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7ºano - prova de português - conto

A orelha de Van Gogh”

Estávamos, como de costume, à beira da ruína. Meu pai, dono de um pequeno armazém, devia a um de seus fornecedores importante quantia. E não tinha como pagar. Mas, se lhe faltava dinheiro, sobrava-lhe imaginação… Era um homem culto, inteligente, além de alegre. Não concluíra os estudos; o destino o confinara no modesto estabelecimento de secos e molhados, onde ele, entre paios e linguiças, resistia bravamente aos embates da existência. 

Os fregueses gostavam deles, entre outras razões porque vendia fiado e não cobrava nunca. Com os fornecedores, porém, a situação era diferente. Esses enérgicos senhores queriam seu dinheiro. O homem a quem meu pai devia, no momento, era conhecido como um credor particularmente implacável. Outro se desesperaria. Outro pensaria em fugir, em se suicidar até. Não meu pai. Otimista como sempre, estava certo de que daria um jeito. Esse homem deve ter seu ponto fraco, dizia, e por aí o pegamos. Perguntando daqui e dali, descobriu algo promissor. O credor, que na aparência era um homem rude e insensível, tinha uma paixão secreta por van Gogh. Sua casa estava cheia de reproduções das obras do grande pintor. E tinha assistido pelo menos uma meia dúzia de vezes o filme de Kirk Douglas sobre  a trágica vida do artista.

Meu pai retirou na biblioteca um livro sobre van Gogh e passou o fim de semana mergulhado na leitura. Ao cair da tarde de domingo, a porta de seu quarto se abriu e ele surgiu, triunfante:
– Achei!
Levou-me para um canto – eu, aos doze anos, era seu confidente e cúmplice – e sussurrou, os olhos brilhando:
– A orelha de van Gogh. A orelha nos salvará.

O que é que vocês estão cochichando aí, perguntou minha mãe, que tinha escassa tolerância para com o que chamava de maluquices do marido. Nada, nada, respondeu meu pai, e para mim, baixinho, depois te explico. 

Depois me explicou. O caso era que o van Gogh, num acesso de loucura, cortara a orelha e a enviara à sua amada. A partir disso meu pai tinha elaborado um plano: procuraria o credor e diria que recebera como herança de seu bisavô, a orelha mumificada do pintor. Ofereceria tal relíquia em troca do perdão da dívida e de um crédito adicional.
– Que dizes?

Minha mãe tinha razão: ele vivia em um outro mundo, um mundo de ilusões. Contudo, o fato de a ideia ser absurda não me parecia o maior problema; afinal, a nossa situação era tão difícil que qualquer coisa deveria ser tentada. A questão, contudo, era outra:
– E a orelha?
– A orelha? – olhou-me espantado, como se aquilo não lhe tivesse ocorrido. Sim, eu disse, a orelha do van Gogh, onde é que se arranja essa coisa. Ah, ele disse, quanto a isso não há problema, a gente consegue uma no necrotério. O servente é meu amigo, faz tudo por mim.

No dia seguinte, saiu cedo. Voltou ao meio-dia, radiante, trazendo consigo um embrulho que desenrolou cuidadosamente. Era um frasco com formol, contendo uma coisa escura, de formato indefinido. A orelha de van Gogh, anunciou, triunfante.

E quem diria que não era? Mas, por via das dúvidas, ele colocou no vidro um rótulo: Van Gogh – orelha.

À tarde, fomos à casa do credor. Esperei fora, enquanto meu pai entrava. Cinco minutos depois voltou, desconcertado, furioso mesmo: o homem não apenas recusara a proposta, como arrebatara o frasco de meu pai e o jogara pela janela.
– Falta de respeito!
Tive de concordar, embora tal desfecho me parecesse até certo ponto inevitável. Fomos caminhando pela rua tranquila, meu pai resmungando sempre: falta de respeito falta de respeito. De repente parou, olhou-me fixo:
– Era a direita ou a esquerda?
– O quê? – perguntei, sem entender.
– A orelha que van Gogh cortou. Era a direita ou a esquerda?
– Não sei – eu disse, já irritado com aquela história. – Foi você quem leu o livro. Você é quem deve saber.
– Mas não sei – disse ele desconsolado. – Confesso que não sei.

Ficamos um instante em silêncio. Uma dúvida me assaltou naquele momento, uma dúvida que eu não ousava formular, porque sabia que a resposta poderia ser o fim da minha infância. Mas:
– E a do vidro? – perguntei. – Era a direita ou a esquerda? Mirou-me, aparvalhado.
– Sabe que não sei? – murmurou numa voz fraca, rouca. – Não sei.

E prosseguimos, rumo à nossa casa. Se a gente olhar bem uma orelha – qualquer orelha, seja ela de van Gogh ou não – verá que seu desenho se assemelha ao de um labirinto. Neste labirinto eu estava perdido. E nunca mais sairia dele.
Moacyr Scliar. In: Pipocas / Moacyr Scliar, Rubem Fonseca, Ana Miranda. 1ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2003, p. 13-16. Coleção Literatura em minha casa; v.2 Crônica e conto.
Questão 1.
Quem é o autor do conto “A orelha de Van Gogh?

Questão 2.
Quem são os personagens? 

Questão 3.
Como você imagina cada um deles? 

Questão 4.
Percebe-se que o narrador participa dos acontecimentos e os narra como alguém que acompanhou toda a ideia e execução do plano do pai. 
a) Como é evidenciada essa participação? 
b) Retire do texto um trecho que comprova essa afirmativa.  

Questão 4.
O enredo acontece de forma linear ou não linear? Justifique sua resposta. 

Questão 5.
A narrativa se desenvolve em torno de um conflito explícito desde o primeiro parágrafo.
a) Que conflito é esse?
b) O pai tem uma ideia para resolver o problema. Que solução é essa? 
c) O que levou o pai a ter essa ideia? 
d) O plano do pai foi bem-sucedido? Explique. 

Questão 6.
Você conhece o significado da palavra “labirinto”? 

Questão 7.
Releia o último parágrafo. Qual o sentido da palavra labirinto no texto? Explique.

Questão 8.
Examine as afirmações abaixo e assinale a alternativa correta.

I – No início do conto, prevalecem sentimentos positivos do filho em relação ao pai, mas no final o filho decepciona-se com o pai e mostra certa impaciência e inquietude.
II – O narrador conta a história em momento posterior aos acontecimentos. 
III – A história se passa na época de infância do narrador

7 ano prova de português - gênero entrevista - com gabarito

É possível que você já tenha acompanhado entrevistas em programas de TV ou rádio, canais de vídeo ou áudio na internet ou lido em jornais, revistas ou sites. Elas têm extensão variada e algumas delas, mais curtas, podem estar inseridas em notícias e reportagens.

Leia a transcrição de uma entrevista feita em um programa de TV.

Serginho entrevista vítima de bullyng

Serginho Groisman: Eu vou falar agora com essa garota queeee... sofreu, na escola, um problema muito grave. Ela tá aqui; por favor, venha. (Aplausos)
SG: [...] A Manoela, a gente descobriu numa outra conversa. Ela estava sentada aqui (apontando um lugar na plateia)... ali, e foi tão forte o que ela disse que eu falei “pô, vou convidar de novo para ela contar melhor essa história”, que é uma história de associação de bullying com racismo, com preconceito racial.[...]
SG: Bom, você estudava numa escola, Em Ribeirão Preto, numa escola particular, foi isso?
Manoela Sales: Isso.
SG: E o que aconteceu lá?
MS: Então, eu entrei lá, nessa escola particular, e ela tem um grande nome. Foi até um pouco difícil pros meus pais poderem tá pagando, né? E quando eu entrei eu não fui bem recebida, só que eu achei que ia passar, mas não passou. Começaram as ofensas, eu não podia fazer pergunta em sala de aula porque os professores me ridicularizavam, os alunos me ridicularizavam. Aí começaram as piadinhas com o meu nome, com tudo que eu falava, começaram a jogar lixo em mim, começaram a bater na minha carteira, começaram a cuspir em mim, gritar palavrão no co... enquanto eu andava no corredor, essas coisas assim. E aí eu... e os professores presenciavam isso, os professores viam isso e falavam “senta lá que daqui a pouco eles param”, “não relaxa, daqui a pouco eles param. E aí eu fui entrando numa tristeza e numa paranoia que eu não queria mais ir para a escola, eu só chorava, eu não conseguia fazer prova, eu não conseguia estudar, minhas notas foram caindo, caindo, caindo, caindo. E aí um dia...ééé... um dia não né?, uma semana, eu não falei com ninguém, Ninguém falou comigo a semana. Eu fiquei uma semana indo pra escola quieta e sendo quieta, porque ninguém dirigia a palavra a mim. E aí eu liguei pro meu pai no recreio e falei: “pai, conversa comigo, porque faz uma semana que ninguém fala comigo e eu tô ficando muito triste”. E aí acho que foi quando meu pai falou “chega”. Sabe, porque a gente tentou minha adaptação, a gente tentou tá ali, mas não deu. Aí meu pai falou “vamo procurar outra escola”, e foi a escola pública.
SG: Vamos ainda continuar aqui nessa primeira escola. Você atribui a que ... hã...essa perseguição? O fato de você ser negra e ter poucos negros na escola, o fato de você sei lá, não se relacionar bem, não ser uma boa aluna? O que é que levou as pessoas aaaa... fazerem essa perseguição e perseguições racistas?
MS: Eu acredito que é a diferença, como eu era a única Negra, Negra mesmo, assumida da sala, eu acho que a diferença pode ter é ...Dado para ele uma oportunidade de tirar saro daquilo, entendeu ? Então, eles começaram aaaa...tra… a fazer com que a minha diferença fosse algo ruim dentro da sala de aula. E fizeram eu acreditar que a minha diferença era algo ruim. Então, por eu ser negra, por eu ter uma diferença sócio-econômica deles ponto. Eles chegaram a falar assim para mim "se seu pai não tem Fazenda, você não sabe conversar com a gente." Então era. era tudo assim. Então, como eu era "a" diferente do... do restante da turma, e um sofria essa perseguição
SG: E você, quando você veio aqui da primeira vez, você falou a respeito da Palma da Mão. Queria que você repetisse isso.
MS: Èéé... quando aconteceu esse episódio eu era bem menor, eu era criança, e uma menina na escola... ela achava muito diferente eu ser negra e achava ruim eu ser negra e ela achava que ela era melhor que eu por ser branca. E ela falou pra mim “olha pela... pra palma da sua mão, pelo menos isso é branco em você, só isso é branco em você. Só isso é branco em você.” E eu tam... e tipo, hã... o que mais aconteceu de discriminação racial comigo foi na infância, eu bem, bem pequena. Eu lembro que uma menina chegou em mim e fez assim na minha pele (passa o dedo no braço) “nossa, não sai”. Entendeu? Então de mães falarem pras outras crianças “não pega nada dela, não, porque a mão dela é suja”. Então ééé...hoje em dia, ainda acontece essas coisas e o pior que acontece com crianças dentro das escolas, né? Então, as crianças não... não têm uma mente preparada pra receber aquilo e reagir, então, infelizmente, elas recuam e sofrem com aquele bullying ou qualquer tipo de preconceito, racial, seja religioso, por opção sexual, eu acho, eu acho que a gente tem que se libertar e falar, porque, quando uma história é contada, é importante para que ela não se repita daquela forma ruim.
SG: Isso mesmo
Serginho entrevista vítima de bulliyng. Altas horas. Rede Globo. Https:// globoplay.globo.com/v/482930// Acesso 15-07-2020

Questão 1.
Qual o tipo da entrevista que você acabou de ler? Justifique sua resposta.
Questão 2.
Como e porque Manuela Sales foi convidada para participar dessa entrevista? Explique.
Questão 3.
A entrevista relata um acontecimento que uma pessoa viveu na escola, o “bullying“.

a) Você sabe o que significa bullying? Quais os fatos aconteceram com a entrevistada que caracterizam o “bullying“?
b) Imagine que você sofreu ou testemunhou um episódio de bullying. Qual seria sua reação?
c) Qual estratégia você usaria para evitar este tipo de acontecimento novamente?
Questão 4. 
Qual a posição da entrevistada sobre o bullying ? Justifique.
Questão 5.
Segundo a entrevistada, os professores foram coniventes com o que estava acontecendo. Retire expressões que comprovem isso.
Questão 6.
Na entrevista que você leu, a entrevistada fala da experiência de bullying pela qual passou em uma escola onde estudava.
a) Que ações caracterizaram o bullying que ela sofreu?
 As ofensas direcionadas a ela por professores e alunos, ridicularizando-a
b) Segundo a entrevistada, os adultos foram coniventes (cúmplices) com o bullying, isto é, permitiram que acontecesse? Explique completando a resposta.
Sim, Manoela diz que não podia dizer nada porque era ridicularizada.
c) Quais foram as consequências do bullying logo que a entrevistada começou a passar por essa situação? 

Questão 6.
A entrevista foi concedida alguns anos após os acontecimentos relatados.

a) Por que, segundo ela, esse período da vida torna o enfrentamento da situação mais difícil? Complete a resposta.

Porque a criança aceita a opinião alheia e não ...

b) O que a jovem pensa sobre o bullying na ocasião em que concede a entrevista? Complete a resposta.

Ela entende que é ...

7 ano - redação - proposta de conto

1. Proposta de produção

No conto estudado “ A orelha de Van Gogh”, o narrador participa da história que conta. Você vai escrever um conto onde o narrador também será o personagem, mas no seu conto o narrador não mais será o filho do dono do armazém e sim o credor inflexível. A intenção é que o leitor conheça os acontecimentos contados por um outro olhar. O mistério será desvendado. Use sua criatividade e arrasa! 

2. Nesse momento você fará o planejamento e elaboração do texto. 
Leia o conto “A orelha de Van Gogh” e reflita: 

A orelha de Van Gogh”

Estávamos, como de costume, à beira da ruína. Meu pai, dono de um pequeno armazém, devia a um de seus fornecedores importante quantia. E não tinha como pagar. Mas, se lhe faltava dinheiro, sobrava-lhe imaginação… Era um homem culto, inteligente, além de alegre. Não concluíra os estudos; o destino o confinara no modesto estabelecimento de secos e molhados, onde ele, entre paios e linguiças, resistia bravamente aos embates da existência. 

Os fregueses gostavam deles, entre outras razões porque vendia fiado e não cobrava nunca. Com os fornecedores, porém, a situação era diferente. Esses enérgicos senhores queriam seu dinheiro. O homem a quem meu pai devia, no momento, era conhecido como um credor particularmente implacável. Outro se desesperaria. Outro pensaria em fugir, em se suicidar até. Não meu pai. Otimista como sempre, estava certo de que daria um jeito. Esse homem deve ter seu ponto fraco, dizia, e por aí o pegamos. Perguntando daqui e dali, descobriu algo promissor. O credor, que na aparência era um homem rude e insensível, tinha uma paixão secreta por van Gogh. Sua casa estava cheia de reproduções das obras do grande pintor. E tinha assistido pelo menos uma meia dúzia de vezes o filme de Kirk Douglas sobre  a trágica vida do artista.

Meu pai retirou na biblioteca um livro sobre van Gogh e passou o fim de semana mergulhado na leitura. Ao cair da tarde de domingo, a porta de seu quarto se abriu e ele surgiu, triunfante:
– Achei!
Levou-me para um canto – eu, aos doze anos, era seu confidente e cúmplice – e sussurrou, os olhos brilhando:
– A orelha de van Gogh. A orelha nos salvará.

O que é que vocês estão cochichando aí, perguntou minha mãe, que tinha escassa tolerância para com o que chamava de maluquices do marido. Nada, nada, respondeu meu pai, e para mim, baixinho, depois te explico. 

Depois me explicou. O caso era que o van Gogh, num acesso de loucura, cortara a orelha e a enviara à sua amada. A partir disso meu pai tinha elaborado um plano: procuraria o credor e diria que recebera como herança de seu bisavô, a orelha mumificada do pintor. Ofereceria tal relíquia em troca do perdão da dívida e de um crédito adicional.
– Que dizes?

Minha mãe tinha razão: ele vivia em um outro mundo, um mundo de ilusões. Contudo, o fato de a ideia ser absurda não me parecia o maior problema; afinal, a nossa situação era tão difícil que qualquer coisa deveria ser tentada. A questão, contudo, era outra:
– E a orelha?
– A orelha? – olhou-me espantado, como se aquilo não lhe tivesse ocorrido. Sim, eu disse, a orelha do van Gogh, onde é que se arranja essa coisa. Ah, ele disse, quanto a isso não há problema, a gente consegue uma no necrotério. O servente é meu amigo, faz tudo por mim.

No dia seguinte, saiu cedo. Voltou ao meio-dia, radiante, trazendo consigo um embrulho que desenrolou cuidadosamente. Era um frasco com formol, contendo uma coisa escura, de formato indefinido. A orelha de van Gogh, anunciou, triunfante.

E quem diria que não era? Mas, por via das dúvidas, ele colocou no vidro um rótulo: Van Gogh – orelha.

À tarde, fomos à casa do credor. Esperei fora, enquanto meu pai entrava. Cinco minutos depois voltou, desconcertado, furioso mesmo: o homem não apenas recusara a proposta, como arrebatara o frasco de meu pai e o jogara pela janela.
– Falta de respeito!
Tive de concordar, embora tal desfecho me parecesse até certo ponto inevitável. Fomos caminhando pela rua tranquila, meu pai resmungando sempre: falta de respeito falta de respeito. De repente parou, olhou-me fixo:
– Era a direita ou a esquerda?
– O quê? – perguntei, sem entender.
– A orelha que van Gogh cortou. Era a direita ou a esquerda?
– Não sei – eu disse, já irritado com aquela história. – Foi você quem leu o livro. Você é quem deve saber.
– Mas não sei – disse ele desconsolado. – Confesso que não sei.

Ficamos um instante em silêncio. Uma dúvida me assaltou naquele momento, uma dúvida que eu não ousava formular, porque sabia que a resposta poderia ser o fim da minha infância. Mas:
– E a do vidro? – perguntei. – Era a direita ou a esquerda? Mirou-me, aparvalhado.
– Sabe que não sei? – murmurou numa voz fraca, rouca. – Não sei.

E prosseguimos, rumo à nossa casa. Se a gente olhar bem uma orelha – qualquer orelha, seja ela de van Gogh ou não – verá que seu desenho se assemelha ao de um labirinto. Neste labirinto eu estava perdido. E nunca mais sairia dele.
Moacyr Scliar. In: Pipocas / Moacyr Scliar, Rubem Fonseca, Ana Miranda. 1ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2003, p. 13-16. Coleção Literatura em minha casa; v.2 Crônica e conto.
Proposta
Escreva um conto tendo como tema a sua infância.
  • Use personagens ficcionais;
  • Não se esqueça que uma narrativa do gênero conto possui uma estrutura que deverá ser seguida: 
a) Introdução; 
b) Desenvolvimento;
c) Clímax; 
d) Desfecho. 
  • Você poderá pensar em outros aspectos, como o perfil dos personagens como:
a) Características dos personagens;
b) Qual personagem terá nome? 
c) Como o credor contará o conflito? 
d) Ele será sensível ou não? 
  • Não esqueça do tempo e espaço e de que o conto é uma na narração curta e deverá ser escrita na 1ª pessoa, o credor será o narrador.

Gênero carta do leitor


A carta do leitor, como o próprio nome expõe, é escrita pelo leitor de uma revista ou jornal. Em geral, as cartas do leitor têm várias finalidades, dentre elas: elogiar a publicação, a matéria ou até mesmo o jornalista pela qualidade ou pela abordagem do assunto expressando aprovação aos fatos e ideias mencionadas; criticar a publicação ou o jornalista pela qualidade ou pela abordagem do assunto da matéria ou da reportagem; discordar dos fatos ou das ideias defendidas em um texto publicado na revista ou no jornal.

Ao escrever a carta do leitor, o leitor deve defender suas ideias por meio de argumentos, portanto, o argumento é o sustento dessas cartas que objetivam convencer sobre sua opinião. Normalmente, as revistas e jornais de grande circulação têm uma seção exclusiva para a publicação das cartas dos leitores.

A revista ao disponibilizar espaço para essa publicação espera que outros leitores sejam incentivados a escrever para a revista ou jornal, assim, os editores desses suportes podem inteirar-se do que agrada ou não seus leitores, fato que pode lhes auxiliar nas futuras publicações.

A carta do leitor é escrita para ser publicada e tem como público-alvo, inicialmente, os editores da revista ou do jornal, o jornalista responsável pela matéria sobre a qual se opina e, por fim, os demais leitores.

Exemplo:

Pisou na bola
Muito fraca a reportagem sobre personalidade. Achei a linguagem muito cheia de termos técnicos, o que não combina com a revista. Também achei a matéria muito curta: quando começa a ficar interessante, acabou! Pisaram na bola dessa vez, edição.
Carlos Cavalcanti, Salvador – BA. 

Tragédia e farsa
Ao ler a coluna do jornalista Raymundo Costa, "Dilma repete os erros de Fernando Collor", publicada na página A6 do Valor de 29/3/2016, imediatamente vem à mente a reflexão de Marx, no "Dezoito Brumário de Luís Bonaparte", de que a história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa. Embora conte com o PT e os movimentos sociais como anteparo, ao contrário do ex-presidente alagoano, cujo PRN se esboroara e só contava com uma tropa de choque que se mostrou ineficiente diante da realidade, a presidente perdeu todas as condições de governabilidade, mesmo que, por um milagre, consiga permanecer no poder.

Dirceu Luiz Natal



7 ano - prova de português - gênero outdoor - com gabarito


 Nem toda propaganda tem como objetivo levar as pessoas a consumir um produto, ou seja, nem todas

têm a intenção de vender algo. Muitas são as possibilidades de veicular mensagens publicitárias para

reforçar a mensagem e atingir um público maior. Vamos agora aprofundar um pouco nesse aspecto.

Leia o outdoor a seguir e reflita sobre a impressão que se quer produzir no leitor.

1 - Qual é o objetivo desse outdoor?

O objetivo do outdoor é conscientizar a população sobre o desperdício de água em banho

demorado.

2 - Quem é ou quem são os anunciantes dessa peça publicitária?

A empresa CESAN (Companhia Espírito-santense de Saneamento) e Governo do Espírito Santo

Eles tem a forma de uma gota de água, assim como a cor azul que representa a água.

3 - Observe os dois personagens do outdoor.

a) Por que eles têm essa forma e essa cor?

Eles tem a forma de uma gota de água, assim como a cor azul que representa a água.

b) Como estão caracterizados e o que estão fazendo?

Ambas as personagens estão caracterizadas de artistas de RAP, cujo grupo de artistas tratam de

temas socias em suas músicas. Por isso, a dupla do Outdoor está cantando.

c) Com base no que os personagens estão fazendo, você acha que o outdoor se dirige a crianças,

jovens ou adultos?

Devido a presença de personagens caracterizadas como cantores de Rap, assim como fazendo de

linguagem informal, cuja variação é qualificada como falar típico de jovens.

4 - Observe novamente o outdoor e responda: Além das duas figuras principais, que outros elementos

você identifica?

Além das duas personagens, há no outdoor: uma pichação com a mensagem direcionada ao leitor,

o slogan da campana - poupe água, poupe a natureza -, um chuveiro como uma lâmpada a iluminar

as frases, além da linguagem não verbal como a logomarca da CESAN e do governo capixaba.

5 - As duas frases em letras maiores parecem ter sido pintadas no muro, assim como o chuveiro e as

flores. Com isso, o outdoor se aproxima de outra forma de expressão dos jovens, além da música. Qual?

Há jovem que fica muito tempo no banho, muitas vezes, cantando ou ouvindo música. Além disso,

as frases utilizam vocabulário típico de jovens.

6 - A campanha de que esse outdoor faz parte visava conscientizar a população sobre a necessidade de poupar água.

a) O outdoor pede ao leitor que adote um comportamento em seu dia a dia. Qual?

Ele pede que a população poupe o uso da água, isso, evitará problemas futuros para a natureza.

b) Que argumento o texto apresenta para justificar o pedido?

A justificativa da necessidade de poupar a água, é o fato de que poupa a natureza.

7 - Os outdoors dirigem-se a pessoas que passam pelas ruas e avenidas, a pé ou em veículos. Qual é a

relação entre essa informação e o fato de o texto principal do outdoor ser formado por frases curtas?

Normalmente, as pessoas que transitam em ruas e avenidas, estão com pressa ou estão em veículos

que circulam acima de 30 km/h, portanto, um texto longo não seria lido por esse público.

8 - Relembre a definição de slogan (primeira página da Semana 5).

Considerando essas informações, releia o trecho a seguir, encontrado no outdoor.

Poupe água, poupe a natureza.

a) Esse trecho pode ser considerado o slogan da campanha? Justifique.

O slogan da campanha é "poupe água, poupe a natureza, pois o período sintetiza a

informação principal do outdoor, além de fortalecer a ideia, tornando sua identificação

mais fácil para o leitores.

b) Você se lembra do slogan de algum outro produto? Escreva-o no caderno.

Itatiaia: "A rádio de Minas

TV Globo: "a gente se vê por aqui"

TV Super: "Rede Super: inspirando você"

BH Shopping: "o shopping de BH";

Rádio 107 FM - BH: " A rádio do povo de Deus" "Faca, é Tramontina"

Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.

prova de recuperação final de língua portuguesa com gabarito

 Questão 01

Leia o texto, atentando-se para a relação entre as palavras.

Veja dez fatos sobre Alter do Chão, o Caribe da Amazônia

Um lugar colorido, com o céu que parece uma aquarela, um rio imenso que forma centenas de praias. Para completar o cenário, uma floresta exuberante. No Globo Repórter, Tatiana Nascimento desbravou este pedaço do Brasil desenhado pelo vai e vem das águas em constante transformação.

Veja dez fatos sobre Alter do Chão, o Caribe da Amazônia

Os termos destacados possuem ligação com substantivos do texto. É identificado um aposto explicativo em

 

A) “o Caribe da Amazônia”.

B) “colorido”.

C) “uma”

D) “No Globo Repórter”.

 

Questão 02

Observe o banner do projeto “Conta pra mim”, que tem como objetivo incentivar a leitura em família.


Em “Conta pra mim”, reconhece-se “pra mim” como complemento

 

A) verbal transitivo direto.

B) verbal transitivo indireto.

C) nominal transitivo direto.

D) nominal transitivo indireto.

 

Questão 03

Leia o título da notícia e o trecho que o procede. Localize as locuções verbais.

Raro diamante azul será leiloado em Genebra

Um raro diamante azul, de 7,03 quilates, poderá quebrar o recorde de diamante mais caro do mundo quando for leiloado no próximo dia 12 de maio, em Genebra. [...] A pedra foi encontrada no ano passado, na mina Cullinan, na África do Sul [...].

VAIDYANATHAN, Rajini. Raro diamante azul será leiloado em Genebra.

Entre os elementos sintáticos que fazem parte do texto, classifica-se “um raro diamante azul” como

 

A) sujeito agente em “poderá quebrar o recorde de diamante mais caro do mundo”.

B) sujeito agente em “será leiloado em Genebra”.

C) agente da passiva em “for leiloado no próximo dia 12 de maio”.

D) agente da passiva em “foi encontrada no ano passado”.

 

Questão 04

Use seus conhecimentos sobre a norma-padrão durante a leitura deste texto.

De acordo com uma pesquisa da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas, elaborada pelo Ministério da Saúde, entre os anos de 2006 e 2017, cresceu a procura pelas modalidades de luta no país. Artes marciais como o Judô, Karatê, Kung Fu e modalidades de defesa pessoal como o Krav Maga e Muay Thay aumentaram 109%.

Desenvolvido na década de 1940, por Imi Lichtenfeld, o Krav Maga é a modalidade que permite a qualquer pessoa, independentemente do sexo, idade ou força física, se defender de agressões vindas de uma ou mais pessoas [...].

SANTANA, Higor. Cresce procura por defesa pessoal entre os anos de 2006 e 2017 no Brasil.

Na relação estabelecida entre a forma verbal “permite” e o objeto “a qualquer pessoa”, conclui-se que a regência está

 

A) errada, já que o correto é “à qualquer pessoa”.

B) correta, pois “a qualquer pessoa” é objeto direto.

C) certa, já que “a qualquer pessoa” é objeto indireto.

D) incorreta, em razão da preposição “a”, pois o verbo é transitivo direto.

 

Questão 05

Leia os Textos 1 e 2 observando os títulos e seu sentido para o texto.

TEXTO 1

Homem apontado como maior falsificador de documentos de Minas é preso

De acordo com a Polícia Civil, o homem confeccionava na própria residência os documentos que eram repassados para golpistas e facções criminosas de todo o país [...]

BRITO, Alice. Homem apontado como maior falsificador de documentos de Minas é preso.

TEXTO 2

Polícia prende homem considerado maior falsificador de documentos de Minas

Qualidade do material utilizado para a falsificação de documentos chamou a atenção da polícia, que quer agora descobrir quem é o fornecedor do suspeito [...]

DRUMMOND, Ivan. Polícia prende homem considerado maior falsificador de documentos de Minas.


Ambas notícias tratam do mesmo acontecimento. No título dos textos, é detectada a intenção de destacar, por meio das vozes verbais,

 

A) a polícia no Texto 2, já que ela é agente da ação.

B) a polícia no Texto 1, já que o suspeito foi preso por ela.

C) o homem no Texto 1, mas a polícia é o sujeito paciente da oração.

D) o homem no Texto 2, pois há grande visibilidade para o crime cometido.

 

Questão 06

Leia um trecho do conto A Cartomante, de Machado de Assis.

A Cartomante

Hamlet observa a Horácio que há mais cousas no céu e na terra do que sonha a nossa filosofia. Era a mesma explicação que dava a bela Rita ao moço Camilo, numa sexta-feira de novembro de 1869, quando este ria dela, por ter ido na véspera consultar uma cartomante; a diferença é que o fazia por outras palavras.

— Ria, ria. Os homens são assim; não acreditam em nada. Pois saiba que fui, e que ela adivinhou o motivo da consulta, antes mesmo que eu lhe dissesse o que era. Apenas começou a botar as cartas, disse-me: "A senhora gosta de uma pessoa..." Confessei que sime então ela continuou a botar as cartascombinou-ase no fim declarou-me que eu tinha medo de que você me esquecesse, mas que não era verdade.

ASSIS, Machado. A Cartomante.


No trecho destacado, conclui-se que o conjunto de orações estabelece relações

 

A) subordinadas.

B) coordenadas com conjunções.

C) coordenadas com e sem conjunções.

D) subordinadas e coordenadas sem conjunções.

 

Questão 07

Poema em linha reta é uma composição assinada por Álvaro de Campos, heterônimo de Fernando Pessoa. Leia-o atentando-se às diferentes orações subordinadas utilizadas.

Poema em linha reta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.

Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,

Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,

Indesculpavelmente sujo,

Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,

Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,

Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,

[...] Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;

PESSOA, Fernando. Poema em linha reta

Determina-se que há uma oração subordinada substantiva objetiva direta em:

 

A) “Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda.”

B) “Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita.”

C) “Nunca conheci quem tivesse levado porrada.”

D) “E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco.”

 

Questão 08

Este cartaz faz parte de uma campanha de doação de leite materno para ajudar bebês prematuros em UTIs neonatais. Leia-o, buscando associá-lo a seus conhecimentos sobre orações coordenadas e subordinadas.


Há, respectivamente, uma oração coordenada e uma subordinada em:

 

A) “Doe leite materno” e “Doe esperança”.

B) “Doe esperança” e “Um grande gesto pode salvar a vida”.

C) “Um grande gesto pode salvar a vida de quem mais precisa”.

D) “Informe-se no Banco de Leite Humano mais próximo”.

 

Questão 09

Leia este título de uma reportagem sobre pessoas que saíram de suas terras natais para estudar em outras cidades. Analise as orações.

Eles vieram para estudar e ficaram


A oração subordinada presente no título da reportagem é classificada como adverbial

 

A) final.

B) temporal.

C) concessiva.

D) comparativa.

 

Questão 10

Leia o trecho de um artigo da psicóloga Natacha Almeida, publicado em um jornal. Atente-se ao termo sublinhado.

A influência das redes sociais e aplicações na vida dos jovens.

As redes sociais podem e devem ser utilizadas como uma ferramenta de comunicação, mas existe algo que a internet não pode proporcionar, a interação e o ambiente social, sendo que a permissão do seu uso excessivo leva à banalização da interação social e à superficialidade das relações interpessoais.

ALMEIDA, Natacha. A influência das redes sociais e aplicações na vida dos jovens.

O termo sublinhado estabelece entre as orações uma relação de

 

A) adição.

B) oposição.

C) conclusão.

D) explicação.

 

Questão 11

Leia um trecho do poema Ismália, de Alphonsus de Guimaraens, observando o termo sublinhado.

Quando Ismália enlouqueceu,

Pôs-se na torre a sonhar...

Viu uma lua no céu,

Viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,

Banhou se toda em luar...

GUIMARAENS, Alphonsus de. Obra Completa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1960, p. 231-232.

O pronome sublinhado se refere a

 

A) “Ismália”

B) “lua”.

C) “mar”.

D) “sonho”.

 

Questão 12

Leia a notícia publicada no site CNN Brasil, reconhecendo os elementos que estabelecem a coesão sequencial entre as palavras sublinhadas.

Vacinação em adolescentes reduzirá transmissão para todos diz infectologista

O infectologista e pesquisador da FiocruzJulio Croda afirmou, nesta quinta-feira (16), em entrevista à CNN, que a vacinação em adolescentes é essencial para reduzir a transmissão da Covid-19 para toda a população. Os números falam por si só. O impacto da vacinação em adolescentes vai trazer não só o benefício de reduzir a hospitalização e os óbitos nessa faixa-etária, mas também a diminuição da transmissão do vírus em toda a sociedade”, afirmou o pesquisador.

FERNANDES, Daniel. “Vacinação em adolescentes reduzirá transmissão para todos”

A palavra que está corretamente relacionada a seu referente no texto é

 

A) Julio Croda - Fiocruz

B) Adolescentes - População

C) Covid -19 - Vírus

D) Transmissão - Hospitalização

 

Questão 13

Leia o texto do autor Fernando Fabbrini, considerando as opiniões marcadas pelos modalizadores argumentativos.

Na minha opinião

Na minha opinião, prefiro comida simples: arroz, feijão, bife, batata-frita e a decoração clássica de uma folha de alface e uma rodela de tomate. [...] Por outro lado, detesto pratos sofisticados, aqueles lindos que as entranhas protestam indignadas – míseros fundos de alcachofra gratinados ao molho de pitanga e açaí, com raspas de pequi orgânico e toques de hortelã selvagem, acompanhados de um nadinha de arroz dos Andes, açafrão do Himalaia, aceto balsâmico dos Apeninos e aroma de edelvais dos Alpes.

FABBRINI, Fernando. Na minha opinião. 

No trecho, o autor recorre aos modalizadores para indicar que

 

A) prefere pratos mais simples a pratos sofisticados.

B) aprecia pratos preparados com açafrão do Himalaia.

C) escolhe pratos clássicos em vez de comidas simples.

D) considera indispensável comer molho de pitanga com açaí.

 

Questão 14

Leia o trecho da reportagem, avaliando as estratégias de argumentação.

Tubarões em Balneário Camboriú: Quais são os riscos e diferenças do Recife?

Especialistas ouvidos pelo UOL afirmam que as aparições testemunhadas por surfistas, pescadores e banhistas — até então incomuns na cidade — não significam um maior risco para seres humanos. A principal explicação está nas espécies em circulação no litoral catarinense, que costumam ser de animais menores e de grupos menos suscetíveis a incidentes com banhistas, em comparação com o cenário encontrado em partes do litoral pernambucano, por exemplo, região que reúne o maior número de incidentes com tubarões no Brasil.

MARTENDAL, Luan. Tubarões em Balneário Camboriú: Quais são os riscos e diferenças do Recife?

No trecho, a tese é defendida por meio de

 

A) esclarecimento dado por especialistas.

B) redução do número de espécies em circulação.

C) testemunho de surfistas, pescadores e banhistas.

D) paralelo entre acidentes em Recife e Balneário Camboriú.

 

Questão 15

Leia o texto, valendo-se de seus conhecimentos sobre o gênero artigo de opinião.

Os alunos de escolas particulares, especialmente de países desenvolvidos, estão fazendo o movimento de mudança de maneira a se adaptar aos novos tempos de Covid-19, ou seja, passando de aulas presenciais para aulas mediadas por diferentes tecnologias. Mesmo na educação infantil, cujo desafio é ainda maior, as escolas têm conseguido, na medida do possível, superar dificuldades inerentes a essa fase escolar. [...]

Mas não é essa a situação em países com baixos níveis educacionais e de grandes desigualdades como o Brasil, seja do ponto de vista de acesso aos insumos tecnológicos, seja por questão de nível de escolaridade dos próprios pais, sem falar no difícil clima familiar que as famílias mais pobres estão começando a viver por causa do desemprego e da falta de dinheiro para a própria alimentação.

RAMOS, Mozart Neves. Artigo: A educação em tempos de covid-19

O artigo é introduzido com a apresentação da realidade da educação privada em países desenvolvidos para, em sequência,

 

A) contrastar com a situação educacional dos países em que há desigualdades.

B) oferecer possibilidades de o Brasil reduzir os impactos da pandemia na educação.

C) reforçar que os países com baixos níveis educacionais devem investir em tecnologia.

D) refutar a ideia de que a pandemia trouxe consequências para os países desenvolvidos.

 

Questão 16

Estabeleça relações entre o título e o experimento citado neste artigo científico.

Por que salivamos diante de uma comida apetitosa?

Isso acontece porque o organismo já está se preparando antecipadamente para a digestão. A visão do prato e seu cheiro estimulam o cérebro, que, por sua vez, aciona as glândulas produtoras de saliva, secreção que tem a função de ajudar o aparelho digestivo a decompor a comida ingerida. Essa reação é um exemplo de reflexo condicionado, descoberto pelo fisiologista russo Ivan Pavlov (1849-1936) em um experimento clássico. Toda vez que alimentava um cão com um pedaço de carne, Pavlov fazia soar antes uma campainha. Resultado: sempre que ouvia esse som, o cachorro começava a salivar, mesmo sem ver a carne nem sentir seu cheiro, prova de que havia sido criada, em seu cérebro, uma associação entre a campainha e a hora em que o alimento era servido. [...]

BIGGHETTI, Carlos. Por que salivamos diante de uma comida apetitosa?

O experimento citado no texto tem a função de reforçar o fato de que

 

A) geramos pouca quantidade de saliva quando estamos com fome e temos a visão do alimento.

B) salivamos porque o nosso organismo se prepara com antecedência para a digestão.

C) produzimos saliva quando conhecemos as marcas que vendem os alimentos.

D) variamos a quantidade de salivação em razão da nossa estatura física.

 

Questão 17

Leia o trecho da reportagem, se atentando aos trechos sublinhados.

Próximo supercontinente pode se formar quando Oceano Pacífico desaparecer

O mundo pode ter um novo supercontinente dentro de 200 milhões a 300 milhões de anos, à medida que o Oceano Pacífico encolhe e fecha.

[...]

“Nos últimos dois bilhões de anos, os continentes da Terra colidiram para formar um supercontinente a cada 600 milhões de anos, conhecido como ciclo do supercontinente. [...]

[...]

A equipe de pesquisa quer estabelecer como as placas tectônicas da Terra começaram e quando os primeiros continentes se formaram, bem como o que deu início ao ciclo dos supercontinentes.

“Estamos apenas começando a olhar para todo o sistema terrestre, do núcleo à atmosfera, como um sistema intimamente ligado que evoluiu em conjunto” [...].

STRICKLAND, Ashley. Próximo supercontinente pode se formar quando Oceano Pacífico desaparecer.

Dentre os termos sublinhados no texto, o trecho que apresenta um complemento verbal preposicionado é

 

A) “e fecha”.

B) “do supercontinente”.

C) “um supercontinente”.

D) “para todo o sistema terrestre”.

 

Questão 18

Leia o trecho do romance, se atentando aos verbos destacados.

Quincas Borba

Capítulo 1

Rubião fitava a enseada, — eram oito horas da manhã. Quem o visse, com os polegares metidos no cordão do chambre, à janela de uma grande casa de Botafogo, cuidaria que ele admirava aquele pedaço de água quieta; mas, em

verdade, vos digo que pensava em outra cousa. Cortejava o passado com o presente. Que era, há um ano? Professor. Que é agora? Capitalista. Olha para si, para as chinelas (umas chinelas de Túnis, que lhe deu recente amigo, Cristiano Palha), para a casa, para o jardim, para a enskeada, para os morros e para o céu; e tudo, desde as chinelas até o céu, tudo entra na mesma sensação de propriedade. "Vejam como Deus escreve direito por linhas tortas", pensa ele. Semana Piedade tem casado com Quincas Borba, apenas me daria uma esperança colateral. Não casou; ambos morreram, e aqui está tudo comigo; de modo que o que parecia uma desgraça...

ASSIS, de Machado. Quincas Borbas.

Dentre os verbos sublinhados no texto, o que é classificado como intransitivo é

 

A) “morreram”.

B) “admirava”.

C) “pensava”.

D) “vejam”.

 

Questão 19

Leia o trecho da reportagem, atentando-se ao sentido do trecho sublinhado.

Por que cortar o cabelo virou símbolo dos protestos de mulheres no Irã

Os protestos, anunciados como uma revolução feminina no país conservador do Oriente Médio, foram desencadeados pela morte de Mahsa Amini.

Desde então, os protestos se espalharam e reuniram outras demandas [...].

Em todo o mundo, protestos de solidariedade em diferentes países também envolveram imagens de mulheres cortando o cabelo. [...]

Grupos de liberdade civil denunciam há anos a discriminação contra as mulheres iranianas [...].

POR QUE CORTAR o cabelo virou símbolo dos protestos de mulheres no Irã.

O trecho do texto que apresenta um adjunto adverbial com o mesmo sentido do que está sublinhado é

 

A) “no país”.

B) “desde então”.

C) “em todo o mundo”.

D) “em diferentes países”.

 

Questão 20

Leia o trecho da reportagem, procurando identificar o sentido do termo sublinhado.

Por que o Japão declarou guerra a disquetes e CDs

Apesar de sua imagem como um país pioneiro em aparelhos inovadores de alta tecnologia, o Japão é conhecido por se apegar a tecnologias ultrapassadas em sua cultura de escritório.

[...]

Nos Estados Unidos, descobriu-se que os disquetes ainda estavam sendo usados no gerenciamento das forças nucleares do país na década de 2010, embora essa prática tenha sido eliminada antes de 2020.

POR QUE O JAPÃO declarou guerra a disquetes e CDs.

A conjunção sublinhada introduz uma oração subordinada com o sentido de

 

A) “condição”.

B) “concessão”.

C) “comparação”.

D) “conformidade”.

 

Questão 21

Leia a manchete de uma notícia, procurando identificar o sentido do termo sublinhado.

Taiwan não quer guerra com China, mas soberania é inegociável, diz líder

Tsai Ing-wen discursou no dia nacional da ilha em meio à escalada de tensões com Pequim, que reivindica o território como sendo...

TAIWAN NÃO QUER GUERRA com China, mas soberania é inegociável, diz líder.

A conjunção sublinhada na manchete da notícia pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por

 

A) “e”.

B) “ou”.

C) “porque”.

D) “entretanto”.

 

Questão 22

Leia o trecho do texto, procurando identificar o pronome que retoma o termo “verdade”.

O Ateneu

“Vais encontrar o mundo, disse-me meu pai, à porta do Ateneu. Coragem para a luta.” Bastante experimentei depois a verdade deste aviso, que me despia, num gesto, das ilusões de criança educada exoticamente na estufa de carinho que é o regime do amor doméstico; diferente do que se encontra fora, tão diferente, que parece o poema dos cuidados maternos um artifício sentimental, com a vantagem única de fazer mais sensível a criatura à impressão rude do primeiro ensinamento, têmpera brusca da vitalidade na influência de um novo clima rigoroso. [...]

POMPÉIA, Raul. O Ateneu.

O trecho do texto que retoma o termo “verdade” é

 

A) “que me despia”.

B) “que é o regime”.

C) “que parece o poema”.

D) “que se encontra fora”.

 

Questão 23

Leia o trecho do texto, procurando identificar o referente do termo sublinhado.

Este mundo da injustiça globalizada

[...] Houvesse essa justiça, e a existência não seria, para mais de metade da humanidade, a condenação terrível que objetivamente tem sido. Esses sinos novos, cuja voz se vem espalhando, cada vez mais forte, por todo o mundo são os múltiplos movimentos de resistência e ação social que pugnam pelo estabelecimento de uma nova justiça distributiva e comutativa que todos os seres humanos possam chegar a reconhecer como intrinsecamente sua, uma justiça protetora da liberdade e do direito, não de nenhuma das suas negações. [...]

SARAMAGO, José. Este mundo da injustiça globalizada.

O pronome sublinhado estabelece uma relação de posse entre “voz” e

 

A) “direito”.

B) “resistência”.

C) “sinos novos”.

D) “humanidade”.

 

Questão 24

Leia o trecho do artigo de opinião, procurando identificar o sentido dos modalizadores utilizados.

Em 2021, quando a Rede Penssan divulgou o I VIGISAN, Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, os impactos da fome já eram avassaladores. Escrevemos sobre isso em outra oportunidade. E cá estamos novamente.

Desta vez a escrita é ainda mais dolorosa: os números, que representam tantas mães, pais e crianças, aumentaram vergonhosamente. Há mais gente sugada para este buraco. E como se esperava, as mulheres deste Brasil de miséria, padecem a dor mais profunda desta violência.

A fome não voltou, sempre esteve no meio de nós, mas agora ela grita um grito alto, desesperado, e desta vez até quem não queria ouvir, não pode fugir da realidade. A fome tem rosto, tem voz, tem jeito e fala conosco.

NASCIMENTO, Monalisa Lustosa. A fome não voltou, sempre esteve entre nós, mas agora grita pela boca das mulheres.

Com base em uma análise do texto, compreende-se que o modalizador

 

A) “sempre” indica quantidade.

B) “ainda” indica desaprovação.

C) “novamente” indica continuidade.

D) “se esperava” indica intensificação.

 

Questão 25

Leia o trecho do texto, procurando identificar os tipos de discurso utilizados.

Dieta tarde da noite aumenta o risco de complicações de saúde

Quando vira um hábito, o assalto à geladeira no fim da noite pode causar mais do que indigestão. De obesidade a câncer, passando por depressão e ansiedade, estudos recentes destacam os prejuízos da alimentação tardia à saúde. [...]

"Descobrimos que comer quatro horas depois faz uma diferença significativa em nossos níveis de fome, na maneira como queimamos calorias após as refeições e na forma como armazenamos gordura", conta Nina Vujovic, pesquisadora do Programa de Cronobiologia Médica da Divisão de Sono e Distúrbios Circadianos de Brigham.

OLIVETO, Paloma. Dieta tarde da noite aumenta o risco de complicações de saúde.

No trecho da reportagem, o discurso direto é utilizado para

 

A) chamar a atenção do leitor para o tema abordado.

B) informar o posicionamento da autora sobre o estudo realizado.

C) gerar credibilidade ao explicar que existe uma área de estudos sobre o tema.

D) inserir uma opinião sobre como o horário da alimentação influencia na queima de gordura.

 

Questão 26

Leia um trecho da crônica Maio, de Lima Barreto, para, em seguida, localizar o sujeito dos verbos destacados.

Maio

Estamos em maio, o mês das flores, o mês sagrado pela poesia. Não é sem emoção que o vejo entrar. Há em minha alma um renovamento; as ambições desabrocham de novo e, de novo, me chegam revoadas de sonhos. Nasci sob o seu signo, a treze, e creio que em sexta-feira; e, por isso, também à emoção que o mês sagrado me traz, se misturam recordações da minha meninice.

BARRETO, Lima. Maio.

Após a leitura do texto, compreende-se que o sujeito do verbo

 

A) “estar” é indeterminado.

B) “ver” é o pronome oblíquo “o”.

C) “desabrochar” é o termo “um renovamento”.

D) “trazer” é o sintagma “o mês sagrado”.


GABARITO
1B
2D
3B
4E
5C
6C
7B
8A
9E
10B
11A
12C
13E
14C
15A
16D
17D
18C
19A
20A
21C
22B
23A
24E
25E
26E
27B
28E
29E
30C




Novidade!

8º ano do Ensino Fundamental Língua Portuguesa

  QUESTÃO   1                                                              VALOR: 0,60                       NOTA:_______ Observe os três ...