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Miniconto ep. 3: Pai monstro

Manhã de sol. Duas crianças brincavam no quintal. Um homem observava os meninos. A brincadeira que eles praticavam o incomodava. Os meninos jogavam bola em um pequeno espaço. A intensidade do barulho incomodava ao moço e, provavelmente, aos vizinhos. O certo é que os meninos se divertiam.
Raul falava:
        - Agora é sua vez de ficar no gol.
Pedro replicava:
        - Eu já fiquei mais vezes do que você.
O debate prosseguia e o homem continuava a observar as ações de Raul. Sabia que Pedro estava sendo ludibriado por Raul, pois, aquele ficava muito mais tempo no “gol”, mas a ação de Raul era o que menos o estressava.

De repente, ouviu-se um barulho. Bum!!!!! A bola acertou a máquina de lavar. Logo em seguida ouviu-se outro barulho: pou!!!. A bola acertou a porta de um de quarto de despejo que se localizava na varanda do fundo da casa. Renato se irritou ainda mais. Levantou-se da mesa que estava sentado defronte para um notebook e saiu enfurecido. Ele foi até os garotos e ameaçou:
        - Se a bola acerta em alguma coisa, mais uma vez, eu bato em vocês.

Homem retornou aos seus afazeres. As crianças continuaram a brincar. A bola pulava...pulava. Ela batia nas paredes; batia nas cadeiras que estavam varanda; batia até no carro estacionado na garagem. O moço parecia tranquilo. Respeitando o direito de brincar das crianças. Estava aparentemente tão calmo que não reagiu ao ver a bola atingir o automóvel. Mas por dentro, a ira ardia. Ela tomava conta do moço. Queimava a cabeça e incomoda às mãos. O teclado do computador tornou-se menos importante. A raiva o maltratava. O estresse o consumia. Parecia que uma dinamite, com pavio prologando, demorava a explodir. E não explodiu. 

Renato ouviu mais um estranho. Só que esse estava acompanhado por um chiar de água. Os garotos gritavam: "não foi eu". O mais velho, Raul, correu e fechou o registro do hidrômetro. Mas isto não foi suficiente para amenizar a explosão de estresse que implodiu dentro do homem. Ele estava irreconhecível. Só teve tempo de pensar no remédio antidepressivo que tomava de vez em quando. Descobriu que não o havia tomado naquele dia. Ele saiu gritando:         - eu vou matar vocês. 
As crianças não tiver dúvida de que o homem iria cometer tal crime: correram.

Antes de cometer o homicídio, Renato foi observar a situação em que se encontrava a água encanada. Viu um cano quebrado. Viu uma multidão de água que escorria pelo piso da garagem. Um dilúvio tomava conta da casa. Irritou-se ainda mais. Saiu correndo como um louco. Foi até a cozinha. Pegou uma faca. Saiu desesperado em direção aos meninos. Os garotos estavam assustados. O menor não parava de correr. Ele dava volta na casa a cada  momento que via o moço. O mais velho levantou as mãos e pediu:
        - Por favor, pai! Por favor, pai!
Homem parecia irredutível quanto ao que iria fazer. O estresse subjugava seus pensamentos humanos. Renato estava irracional. Uma nuvem negra lhe cobria a memória. A emoção era infinitamente maior que a razão. O instinto selvagem apoderou-se dele. Algo lhe dizia que era o momento para fazer o que sempre almejou. Não teve mais dúvida. Então era o momento. Como um raio, aproximou-se dos meninos. Tomado pela loucura, quis gritar, esbravejar-se. Estava cego de entendimento, assim como parecia não ver nada a sua frente. Por isso, ficou a procurava ... procurava... andava em círculo. Procura por algo que certamente estava no interior do círculo.

O tempo estava infinito para o Renato. Os segundo demoravam uma eternidade. Mas o que ele procurava no mundo real foi encontrado em milésimos de segundo. Logo, pegou a bola. Foi em direção às crianças com a bola nas mão e disse:
- nunca mais vocês brincaram de bola aqui!

Renato agarrou-se a pelota com toda a força que tinha. Com a mão direita, enfiou a faca com todas as forças que tinha. A bola esvaziava ... esvaziava... Os garotos, atônitos, assistiam o maior crime presenciado por eles.

No entanto, o moço não ficou satisfeito. A bola de futebol demorava esvaziar-se. Então, Renato começou a cortá-la, fazendo um prazeroso corte em 360 graus. A bola estava partida ao meio, assim como o coração das crianças.

Enquanto o homem assassinava a bola, os garotos correram para a varanda colonial do fundo da casa. Já o Renato não estava satisfeito. Logo, dirigiu-se para lá, levando consigo a faca. Aproximou-se dos meninos. Andou rapidamente. Imediatamente, passou-se por eles. Entrou do quarto. Pegou uma bola de basquete e a cortou da mesma forma que fizera com a bola de futebol. 

Em seguida, saiu em disparada rumo ao portão principal. Na garagem, recolheu as duas metades da bola de futebol; antes, fora até a cozinha; pegou um saco de lixo preto; pôs os pedaços das bolas no saco e o depositou em uma lixeira.

Está é uma crônica contendo o real. Há momento em que um ser humano se deixa tomar pela raiva, tornando um animal irracional. Nesse ínfimo de tempo, tudo é possível acontecer. No entanto, é preciso dominar a situação. Nem tudo que se almeja fazer é necessário que se faça; nem tudo que se promete, é necessário que se cumpra. Há outros caminhos para se resolver uma situação inesperada. Alternativas distintas existem para se sair de uma confusão. É necessário pensar. Não importa o estado emocional em que se encontra uma pessoa; é preciso parar e refletir; é preciso deixar Deus dar a direção certa. Certamente, Ele mostrará o caminho a se seguir. Portanto, nunca aja por impulso.

Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.

Noviço poeta ep. : Filhos, presente de Deus?

Filhos, é benção divina
Que só Deus pode criar;
Por eles, tenho um amor tão imenso
Que não dá para explicar.

Com seus sorrisos,
Me alegram;
Com suas lágrimas,
Me desanimam;
Mas não importa,
Pois tudo neles me fascina.

Por quê? Por quê?
É tão maravilhoso assim?
Por que longe deles
Eu me sinto falta de mim?

Isso ,porque não existe amor de verdade
Que não seja de mãe para filho.
Esse amor é superior
A todos os sentimentos já vistos.

Filhos são vida;
Filhos são amor;
Filho é uma maravilha,
Uma dádiva de nosso Senhor!
                                                                Pâmera Cristine Evangelista.

Atividade paradidática- semana da família na escola

 Esta atividade foi elaborada para fins de conhecimentos da relação pais e filhos. Ela visa uma integração familiar por meio de compartilhamento de cultura e entre outros pertinentes aos membros da família. 

A realização desse evento pode ser feito com toda a turma. Os alunos levarão o documento para casa e realizarão uma entrevista com o responsável . Assim também pode ocorre ao contrário: entrevista do responsável para com o ente querido. Além disso, pode-se realizar  um quiz com a família em um dia de  evento da escola. Um professor entrevista o discente e o responsável pelo aluno. Logo, faz-se as perguntas ao vivo entre pais e filho: o filho responde sobre o que se questionou ao responsável e o responsável responde sobre o ente querido. Será vencedora, a família que acertar maior número de perguntas. Boa atividade!

1.     Você tem o mesmo nome que algum outro membro da sua família?

2.     Você teve um apelido?

3.     Qual era e como recebeu este apelido (alcunha)?

4.     Você também teve um apelido já adulto?

5.     Quando e onde você nasceu?

6.     Qual era a religião dos seus pais e avós?

7.     Você tem alguma religião?

8.     Qual foi a sua primeira casa?

9.     Em que outras casas você morou?

10.  Quais são as suas memórias mais antigas de sua casa?

11.  Você pode me contar uma história, ou compartilhar alguma lembrança dos seus irmãos?

12.  Quais são os nomes completos dos seus irmãos?

13.  A sua família tinha algum passatempo, quando você era criança?

14.  Tinha alguma tarefa que você detestava fazer na sua infância?

15.  Que tipos de livros você costumava ler?

16.  Você se lembra de alguma música de ninar que cantavam pra você? Ou alguma outra música?

17.  Nas épocas de vacas magras chegou a faltar comida na sua casa?

18.  Quais eram os seus brinquedos preferidos?

19.  Quais eram suas brincadeiras preferidas?

20.  Teve alguma moda que você gostou mais?

21.  Qual escola você frequentou e qual o endereço dela?

22.  Você gostava da sua escola?

23.  Qual era a sua matéria preferida e por quê?

24.  Qual era a matéria mais difícil?

25.  Qual é a sua melhor lembrança dos seus tempos de escola?

26.  Como eram as suas notas?

27.  Que roupa você usava para ir à escola?

28.  Quem era o seu professor preferido?

29.  Que esportes você praticava na escola?

30.  Tinha algum lugar na escola que você gostava mais?

31.  Você recebeu algum certificado, troféu, medalha ou algo assim pelo seu desempenho na escola ou alguma outra atividade extracurricular?

32.  Quantos anos de escola você fez?

33.  Descreva a si próprio: como você era ao chegar à vida adulta?

34.  Você fez algum curso técnico ou superior?

35.  Quando você era pequeno, o que pensava que seria quando crescesse?

36.  Qual foi o seu primeiro emprego?

37.  Quantos anos você tinha ao se aposentar?

38.  Como você escolheu a sua profissão?

39.  Que empregos você teve durante a sua vida?

40.  Se você fez serviço militar, quais eram as suas tarefas e quando e onde você serviu?

41.  Quantos anos você tinha quando começou a sair à noite?

42.  Você se lembra da sua primeira saída com alguém especial?

43.  Quando e onde você conheceu o seu parceiro atual?

44.  Quanto tempo você namorou antes de se casar?

45.  Como foi o pedido de casamento?

46.  Quando e onde você se casou?

47.  Descreva a cerimônia.

48.  Quem estava presente (testemunhas, padrinhos, etc.)?

49.  Você teve uma lua de mel? Onde?

50.  Você se casou mais de uma vez?

51.  Como você descreveria o seu marido/a sua esposa?

52.  O que você mais admira nele/nela?

53.  Há quanto tempo vocês estão casados? Quantos anos vocês ficaram casados?

54.  Quando e onde o seu marido/a sua esposa faleceu?

55.  Que conselho você daria para um filho ou neto no dia do seu casamento?

56.  Como você descobriu que ia ser pai/mãe pela primeira vez?

57.  Quantos filhos você tem?

58.  Quais são seus nomes, datas de nascimento e onde eles moram atualmente?

59.  Por que você escolheu estes nomes?

60.  Você se lembra de coisas que seus filhos fizeram quando pequenos, que foram realmente surpreendentes?

61.  Conte algumas das coisas mais engraçadas que seus filhos fizeram quando eles eram pequenos.

62.  O que foi a coisa mais legal que aconteceu quando você estava criando seus filhos?

63.  Se você tivesse que passar por tudo de novo, o que mudaria na forma como educou seus filhos?

64.  Qual foi a parte mais complicada de educar seus filhos?

65.  Você se considera um pai rígido?

66.  Qual é a melhor parte da maternidade/paternidade?

67.  Algum filho seu quebrou algo valioso para você?

68.  Você tratava seus filhos de forma igual ou diferente?

69.  O que você sentiu quando seu filho mais velho entrou pra escola?

70.  Que conselho você daria a um filho ou neto sobre a maternidade/paternidade?

71.  Onde moram seus sogros?

72.  Quando e onde os seus pais morreram? Do que você se lembra quando pensa neles?

73.  Como eles faleceram? Onde eles foram hospitalizados?

74.  Em que cemitério eles estão enterrados?

75.  O que você se lembra sobre a morte dos seus sogros?

76.  Você se lembra de ouvir seus avós contando sobre suas vidas? O que eles diziam?

77.  Você chegou a conhecer algum dos seus bisavós?

78.  Qual era a pessoa mais velha da sua família, quando você era pequeno?

79.  Que doenças você teve na infância?

80.  Você tem algum problema de saúde genético?

81.  Você faz exercício físico regularmente?

82.  Você teve algum hábito pouco saudável?

83.  Você já foi vítima de algum crime?

84.  Você teve algum acidente?

85.  Alguém já salvou a sua vida?

86.  Você já foi hospitalizado? Por quê?

87.  Você já passou por alguma cirurgia?

88.  Quais são as melhores invenções do seu tempo?

89.  Você se lembra da primeira vez que viu um carro, uma televisão ou uma geladeira?

90.  Quais são as principais diferenças entre o mundo atual e o da sua infância?

91.  A sua família costumava falar sobre política?

92.  Como você se define politicamente?

93.  Você vivenciou alguma guerra?

94.  Você admirou algum presidente ou líder mundial da sua época?

95.  Você passou por períodos de racionamentos?

96.  Diga o nome de um bom amigo seu, que esteve presente na sua vida por muitos anos.

97.  Teve alguém na sua vida que você considera uma verdadeira alma-gêmea? Quem era esta pessoa e por que vocês tiveram esta ligação tão especial?

98.  Quais foram as decisões mais difíceis que você teve que tomar?

99.  Quem mudou sua vida?

100.        Se você pudesse mudar qualquer coisa em você, o que mudaria?

101.        Qual foi a coisa mais difícil que teve que encarar?

102.        Você sabe tocar algum instrumento musical?

103.        Você se considera uma pessoa criativa?

104.        Qual a piada mais engraçada que você conhece?

105.        Do que você gostava de fazer durante a sua vida adulta?

106.        Quais eram seus hobbies?

107.        Do que você gosta de fazer quando não está trabalhando?

108.        Qual foi a coisa mais incrível que já te aconteceu?

109.        Você já conheceu alguém famoso?

110.        Quem foram seus avós?

111.        De onde eles vêm?

112.        Como você se sente em relação às maiores decisões da sua vida, como profissão, estudos e casamento?

113.        Você fez parte de algum grupo ou associação?

114.        Você já ganhou algum prêmio na sua vida adulta?

115.        Qual foi a viagem mais longa que você já fez?

116.        Qual era o seu local preferido para passar férias?

117.        Que animais de estimação você já teve?

118.        Tem alguma coisa que você sempre queria ter feito, mas ainda não fez?


Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.

Novidade!

8º ano do Ensino Fundamental Língua Portuguesa

  QUESTÃO   1                                                              VALOR: 0,60                       NOTA:_______ Observe os três ...