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Mitologia grega - Orfeu e Eurídice - Resumo

Orfeu foi o poeta e músico mais célebre da Grécia mitológica. Tocava a lira com tanto sentimento que até as feras selvagens se deitavam, mansas, aos seus pés. E sua voz era tão melodiosa que fazia as árvores se balançarem, dançando suavemente. Até as pedras mudavam de lugar, seguindo o ritmo de sua música.

Orfeu amava apenas uma coisa mais que sua arte: a esposa Eurídice. Mas o destino não permitiu que ficassem juntos neste mundo. No vale de Tempe, na Trácia, Eurídice foi mordida por uma serpente venenosa, e sua alma desceu à sombria região governada por Hades. Orfeu apanhou a lira - sua única arma - e desceu ao reino dos mortos, por uma caverna na região de Trespócia. Em seguida, desceu pelo túnel sinistro até o rio Estige, nas margens do inferno. Lá, não usou a força, mas a arte para vencer os poderes da morte. Com o toque de sua lira, hipnotizou Caronte, o barqueiro infernal, e o convenceu a levá-lo à outra margem do rio. Depois, amansou Cérbero com as notas de sua música. Mas sua maior façanha ainda estava por vir. Orfeu apresentou-se diante do tenebroso trono de Hades, o deus dos mortos, que jamais havia sido tocado pela piedade. O poeta dedilhou as cordas da lira e entoou a mais triste canção já composta no mundo. Pela primeira vez, a alma de Hades se enterneceu; e o senhor dos mortos consentiu em libertar Eurídice. Mas impôs uma condição: até Eurídice estar de volta à luz do sol, na superfície da Terra, Orfeu não deveria olhar o rosto da amada.

O amante vivo e a amada morta se puseram a caminho. Enquanto subiam o trajeto escuro rumo à boca da caverna, Eurídice foi seguindo as notas que Orfeu dedilhava. Durante a maior parte do trajeto, o poeta controlou-se para não olhar para trás. Mas o desejo de rever a face de sua amada foi mais forte que a sensatez. Quando Orfeu colocou os pés na saída da caverna, seu rosto se virou instintivamente. Por apenas um segundo, ele teve um vislumbre das feições de Eurídice: pálida, lânguida, mas ainda com as feições que ele amava. Um segundo depois, uma força invisível puxou o fantasma de Eurídice de volta às profundezas. Ela estava perdida - desta vez, para sempre. E Orfeu passaria o resto da vida cantando seu amor extraviado entre as sombras.

Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.

Mitologia grega - Eco e Narciso - resumo

 Eco e Narciso

Conhecer a si mesmo nem sempre é o caminho para uma vida tranquila. Isso é o que sugere a história de Narciso, filho da ninfa Liríope e do deus-rio Céfiso. Quando ele era menino, um vidente profetizou: "Narciso terá uma vida longa e feliz, desde que jamais conheça a si mesmo". Desde pequeno, Narciso teve uma beleza hipnótica. Quando andava pelos bosques, as ninfas suspiravam de paixão. Mas o rapaz cresceu sem jamais corresponder ao amor de ninguém. Uma das ninfas apaixonadas por Narciso era a desventurada Eco. Certa vez, havia ajudado Zeus a encobrir suas infidelidades. Por castigo, Hera lançou sobre a ninfa uma maldição: Eco se tornou incapaz de usar a própria voz, exceto para repetir as palavras dos outros. Inutilmente, ela seguia Narciso pelos bosques. "Me deixe em paz!", ordenava o egocêntrico Narciso, e Eco respondia apenas: "Paz... paz... paz..." Sem jamais conseguir declarar seu amor com palavras próprias, Eco acabou se esvanecendo de tristeza: o corpo desapareceu e restou apenas a voz, condenada a repetir sons alheios.

A vaidade de Narciso era tão grande que irritava alguns deuses. Foi o caso de Ártemis, que resolveu puni-lo. Um dia, em suas andanças, ele se deitou junto a uma fonte de água pura para saciar a sede. Mas, no momento em que se inclinava para beber, Ártemis fez com que ele se apaixonasse pelo rapaz que o contemplava na superfície da água: seu próprio reflexo. Narciso tentou abraçar o amado; mas a água escorria entre suas mãos. Por fim, acabou enterrando uma adaga no peito. Segundo outra versão do mito, de tanto olhar seu reflexo, ele caiu nas águas e morreu afogado. Na grama às margens da fonte, cresceu a flor que hoje leva seu nome.

Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.

 

mitologia grega - Édipo e Jocasta - resumo

Na mitologia grega, o destino nem sempre é gentil com os amantes. Muitas das histórias de amor mais famosas no mundo dos mitos acabam em total desgraça. Moira, a deusa do destino - uma das filhas de Nyx, a Noite -, era uma divindade mais antiga e mais poderosa que o próprio Olimpo: ninguém contestava as suas decisões e nem mesmo Zeus podia contrariá-la. Além de potente, Moira era misteriosa e indecifrável. "Os antigos gregos acreditavam que as fatalidades e os sofrimentos eram inevitáveis e podiam se abater sobre qualquer um. O que realmente importava era a forma como o ser humano se comportava diante das dores da vida", explica Viktor Salis, especialista em fenomenologia dos mitos pela Universidade de Sorbonne, na França, e autor de livros como Mitologia Viva (Nova Alexandria, 2011).

Édipo e Jocasta

A desventurada história de Édipo, rei de Tebas, foi uma cruel obra-prima de Moira: cada momento da vida dele estava meticulosamente encadeado, numa equação cujo único resultado possível era o infortúnio. Sua vida foi uma minuciosa tragédia.

Édipo era príncipe de Corinto e filho de Pólibo e Periboeia - ou, pelo menos, era isso o que ele pensava. Um dia, o príncipe visitou o oráculo de Delfos com a inocente intenção de conhecer seu futuro. Mas o que ouviu dos lábios da pitonisa, no templo de Apolo, foi a promessa de um pesadelo: "Você matará seu pai e casará com a própria mãe".

Horrorizado, Édipo fugiu de Corinto. Decidiu afastar-se o máximo possível de Pólibo e Periboeia, para que a profecia jamais se cumprisse. O que Édipo não imaginava é que aqueles eram apenas seus pais adotivos: eles o haviam encontrado quando ainda era bebê, abandonado em um cesto no mar. Tentando fugir do destino, Édipo vagou pela Grécia. Certo dia, entrou em um desfiladeiro. Andava por uma estrada muito estreita, quando se deparou com um arrogante desconhecido, que vinha chicoteando cavalos em uma carruagem. O homem ordenou que Édipo saísse de seu caminho. Irritado com o tom de voz do sujeito - cujo rosto, no entanto, lhe era estranhamente familiar -, o orgulhoso jovem se recusou a obedecê-lo. Furioso, ele tentou atropelar Édipo. O rapaz desviou-se do ataque e, com a lança, derrubou o desconhecido do carro. Depois, amarrou as rédeas aos pés do homem, chicoteou os cavalos e fez com que os animais o arrastassem até a morte.

Édipo continuou viajando por algum tempo. Finalmente, chegou à cidade de Tebas, que estava sendo assolada pela Esfinge, filha de Tifão e Équidna. O monstro - que tinha cabeça de mulher, corpo de leão e asas de águia - havia pousado nas vizinhanças da cidade, junto a um despenhadeiro. Ali, lançava a todos os viajantes um enigma: "Qual é o animal que anda com quatro pernas pela manhã, com duas à tarde e com três à noite?" Quem não respondesse era destroçado e devorado na hora. Muitos viajantes já haviam morrido nas garras da Esfinge.

Mas o recém-chegado Édipo matou a charada sem pestanejar. "É o homem - que engatinha quando criança, anda com firmeza quando adulto e precisa de uma bengala quando velho". A temperamental Esfinge não suportou a derrota: pulou no precipício e se destroçou nas rochas lá embaixo.

Por ter derrotado o monstro, Édipo foi aclamado rei de Tebas. O antigo soberano da cidade, Laio, havia partido algum tempo antes em uma viagem a Delfos - queria perguntar ao Oráculo como poderia se livrar da Esfinge. Mas Laio desapareceu no caminho, e agora todos já o davam por morto. O novo rei casou-se com a linda rainha viúva, Jocasta. Tudo parecia bem - e Édipo chegou a acreditar que havia escapado à sombra de Moira. Mas o punho do destino tombou de repente sobre ele, e a tragédia se completou de forma cruelmente memorável.

Uma praga terrível começou a dizimar a população de Tebas. Na Grécia, pestilências súbitas eram sempre vistas como castigo divino. Um dia, em meio às ruas cheias de gemidos, surgiu um viajante cego, apoiado em um cajado. Era Tirésias, o maior vidente da Grécia. Por ordem dos deuses, ele vinha revelar a Édipo a terrível verdade. O homem que o jovem herói havia matado no desfiladeiro era Laio - que, além de ser o legítimo rei de Tebas, era o verdadeiro pai de Édipo. Anos antes, uma profecia garantira que Laio seria morto por seu próprio filho. Por isso, o soberano ordenara que o menino fosse abandonado em um local selvagem. Mas tudo fazia parte do terrível plano traçado por Moira. Por mais que tentasse fugir ao destino, Édipo não apenas matara Laio, como havia se casado com sua própria mãe, Jocasta.

Horrorizada com a revelação, a rainha se enforcou. Édipo furou os próprios olhos com um broche, abandonou Tebas e vagou durante o resto da vida pela Grécia, perseguido pelas Erínias - as terríveis divindades infernais, que puniam com a loucura aqueles que derramavam o sangue da própria família. Na Grécia mitológica, não havia distinção entre crimes propositais e involuntários: era preciso pagar por todas as faltas, mesmo as cometidas sem querer. "Contemplem agora Édipo, o herói que derrotou a Esfinge, e que foi tão poderoso e altivo! Vejam a tempestade de terror que o engoliu!", escreveu Sófocles ao final de sua peça. "E que nenhum ser humano se considere totalmente feliz, até haver chegado, sem os dolorosos golpes do destino, ao último dia de sua vida".

Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.

A mitologia grega - Media e Jasão - resumo

Na mitologia grega, o destino nem sempre é gentil com os amantes. Muitas das histórias de amor mais famosas no mundo dos mitos acabam em total desgraça. Moira, a deusa do destino - uma das filhas de Nyx, a Noite -, era uma divindade mais antiga e mais poderosa que o próprio Olimpo: ninguém contestava as suas decisões e nem mesmo Zeus podia contrariá-la. Além de potente, Moira era misteriosa e indecifrável. "Os antigos gregos acreditavam que as fatalidades e os sofrimentos eram inevitáveis e podiam se abater sobre qualquer um. O que realmente importava era a forma como o ser humano se comportava diante das dores da vida", explica Viktor Salis, especialista em fenomenologia dos mitos pela Universidade de Sorbonne, na França, e autor de livros como Mitologia Viva (Nova Alexandria, 2011).

Medeia e Jasão

Ela era a neta do Sol e a favorita das trevas. Ele era um príncipe sem trono, em busca de glória nos confins do mundo. O amor entre ambos foi um dos mais intensos em toda a mitologia grega - e também um dos mais sangrentos.

O encontro aconteceu nas profundezas de um bosque escuro, junto a um altar de Hécate, a temível deusa das bruxas. Achando estar sozinha, a princesa Medeia acabava de fazer uma oferenda à sombria divindade. Filha de Aetes, rei da Cólquida, e neta de Hélios, o deus do Sol, Medeia era uma das feiticeiras mais poderosas do mundo antigo. Entre seus poderes, estava o dom de falar com os animais, acalmar ou invocar tempestades e erguer ondas gigantes no mar.

Medeia escutou um ruído entre os arbustos e voltou o rosto. Por um instante, a altiva feiticeira ficou sem palavras. Um rapaz de físico perfeito a observava. Tinha cabelos compridos, duas espadas na cinta, e uma pele de leopardo amarrada ao redor do corpo. Imediatamente, Medeia sentiu que seu destino estava ligado para sempre àquele homem. Estava terrivelmente apaixonada.

O jovem herói lançou-se aos pés da bela bruxa. Contou sua história - e implorou ajuda. Chamava-se Jasão e era filho de Éson, o rei destronado da cidade de Iolcos, na Tessália. O trono fora roubado pelo irmão de Éson, o inescrupuloso Pélias. Quando Jasão, o legítimo herdeiro, exigiu o que lhe era devido, o usurpador lhe respondeu com um desafio aparentemente impossível: "Eu lhe darei o trono de Iolcos quando você me trouxer o Velocino de Ouro".

O Velocino era um artefato feito com a lã do fabuloso Carneiro Dourado. Filho de Poseidon e da mortal Teofane, a mágica criatura tinha inteligência humana e voava como um pássaro. Após sua morte, virou a constelação de Áries. Com sua lã dourada, foi confeccionado um manto belíssimo e refulgente, que se tornou um dos tesouros mais cobiçados do mundo mitológico. O mirabolante prêmio estava guardado em um jardim no palácio de Aetes - pai de Medeia -, sob a mirada infalível de um dragão de escamas verdes, que jamais dormia.

Para cumprir o desafio, Jasão reuniu uma tropa com os 50 maiores heróis gregos da época. E embarcou no Argos, o maior e mais famoso navio dos tempos míticos. Entre os tripulantes do Argos - chamados de Argonautas - estavam o músico e poeta Orfeu (protagonista de outra história de amor trágico, como você pode ver no box da página 63); Héracles, o maior dos mortais; o príncipe Meléagro, da Calidônia; e a princesa-guerreira Atalanta, da Arcádia. E lá se foram os Argonautas em direção à distante Cólquida, onde hoje fica a região do Cáucaso.

Mas a tripulação heroica não era o maior trunfo de Jasão. Antes de começar a jornada, ele havia feito um sacrifício em um templo de Afrodite, suplicando sua ajuda. A deusa do amor decidiu proteger e auxiliar o herói na busca pelo Velocino. Por isso, Medeia se apaixonou à primeira vista: era o poder de Afrodite agindo sobre ela. Em frente ao altar de Hécate, os dois jovens se beijaram e fizeram amor. Em seguida, Jasão prometeu casar-se com Medeia. Dominada pela paixão, ela decidiu abandonar pátria e família, e passar o resto da vida com aquele homem que acabara de conhecer. A princesa entregou ao amante um frasco negro, contendo uma poção feita com as águas do Letes, um dos rios que corriam no inferno. Algumas poucas gotas foram o suficiente para fazer o terrível dragão insone adormecer. Jasão rapidamente apanhou o artefato de lã dourada e, naquele mesmo dia, o Argos zarpava de volta à Grécia.

Medeia prestes a assassinar seus filhos.Nem bem chegaram lá, contudo, aquele amor cheio de proezas começou a mergulhar nas trevas. Mesmo após a conquista do Velocino, Jasão não conseguiu o trono que desejava. O povo de Iolcos desconfiava dele - não por ser um estrangeiro, mas por ter se casado com uma feiticeira. Os Argonautas se dispersaram pela Grécia e Jasão, ainda sem trono, foi viver em Corinto - o rei da cidade, Creonte, era seu amigo. Jasão ainda amava Medeia, e já tivera com ela dois filhos, Mêrmeros e Feres. Mas sua ambição política foi maior que a paixão. Quando Creonte lhe ofereceu a mão de sua filha Creúsa - e um posto no governo da cidade -, Jasão decidiu que era tempo de se separar de sua companheira de aventuras: ordenou que Medeia fosse embora e renegou os próprios filhos.

Medeia fingiu aceitar a rejeição: mostrou-se dócil e chegou a oferecer a Creúsa um belo vestido de casamento. Mas uma seguidora de Hécate jamais deixa uma ofensa passar em branco. No dia do casamento, ao colocar o vestido sobre o corpo, Creúsa soltou um grito de horror: o tecido grudou-se em sua pele e se transformou em fogo. Horrorizado, Jasão viu a noiva se transformar em uma chama viva. De espada desembainhada, correu até a casa onde Medeia vivia com os filhos. Mas, ao chegar lá, deparou-se com uma imagem além do pesadelo mais cruel - uma das cenas mais brutais que a mitologia grega nos legou. Coberta de sangue, Medeia segurava nos braços os corpos degolados de Mêrmeros e Feres - que ela mesma havia matado.

Um clarão ofuscou os olhos perplexos de Jasão: era a carruagem de Hélios, o Sol, que viera buscar sua neta. Com os corpos dos filhos, a feiticeira subiu aos céus. "Contempla os filhos que eu mesmo apunhalei, para destroçar teu coração!" gritou Medeia. "E tuas desgraças não estão completas, Jasão: espera até chegar tua velhice". A profecia de Medeia se cumpriu. Depois de vagar pela Grécia durante anos, Jasão morreu amargurado, velho e sozinho, deitado sobre as areias de uma praia.

Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.

Vertuno e Pomona - Resumo

 Pomona era a deusa que presidia a floração dos frutos.  Ela guardava de proteger as árvores frutíferas.  Seu Bosque vivia fechado a entrada de seus incansáveis cortejadores,  a maioria faunos e sátiros.  A deusa alimentava dos mais tenros frutos.  A deusa dos Pomares tinha um corpo invejável e uma pele perfeita.  Ela andava só por entre os troncos das suas adoradas árvores.  Entre os Apaixonados pela deusa,  havia Vertuno,  que era o Deus protetor dos frutos e dos legumes.  Pomana sempre fugia dele. Ela não queria saber de amores. 

Vertuno é do único Deus que atraia os desejos da deusa, por isso ela fugiu dele.  Vertuno era mestre em disfarces e, diversas vezes, se apresentou diante da deusa de diferentes modos: como ceifador, pôs a foice no chão e se sentou aos pés de Pomona.  Ela ficou totalmente envolvida com a sua tesoura a cortar os galhos e a retirar os fungos acumulado sem dar atenção ao deus.

Noutra ocasião,  Vertuno apareceu como um pescador.  Foi um disfarce infeliz.  A deusa não gostavam de pescadores e detestava esta atividade.  Por isso, ela expulsou Vertuno da sua presença. 

Tempos depois, ele se apresentou vestido de coletor de maçãs. Pomona não conseguia alcançar os galhos da árvore e deus ofereceu ajuda.  Vertuno começou a subir na escada quando sentiu a mão carga da deusa tocar lhe o pulso. Ela pediu ao deus para que ela mesmo pegasse o fruto. Assim que começou a coletar as maçãs, jogavam uma a uma a Vertuno.  A maioria acertado em cheio na cabeça do deus. Pomona reclamava dos gritos do deus, dizendo que ele estava esperando os frutos deixando-os cair no chão. 

Quanto mais Vertuno insistia em suas estratagemas, mais a deusa permanecia irredutível: terminando sempre na expulsão dele de seu Bosque sagrado, com maior ou menor delicadeza. 

Um dia, uma velha encarquilhada apareceu diante Pomona. O dia estava quente e a deusa estava à vontade.  A velha, que era o próprio Vertuno. Aproximou sorrateiramente. Quando chegou aos pés da deusa, sentou-se. Finalmente a deusa observou a presença dentro dela  e a cumprimentou estendendo a mão de modo afável. A velha deu um beijo na mão da deusa. A moça recuou diante do gesto inesperado e surpreendente. A deusa estava podando uma vinha e Vertuno aproveitou a ocasião para fazer uma comparação. E que tudo servia aos seus objetivo. Disse para deusa que os galhos se enroscavam e que ela deveria fazer o mesmo. Disse a deusa que ele esteve a observando por muito tempo e percebeu que ela fugia de todos os seres que buscavam o seu amor.

A deusa disse a velha que todos são boçais. Veturno, disfarçado de velha, disse que talvez nem todos o sejam. Enquanto conversava com a deusa, a acariciava as costas dela. Isso a irritou. A velha disse a deusa que existe alguém que está muito mais afim dela de que todos os seus outros pretendentes e que ela sabia quem era aquele que merecia o seu amor. A moça disse que sabia sim. Era o importuno Vertuno. A velha respondeu que era ele mesmo e que ninguém mais poderia fazê-la feliz mais do que ele. A deusa disse a velha que já chegava e se afastou descontrolado. Logo deu-se conta do que passava: descobriu que era Vertuno. A moça o repreendeu dizendo porque ele não experimentava aparecer sobre a sua própria forma ao menos uma vez. Vertuno percebeu que a deusa não tinha olhos para ninguém e buscava diversas formas de convencê-la sobre seu amor. 

Desfazendo-se de seu disfarce, Vertuno surgiu diante da moça em sua forma esplendorosa. A deusa ficou deslumbrada com a sua beleza. Ele aproximou-se da dócil Pamona e a cobriu de beijos.

Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.

Marte Deus da Guerra - resumo

Juno concebeu o turbolento deus de um contato que teve com uma flor cultivada nos campos de Oleno, na Acaia.  Flora, a deusa da vegetação,  queria sido a inspiradora da terna ideia. Quanto aos aspectos físicos, Marte é um belo rapaz da corte Marcial. Ele ostenta com galhardia em seu peito uma soberba e reluzente armadura. O fato é que nenhum de seus pares de imortalidade parecia ao líder a menor simpatia, nem mesmo seu suposto pai, Júpiter. Este dizia que Marte era o mais detestável dos deuses que habitavam o Olimpo. Afirmava que o deus tinha o espírito intratável e teimoso de sua mãe. Apenas a bela Vênus, a deusa do amor, nutria uma afeição por Marte.

Na condição de deus da guerra, ele andava sempre na companhia de seus dois filhos de tremenda figura: o Medo e o Terror. Quando seu carro ardente surgia,  precedido por estes pavorosos Arautos, anuncia a fúria das batalhas que estavam prestes a se desencadearem. A Discórdia, com seus cabelos de serpentes, estava sempre a verter incessantemente uma baba fétida. Ela vai um pouco mais adiante deles, espalhando a intriga e a calúnia. Diante de Marte vai esse perverso conjunto de Arautos. Fechando o cortejo, estão aquelas que recebem o espantoso apelido de Cadelas de Plutão. Elas são as Queres, deusas sanguinários antecessoras dos modernos vampiros que mergulham sobre as vítimas abatidas para dilacerar suas carnes e beber seu sangue, depois arrastando para a morada das ondas.

As histórias das derrotas sofridas por Marte são mais abundante do que os relatos de suas vitórias. O pior dos seus fracassos seria quando o Marte viu-se aprisionado durante 13 meses dentro de uma jarra de bronze, por causa de uma afronta feita aos dois gigantes Aloídas, filhos de Aloeu e Ifimédia. Durante a guerra de Tróia, também não se saiu melhor com Diomedes,  guerreiro aqueu, que o feriu com uma lança dirigida pela mão de Minerva. Quando se retirou a lança, contudo, Marte não se suportou com tanta bravura quando se poderia esperar, pois lançou aos céus um grito tão alto quanto ou de 9 ou 10 mil guerreiros. 

Compreende-se, contudo, o motivo dessa Divina Rixa: é que Minerva, irmã de Marte deusa também associada a guerra, representa a tática e a diplomacia, apelando sempre ao instinto nobre do guerreiro; enquanto que seu irmão representa unicamente o aspecto sanguinários das guerras. Essa rixa combinou com o enfrentamento de ambos diante das muralhas da disputada Tróia: Marte lançou um dardo contra a irmã, que se desviou dele com facilidade, remetendo em seguida uma pedra sobre o pescoço do agressor que o deixou estendido ao solo, sem sentidos. Como isso não bastasse, teve de escutar os deboches que Minerva vencedora lhe lançou. No entanto, o fracasso de Marte não acabou ali. Sua coragem naufragou também quando, por duas vezes, teve que fugir vergonhosamente da fúria do invencível Hércules. Ao pretender vingar a morte da amazona Pentesiléia, morta por Aquiles, recebeu na cabeça raio da irado do próprio pai.

Este é Marte, Deus menor e privado de qualquer virtude, que só foi verdadeiramente cultuado com fervor pelos romanos, povo imperialmente bárbaro que só soube alcançar a grandeza através do ofício de pilhar e assassinar. Como esta cruel criatura pode aspirar o amor a Vênus e dar a ela um filho como o Cupido? Talvez porque sendo o amor também uma batalha, como todos os lances e estratégias de uma guerra, fosse natural que dois deuses estejam ao posto que acabasse por se sentir inevitavelmente atraídos. O fato é que, mesmo no amor, o atrapalhado deus não se saiu tão bem quanto esperava. Apesar de ter conseguido convencer a sua amada Vênus, teve que passar pelo de sabor de ser flagrado em pleno leito pelo marido desta, o não menos truculento Vulcano. Aprisionados ambos numa rede indestrutível, confeccionado a pelo próprio Vulcano, Marte ardoroso e  Vênus infiel, foram expostos à execração pública, diante de todos os deuses do Olimpo.

Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.

O Rapto de Prosérpina - resumo

Plutão, o Deus dos infernos, andava em quieto com agitação que vem abalando os fundamentos do Monte Etna na Sicília. O vulcão que ali existia Para de ser mais irado do que nunca. Ele cuspia fumaça e Faísca para todos os lados. Sabedor de que o interior daquelas montanhas abrigavam gigante tifão,  que fora anteriormente derrotado por Júpiter e ali acorrentado, Plutão Decidiu ir pessoalmente ver o que estava acontecendo. Ele tomou a carruagem da noite e foi até o monte Etna. Logo avistou um grupo de mulheres que colhiam flores do campo.  Por ali estavam também Vênus, a deusa do amor, com seu filho Cupido. A Deusa pediu para que o filho observasse que o Deus dos infernos havia decidido dar uma voltinha a luz do dia. Cupido disse que provavelmente isso aconteceu porque ele estava cansado de toda aquela escuridão. Que devia ser terrível se o rei de um mundo de mortos. Imediatamente, Vênus encostou sua boca a orelha de cupido e pediu para que ele arrumar se algo para distrair Plutão daquela solidão. Os olhos do jovem imediatamente iluminaram. Cupido pegou o seu arco; escolheu a flecha mais aguda de sua aljava e apontou para o Deus dos infernos. Vênus pediu para que o rapaz caprichasse na pontaria.

Uma Flecha Dourada cortou o ar, indo atingir em cheio o coração do Deus infernal. No mesmo instante, botão ficou apaixonado pela mais bela das mulheres que tinha diante dos olhos. Era prosérpina,  filha de Ceres, a deusa da fertilidade e da agricultura. A jovem poderia ser considerada uma Divina filha de sua mãe, com seus longos cabelos da cor do trigo. Plutão encolheu as rédeas cor de ferro que seguravam seus negros cavalos e se lançou em direção ao grupo de moças. Assustadas com aproximação do carro negro,  todas correram em diversas direções,  deixando prosérpina em Apuros. Plutão aproveitou o descuido e suspendeu a moça com o seu braço e a levou aos céus em seu carro veloz. Foi em vão a filha de Ceres pedir socorro.

Descendo do seu carro,  o Deus dos mortos preparava-se para golpear o solo com seu tridente e abre caminho para retornar ao seu mundo. A Ninfa ciana, que estava por ali perto, tentou detê-lo. Plutão não deu ouvidos a moça e vendeu até com Golpe poderoso de seu tridente. Um abismo abriu aos pés de ambos. Antes que o rato e sua presa entrasse pela Negra passagem, Plutão transformou a ninfa em uma fonte, pois temia que ela viesse a dar com a língua nos dentes. Os cavalos relinchando e felizes regressaram a sua escura morada. Prosérpina perde os sentidos ao ver se Prestes aventar aquela escuridão sem fim. Plutão disse para ela não se preocupar, pois iria se tornar a rainha dos infernos. Ele deu um beijo na face da desmaiada prosérpina, antes de chicotear com forró os seus cavalos da cor da noite.

No mesmo dia,  Ceres foi alertada pelas amigas de prosérpina sobre O Rapto. Ela ficou incrédula ao saber que o responsável foi Plutão. Desesperada, a deusa saiu a pé, do jeito que estava, em busca da filha. Quando a noite chegou, ela acendeu uma tocha e prosseguiu em sua solitária e desesperada busca. Assim que seres avistou Selene, a deusa da Lua, deteve o seu passo. Ela perguntou a deusa se havia avistado a sua filha. Selene disse que infelizmente não vira nada. A deusa passou a noite inteira percorrendo a terra iluminada apenas pelas estrelas e pela lua em busca da filha. Quando o dia amanheceu, ela encontrou-se com a Aurora, que já vinha adiante, precedendo o Radiante carro de Febo, o Deus do sol. A deusa perguntou Aurora por sua filha prosérpina. ceres chorava muito. Aurora disse não ter visto a moça. Ela estava disposta a ajudar na procura, mas o sol a impedia que continuasse a conversa.

Durante vários dias e várias noites, a deusa Ceres continuou a sua busca. Ela estava esquecida de seus deveres para com a natureza. Logo a terra começou a se tornar estéril. As águas não desceu mais do céu para regar as plantações e a fome começou a se espalhar por tudo. Um dia, completamente desanimada, sentou-se numa pedra e curvou a cabeça sobre o peito. Ela estava exausta. Enquanto descansava, percebeu que a seu lado uma fonte cantante respingada suas águas sobre si. A deusa Ceres percebeu nele o desenho do rosto de ciana. Imediatamente, quis saber da Ninfa o que havia acontecido. Não obtive nenhuma resposta. Quando a ninfa se metamorfoseou, ela perdeu a fala. A Ninfa fez alguns sinais que a deusa logo compreendeu. Entendeu que sua amiga havia sido engolido pela terra. Adeus às férias viu confirmado essa suspeita ao divisar flutuando sobre das Águas da fonte o cinto da sua adorada filha. Sem meios de poder descer até as profundezas do reino de plutão, a deusa Ceres decidiu subir aos elevados domínios de Júpiter, o pai de prosérpina. Ela pediu ajuda ao todo poderoso. Pediu que ele obrigasse lutam devolver a sua filha. Júpiter disse que lutam é o senhor em seus domínios. Ele deu a entender que não queria problemas com seu irmão das Trevas. A deusa ceres ficou irritada e mandou Plutão para os infernos. Júpiter debochou da deusa dizendo que ele já estava lá. A deusa não tinha tempo para brincadeiras. Júpiter ordenou que ela descer se até a terra e colocar se tudo em ordem, e já que havia meses que ela se havia diz cuidado dos seus afazeres. A deusa disse que a Terra ia continuar do jeito que estava. Não iria brotar 1 pé de couve sequer. Júpiter percebeu que sua esposa se aproxima para ver o que estava acontecendo e resolveu contemporizar pois sabia que duas mulheres viradas eram demais para ele. Logo aceitou ajudar a deusa Ceres. Disse que a filha da deusa poderia retornar para a Terra, desde que não tenha comido nada nos infernos, pois assim determinaram as parcas. A condição parecia meio absurdo, mas a mãe de prosérpina não tinha alternativa. Ela resolveu ir pessoalmente ao reino de plutão. Passou um longo tempo nas margens do rio aqueronte, aguardando a chegada do Barqueiro que a transportar ia até o reino das Sombras.

Uma vez desembarcada, ela foi barrada por Cérbero, o temível cão de três cabeças que guarda os portões do inferno. Mas uma mãe que procura a filha não se deixa intimidar por qualquer coisa. Com o facho que levava numa das mãos, Dirceu uma bordoada sobre as três cabeças do cão ao mesmo tempo e esse saiu chorando inferno Adentro. Sem dar ouvido a nada e nem a ninguém, ela avançou pelas regiões escuras. Logo, estava diante do Deus infernal, que estavam sobre o seu trono. Ele tinha ao lado, prosérpina. Essa se lançou aos braços da mãe com longo abraço. A deusa não podia emitir qualquer palavra. Ela apenas que saber da filha como ela se sentia ali. A moça disse que não era tão mal assim. Plutão não quis se intrometer na conversa. A deusa quis saber como podia sua filha ser feliz ali naquela escuridão. A moça disse a deusa Ceres que ali no mundo subterrâneo ela era a rainha, a senhora absoluta de todos daquele domínio. A deusa ceres disse que Plutão era terrível. No entanto, a moça disse a mãe que ele sempre a tratou com muita atenção e delicadeza, como uma legítima rainha. Prosérpina parecia feliz com seu novo estado. Sua mãe não podia suportar a ideia de tê-la para sempre longe de si ei perguntou se já havia comido algo desde que chegou ao inferno. A moça que saber o motivo da pergunta. Que saber se se parecia muito magra. Ela disse que apenas havia comido uma romã que colheu no Jardins de plutão. A deusa Ceres quase tombou desfalecida ao chão de tanta tristeza diante da terrível Revelação. Momentaneamente, ela abandonou a filha e foi falar com Plutão. Queria tentar reverter a situação, mas o Deus dos infernos mostrou-se resoluto. Ele recusava perder a esposa. Uma terrível discussão ameaçava se instalar entre a sogra e o genro. foi quando José Pina propôs uma solução que agradaria a todos: propôs passar metade do ano nos domínios de plutão e a outra metade em companhia da mãe, na terra. A deusa Ceres e Plutão chegaram a um acordo, A única solução consensual. Prosérpina seguiu com sua mãe de volta à Terra, para passar a sua primeira temporada. Estava disposta a retornar ao sub mundo dos mortos em 6 meses, conforme combinado. A partir daquele momento, a deusa da agricultura e da fertilidade retomou seus cuidados com a terra.

Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.

Titão e Aurora - resumo

Duas amigas estavam conversando. Uma delas era Aurora. A sua amiga lhe perguntava se já estava chegando a hora dela tomar lugar aos céus. Amiga de Aurora pediu para ficar ao lado da jovem até chegar o momento dela subir ao céu. Aurora aceitou dizendo que gostava muito da companhia da amiga. Mulher continuou a conversa querendo saber como estava a vida de Aurora. A moça disse que a vida era bem mais feliz do que nos últimos tempos. A moça perguntou pelo marido de Aurora, Titão. Esta respondeu que ele não estava exatamente como antes, pois uma desgraça se abateu sobre eles. A moça que saber qual foi a desgraça, pois havia muito tempo que elas não se falavam. Aurora contou que a desgraça foi a causadora involuntária da infelicidade que desceu sobre o casal; isso aconteceu mas com Titão e menos com ela. No entanto, Aurora havia sofrido muito tempo as consequências do seu terrível descuido. A moça ainda não havia entendido nada. Aurora tentou explicar dizendo que a partir do seu casamento com o belo rapaz, que era um mortal como outro qualquer quando eles se conheceram. Titão é filho do rei de Tróia. A felicidade do casal era quase completa. Titão e Aurora se amavam muito, mas ela tinha um pesar secreto que a inquietava o tempo todo. Era o fato de Titão não ser imortal como ela. 

Apesar de toda a felicidade do casal, Aurora sabia que um dia iria perdê-lo. Certa vez, após passarem uma noite juntos, Aurora decidiu ir falar pessoalmente com Júpiter. Ela queria pedir a ele que concedesse a imortalidade. Aurora tentou convencer Júpiter da ação; citou o exemplo dele e de sua esposa Júno, que eram Imortais. O deus todo poderoso pediu que Aurora deixasse de rodeios e fizesse logo seu pedido. No entanto, a moça se arrependeu de ter feito tal pedido. De tanto insistir, ela conseguiu obter de Júpiter o que queria. A partir daquele momento, o casal viveram infelizes para sempre. 

Somente no começo que havia felicidade. Tão logo Titão ficou sabendo da imortalidade. Eles comemoraram o feito o dia inteiro. Como eram jovens e bem dispostos, tinham uma vida intensa e proveitosa. Assim foram vivendo. De repente, longos fios de prata começaram a se espalhar no meio daquela selva negros cabelos. Aurora ficou preocupada; chegou a pensar que Titão havia se tornado mortal novamente. Por isso, Aurora decidiu novamente visitar em Júpiter e saber o que estava acontecendo. O Deus todo poderoso falou que não havia nada de errado; a moça que saber por que então o seu esposo envelhecia a cada dia que passava. Júpiter perguntou para Aurora qual era o problema, pois ela havia pedido para ele a imortalidade e não a eterna Juventude. A moça não soube fazer o pedido direito. A partir daquele dia Acabou o sossego de Aurora. Todo os dias ela via seu adorado marido envelhecer e perder aos poucos a sua antiga virilidade. 

Cada vez mais a sua cabeça ficava grisalha; os seus braços pareciam murchar; as suas pelancas balançavam a cada movimento; seus dentes começaram a estragar, tornando-se amarelos e frouxos. Aurora confessar para sua amiga que se chamava lua que a partir daquela momento tudo se tornou horrível, Mas o pior de tudo é que ela não pôde acompanhar a decadência do marido. Ela tinha o desejo de se tornar velha, pois assim ao menos estaria mas consolada ao ver ambos caminharem para o mesmo destino. Aurora compreendeu que o martilho inútil é o mais insensato todos remédios e aquele exigir tá o sacrifício de alguém que não passava de um fraco e de um egoísta. Ela logo compreendeu isso mas tentava de alguma forma e incentivar o marido a fazer esforço para prolongar a sua vida e a sua Juventude. Mas Titão perdeu o ânimo; já não era mais o mesmo de antes; começou a exigir que ela acabasse também; que ela se fizesse velha e feia como ele; Aurora estava disposta a acompanhar o marido no seu negro fado, mas logo se rebelou, uma vez que o marido ainda teria muitos anos de vigor e força se fizesse um esforço para recuperar a sua antiga forma. Mas em vez de fazer isso em seu favor, preferiu partir para o caminho inverso. Aurora compreendeu e mudou seu ponto de vista, não agiria desse modo em relação a ele. Lua disse a amiga que cada qual tem de ser capaz de carregar o seu fardo, seja ele qual for; se uma pessoa fica cega, certamente não é cegando aos demais que resolverá o problema. Aurora conta para amiga que com o passar dos anos todos os dentes do marido começaram a ruir; a mente dele começou a dar sinais de senilidade. 

O homem tornou-se cada vez mais um velho ranzinza e resmungão e estava destinado a nunca morrer. Aurora já não via naquele velho uma sombra do seu antigo marido Titão. Era uma outra pessoa isso tornou uma crueldade com ela e também com ele. Os mortais ao menos tem a bênção da morte quando a velhice se torna um fardo intolerável enquanto ele estava destinado a suportar todo aquele horror para sempre. Aurora ficou por muito tempo a pensar sobre isso, mas chegou um tempo em que ela decidiu viver. Lua que saber o quê Aurora fez com marido. Esta contou que um belo dia ele perdeu os movimentos braços e das pernas. Ela já não podia mais suportar a sua rabugice e tentou insuflar-lhe um pouco de coragem. Amiga disse Aurora que para ser Franca ela nunca tinha visto um velho suspirar pela morte. Agora também afirmou que ainda não havia visto. O fato era que não havia mais Como suportar a presença do pobre homem que estava com vestido num Espantalho de si mesmo. Lua que o saber se a roda ainda estava com o marido em casa. Aurora informou amiga que esta é a última parte da história. 

Um dia ela tomou a decisão de falar novamente com Júpiter e pedir que ele ao menos colocasse fim ao sofrimento do seu marido, retirando a imortalidade, que para ele se tornou horror e maldição. Júpiter disse que não podia fazer mais nada, pois a imortalidade era um dom divino: quem se torna Imortal imortal é e jamais deixa de sê-lo. No entanto, ele permitiu que o marido e chorosa se transformar-se no outro ser, libertando o homem da forma decaída. Júpiter pediu para Europa fazer a escolha, a qual se realizaria automaticamente. Mas consolada, Aurora retornou para casa. Para ela qualquer coisa era preferível a ser uma múmia privada de movimentos para todo o sempre. Tão logo chegou a casa, ela entrou no quarto e escutou uma cigarra que estava pousado no galho de uma árvore cantando com alarido impressionante. Imediatamente, ouviu o marido desejando-se a cigarra. Aurora disse que assim seria. No mesmo instante suas formas secas desapareceram e ela viu erguer debaixo das cobertas uma bela cigarra prateada que levantou rodopiando pelo quarto e após pousar sobre sua cabeça como que estivesse agradecendo sumiu pela janela a fora. Lua achou isso lindo e maravilhoso; disse que ao menos foi uma boa solução para aquela triste situação. Aurora disse que agora o homem está bem mais feliz com toda a certeza, pois todas as manhãs ela acorda com o seu canto diante da sua janela; às vezes ele aparece a noite. Lua que saber se cigarra também Canta à noite. Aurora explicou amiga que cigarro Não serve só para cantar. Ela Despediu de lua e foi embora, pois já estava na sua hora de partir.

Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.

Prometeu e o fogo sagrado - resumo

Prometeu sempre teve um pendor pelas artes plásticas. Seu pai era o velho Jápeto, dos Titãs. O homem é tão velho que emparelhava em idade com Saturno, pai de Júpiter. Ninguém sabia direito como e de onde ele surgiu. O velho sempre nutriu uma admiração secreta por seu habilidoso filho. Ásia era a esposa de Jápeto. Ela escutava pacientemente os prognósticos do marido e não deixava de concordar. Não raras vezes flagrou o menino metido no barro, modelando com habilidade das mais diversas formas.

Prometeu cresceu e atingiu a fase adulta. Nessa fase ele já tinha um atelier montado. Era respeitado em toda a corte Celestial como Notável artífice. Um dia chegou um mensageiro todo poderoso a sua porta dizendo que Júpiter decidiu criar um novo ser sobre a terra. O ser deveria ser tão importante a ponto de se assemelhar em Tudo aos próprios Deuses. Prometeu que saber de si mesmo se seria um Deus de segunda categoria. Não era o costume dos jovem opinar sobre as tarefas que recebia; ele apenas procurava cumpri-las. Assim, aceitou imediatamente a incumbência. No mesmo dia começou a produzir o ser. Ele trancou a porta do ateliê pois não queria ser importunado, uma vez que a criação estava destinada a ser a sua obra-prima. Depois de trabalhar por vários dias, deu enfim por concluída a tarefa. Empinou a imagem do novo ser  e batizou de "homem". A paz logo quis levar a imagem para Minerva, a deusa da sabedoria, para que ela insuflasse a alma. No entanto, prometeu esbarrou a imagem em uma porta, deixando cair a peça Ao Chão. Abalado com Desastre, o jovem retirou o lençol que envolveu trabalho e viu que sua criatura perder a uma e suas maravilhosas as pernas. Para prometeu Isso foi um desastre lamentável. No entanto, o prazo de entrega da obra havia expirado há vários dias. A perna do meio havia sido Perdida para sempre, ficando em seu lugar apenas uma pequena saliência, que o Deus por descuido havia esquecido. Mesmo assim, orgulhoso do trabalho, foi entrega-lo. Todos os deuses aplaudiram a criação de prometeu os elogios eram como uma chuva benfazeja. Por isso por meteu tomou mais amor pelas obras de suas mãos. Ele decidiu fazer daquela criatura um ser privilegiado. Foi até o céus e roubou do carro de sol uma pequena chama. Disse a Minerva que com o domínio do Fogo o homem seria superior a todas as demais criaturas.

Os descendentes desse primeiro homem logo entraram em desavença com o pai supremo, Júpiter. Este ficou encolerizado e decidiu puni-los retirando deles o fogo que lhe davam calor necessário a seus corpos desprovido de penas. Desta forma, os homens ficaram privados do elemento fundamental para que pudessem continuar a fabricar suas armas e ferramentas. As forjas silenciaram em todo o mundo. Durante muito tempo as bigornas e os martelos estiveram comentando a mente pacificados. Quando a noite descia sobre a terra, as pessoas corriam para se envolver em em suas peles, buscando o abrigo das suas cavernas geladas e escuras. Sem o fogo para cozinhar os alimentos, tiveram também os homens de retroceder ao hábito de comer alimentos crus. Prometeu, vendo que o ser que saíra de suas mãos padecia de incríveis sofrimento sem indagar da causa que o levaram a este lamentável o estado, decidiu roubar outra vez o Celso uma fagulha do divino elemento. Minerva alertou o rapaz para tomar cuidado, antes de afrontar duas vezes a ira divina. No entanto, prometeu estava surdo aos avisos da deusa e preferiu ocorreu isso. Aproveitou o escuro da noite, enrolou-se em um manto e subiu aos céus, até onde o sol repousava de sua longa viagem. ele puxou das vestes um tição apagado e o acendeu nas costas do Astro que dormir o sono solto. Depois, tapou com  a mão a minúscula chama e voltou a terra. Antes que o dia amanhecer se usa vezes, uma imensa fogueira arte no centro da Terra. Júpiter, ao saber do fato, iro outra vez. Xingou Prometeu de intrometido, Pois havia saído outra vez em defesa de seus protegidos. Mas desta vez ação de prometeu não ficaria sem resposta. No mesmo dia, Júpiter ordenou ou aprisionamento de prometeu no Rochedo do Cáucaso. Pediu que ele estivesse sempre preso aquela pedra. Ordenou ainda que soltasse sobre a região um terrível abutre, que teria a função de devorar incansavelmente o fígado de prometeu. Assim fez.

Em menos de um dia prometeu viu-se acorrentado é o imenso Rochedo. O abutre desse de hora em hora para lhe comer o fígado. Nem bem a ave nojenta terminava sua tarefa, milagrosamente o fígado de prometeu se reconstituía. Durante muitos anos prometeu esteve submetida essa horrenda tortura, até que a ave ecoou em sua cabeça perguntando se ele tinha aprendido a lição. O filho de Jápeto virou o rosto em sinal de desprezo. Júpiter tentou ainda comprar lhe o silêncio, dizendo que ou libertar ia descer suplício caso prometeu se comprometesse a esconder dos Homens o segredo da obtenção do Fogo. Prometeu recusou a oferta. Mas o seu castigo teve fim a final. Hércules, filho de Júpiter, numa de suas inúmeras Aventura acabou matando o abutre que torturava de modo tão cruel o pobre prometeu. O herói já ia arrancando suas correntes quando a voz de Júpiter soou dizendo para ele não fazer aquilo Pois havia afirmado que ele jamais se separaria do Rochedo e assim teria de ser até o final dos tempos. Hércules não podia ir contra a vontade do seu pai e já se preparava para abandonar prometeu no Rochedo quando e se sentindo voltar toda sua anterior esperteza disse a Hércules que tinha uma solução que talvez resolveria o seu problema. Enquanto conversava com Hércules, prometeu não olhava para o céus; ele havia feito voto de silêncio uma vez que foi ofendido pelo pai dos Deus; ainda mais, teve o fígado roído por milhares de anos por uma ave pestilenta. Prometeu pediu a Hércules que rompesse as correntes com um pequeno pedaço de um anel dele. Hércules assim o fez. Em estantes obrigou um pequeno e um elegante anel. Depois, arrancando do grande rochedo uma minúscula partícula soldou-a ao anel. Eu te admirava secretamente a inteligência da vítima. Por isso preferiu silenciar e encerrar de uma vez a longa disputa. Prometeu concluiu assim a segunda e mais importante lição aos homens: há de que nunca deveria curvar-se a prepotência de ninguém.

Por Geraldo Genetto Pereira
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Os doze trabalhos de Hércules - resumo

O famoso e intrépido Hércules era filho de Alcmena, casada com anfitrião. Júpiter, tomou a forma de anfitrião secundou  alcmena, dando origem ao herói grego. Junto com ele nasceu outro menino, chamado Ificles, Este era filho de anfitrião. Juno, ciumenta esposa de Júpiter,  naturalmente não gostou nem um pouco da infidelidade do marido e tomou raiva do filho bastardo de Júpiter.

Certa vez, a mãe dos dois garotos, após tê-los banhado e amamentado, os deitou sobre um escudo de bronze. Enquanto os meninos brincavam e pedalavam o ar no berço improvisado, duas serpentes surgiram e foram em direção a eles. As duas cópias foram enviadas por Juno, para acabar com a vida de Hércules. O pequeno Ificles  deu um grito de susto ao ver os répteis avançado. Mas Hércules, que nunca soube o significado da palavra medo, pulou do escudo e caiu sobre os dois animais. Com uma serpente em cada mão, ele apertou os pescoços com tanta força que em segundos as estrangulou.

Hércules cresceu e se casou com Megara, filha  de Creonte, com quem teve vários filhos.

Depois de Hércules ter se tornando um adulto, Juno a esposa de Júpiter, continuou ressentida com ele. Ela elaborou um plano macabro que pouco condizia com a sua dignidade de uma deusa. Hércules estava certo dia com a sua esposa e seus filhos quando foi tomado de uma súbita loucura. Seus olhos começaram a se arregalar e uma espuma abundante brotou dos seus lábios. O herói de uma sonora gargalhada e pediu o arco e uma maçã dizendo que tinha que ir a Micenas destruir as muralhas erguidas pelo ciclopes inimigos. Sua Barba Negra estava coberto pelos flocos brancos da espuma e se os olhos raiavam o sangue. Montado em um cavalo imaginário, ele impunha das suas redes e reais e convocava-a os animais para combater os ciclopes.

O estado de Hércules enchia de  assombro tanto a esposa como os filhos. No seu delírio, ele enxergava as crianças apenas monstruosos inimigos. Hércules a bateu uma a uma até que em todo o palácio só restaram vivos ele a esposa e o último dos filhos. No auge da loucura, ele continuava a ver inimigos no campo de batalha e estava disposto a ir terminar até o último ser vivo seus arredores. Sua esposa estava enlouquecida de medo e triste. Ela tomou nos braços a criança e foi refugiar no aposento mais afastado. Hércules não recuava diante de nada e arrombou a porta com golpe de uma maçã e estraçalhou com as próprias mãos a mulher e o seu último filho. No Olimpo, Juno se deliciava com o espetáculo da ruína do seu desafeto. Hércules estava associado e possuído pelo seu furor. Por fim, decidiu investir contra o próprio pai, Júpiter. Minerva adiantou-se e derrubou o herói com um raio, antes que ele provocasse mais desgraças. Abatido, Hércules esteve estendidos sobre os destroços do Palácio  durante longo tempo. Quando recobrou a consciência, deu-se conta da monstruosidade que havia praticado. Clamou por Júpiter ao ver os corpos despedaçados de sua família. A deusa Minerva se compadeceu do Herói e lhe explicou o que aconteceu,  isentando lhe de culpa. Mas Hércules não conseguiu se perdoar; ele dizia que havia matado sua mulher e seus filhos; arrancava os cabelos num desespero inigualável. Tomado de remorso, o herói se condenou ao êxito decidido a penitenciar-se pelo terrível episódio. Vagou muitos anos sem destino pelas estradas da Grécia. Um dia consultor morar e este lhe ordenou que fosse o encontro de Euristeu, rei de Micenas e de Tirinto, o qual era primo de Hércules e rival de si pela disputa do Trono. O rei disse a Hércules que só havia um meio de se purificar. Ele deveria realizar doze trabalhos. Após escutar com atenção as instruções de Euristeu; Hércules partiu decidido a cumpri-las nesta que seria a maior de suas aventuras.

O primeiro trabalho de Hércules

O primeiro consistia em matar o Terrível leão de Neméia. Esse leão era o maior que já havia surgido em toda a Grécia. O animal era muito Feroz e matava qualquer um que cruzar o seu caminho. Hércules esteve frente a frente o monstruoso leão. Usou o seu arco e descarregou Nem todas as suas flechas. O couro do leão era tão grosso que nenhuma delas conseguiu penetrar. O herói abandonou o arco e pegou a sua pesada maçã e avançou contra a Fera. Em seguida descarregou sobre a cabeça do leão um poderoso golpe. O porrete esfarelou se em contato com os ossos do animal. O bicho fugiu para o interior de uma gruta ele ficou aguardando uma nova investida do Herói. Hércules abandonou todas as armas e decidiu enfrentar o animal com as suas próprias mãos. Impedindo a saída do animal, Hércules agarrou o pescoço do leão e rolo pelo chão com a Fera até arrancar da boca do animal o seu último suspiro. Feliz com a sua vitória tirou a pele do leão e passou a vesti-la tornando-se este o seu traje mais característico.

O segundo trabalho de Hércules 

O segundo trabalho de Hércules era derrotar a temida Hidra de Lerna. Esse animal era uma espécie de serpente gigantesca dotado de várias cabeças que tinha a particularidade de Renascer constantemente tão logo eram cortadas sendo que a do meio era Imortal. Hércules seguiu nessa aventura acompanhado por Seu servo  Iolaus. Enquanto ou criado aguardava, Hércules avançou sobre o pântano de Lerna, moradia do terrível animal não demorou muito e logo sentiu que algo muito forte enroscava em suas pernas paralisando seus movimentos. O herói pegou o seu porrete e começou a esmagar uma por uma as cabeças da feroz hidra. No entanto, elas logo Renasciam. Hércules pediu ao servo que acendesse um Tição e jogasse para ele; tão logo agarrou bastão Em Chamas o herói foi cauterizando os buracos de onde surgiam as cabeças. De sorte que só restou a cabeça e mortal. Após esmurra lá com toda a força sem conseguir fazê-la morrer, o herói suspendeu a ida e a lançou no fundo de um profundo abismo. Erguendo em seguida uma montanha arremessou sobre local enterrando para sempre a Hydra.

O terceiro trabalho de Hércules 

O terceiro foi mais modesto. Diana possuía cinco corsas. Quatro delas estavam atrelados ao seu carro. Quinta Corsa possuía lindo chifres de ouro e andava solta pelos bosques. A missão de Hércules era capturá-la e levá-la até Euristeu. Apesar de ser aparentemente fácil a tarefa, o herói consumiu um ano inteiro nesta busca. Acosta era mais esperta do que a própria Dona.

O quarto trabalho de Hércules

O quarto era capturar o javali de Erimanto. O javali é da monstruoso e assolava toda a região. Após enfrentar a Fera, arrancando as suas presas, Hércules levou até Euristeu. O rei ficou tomado de pavor ao ver o animal e correu para dentro de um enorme Tonel de bronze. Ele viu nos exercícios que a força de Hércules que era imbatível. Por isso decidiu  a expô-lo  uma missão de natureza humilhante.

O quinto trabalho de Hércules

O quinto era limpar estrebarias de Augias. Este homem era dono do imenso rebanho e suas regalias jamais haviam sido limpas. Montanhas de estrumes quase impediam a entrada dos animais. Hércules propôs ao proprietário preguiçoso uma aposta: caso ele conseguisse limpar as estrebarias em menos de um dia, queria que o homem lhe desse a décima parte que seu imenso rebanho. Algias achou graça no desafio do limpador de estrume e o aceitou. O herói grego sem pestanejar começou imediatamente o seu trabalho. O dia inteiro meteu-se até a cintura na montanha fedorenta, sem se importar com aparente indignidade de sua tarefa. Enquanto trabalhava, Hércules cantava dizendo que ou o esterco, esta tarefa eu não perco. Quando viu que por mais que carregasse montanhas de dejetos para fora, mais estrume surgia; Hércules resolveu mudar de estratégia. Ele viu um rio de águas cantantes que passava ali perto e correu para lá, munido de sua pá. Com ela cavou um imenso desvio, de sorte que as águas passaram a correr por ele, indo desaguar em cheio na estrebaria de Augias. Quando o proprietário retornou ao fim do dia, encontrou sua cavalariça completamente limpa e seca, pois é pois teve tempo ainda de fazer com que o rio Voltasse a seu curso normal. O proprietário era um homem sem palavras e disse adeus a Hércules apenas agradecendo pelo brilhante serviço. O herói, diante da tamanha afronta, ergueu nos braços o atrevido proprietário e o estrangulou.

O sexto trabalho de Hércules

Os trabalhos de Hércules porém não terminaram ali o sexto consistia em exterminar as aves Mortífera que assolavam o lago Estinfale. Essas aves eram negras como a noite e tinham asas, cabeças e bicos de Ferro; elas habitavam um papo no eriçado de espinhos. Hércules, sem perder tempo, foi em direção ao tal Lago dizendo que queria ver as avezinha. O dia estava claro quando é que chegou à beira do pântano. Um sol imenso ainda estava erguido no céu e não havia nem sinal de nenhuma das aves. Além de forte, e ele também era esperto. Hércules tirando do bolso de sua pele leonina um Parte címbalos, Começou a tocá-los com toda a força. Imediatamente, uma nuvem escudo de aves tapou o sol, transformando o dia e noite. Hércules acendeu um archote e iluminou a cena enxergando nitidamente as aves que desciam sobre ele com seus bicos de ferro. Em seguida, pegou o seu poderoso porrete e começou a abatê-las aos montes. Com cada golpe de sua arma derrubava 8 ou 10 juntas. Dessa forma, conseguiu exterminar depois de desferir mais de dez mil golpes. Quando terminou a tarefa, o pântano estava repleto de aves mortas.

O sétimo trabalho de Hércules

O sétimo surgiu de um simples capricho feminino. A filha de Euristeu havia metido na cabeça que queria pôr todo modo possui o cinto e o véu de Hipólita, a rainha das Amazonas. Estes preciosos presentes haviam sido dados a ela por Marte, a deusa da guerra,  em reconhecimento por sua bravura nos campos de combate. Hércules sabendo que a inimiga dessa vez seria uma mulher, decidiu ser Cortês. Após conseguir chegar intacto ao país das Amazonas, ele foi recebido por Hipólita e retribuiu a mesma medida o tratamento recebido, de tal forma que ela concordou em lhe ceder os acessórios. Juno a eterna amiga de Hércules, no entanto, estava atenta e conseguiu fazer crê as  súditas Hipólita que Hércules pretendia raptar sua rainha. Montadas em seus cavalos, as guerreiras atacaram Hércules e seus soldados. houve  uma luta que se Estendeu por todo o dia. Hércules viu naquela são um sinal de traição e matou Hipólita após terrível duelo. A rainha foi golpeada mortalmente expirou nos braços do guerreiro. Assim ele pode levar para filha de Euristeu as Relíquias tão desejadas.

No oitavo trabalho de Hércules

No oitavo teve a seguinte missão: Diomedes, filho de Marte e rei da trácia, tinha 4 maravilhosos cavalos que expeliu fogo pelas ventas e se alimentavam somente de carne humana. A diversão principal desse homem Cruel consistia em capturar qualquer Forasteiro que entrasse em seus domínios joga-lo Vivo para os cavalos. Hércules foi incumbido por eu disse teu de fazer uma visitinha cordial ao rei Diomedes. Hercules sabia que quem esmagou duas serpentes viva, ainda em berço, não eram 4 ou 5 cavalos que iriam lhe meter medo. Por isso, o herói foi tranquilamente cumprir mais uma missão. Quando chegou ao reino Diomedes, Hércules deu bom dia ao homem. O rei disse que seria um bom dia para ele e para os cavalos, que arregalavam os dentes sujos de sangue. Erguendo o braço, o rei fez sinal para que os cavalos avançassem para estraçalhar o visitante. Hércules montou de um salto sobre o dorso de um cavalo e o domou com arte; em seguida passou para as costas do outro e fez o mesmo até amansar a todos. O herói pegou todas as redes dos Cavalos e os conduziu de volta ao estábulo. Depois de irritar bastante os cavalos, retornou para se entender com o seu péssimo anfitrião. Sem dizer nada, Hércules suspendeu o Dono dos Cavalos numa única mão e o lançou para dentro da estrebaria. houve relinchos e gritos humanos de pavor. No entanto, o herói grego não pode afirmar Com certeza quem havia gritado mais alto enquanto ele se afastava num passo tranquilo.

O nono trabalho de Hércules

O nono trabalho foi o seguinte: Euristeu pediu para que Hércules prestasse bastante atenção em suas palavras; o rei queria que o herói grego roubasse os dois bois do gigante Gerião. O rei pegou o mapa do país onde ele vivia e entregou nas mão de Hércules. Sem dizer mais nada, o rei Despediu de Hércules. Com o mapa, o herói grego chegou sem dificuldades ao país de Gerião. Hércules pegou informação com o sobre o local em que estava o rebanho. Os bois eram enormes, que cor de sangue. Dois gigantes tomavam conta dos animais; eles eram Euritião e o seu cachorro Ortro, irmão de Cérbero. Ortro era o irmão mais novo do famoso cão e por isso só tinha duas cabeças. Ao avistar a chegada de Hércules, Ele atirou se em direção ao pescoço do Herói. Este fez um rap do cálculo mental e ironizou o cachorro dizendo que se ele fosse como Cérbero, ainda teria alguma chance. Com as duas mãos Hércules quebrou os dois pescoços do cachorro. Em seguida, o herói grego se atracou com o gigante Euritião, derrotando o mesmo com facilidade. Quando já se retirava, levando consigo os bois, Hércules escutou três vozes que dizia uma só coisa: aqui está alguém atrevido que tem mais de duas cabeças e dois braços. A voz que falava era Gerião, o proprietário dos animais. Ele estava temeroso de ser roubado e foi pessoalmente guardar seu rebanho. O homem era de fato um adversário para se temer. Seu corpo, dos pés a cintura era um gigante normal; porém, da cintura para cima possuía três troncos. Eram três homens em um. O gigante avançou com seus seis braços, os quais continham três espadas e três escudos. Hércules tinha apenas sua maçã e o escudo que Minerva lhe dera antes de começar as suas aventuras. Para quem já havia derrotado uma hidra de várias cabeças, a sua tarefa não era também de meter medo. Durante uma tarde inteira os dois trocaram golpes, até que Hércules percebeu que se da cintura para cima estava em desvantagem, da cintura para baixo as coisas estavam em pé de igualdade. Aproveitando um de escudo do gigante tripartido, Hércules desferiu um golpe terrível do seu porrete nas pernas do monstro, que caiu ajoelhado ao solo, sem poder erguer novamente. O herói grego acabou com o gigante, esmigalhando os seus três corpos, um a um.

O décimo trabalho de Hércules

Quando Hércules voltava dessa missão, teve que enfrentar outro inimigo; apesar de não fazer parte dos seus doze trabalhos, esta luta tornou-se muito famosa. Esse inimigo era caco, famoso ladrão que habitava as cavernas do Monte Aventino. Todo mundo que cruzavam com Hércules parecia estranhar a sua desmedida estatura; Caco também era portador de um tamanho descomunal. Enquanto Hércules dormir sob uma árvore para refazer-se do cansaço, o ladrão insinuou em meio ao rebanho e furtou silenciosamente alguns dos Bois que o herói conduzia. Este ladrão tinha suas manhas. Seu método particular de furto consistia em roubar bois e Reses puxando-os pela cauda até a sua caverna. Desse modo, ele invertia  o caminho deixado pelos pés dos animais, O que é ludibriada o dono. Parecia que os animais não tinham entrado na caverna de caco e sim saído de lá. Hércules foi até a caverna do gigante para lhe perguntar se não havia visto algumas reses perdidas. O homem disse que não havia visto. Hércules, Apesar de sua astúcia, já ia caindo também no golpe quando ouviu mugir dentro da caverna os animais raptados. Hércules disse para caco que ele parecia Mugir muito bem. O herói grego já estava com seu porrete em mãos. Caco tinha suas partes de monstro também: ele vomitava fogo. Vendo o porrete de Hércules, o ladrão entrou correndo para dentro da caverna e tampou a entrada com uma imensa Rocha. Hércules tinha um soco poderoso e desfez a rocha em mil pedaços. Em seguida pediu ao Ladrão que devolvesse os seus bois. Dentro da caverna havia uma luz fraca produzida por um archote. O ladrão havia se refugiado mais para o interior, pois estava temeroso. Hércules rio nas paredes da caverna duas cabeças ensanguentadas de dois bois. Ele viu também presos nas paredes ossos de animais e  até de homens. Além de ladrão, o homem era canibal. Hércules Rio no canto da caverna várias Galinhas e pediu que o ladrão de Galinhas aparecesse para ele. Chegando a uma galeria profunda, o herói finalmente encontrou o gigante que não tinha mas onde se esconder. O gigante avançou enlouquecido sobre o herói e vomitava fogo. Hércules agarrou o homem pelo pescoço e torceu até que da antiga chama restasse apenas um fiozinho de Fogo. Com esta fagulha Hércules acendeu um archote e saiu da caverna levando consigo os bois. Em seguida o herói retornou para Euristeu.

O décimo primeiro trabalho de Hércules

Ao chegar ao reino,  Euristeu designou a próxima missão de Hércules. O homem disse que queria que é o herói provasse que era ou mais fortes de todos os homens dominando o temível touro de Creta. Esse animal era uma fera sanguinária que devastava toda aquela região. Hércules chegou a Creta e pegou o touro à unha obrigando a curvar-se seus chifres afiados em direção à Terra. Esta foi a menos empolgante de sua façanha, pois além de Teseu também já ter dominado o que era um tudo idêntico a este, havia também Jasão, que domara não um, mas dois touros parecidos.

O décimo segundo trabalho de Hércules

Era Chegada a Hora do penúltimo trabalho. Euristeu perguntou a seu desafiador se ele já havia ouvido falar do Jardim das Hespérides. O desafiado disse que sim, mas não se lembrava mais do que trata. Euristeu explicou que quando o Juno se casou com Júpiter, eles receberam das divindades amigas várias maçãs de ouro, que nasceram numa árvore situada no Jardim das Hespérides. O homem explicou também que as Hespérides eram as filhas de Atlas, um dos Titãs que morreram guerra contra Júpiter. Derrotado, o gigante ficou obrigado a sustentar o mundo nos ombros. Junto a árvore estava postado um imenso dragão, encarregado de guardar os valiosos frutos. Euristeu disse Hércules que queria que ele trouxesse as maçãs de ouro. O herói partiu outra vez. No caminho demais esta Aventura teve que libertar prometeu de seu Rochedo, onde esse fora acorrentado por ordens de Júpiter, em razão de ter Furtado, sem consentimento do deus todo-poderoso, o fogo dos céus. Pela primeira vez Hércules não conseguiu chegar ao seu objetivo. Ele parecia prestes a desistir quando encontrou em seu caminho o exausto Atlas,  pai das hesperídes. O herói disse para o velho que não havia ninguém melhor do que ele para saber indicar onde estava as benditas maçãs. O herói grego cumprimentou o velho, que parecia surdo. O velho Titã estava sem poder erguer a cabeça, que estava curvada sob o peso do mundo. O herói grego disse ao moço que o seu nome era Hércules e que precisava de uma informação. Ao saber que Hércules desejava a localização das maçãs de ouro, o velho quis saber o que levava o herói grego pensar que teria a informação de graça. Hércules já tinha a resposta pronta. Ele disse ao velho que ele trouxesse esses preciosos frutos, carregaria o mundo nas costas para o Titã. Diante dessas vantajosa proposta, Atlas concordou imediatamente. Hércules tomou o mundo em seus braços, enquanto Atlas partiu Em Busca das frutas douradas. O herói resmungou dizendo que não é à toa que ou Titan tem esse mau humor todo, Pois realmente o mundo pesava um pouco.

Um dia, finalmente o velho retornou com as preciosas maçãs. O titã,  a princípio, pretendia cumprir com a sua parte, mas depois de ver como era bom estar livre de todo aquele peso, começou achar que era melhor deixar Hércules para sempre em seu lugar. Atlas teve a franqueza de revelar a Hércules o seu nefando, abominável, propósito. Hércules, resignado, aparentemente aceitou o seu destino. No entanto, pediu a Atlas que permitisse que ele cumprisse a sua tarefa e levasse os pomos preciosos a Euristeu. Atlas concordou. Nem bem retomou o mundo nas costas, escutou os passos de Hércules se afastando rapidamente para nunca mais voltar. Após alguns dias, o herói apresentou diante do rosto satisfeito de Euristeu os pomos preciosos. Agora faltava ao herói completar o último dos doze trabalhos.

Euristeu, durante a ausência de Hércules, pensou numa tarefa quase impossível. Desta vez ele iria mandar Hércules e literalmente para o inferno.  O homem perguntou a um herói grego se ele era realmente Valente e intrépido. Disse que ia pôr à prova toda a valentia de Hércules. O herói já se começava a cansar daquela longa brincadeira. Euristeu disse que aquela seria a última missão e queria que Hércules descesse até o reino das Sombras e trouxesse de lá Cérbero o cão infernal. Hércules se assustou com o pedido e disse que o cão pertencia a Plutão. O desafiador disse que não se importava a quem pertencia o cão. Ele apenas queria que o trouxesse o quanto antes.

Temendo Contrariar a vontade de seu pai Júpiter, decidiu antes ir falar com ele. Depois de lhe explicar os seus propósitos, recebeu do deus dos deuses esta recomendação:  que ele poderia buscar o cão mas não deveria machucá-lo; nem deveria retirá-lo do inferno sem autorização de plutão. Tendo a companhia de Minerva e Mercúrio, Hércules chegou a Tenaro, na lacônia, onde está situada a abertura do inferno. Mercúrio indicou o caminho para Hércules; o deus dos pés ligeiros tinha a incumbência de conduzir as almas dos Mortos até a última morada. Ele sabia o caminho. Hércules Não parecia aterrorizado; em sua face havia ar de divertimento de quem vai ver coisas poucos comuns. Logo tomou a dianteira da caminhada, obrigado a Minerva a pedir que moderasse o passo a todo instante. O herói estava sedento porque as aberrações que diziam enxamear no reino dos mortos. Depois de descer em por vários encostas ardentes e fuliginosas,  os três chegaram até o Aqueronte, o Rio que corta o inferno. Hércules pediu para que o Barqueiro andasse rápido. Caronte perguntou onde o Atrevido pensava que estava indo. Em seguida bateu o seu Remo sobre a cabeça do Herói. A madeira quebrou em pedaços como se fosse a frágil lasca de um palito gigante. Hércules empunhalou a sua maçã gigantesca e já se preparava para devolver o golpe quando teve sua mão segura para o Minerva e Mercúrio. Mergulho pediu para que o herói se acalmasse, porque se matasse Caronte, eles jamais chegariam a outra margem. Os três embarcaram e seguiram a viagem, enquanto o velho remador prosseguir a resmungar. Ele dizia que parecia que estava virando moda os vivos andarem por ali. Um dia ele levou Ceres; noutro, Orfeu; agora era aquele gigante. Mercúrio perguntou a caronte o que ele estava resmungando. O Barqueiro disse que a sua marca não foi feito para conduzir vivos. Nem bem desembarcaram, Hércules deliciou-se com o espetáculo diante dos olhos. A primeira coisa que fez foi abraçar-se a sua esposa e seus filhos queridos que a sua funesta loucura havia arrebatado desse. O herói grego pediu perdão a todos. Disse que não sabia o que estava fazendo, uma vez que não estava em seu juízo. Sua esposa e seus filhos já sabiam a causa do ato insano. Eles foram compreensivos o bastante para perdoá-lo. Em seguida, Hércules seguiu para interior do inferno, Sempre acompanhado de seus guias. O herói que saber se o cão Infernal não guardava a entrada do inferno. Mercúrio disse a Hércules que certamente o cachorro já sabia do propósito dele. Certamente, Plutão havia mandado recolher o animal. Imediatamente, eles ouviram latido tétrico. Enquanto andavam, Hércules e enxergando muitos personagens que somente conhecer pelos relatos dos mais antigos. Ele viu  Orfeu, que passeava com sua amada Eurídice; viu Adonis que se preparava para retornar à terra em sua estadia anual entre os vivos; viu os inseparáveis irmãos Castor e Pólux; viu Acteão que ainda lamentável azar de ter visto nua a vingativa Diana. Logo,  teve a sua atenção despertada para um grupo numeroso de mulheres: eram as Danaides. Elas estavam num constante vai e vem enchendo um imenso tonel com suas jarras de chumbo. Minerva apressou os passos 23 dizendo que eles não estavam ali para observar a rotina do inferno. Mercúrio apontou O Trono de Plutão. Diante deles, estava assentado o Deus dos infernos tendo ao lado a bela esposa Prosérpina. Plutão disse Hércules de que já havia lhe informado sobre a missão de Hércules. Logo, Plutão deu a permissão. Apenas pediu que Hércules Não utilizasse arruma alguma que pudesse ferir o seu precioso animal de estimação. Cérbero e já estava aos pés do deus. Ele estendeu as suas três línguas e lambeu a mão de seu dono, em agradecimento. Plutão acrescentou que Hércules deveria traze-lo de volta no espaço de tempo mais curto possível. Hércules aceitou os termos do deus e aproximou do cão para levá-lo. O animal fugir do estranho. Ele correu para dentro de uma cova negra e malcheirosa. Plutão ordenou que é Cris fosse buscá-lo, pois não bastaria que ele passasse as mãos em suas três lindas cabeças. O herói grego foi atrás do animal. Ele já havia derrotado o irmão de Cérbero. Hércules entrou na cova escura e após receber várias cantadas do insociável cão conseguiu domá-lo. Em seguida, amarrou As suas três bocas num laço seguro. O cão passou ganindo diante de plutão, que procurou acalmá-lo, dizendo ao fiel amigo que logo ele estaria de volta. E assim foi que é dos completou seu último trabalho. Depois de levar o cão Infernal até Euristeu - que teve a má sorte de levar três dentadas em sua canela do vingativo animal -, Hércules retornou com o cão para Plutão, encerrando assim a série de trabalhos e a crônica de suas vitórias. 

Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.

Mitologia grega: Adônis - resumo

Adônis foi o homem mais belo que a Grécia conheceu; por ele, apaixonaram-se duas deusas, e rios de lágrimas correu por sua causa. Vivos e mortos ficaram pasmos com sua beleza. Ele era um jovem caçador. Seu rosto é tão bonito que parecia ter sido esculpido. Seus cabelos loiros lhe corriam  pelos ombros firmes. Todas as ninfas cobiçavam o rapaz.

Um dia, Vênus estava conversando com seu filho Cupido, quando teve a atenção desviada e o surgimento do Belo rapaz. Cupido de uma olhada rápida e voltou rapidamente para seu vício que era preparar as flechas do amor. Vênus percebeu que seu filho havia ficado com ciúmes, por isso deu-lhe uma abraço e pediu que o jovem não ficasse com ciúmes, pois ele Incomparável. Ao tomar o filho nos braços, a deusa acabou ferindo se com uma das Flechas. Cupido que saber o que estava acontecendo e sua mãe disse que não havia acontecido nada. Descendo a terra, a deusa resolveu seguir o Caçador, pois precisava conhecê-lo melhor.

Adônis havia parado no bosque e arrumava suas sandálias. Vênus se ocultou por detrás de um teixo, uma árvore de 10 a 15 metros de altura. Ela alisava distraidamente a casca rugosa da árvore, de um intenso marrom avermelhado. Seus olhos estudavam o corpo do jovem. Adônis continuou amarrar a sandália; extintor os dois braços para o alto; seus cabelos dourados se agitavam levemente com a brisa que só estava na mata. A deusa não pode se conter e saiu do Esconderijo. Seus pés ressoavam sobre tapete de folhas caídas. O jovem tinha os ouvidos treinados para caça e percebeu o ruído das folhas. Olhando para o local do ruído, o jovem encarou a deusa Vênus com um ar surpreso, pois não era todo dia que um caçador tinha o privilégio de ser surpreendido pela própria deusa do amor. A deusa cumprimentou Adônis; ele reconheceu a deusa e começaram a conversar. O jovem responde a todas as perguntas da deusa. Ela quis saber se o rapaz é um deus; Ele disse que não era e ela afirmou que ele tinha uma beleza divina. A deusa Parecia um pouco enraivecida, pois havia sido golpeada pela beleza do rapaz e queria se vingar amorosamente daquela involuntária audácia. Ela observou que a outra sandália de Adônis estava desamarrado e pediu para poder amarra-la. O jovem rejeitou o pedido, mas a deusa existiu e ele concedeu a tarefa. Ela esfregava os cabelos na cintura de Adônis. O Caçador achou o que havia cedido demais as audácia da deusa e tomou docentemente as tiras da sandália das suas mãos. Disse a deusa que era os mortais que deviam incriminar diante dos deuses e não ao contrário. Temos que saber do rapaz porque deveria ser sempre assim. Adônis já não se continha de desejo I antes que vc estivesse completamente equilibrada recebeu da boca do rapaz um beijo. Naquela tarde as corças puderam passear por todo o Bosque.

 

 A partir daquele momento a deusa passou a descer todos os dias de sua morada Celestial para trocar Beijos com o belo. amante. Dizia a Adônis que ela iria fazer dele um Deus. Adônis estava entregue a sua nova paixão. Ele havia esquecido momentaneamente do seu arco. Passado um tempo, o jovem readquiriu o seu gosto pelas calçadas. Vênus pediu o rapaz para não se expor demais aos animais ferozes. Dizia a ele que a beleza podia atrair humanos e Deuses, porém as feras eram indiferentes. Elas gostavam de sangue Vênus tentava reter o seu amado, mas ele estava surdo aos seus apelos. A deusa respeitando a vontade de Adônis, partiu em seu carro através dos ares. Tão logo a deusa desapareceu, adolescência meteu-se na mata com seus cães. Fazia tempo que ele não visitar o seu dom de caçador. Logo, já havia falecido a presença de um javali que andava em zigue-zague a frente do jovem. Adônis estava radiante. Os latidos dos cães despertaram o javali seu devaneio. Os cães avião encurralado o animal em sua toca. De repente o animal surgiu da toca espumando e arremessam suas presas em todas as direções. O jovem caçador pediu que os cães se retirasse, para ele utilizar a sua flecha, a qual cravou novo flanco esquerdo do animal. Girando o corpo, o javali e chegou o seu agressor e foi em sua direção. Adônis ainda tentou abater, o animal mas não teve sucesso. O bicho foi preciso e ágil no salto, enfiando duas enormes presas no peito do jovem. Adônis caiu sobre A Relva e o javali escapou para o interior da Mata, levando atrás de si os cães enfurecidos. Jovem arrastou-se até uma árvore próxima reclinou o seu corpo. Ele gemia de dor pressentir a morte. Vênus não estava tão longe que não podia escutar os gemidos do rapaz. Ela retornou imediatamente e viu o seu amado com o corpo coberto de sangue. Adônis disse a deusa que era o seu fim, enquanto recostava a cabeça sobre o ombro de Vênus. Esta chorou todas as lágrimas e enterrou ali mesmo de seu amado. No local em que Adônis foi enterrado começou a botar algumas flores cor do sangue, as quais tinham vida curta. No mesmo dia a sombra de Adônis adentrou o Hades. Todos os moradores do inferno pararam para ver e admirar aquele belo rapaz que chegava trazendo no peito as marcas das feridas. Prosérpina se encantou também com a beleza do novo súdito e o tornou seu novo protegido. Enquanto isso, Vênus continuava inconformada com a perda do seu amado. Ela queria traze-lo de volta dos mortos. No auge de sua dor, a deusa desceu aos infernos para tentar revive-lo. José Pina não se mostrou satisfeita com a ideia. Ela disse a Vênus que Adônis era o seu súdito agora. As deusas pareciam disposta iniciar uma briga quando Plutão interveio sugerindo que Adônis estivesse um tempo entre os mortos e outro entre os vivos. Se Plutão fosse mais Atento teria se dado conta também do que acontecia com sua esposa, que durante 6 meses do ano era obrigada a subir para Morada dos Vivos, exatamente a mesma época que o magnífico rapaz. De qualquer modo, vendo era a principal interessada e conseguiu o que queria: passar 6 meses de felicidade com seu adorado Adônis.

Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.


Cupido e Psiqué - resumo

Alguém perguntou  ao ver uma massa humana dirigindo apressadamente ao palácio do Rei. Uma pessoa disse que era o senhor de Fora. As pessoas iam fazer o que fazem todos os dias: admirar a beleza da filha do rei. Juntando-se ao cortejo, O Curioso Forasteiro foi conferir essa beleza Tão disputada.  Eram três Belezas, Pois eram três as filhas do soberano. As duas primeiras eram inegavelmente Belas. Mas quando a terceira apareceu, a beleza das outras dos ficou completamente esmaecida. Seu nome era Psiquê. A sua beleza fascinava a muitos; isso era tanto que já estava se formando um culto em sua homenagem. Algumas pessoas exageravam, dizendo que ela seria a própria Vênus, que decidira viver entre os homens. Mas ao mesmo tempo em que se homenageava a deusa, comparada a beleza de Psiquê, deixavam se abandonados os seus templos. Essa pronta chegou ao conhecimento de Vênus, que decidiu vingar-se de alguma maneira daquela mortal. Vênus pediu ajuda a Cupido, seu filho. Pediu ao arqueiro que Ferisse a mortal com uma de suas retas. Queria que a moça fosse destinada a c&a mais monstruosa que se podia existir, de tal modo que ela se tornasse a mais infeliz do mundo. Cupido era sempre obediente e Partiu para o cumprir a missão.

Ao cair da noite, O jovem entrou no quarto onde psiquê dormir e apontou para ela um de seus dados mais afiados, depois de embebe-lo no filtro do amor. Quando o Cupido já tinha a seta apontada para o peito da jovem, foi surpreendido por um gesto  inesperado dela. ao afastar os cabelos do rosto, a moça involuntariamente esbarrou com a mão no braço do filho de Vênus, que acabou ferindo-se levemente com sua própria seta. Psiquê abre os olhos, mas nada em chegou, pois o deus do amor Estava invisível. Ele partiu impossibilidade desejar o mal para uma jovem tão encantadora e Bela. Vênus conseguiu fazer com que parte de seus objetivos fossem alcançados. Nenhum atendente se apresentou mas para desposar a mais bela das filhas do Rei. As outras duas moças embora menos disputados já haviam arrumado esposo e ironizavam psiquê perguntando a ela pelo seu namorado. O rei ficou preocupado diante do inexplicável desse preso que se abateram sobre a sua filha predileta. Ele decidiu consultar um oráculo do Deus Apolo para saber das razões. O Rei tomou conhecimento de que sua filha não se casaria com um mortal. Ela iria se casar com um ser alado e perverso, que se compraz em ferir os homens e os próprios Deuses. Acrescentou que a moça deveria ser abandonada em um Rochedo para que esse ser monstruoso viesse levá-la para o seu palácio. O rei ficou inconsolável com esse prognóstico Sombrio. Durante vários dias lutou contra a ideia de abandonar a filha amada a esse ser monstruoso; por fim, sucumbiu a vontade dos Deuses. O casamento fúnebre teve a sua data marcada. Após muito pranto, a jovem foi levada em seus trajes nupciais até o Alto do Rochedo, onde foi abandonada a sua própria sorte, pois assim determinou o Oráculo.

A noite desceu, escurecendo tudo ao redor da vítima. Psiquê estava apreensiva e aguardava apenas o momento de ser sacrificada, pois tinha a certeza de que era esse o seu destino. O tempo foi passando sem que nada acontecesse. A moça acabou adormecendo. Nesse instante,  Zephyrus, Ventos suaves que sobram vindo do Oeste, surgiram em bando e raptaram a jovem, que ainda estava Adormecida no Alto do Rochedo. Aos poucos,  Zephyrus foram descendo com a sua delicada carga, até que é depositado sobre um vale coberto de flores, próximo a uma fonte de Águas Claras e abundantes. Quando Psiquê despertou, a primeira coisa que viu Foi um castelo que parecia saído de um sonho. A porta estava aberta. Parecia que lá dentro alguém aguardava a moça. Uma brisa Mansa as suas costas a empurrou para diante; dentro de um salão majestoso, recoberto de mármores e de pedrarias, a moça sentiu profunda solidão. Começou a perguntar se havia alguém naquele Castelo. Ela subiu lentamente pelos degraus de uma imensa escadaria de Porfiro, cujo corrimões eram do mais puro e esverdeado Jade. Depois percorreu várias salas, repletas das mais belas estátuas que seus olhos já haviam contemplados. Todas representavam amantes Duos, cujo braços enlaçavam  os corpos dos seus amados. Cada sala era mais bela do que a outra. Finalmente a jovem Chegou a um quarto espaçoso, iluminado Pela Luz Alegre de uma imponente lareira. Um leito perfeitamente arrumado estava no centro do quarto, enquanto uma refrescante brisa agitava as finíssimas cortinas rendadas da janelas. Nesse instante, uma voz delicada sou e seus ouvidos, provocando susto. A voz dizia que a partir daquele dia o palácio seria de psiquê e que ela,  a voz,  estaria ali para servi-la. Na parte interior do aposento havia um quarto de banho. A moça ficou maravilhada com o lugar, que havia uma banheira de mármore cheia de espuma. Disse que sentiu que sua túnica deslizavam por sua pele e fora retirada por uma delicada mão invisível. Logo a jovem estava mergulhada na água refrescante. Depois, a jovem desceu ao salão principal, onde um banquete digno de uma rainha estava esperando por ela. Mais tarde, disse que se recolheu Definitivamente a seu quarto, embora sempre sozinha. Psiquê perguntava quem era a voz e por que nunca a pessoa parecia. Não entanto, a voz não responde a nenhuma de suas perguntas. Ainda Exausta com os acontecimentos, a jovem deitou  em seu magnífico leito e adormeceu. Cupido, tão logo teve a certeza de que sua amada dormira,  aproximou-se discretamente e deitou-se a seu lado. Ficou longo tempo observando as feições da Moça. Depois deu um beijo na boca da jovem que despertou assustada. Cupido pediu para a jovem não se assustar. Durante a noite inteira, os dois se entregaram ao amor. A moça nunca pude ver as formas de seu amado. Ela procurava enxergar com as mãos deslizando seus dedos pelo rosto e pelo corpo inteiro aquele homem.

Os dias passaram sem que o futuro esposo e psiquê se manifestar de forma visível, embora continuasse a visitá-la. A jovem foi aos poucos se familiarizando com todo o esplendor do Castelo e começou a sentir falta da presença física de alguém. Ela clamava pelo marido para que ele fizesse companhia. O Homem Invisível dizia a moça que poderia feri-la e provocar um sofrimento como nunca antes talvez ela tenha experimentado. A moça disse ao marido que tinha saudades e sua família e gostaria imensamente de poder rever os pais e as irmãs. Cupido, sempre invisível, prometeu pensado pedido. Na mesma noite, o amante retornou com uma boa notícia: estava disposto a permitir que suas irmãs viessem visitá-la. Radiante de alegria,  disse que abraçou por vazio, agradecendo o seu querido esposo. Temeroso de perder a sua amada esposa, pediu que ela tomasse muito cuidado com suas irmãs, pois elas ficariam tomadas pela inveja quando vissem que Psiquê era a senhora do Castelo de todas as riquezas que ele continha. Zephyrus, instruídos por Cupido, trouxeram as irmãs de psique, da mesma maneira que haviam trazido a jovem. Ainda impactadas por aquela viagem, as irmãs aventuraram ao palácio, conduzidas pelas mãos de psiquê. Uma delas perguntou à jovem se tudo aquilo lhe pertencia. A irmã de esse que não se contia de inveja. Embora viver em um Palácio, o seu  nem chegava a sombra disse que tinha agora diante dos olhos. Um rancor surdo agitava também a alma da outra irmã. Ela que o saber onde estava o maravilhoso marido de psiquê. Ela tinha a esperança de que ele fosse mesmo um ser horroroso, tal qual prediz o Oráculo de Apolo. Disse que foi obrigada a confessar que jamais pusera os olhos nele. A primeira irmã logo disse que o marido da irmã deveria ser tão monstruoso que não tinha coragem de aparecer abertamente. Disse que o marido da jovem era um monstro e que cedo ou tarde ele iria matá-la. A jovem ficou atordoada por aqueles sobre os prognósticos e se encheu de medo de seu enigmático esposo. Uma das irmãs correu até a cozinha e ao voltar lhe Estendeu uma faca afiada ordenando que psiquê matasse seu próprio marido. A moça não entendeu. A irmã afirmou que é necessário matá-lo antes que ele a matasse. A invejosa orientou psiquê que naquela noite fizesse o seguinte: assim que Cupido deitasse e viesse a unir com ela, assim que ele adormecesse, ela deveria se levantar tomada de uma lâmpada e Iluminasse a figura do marido para ver quem ele era verdadeiramente. Naquele momento, era necessário que a jovem estivesse com a faca na mão. Assim que percebesse que tinha um monstro de usa seu lado, deveria transpassar seu coração com a lâmina, sem pensar duas vezes. A jovem imaginou que o conselho era de dado pela amizade resolveu finalmente decifrar o mistério. Naquela mesma noite, psiquê colocou em execução o seu plano. A moça pegou a lâmpada e dirigiu sua luz em direção ao rosto do esposo. Uma inflamação do incontido espanto escapou dos lábios da jovem quando visou o rosto de Cupido. Ela tinha diante de si o mais belo rosto que seus olhos já tinha visto. Porém, ao inclinar-se para ver melhor as feições do seu amado esposo, inclinou demasiadamente a lâmpada, o que fez com que uma gota do azeite caísse sobre o ombro dele. Cupido abriu os olhos enxergou a jovem que impunha lava numa das mãos a cadeia e na outra Adaga afiada. Colocou-se em pé exclamou dizendo que amada havia escolhido segue os conselhos maldosos de suas péssimas irmãs em vez de confiar em suas palavras. Psiquê tentou justificar a sua ação. Disse que jamais havia pretendido fazer mal ao seu amado. Mas naquele momento Cupido havia deixado o quarto voando pela janela. A moça caiu desconsolada na cama. Quando ergueu a cabeça, percebeu que estava deitada sobre a grama verde dos campos. Ao seu redor não havia sinal do seu maravilhoso Castelo. A jovem nada entendeu. Relanceando olhar ao redor, percebeu que estava a poucos metros da casa de suas irmãs. Psiquê correu para lá para buscar alguma explicação. Depois de ser recebida com espanto por elas, contou toda a sua terrível história. Uma das irmãs fingiu sentir pesar. A outra disse que aquilo era o preço da ingratidão, fingindo revoltada. Disse que tudo era culpa de Psiquê, que deveria ter sido mais generosa, depois de tudo o que Cupido fez por ela.

No mesmo dia, as duas irmãs decidiram voltar ao local onde havia sido raptado pelos Zephyrus, na esperança de que esses as conduzissem de volta para o Palácio de cupido. Objetivo era que uma delas pudesse ser escolhida para substituir a ingrata irmã. Deitaram sobre A Relva e aguardaram que os zéfiros surgissem novamente. Estiveram ali durante muito tempo sem que soprasse a menor brisa. Um calor insuportável descia dos céus. As coléricas clamavam aos Ventos e os xingavam de idiotas. Em resposta, sentiram uma forte brisa sopra seus rostos. Elas acharam que eram os Zéfiros que estavam chegando para levá-las até o palácio Encantado. Enquanto isso, Psiquê,  desesperada Decidiu ir falar pessoalmente com Vênus, uma vez que já sabia que era mãe de cupido. A deusa estava irado e perguntou para a moça se ela havia indo até o templo para terminar de matar ou seu filho. Psiquê disse que afirmou para mãe de cupido que jamais tivera a intenção de praticar o crime. A deusa não se comoveu com as palavras da jovem e Decidiu mantê-la sobre o seu serviço; ela maltratava a moça e impunha serviços e obrigações acima de suas forças. A jovem suportável tudo com ânimo forte, disposta aí até o fim apenas para reaver o seu esposo. Vênus percebeu que a moça era resistente e decidiu impor uma tarefa além de suas forças: queria que Psiquê fosse até os infernos para pedir a prosérpina que enviasse a Vênus uma caixa de beleza, pois havia perdido um pouco da sua ao cuidar do seu filho doente. A moça não sabia como chegar ao Reino de plutão e entrou em desespero. Chegou a pensar em desistir da própria vida, quando uma  voz invisível disse-lhe que ia ensiná-la como chegar a Prosérpina. A mesma voz prossegui a lhe falar indicando o melhor meio para alcançar Hades Sombrio. A moça escutou tudo com grande atenção e parte logo em seguida para cumprir sua missão. Andou por vários dias até alcançar uma gruta, no interior da qual descortinou uma fenda que conduzia ao reino de plutão. Munido somente de sua coragem,  a moça penetrou nos escudos labirinto da Morada dos mortos. 

Depois de convencer o Barqueiro Caronte a levá-la para outra margem do rio, Passou incólume, intacta, por Cérbero; adiantou-se e chegou finalmente diante de Prosérpina, e fez o que Vênus lhe ordenara. Após ter recebido das mãos da rainha Infernal a caixa mágica, Psiquê preparar-se para levar o precioso objeto para a deusa do amor. No entanto, ficou curiosa em saber o que afinal havia dentro da caixa. Ela se lembrou da voz misteriosa que pediu para não abrir a caixa. No entanto, curiosidade era grande. A moça abriu a caixa e foi envolvida por uma nuvem mortal -  a nuvem do eterno sono. Psiquê caiu ao solo como morta. Comprido não aguentava mais de saudade sua adorada esposa e resolveu sair à sua procura, aproveitando o descuido da vigilante mãe. O jovem voou de um lado para outro até que encontrou Psiquê caída no chão, desacordada. Cupido disse que sabia que a curiosidade da jovem iria estragar tudo outra vez. Cupido, no entanto, conseguiu retirado o corpo psique o sono mortal e devolvê-lo para dentro da caixa. 

Aos poucos, a moça foi reabrindo os olhos até perceber que estava nos braços de seu amor. Cupido pediu que é amada levasse a caixa para sua mãe, mas que jamais tentasse abrir lá outra vez. Disse que enquanto ela levava a caixa para Vênus, ele iria a ter Júpiter para medir que o Deus Todo Poderoso convencer-se a Vênus a aceitar Psiquê esse que Como sua esposa. Cupido alcançou um rápido voo e foi Cumprir o que dissera. Tanto implorou ao Deus dos Deuses que esse decidiu interceder a favor de ambos diante de Vênus. Psiquê foi chamada a presença dos Deuses e recebeu das mãos do próprio Júpiter uma taça contendo o Néctar da imortalidade. Júpiter disse a Psiquê que a partir daquele momento ela seria uma deusa também. Enquanto ela bebia o néctar, uma borboleta pousou sobre a sua cabeça. Ela e cupido uniram-se assim num amor feliz e eterno.

Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.

Novidade!

8º ano do Ensino Fundamental Língua Portuguesa

  QUESTÃO   1                                                              VALOR: 0,60                       NOTA:_______ Observe os três ...