovem se recusou a obedecê-lo. Furioso, ele tentou atropelar Édipo. O rapaz desviou-se do ataque e, com a lança, derrubou o desconhecido do carro. Depois, amarrou as rédeas aos pés do homem, chicoteou os cavalos e fez com que os animais o arrastassem até a morte.

Édipo continuou viajando por algum tempo. Finalmente, chegou à cidade de Tebas, que estava sendo assolada pela Esfinge, filha de Tifão e Équidna. O monstro - que tinha cabeça de mulher, corpo de leão e asas de águia - havia pousado nas vizinhanças da cidade, junto a um despenhadeiro. Ali, lançava a todos os viajantes um enigma: "Qual é o animal que anda com quatro pernas pela manhã, com duas à tarde e com três à noite?" Quem não respondesse era destroçado e devorado na hora. Muitos viajantes já haviam morrido nas garras da Esfinge.

Mas o recém-chegado Édipo matou a charada sem pestanejar. "É o homem - que engatinha quando criança, anda com firmeza quando adulto e precisa de uma bengala quando velho". A temperamental Esfinge não suportou a derrota: pulou no precipício e se destroçou nas rochas lá embaixo.

Por ter derrotado o monstro, Édipo foi aclamado rei de Tebas. O antigo soberano da cidade, Laio, havia partido algum tempo antes em uma viagem a Delfos - queria perguntar ao Oráculo como poderia se livrar da Esfinge. Mas Laio desapareceu no caminho, e agora todos já o davam por morto. O novo rei casou-se com a linda rainha viúva, Jocasta. Tudo parecia bem - e Édipo chegou a acreditar que havia escapado à sombra de Moira. Mas o punho do destino tombou de repente sobre ele, e a tragédia se completou de forma cruelmente memorável.

Uma praga terrível começou a dizimar a população de Tebas. Na Grécia, pestilências súbitas eram sempre vistas como castigo divino. Um dia, em meio às ruas cheias de gemidos, surgiu um viajante cego, apoiado em um cajado. Era Tirésias, o maior vidente da Grécia. Por ordem dos deuses, ele vinha revelar a Édipo a terrível verdade. O homem que o jovem herói havia matado no desfiladeiro era Laio - que, além de ser o legítimo rei de Tebas, era o verdadeiro pai de Édipo. Anos antes, uma profecia garantira que Laio seria morto por seu próprio filho. Por isso, o soberano ordenara que o menino fosse abandonado em um local selvagem. Mas tudo fazia parte do terrível plano traçado por Moira. Por mais que tentasse fugir ao destino, Édipo não apenas matara Laio, como havia se casado com sua própria mãe, Jocasta.

Horrorizada com a revelação, a rainha se enforcou. Édipo furou os próprios olhos com um broche, abandonou Tebas e vagou durante o resto da vida pela Grécia, perseguido pelas Erínias - as terríveis divindades infernais, que puniam com a loucura aqueles que derramavam o sangue da própria família. Na Grécia mitológica, não havia distinção entre crimes propositais e involuntários: era preciso pagar por todas as faltas, mesmo as cometidas sem querer. "Contemplem agora Édipo, o herói que derrotou a Esfinge, e que foi tão poderoso e altivo! Vejam a tempestade de terror que o engoliu!", escreveu Sófocles ao final de sua peça. "E que nenhum ser humano se considere totalmente feliz, até haver chegado, sem os dolorosos golpes do destino, ao último dia de sua vida".

Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.

A mitologia grega - Media e Jasão - resumo

Na mitologia grega, o destino nem sempre é gentil com os amantes. Muitas das histórias de amor mais famosas no mundo dos mitos acabam em total desgraça. Moira, a deusa do destino - uma das filhas de Nyx, a Noite -, era uma divindade mais antiga e mais poderosa que o próprio Olimpo: ninguém contestava as suas decisões e nem mesmo Zeus podia contrariá-la. Além de potente, Moira era misteriosa e indecifrável. "Os antigos gregos acreditavam que as fatalidades e os sofrimentos eram inevitáveis e podiam se abater sobre qualquer um. O que realmente importava era a forma como o ser humano se comportava diante das dores da vida", explica Viktor Salis, especialista em fenomenologia dos mitos pela Universidade de Sorbonne, na França, e autor de livros como Mitologia Viva (Nova Alexandria, 2011).

Medeia e Jasão

Ela era a neta do Sol e a favorita das trevas. Ele era um príncipe sem trono, em busca de glória nos confins do mundo. O amor entre ambos foi um dos mais intensos em toda a mitologia grega - e também um dos mais sangrentos.

O encontro aconteceu nas profundezas de um bosque escuro, junto a um altar de Hécate, a temível deusa das bruxas. Achando estar sozinha, a princesa Medeia acabava de fazer uma oferenda à sombria divindade. Filha de Aetes, rei da Cólquida, e neta de Hélios, o deus do Sol, Medeia era uma das feiticeiras mais poderosas do mundo antigo. Entre seus poderes, estava o dom de falar com os animais, acalmar ou invocar tempestades e erguer ondas gigantes no mar.

Medeia escutou um ruído entre os arbustos e voltou o rosto. Por um instante, a altiva feiticeira ficou sem palavras. Um rapaz de físico perfeito a observava. Tinha cabelos compridos, duas espadas na cinta, e uma pele de leopardo amarrada ao redor do corpo. Imediatamente, Medeia sentiu que seu destino estava ligado para sempre àquele homem. Estava terrivelmente apaixonada.

O jovem herói lançou-se aos pés da bela bruxa. Contou sua história - e implorou ajuda. Chamava-se Jasão e era filho de Éson, o rei destronado da cidade de Iolcos, na Tessália. O trono fora roubado pelo irmão de Éson, o inescrupuloso Pélias. Quando Jasão, o legítimo herdeiro, exigiu o que lhe era devido, o usurpador lhe respondeu com um desafio aparentemente impossível: "Eu lhe darei o trono de Iolcos quando você me trouxer o Velocino de Ouro".

O Velocino era um artefato feito com a lã do fabuloso Carneiro Dourado. Filho de Poseidon e da mortal Teofane, a mágica criatura tinha inteligência humana e voava como um pássaro. Após sua morte, virou a constelação de Áries. Com sua lã dourada, foi confeccionado um manto belíssimo e refulgente, que se tornou um dos tesouros mais cobiçados do mundo mitológico. O mirabolante prêmio estava guardado em um jardim no palácio de Aetes - pai de Medeia -, sob a mirada infalível de um dragão de escamas verdes, que jamais dormia.

Para cumprir o desafio, Jasão reuniu uma tropa com os 50 maiores heróis gregos da época. E embarcou no Argos, o maior e mais famoso navio dos tempos míticos. Entre os tripulantes do Argos - chamados de Argonautas - estavam o músico e poeta Orfeu (protagonista de outra história de amor trágico, como você pode ver no box da página 63); Héracles, o maior dos mortais; o príncipe Meléagro, da Calidônia; e a princesa-guerreira Atalanta, da Arcádia. E lá se foram os Argonautas em direção à distante Cólquida, onde hoje fica a região do Cáucaso.

Mas a tripulação heroica não era o maior trunfo de Jasão. Antes de começar a jornada, ele havia feito um sacrifício em um templo de Afrodite, suplicando sua ajuda. A deusa do amor decidiu proteger e auxiliar o herói na busca pelo Velocino. Por isso, Medeia se apaixonou à primeira vista: era o poder de Afrodite agindo sobre ela. Em frente ao altar de Hécate, os dois jovens se beijaram e fizeram amor. Em seguida, Jasão prometeu casar-se com Medeia. Dominada pela paixão, ela decidiu abandonar pátria e família, e passar o resto da vida com aquele homem que acabara de conhecer. A princesa entregou ao amante um frasco negro, contendo uma poção feita com as águas do Letes, um dos rios que corriam no inferno. Algumas poucas gotas foram o suficiente para fazer o terrível dragão insone adormecer. Jasão rapidamente apanhou o artefato de lã dourada e, naquele mesmo dia, o Argos zarpava de volta à Grécia.

Medeia prestes a assassinar seus filhos.Nem bem chegaram lá, contudo, aquele amor cheio de proezas começou a mergulhar nas trevas. Mesmo após a conquista do Velocino, Jasão não conseguiu o trono que desejava. O povo de Iolcos desconfiava dele - não por ser um estrangeiro, mas por ter se casado com uma feiticeira. Os Argonautas se dispersaram pela Grécia e Jasão, ainda sem trono, foi viver em Corinto - o rei da cidade, Creonte, era seu amigo. Jasão ainda amava Medeia, e já tivera com ela dois filhos, Mêrmeros e Feres. Mas sua ambição política foi maior que a paixão. Quando Creonte lhe ofereceu a mão de sua filha Creúsa - e um posto no governo da cidade -, Jasão decidiu que era tempo de se separar de sua companheira de aventuras: ordenou que Medeia fosse embora e renegou os próprios filhos.

Medeia fingiu aceitar a rejeição: mostrou-se dócil e chegou a oferecer a Creúsa um belo vestido de casamento. Mas uma seguidora de Hécate jamais deixa uma ofensa passar em branco. No dia do casamento, ao colocar o vestido sobre o corpo, Creúsa soltou um grito de horror: o tecido grudou-se em sua pele e se transformou em fogo. Horrorizado, Jasão viu a noiva se transformar em uma chama viva. De espada desembainhada, correu até a casa onde Medeia vivia com os filhos. Mas, ao chegar lá, deparou-se com uma imagem além do pesadelo mais cruel - uma das cenas mais brutais que a mitologia grega nos legou. Coberta de sangue, Medeia segurava nos braços os corpos degolados de Mêrmeros e Feres - que ela mesma havia matado.

Um clarão ofuscou os olhos perplexos de Jasão: era a carruagem de Hélios, o Sol, que viera buscar sua neta. Com os corpos dos filhos, a feiticeira subiu aos céus. "Contempla os filhos que eu mesmo apunhalei, para destroçar teu coração!" gritou Medeia. "E tuas desgraças não estão completas, Jasão: espera até chegar tua velhice". A profecia de Medeia se cumpriu. Depois de vagar pela Grécia durante anos, Jasão morreu amargurado, velho e sozinho, deitado sobre as areias de uma praia.

Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.

Vertuno e Pomona - Resumo

 Pomona era a deusa que presidia a floração dos frutos.  Ela guardava de proteger as árvores frutíferas.  Seu Bosque vivia fechado a entrada de seus incansáveis cortejadores,  a maioria faunos e sátiros.  A deusa alimentava dos mais tenros frutos.  A deusa dos Pomares tinha um corpo invejável e uma pele perfeita.  Ela andava só por entre os troncos das suas adoradas árvores.  Entre os Apaixonados pela deusa,  havia Vertuno,  que era o Deus protetor dos frutos e dos legumes.  Pomana sempre fugia dele. Ela não queria saber de amores. 

Vertuno é do único Deus que atraia os desejos da deusa, por isso ela fugiu dele.  Vertuno era mestre em disfarces e, diversas vezes, se apresentou diante da deusa de diferentes modos: como ceifador, pôs a foice no chão e se sentou aos pés de Pomona.  Ela ficou totalmente envolvida com a sua tesoura a cortar os galhos e a retirar os fungos acumulado sem dar atenção ao deus.

Noutra ocasião,  Vertuno apareceu como um pescador.  Foi um disfarce infeliz.  A deusa não gostavam de pescadores e detestava esta atividade.  Por isso, ela expulsou Vertuno da sua presença. 

Tempos depois, ele se apresentou vestido de coletor de maçãs. Pomona não conseguia alcançar os galhos da árvore e deus ofereceu ajuda.  Vertuno começou a subir na escada quando sentiu a mão carga da deusa tocar lhe o pulso. Ela pediu ao deus para que ela mesmo pegasse o fruto. Assim que começou a coletar as maçãs, jogavam uma a uma a Vertuno.  A maioria acertado em cheio na cabeça do deus. Pomona reclamava dos gritos do deus, dizendo que ele estava esperando os frutos deixando-os cair no chão. 

Quanto mais Vertuno insistia em suas estratagemas, mais a deusa permanecia irredutível: terminando sempre na expulsão dele de seu Bosque sagrado, com maior ou menor delicadeza. 

Um dia, uma velha encarquilhada apareceu diante Pomona. O dia estava quente e a deusa estava à vontade.  A velha, que era o próprio Vertuno. Aproximou sorrateiramente. Quando chegou aos pés da deusa, sentou-se. Finalmente a deusa observou a presença dentro dela  e a cumprimentou estendendo a mão de modo afável. A velha deu um beijo na mão da deusa. A moça recuou diante do gesto inesperado e surpreendente. A deusa estava podando uma vinha e Vertuno aproveitou a ocasião para fazer uma comparação. E que tudo servia aos seus objetivo. Disse para deusa que os galhos se enroscavam e que ela deveria fazer o mesmo. Disse a deusa que ele esteve a observando por muito tempo e percebeu que ela fugia de todos os seres que buscavam o seu amor.

A deusa disse a velha que todos são boçais. Veturno, disfarçado de velha, disse que talvez nem todos o sejam. Enquanto conversava com a deusa, a acariciava as costas dela. Isso a irritou. A velha disse a deusa que existe alguém que está muito mais afim dela de que todos os seus outros pretendentes e que ela sabia quem era aquele que merecia o seu amor. A moça disse que sabia sim. Era o importuno Vertuno. A velha respondeu que era ele mesmo e que ninguém mais poderia fazê-la feliz mais do que ele. A deusa disse a velha que já chegava e se afastou descontrolado. Logo deu-se conta do que passava: descobriu que era Vertuno. A moça o repreendeu dizendo porque ele não experimentava aparecer sobre a sua própria forma ao menos uma vez. Vertuno percebeu que a deusa não tinha olhos para ninguém e buscava diversas formas de convencê-la sobre seu amor. 

Desfazendo-se de seu disfarce, Vertuno surgiu diante da moça em sua forma esplendorosa. A deusa ficou deslumbrada com a sua beleza. Ele aproximou-se da dócil Pamona e a cobriu de beijos.

Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.

A morte de Heitor - resumo

As ruínas de Tróia ainda fumegam. Tróia, agora, não é mais do que um caminho e nós pito e pedregoso. Podia contar nos dedos um muro ou uma coluna que ainda estavam inteiros. Seu solo estava completamente juncado de pedras e tijolos, o que tornou ainda mais acidentado o terreno.

Sentado sobre uma grande pedra e recortado no pedaço de mundo semelhante a um imenso dente quebrado, estava um pobre e imundo Andarilho. De cabeça baixa, o velho, coberto de trapos, cozinhava qualquer coisa sobre uma minúscula fogueira de alguns poucos gravetos. Enquanto cozinhava, cavava no chão, com seu bastão feito de um velho galho de árvore, um pouco menos torto e nodoso do que ele próprio. O velho inclinava curvando corpo para adiante e ameaçava cair de boca no pó. Naquele exato momento, a atenção do velho é distraída pelo ruído de um outro bordão que se aproximava, vindo exatamente em sua direção. Tratava-se de outro Andarilho, vestido de contratos que têm o mesmo corte fresco e arejado do outro. O velho Maneta estende, ao recém-chegado, a sua tigela e os dois se entregam então ao grande momento do dia: paz e sustento sobre o manto cálido da noite. Eles comiam em silêncio até que o puxou um assunto trivial. Conversa vai e vem, o outro rezinga, o outro escarra. Um disse ao outro que ele é um maldito Troiano. O cego pala para o velho Maneta que ele é um maldito Aqueu. O grego é o Maneta; outro olhando é o cego. Após a hostilidade eles permaneceram parado.

Por Geraldo Genetto Pereira
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Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.

Marte Deus da Guerra - resumo

Juno concebeu o turbolento deus de um contato que teve com uma flor cultivada nos campos de Oleno, na Acaia.  Flora, a deusa da vegetação,  queria sido a inspiradora da terna ideia. Quanto aos aspectos físicos, Marte é um belo rapaz da corte Marcial. Ele ostenta com galhardia em seu peito uma soberba e reluzente armadura. O fato é que nenhum de seus pares de imortalidade parecia ao líder a menor simpatia, nem mesmo seu suposto pai, Júpiter. Este dizia que Marte era o mais detestável dos deuses que habitavam o Olimpo. Afirmava que o deus tinha o espírito intratável e teimoso de sua mãe. Apenas a bela Vênus, a deusa do amor, nutria uma afeição por Marte.

Na condição de deus da guerra, ele andava sempre na companhia de seus dois filhos de tremenda figura: o Medo e o Terror. Quando seu carro ardente surgia,  precedido por estes pavorosos Arautos, anuncia a fúria das batalhas que estavam prestes a se desencadearem. A Discórdia, com seus cabelos de serpentes, estava sempre a verter incessantemente uma baba fétida. Ela vai um pouco mais adiante deles, espalhando a intriga e a calúnia. Diante de Marte vai esse perverso conjunto de Arautos. Fechando o cortejo, estão aquelas que recebem o espantoso apelido de Cadelas de Plutão. Elas são as Queres, deusas sanguinários antecessoras dos modernos vampiros que mergulham sobre as vítimas abatidas para dilacerar suas carnes e beber seu sangue, depois arrastando para a morada das ondas.

As histórias das derrotas sofridas por Marte são mais abundante do que os relatos de suas vitórias. O pior dos seus fracassos seria quando o Marte viu-se aprisionado durante 13 meses dentro de uma jarra de bronze, por causa de uma afronta feita aos dois gigantes Aloídas, filhos de Aloeu e Ifimédia. Durante a guerra de Tróia, também não se saiu melhor com Diomedes,  guerreiro aqueu, que o feriu com uma lança dirigida pela mão de Minerva. Quando se retirou a lança, contudo, Marte não se suportou com tanta bravura quando se poderia esperar, pois lançou aos céus um grito tão alto quanto ou de 9 ou 10 mil guerreiros. 

Compreende-se, contudo, o motivo dessa Divina Rixa: é que Minerva, irmã de Marte deusa também associada a guerra, representa a tática e a diplomacia, apelando sempre ao instinto nobre do guerreiro; enquanto que seu irmão representa unicamente o aspecto sanguinários das guerras. Essa rixa combinou com o enfrentamento de ambos diante das muralhas da disputada Tróia: Marte lançou um dardo contra a irmã, que se desviou dele com facilidade, remetendo em seguida uma pedra sobre o pescoço do agressor que o deixou estendido ao solo, sem sentidos. Como isso não bastasse, teve de escutar os deboches que Minerva vencedora lhe lançou. No entanto, o fracasso de Marte não acabou ali. Sua coragem naufragou também quando, por duas vezes, teve que fugir vergonhosamente da fúria do invencível Hércules. Ao pretender vingar a morte da amazona Pentesiléia, morta por Aquiles, recebeu na cabeça raio da irado do próprio pai.

Este é Marte, Deus menor e privado de qualquer virtude, que só foi verdadeiramente cultuado com fervor pelos romanos, povo imperialmente bárbaro que só soube alcançar a grandeza através do ofício de pilhar e assassinar. Como esta cruel criatura pode aspirar o amor a Vênus e dar a ela um filho como o Cupido? Talvez porque sendo o amor também uma batalha, como todos os lances e estratégias de uma guerra, fosse natural que dois deuses estejam ao posto que acabasse por se sentir inevitavelmente atraídos. O fato é que, mesmo no amor, o atrapalhado deus não se saiu tão bem quanto esperava. Apesar de ter conseguido convencer a sua amada Vênus, teve que passar pelo de sabor de ser flagrado em pleno leito pelo marido desta, o não menos truculento Vulcano. Aprisionados ambos numa rede indestrutível, confeccionado a pelo próprio Vulcano, Marte ardoroso e  Vênus infiel, foram expostos à execração pública, diante de todos os deuses do Olimpo.

Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
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O Rapto de Prosérpina - resumo

Plutão, o Deus dos infernos, andava em quieto com agitação que vem abalando os fundamentos do Monte Etna na Sicília. O vulcão que ali existia Para de ser mais irado do que nunca. Ele cuspia fumaça e Faísca para todos os lados. Sabedor de que o interior daquelas montanhas abrigavam gigante tifão,  que fora anteriormente derrotado por Júpiter e ali acorrentado, Plutão Decidiu ir pessoalmente ver o que estava acontecendo. Ele tomou a carruagem da noite e foi até o monte Etna. Logo avistou um grupo de mulheres que colhiam flores do campo.  Por ali estavam também Vênus, a deusa do amor, com seu filho Cupido. A Deusa pediu para que o filho observasse que o Deus dos infernos havia decidido dar uma voltinha a luz do dia. Cupido disse que provavelmente isso aconteceu porque ele estava cansado de toda aquela escuridão. Que devia ser terrível se o rei de um mundo de mortos. Imediatamente, Vênus encostou sua boca a orelha de cupido e pediu para que ele arrumar se algo para distrair Plutão daquela solidão. Os olhos do jovem imediatamente iluminaram. Cupido pegou o seu arco; escolheu a flecha mais aguda de sua aljava e apontou para o Deus dos infernos. Vênus pediu para que o rapaz caprichasse na pontaria.

Uma Flecha Dourada cortou o ar, indo atingir em cheio o coração do Deus infernal. No mesmo instante, botão ficou apaixonado pela mais bela das mulheres que tinha diante dos olhos. Era prosérpina,  filha de Ceres, a deusa da fertilidade e da agricultura. A jovem poderia ser considerada uma Divina filha de sua mãe, com seus longos cabelos da cor do trigo. Plutão encolheu as rédeas cor de ferro que seguravam seus negros cavalos e se lançou em direção ao grupo de moças. Assustadas com aproximação do carro negro,  todas correram em diversas direções,  deixando prosérpina em Apuros. Plutão aproveitou o descuido e suspendeu a moça com o seu braço e a levou aos céus em seu carro veloz. Foi em vão a filha de Ceres pedir socorro.

Descendo do seu carro,  o Deus dos mortos preparava-se para golpear o solo com seu tridente e abre caminho para retornar ao seu mundo. A Ninfa ciana, que estava por ali perto, tentou detê-lo. Plutão não deu ouvidos a moça e vendeu até com Golpe poderoso de seu tridente. Um abismo abriu aos pés de ambos. Antes que o rato e sua presa entrasse pela Negra passagem, Plutão transformou a ninfa em uma fonte, pois temia que ela viesse a dar com a língua nos dentes. Os cavalos relinchando e felizes regressaram a sua escura morada. Prosérpina perde os sentidos ao ver se Prestes aventar aquela escuridão sem fim. Plutão disse para ela não se preocupar, pois iria se tornar a rainha dos infernos. Ele deu um beijo na face da desmaiada prosérpina, antes de chicotear com forró os seus cavalos da cor da noite.

No mesmo dia,  Ceres foi alertada pelas amigas de prosérpina sobre O Rapto. Ela ficou incrédula ao saber que o responsável foi Plutão. Desesperada, a deusa saiu a pé, do jeito que estava, em busca da filha. Quando a noite chegou, ela acendeu uma tocha e prosseguiu em sua solitária e desesperada busca. Assim que seres avistou Selene, a deusa da Lua, deteve o seu passo. Ela perguntou a deusa se havia avistado a sua filha. Selene disse que infelizmente não vira nada. A deusa passou a noite inteira percorrendo a terra iluminada apenas pelas estrelas e pela lua em busca da filha. Quando o dia amanheceu, ela encontrou-se com a Aurora, que já vinha adiante, precedendo o Radiante carro de Febo, o Deus do sol. A deusa perguntou Aurora por sua filha prosérpina. ceres chorava muito. Aurora disse não ter visto a moça. Ela estava disposta a ajudar na procura, mas o sol a impedia que continuasse a conversa.

Durante vários dias e várias noites, a deusa Ceres continuou a sua busca. Ela estava esquecida de seus deveres para com a natureza. Logo a terra começou a se tornar estéril. As águas não desceu mais do céu para regar as plantações e a fome começou a se espalhar por tudo. Um dia, completamente desanimada, sentou-se numa pedra e curvou a cabeça sobre o peito. Ela estava exausta. Enquanto descansava, percebeu que a seu lado uma fonte cantante respingada suas águas sobre si. A deusa Ceres percebeu nele o desenho do rosto de ciana. Imediatamente, quis saber da Ninfa o que havia acontecido. Não obtive nenhuma resposta. Quando a ninfa se metamorfoseou, ela perdeu a fala. A Ninfa fez alguns sinais que a deusa logo compreendeu. Entendeu que sua amiga havia sido engolido pela terra. Adeus às férias viu confirmado essa suspeita ao divisar flutuando sobre das Águas da fonte o cinto da sua adorada filha. Sem meios de poder descer até as profundezas do reino de plutão, a deusa Ceres decidiu subir aos elevados domínios de Júpiter, o pai de prosérpina. Ela pediu ajuda ao todo poderoso. Pediu que ele obrigasse lutam devolver a sua filha. Júpiter disse que lutam é o senhor em seus domínios. Ele deu a entender que não queria problemas com seu irmão das Trevas. A deusa ceres ficou irritada e mandou Plutão para os infernos. Júpiter debochou da deusa dizendo que ele já estava lá. A deusa não tinha tempo para brincadeiras. Júpiter ordenou que ela descer se até a terra e colocar se tudo em ordem, e já que havia meses que ela se havia diz cuidado dos seus afazeres. A deusa disse que a Terra ia continuar do jeito que estava. Não iria brotar 1 pé de couve sequer. Júpiter percebeu que sua esposa se aproxima para ver o que estava acontecendo e resolveu contemporizar pois sabia que duas mulheres viradas eram demais para ele. Logo aceitou ajudar a deusa Ceres. Disse que a filha da deusa poderia retornar para a Terra, desde que não tenha comido nada nos infernos, pois assim determinaram as parcas. A condição parecia meio absurdo, mas a mãe de prosérpina não tinha alternativa. Ela resolveu ir pessoalmente ao reino de plutão. Passou um longo tempo nas margens do rio aqueronte, aguardando a chegada do Barqueiro que a transportar ia até o reino das Sombras.

Uma vez desembarcada, ela foi barrada por Cérbero, o temível cão de três cabeças que guarda os portões do inferno. Mas uma mãe que procura a filha não se deixa intimidar por qualquer coisa. Com o facho que levava numa das mãos, Dirceu uma bordoada sobre as três cabeças do cão ao mesmo tempo e esse saiu chorando inferno Adentro. Sem dar ouvido a nada e nem a ninguém, ela avançou pelas regiões escuras. Logo, estava diante do Deus infernal, que estavam sobre o seu trono. Ele tinha ao lado, prosérpina. Essa se lançou aos braços da mãe com longo abraço. A deusa não podia emitir qualquer palavra. Ela apenas que saber da filha como ela se sentia ali. A moça disse que não era tão mal assim. Plutão não quis se intrometer na conversa. A deusa quis saber como podia sua filha ser feliz ali naquela escuridão. A moça disse a deusa Ceres que ali no mundo subterrâneo ela era a rainha, a senhora absoluta de todos daquele domínio. A deusa ceres disse que Plutão era terrível. No entanto, a moça disse a mãe que ele sempre a tratou com muita atenção e delicadeza, como uma legítima rainha. Prosérpina parecia feliz com seu novo estado. Sua mãe não podia suportar a ideia de tê-la para sempre longe de si ei perguntou se já havia comido algo desde que chegou ao inferno. A moça que saber o motivo da pergunta. Que saber se se parecia muito magra. Ela disse que apenas havia comido uma romã que colheu no Jardins de plutão. A deusa Ceres quase tombou desfalecida ao chão de tanta tristeza diante da terrível Revelação. Momentaneamente, ela abandonou a filha e foi falar com Plutão. Queria tentar reverter a situação, mas o Deus dos infernos mostrou-se resoluto. Ele recusava perder a esposa. Uma terrível discussão ameaçava se instalar entre a sogra e o genro. foi quando José Pina propôs uma solução que agradaria a todos: propôs passar metade do ano nos domínios de plutão e a outra metade em companhia da mãe, na terra. A deusa Ceres e Plutão chegaram a um acordo, A única solução consensual. Prosérpina seguiu com sua mãe de volta à Terra, para passar a sua primeira temporada. Estava disposta a retornar ao sub mundo dos mortos em 6 meses, conforme combinado. A partir daquele momento, a deusa da agricultura e da fertilidade retomou seus cuidados com a terra.

Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.

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