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Cônica: Até tu Brutus!

Certo colega usou a expressão: "Até tu, Brutus!" como uma crítica ao meu posicionamento em relação ao Governo Federal petista. Para defender meu ponto de vista e mostrar que não sou o Brutus, o traidor, respondi da seguinte maneira: "Bem. Não me comparo ao Brutus, mas tenho que aceitar que o Brasil está a viver um caos: falta verba nas escolas; as prefeituras periféricas e as capitais estão sem recursos; há ruas com buracos; assistência à saúde, precária, etc. As taxas de juros elevam-se a cada dia. A inflação corrói a renda dos assalariados. As empresas automobilísticas entulham nossas ruas de carros, todos vendidos a valores absurdos - por exemplo, um Idea produzido no Brasil é vendido no México por 25 mil reais e aqui.... 

O que foi prometido aos brasileiros como benefícios de se promover uma Copa do Mundo de futebol, até no presente momento nem as cidades sedes desfrutaram de tais benefícios. Fico a me perguntar: o que será do meu país após Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016?

Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.

Crônica política ep.1: Quanto vale o seu voto?

Há um ditado popular que se diz: “pagando bem, que mal tem.” Nesta trilha sonora das vogais e consoantes do dito popular acima perpassa o pensamento de milhões de brasileiros. Desculpe-me por insistir com a pergunta: quanto vale o seu voto?

Permita-me dizer que seu voto vale muito. Se se paga bem ou mal por ele, sempre haverá consequências. Um país só se constrói por meio da liberdade de escolher. Isso é fato. Mas essa é preciso ser boa em todos os sentidos. Se isso não ocorrer, seu voto vale menos do que uma fossa séptica. Os biólogos e químicos entendem o que digo. Seu voto pode valer quatro anos de uma má ou boa gestão. Seu voto vale o poder para aqueles políticos que têm nojo de pobres. Pergunta-me qual classe social eles defendem. Político que afirma que "Nunca cuidei dos pobres, não sou são Francisco de Assis. Até porque a primeira vez que tentei carregar um pobre 'pra' dentro do meu carro, eu vomitei por causa do cheiro" defende qual classe social? Não é uma questão de disputa social; é uma questão social, econômica e cultural. Sem se importar com a classe social, pode-se dizer que o ser humano nasce igual; assim como seu fim será igual. Pense: se você faz parte da elite hoje, não está imune à pobreza. Ela chega à casa dos pobres, assim como chega aos palacetes dos ricos, de forma direta ou indireta. Você nunca estará imune às mazelas da pobreza. Infelizmente.

Há pessoas e partidos políticos que acham que só se deve governar para a elite, de preferência para os caucasianos. Portanto, eleitor, tenha prudência na hora de escolher membros desses grupos partidários, pois eles não têm compromisso com o todo de uma nação.

Mais, e aí, quanto vale o seu voto? Bem; seu voto pode valer o retrocesso econômico e social; pode valer o retorno de milhares de brasileiros a extrema pobreza; pode valer o retorno da economia do país as ingerências do FMI. Por muitos anos, os brasileiros pagaram juros sobre juros ao Banco Mundial. Presidentes e mais presidentes se humilharam diante dos poderosos pedindo ajudada econômica. Isso aconteceu porque os governos, que só trabalhavam para o bem-estar das elites, diziam que recorrer aos empréstimos internacionais era necessário para o crescimento do Brasil. Não; não era! Assim que outro modelo político chegou ao poder, provou que os seus antecessores estavam errados. Uma dívida que era considerada impagável, por muitos economistas brasileiros, foi extinta em pouco tempo. O Brasil passou de devedor a credor. A economia cresceu. O PIB elevou. Milhares de pessoas saíram da pobreza extrema. Os "luxos" chegaram às casas dos menos favorecidos. Ricos e pobres desfilavam em carros de luxo. Isso incomodou a muitos.

Quanto vale o seu voto? A sua imperícia na hora de votar vale colocar no poder megaempresários que dizem não serem políticos, por isso se veem no direito de governar só para uma classe social, a que eles representam. O ser político é aquele que governa para todos. Conforme o pensamento político de Aristóteles, o homem é um animal político por natureza. Assim sendo, o homem não deve ignorar a coletividade privilegiando interesses particulares. Aristóteles observa que o homem é um ser que necessita de coisas e dos outros, sendo, por isso, um ser carente e imperfeito, buscando a comunidade para alcançar a completude. E a partir disso que ele deduz que o homem é naturalmente político. Em suma, político é aquele que governa para um estado ou para uma nação; aquele que se relaciona com o espaço público. Um ser político que se diz não político pode ser comparado ao mito da caverna de Platão, no qual o poeta imagina uma caverna onde os homens estão acorrentados desde a infância, de tal forma que, não podendo se voltar para a entrada apenas enxergam o fundo da caverna. O cidadão não político tem essa qualificação do mito da caverna. Ele só enxerga o espaço onde passou toda a sua vida.

Quanto vale o seu voto? Seu voto vale uma PEC-241 que almeja 20 anos de retrocesso social e cultural. Nesse tempo, os ricos, empresários não terão seus lucros congelados ou geridos pelos índices inflacionários. No entanto, os proletários terão seus ganhos controlados porque para a ideologia cultural caucasiana e elitista não se pode permitir a pobres e ricos andarem de avião; não se pode permitir a pobres e negros frequentarem locais, como praias, frequentados pela elite econômica; não se pode permitir a pobres e negros passarem férias em países estrangeiros; não se pode permitir a pobres e negros terem na garagem carros novos. Para essa ideologia, é necessário diferir o carro do rico ao carro do pobre parado em um semáforo.

Quanto vale o seu voto? Se você acha que vale mais que uma Bolsa Escola; que uma Bolsa Família; tudo bem. Está correto em seu raciocínio. Isto é verdade: seu voto vale muito mais que isso. Você pode não concordar com o formato da distribuição de renda; no entanto, não seja imbecil a ponto de dizer que ela foi errada. Só se constrói uma grande nação dando oportunidades a todos. Só se constrói uma grande nação trazendo equidade na distribuição das riquezas.

Quanto vale o seu voto? Ele vale a formação política, econômica, social e cultural do seu ente querido. Deve ser constrangedor para a elite ver, sentados em uma sala universitária, pobres e ricos obtendo os mesmos direitos de uma formação cultural e profissional. Também é constrangedor ouvir os membros da elite econômica dizerem que os programas sociais de incentivo à formação profissional terão fim e que o estudante beneficiário terá que bancar o fim do curso com seus próprios recursos. Quem já frequentou uma universidade privada sabe que estou sendo verídico ao citar tal falácia. Não tive o privilégio de tal benefício ou abandonar a faculdade.

Quando eu me ingressei no curso superior, havia restrição a este nível de formação. Foram penosas horas de estudos para eu ingressar em uma universidade federal. Havia dia em que eu passava mais de dezesseis horas estudando. Não bastava vencer a etapa que enfatizava a leitura, compreensão e interpretação de textos; era necessário provar que sabia escrever e argumentar semelhante à elite econômica, que frequentava as melhores escolas privadas e se preparava para a segunda etapa dos vestibulares das universidades públicas em pré-vestibulares que chegavam a custar mais de três salários mínimos por mês. Em Belo Horizonte, eles tinham até nomes apropriados aos seus públicos como “Elite”, “Classe A”. Quase que exclusivamente, a tal etapa almejava excluir a classe menos favorecida do Ensino Superior.

Nos finais dos anos de 1990 e início dos anos 2000, só restava aos menos favorecidos quebrar os paradigmas e passar na segunda etapa dos vestibulares. Outrora, muitos universitários vendiam o corpo para pagarem cursos superiores em instituições privadas. Quando se chegava à sala de aula nas universidades públicas, era comum ver gráficos e ouvir discursos de professores mostrando a quase impossibilidade de alunos de escolas públicas fazerem parte do grupo de discentes universitários. Lembro-me que uma aluna do curso de Medicina que estudou numa escola pública no Bairro Vila Cloris, em Belo Horizonte. O índice de aprovação de alunos da escola estadual em Medicina na UFMG era 0,001... Havia aqueles docentes que diziam que a chegada de alunos de escolas públicas as universidades públicas federais reduzia o nível acadêmico da instituição. Um pensamento elitista e preconceituoso.

Quanto vale o seu voto? De tempo em tempo há eleições; há etapas eleitorais. Quem lhe representa em cada uma dessas etapas nas urnas eletrônicas? Você acredita na falácia: "não sou político"? Você acha que a elite representa os pobres e esses representam a elite? Não se esqueça de que quando você está digitando um número de um candidato, naquele momento, você representa seus entes queridos; sejam eles idosos, adultos, jovens, adolescentes, crianças e até os fetos. Qual futuro você almeja construir para eles. Lembre-se de que este é um dos valores do seu voto: votar consciente.

Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.

Crônica política ep. 5: Corrupção política: a culpa é dos baixos salários

Leio em jornais, na internet, ouço no rádio, assisto a televisão que a corrupção, no meio político, é como um câncer. Para justificar a corrupção política, cheguei à conclusão de que os políticos ganham muito pouco. Para pautar meu raciocínio, levei em consideração a fala de um ex-presidente da Câmara dos Deputados de que a vida política torna o cidadão muito pobre. O político disse ser vítima do baixo salário que recebe, por isso acabou se enveredando para a corrupção.

Para situarmos, informo que o pepista citado foi eleito com 300 votos para a presidência da Câmara dos Deputados no dia 15 de fevereiro de 2005, aproveitando-se de uma fratura no Partido dos Trabalhadores (PT) – então a maior bancada da Câmara, que pela tradição histórica teria o privilégio de eleger o presidente da Casa – e da articulação feita pelos principais partidos de oposição (PSDB e o PFL). Sua permanência no posto mais alto da Câmara durou 218 dias. Sua queda está ligada ao período em ocupou a primeira-secretaria da Casa, entre 2001 e 2002, quando era presidente da instituição A. N. (PSDB). O empresário S. B., dono do restaurante Fiorella, que fica dentro de um dos anexos da Câmara dos Deputados, denunciou que Severino teria começado a cobrar propinas mensais de R$ 10 mil em troca da renovação do contrato do empresário com a Casa. O episódio ficou conhecido como "mensalinho".

Após ser acusado de cobrar propina, o ex-presidente da Câmara abdicou-se do cargo para não ser cassado. Eu me lembro muito bem da despedida dele. Ela foi melancólica. Durante o discurso, diante de colegas presentes no plenário, S. foi taxativo sobre ganhar dinheiro com a política: "Deixo a Câmara como entrei. Não apenas deputado pobre, mas político endividado”. Severino sofreu um empobrecimento ilícito.

O ex-presidente da casa se foi. Mas vieram outros deputados, outros prefeitos, outros governadores, outros vereadores que sofreram e sofrem do empobrecimento ilícito na vida pública eletiva. Por isso, a maioria dos políticos está corroída pela corrupção. Para falar um pouco destes pobres coitados, começarei pelo meu estado, Minas Gerais. A lista de políticos pobres de Minas Gerais, que precisam recorrer ao crime, tem dezenas e centenas de nomes. Citarei apenas os fatos mais propalados pela mídia. Que tal começarmos por aqueles que já ocuparam cargo de governador em Minas? Então vamos lá. Começo com E. A. Esse é acusado de peculato e lavagem de dinheiro por ter supostamente desviado recursos públicos, por meio de empresas de publicidade, para sua campanha à reeleição ao cargo de governador em 1998. Sabe por que? A Culpa é dos baixos salários que recebem os políticos no Brasil.

Outro que precisou de ajuda foi o ex-governador de Minas, A. N. Segundo o Jornal Gazeta do Povo, consta nas prestações de contas apresentadas à Justiça Eleitoral que A. recebeu três doações, em 2006, da empresa que construiu um aeroporto em Cláudio, Minas Gerais, totalizando R$ 67 mil. Já na disputa seguinte pelo governo mineiro, a campanha de Anastásia, recebeu doação oficial de R$ 20 mil da construtora. Creio que isso aconteceu porque os políticos sofrem empobrecimento ilícito.

Vamos à Brasília. A Capital Federal é palco dos maiores assaltos ao dinheiro público. Ficar-me-ei com os crimes mais famosos como “O Mensalão do PT. Segundo o Ministério Público, o Mensalão era o esquema de pagamento de propina a parlamentares para que votassem a favor de projetos do governo. É o principal escândalo no primeiro mandato de L. I. L. da Silva (PT). No dia 6 de junho de 2005, o jornal ''Folha de São Paulo'' publicou uma entrevista com o deputado federal R. J. (PTB-RJ), na qual ele revelava a existência do pagamento de propina para parlamentares. Segundo o presidente do PTB, congressistas aliados recebiam o que chamou de um "mensalão" de R$ 30 mil do então tesoureiro do PT, D. S. O esquema teria sido realizado entre 2003 e 2004, segundo relatório final da CPI dos Correios, e durado até o início de 2005. J. afirmou ainda que falou do esquema para o presidente. O STF decidiu pela condenação de 25 dos 38 réus do processo. Mas por que estes políticos precisaram furtar os cofres públicos? A Culpa é dos baixos salários que eles recebem

Vamos a São Paulo. Segundo o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, “há “fortes indícios de existência do esquema de pagamento de propina pela multinacional alemã Siemens a agentes públicos vinculados ao Metrô de São Paulo”. O documento está com o ministro Marco Aurélio Mello, relator do inquérito 3815, que apura os prejuízos com contratos superfaturados, aditivos, pagamento de propinas que podem chegar até a R$ 1 bi causados ao Estado pelo cartel do trensalão no setor de transportes públicos em São (metrô e companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM) entre 1998 e 2008, nos governos tucanos de M. C., G. A. e J. S., todos do PSDB. Por que esses políticos precisam de uma mixaria dessa? A culpa é dos baixos salários que eles recebem

Volto a Minas Gerais. Um helicóptero de um deputado foi retido pela polícia carregado com entorpecentes. O helicóptero do deputado G. P. (SDD), foi apreendido com 445 kg de cocaína em uma fazenda no Espírito Santo. O piloto preso na operação, R. A., era funcionário de confiança de P. e foi indicado por ele para ocupar uma vaga na Assembleia Legislativa. Por que um político precisa se envolver com o tráfico de drogas? A Culpa é do baixo salário que ele recebe.

O baixo salário dos políticos os leva à corrupção. Leva-os ao crime. Não é por acaso que o deputado mineiro usou a sua aeronave para transportar centenas de quilos de cocaína. Tudo culpa do baixo salário que os políticos recebem. Não é à toa que há deputados, vereadores, prefeitos pagam os seus assessores valores inferiores ao que estes recebem em folha. Se você duvida que isso acontece nas câmaras e assembleias, basta você ir até ao pátio de uma casa legislativa e conversar com motoristas/funcionários dos legisladores. Eu já tive o desprezar de conversar sobre isso até mesmo com um vereador. Ele me disse que isso é praxe da casa e ele não poderia fugir das propinas que eram recolhidas de formas diversas. Foi taxativo ao dizer que se agisse contrário, corria o risco de perder o mandato por meio de calúnias. Não tenho dúvida de que essa corrupção ocorre por culpa dos baixos salários que os políticos recebem.

Você poderá percorrer o Brasil inteiro e verá que a corrupção continua nos gabinetes políticos. Isso é culpa do baixo salário que eles recebem?

Por que será que esse povo precisa tanto de se corromper? O salário que eles ganham não é suficiente? Parece que não. Mas quanto ganha um deputado. Quanto eles recebem de verbas de gabinete para manter seus assessores. São milhares e milhares de reais por mês, mas insuficiente para custear a vida social de um político. De acordo com o Portal da Câmara dos Deputados, a remuneração mensal do deputado federal é de R$ 26.723,13 (Decreto Legislativo 805/10). Segundo o Portal R7, eles ainda recebem verba para custear salários de assessores que chega a R$ 78 mil por mês. Conforme O Globo, o salário de parlamentares no Brasil supera o de países de primeiro mundo. Ainda assim tivemos que ouvir Severino Cavalcante dizer em sua despedida da Câmara que “para pagar as dívidas de campanha, saquei o saldo de minha contribuição para a aposentadoria na Câmara dos Deputados"

Repito. O baixo salário dos políticos os leva à corrupção. Leva-os ao crime. Não é por acaso que um deputado mineiro usou a sua aeronave para transportar centenas de quilos de cocaína. Tudo culpa do baixo salário que eles recebem. Não é à toa que deputados, vereadores, prefeitos pagam os seus assessores valores inferiores àqueles recebidos em folha de pagamento. A culpa será sempre do baixo salário que recebem. E o senador mineiro A. N.? Foi necessário uma empresa fazer uma obra no aeroporto em fazenda de seus parentes em Cláudio, Minas Gerais e doar para sua campanha 60 mil reais. Por que ele precisou dessa mixaria? Culpa do baixo salário que os políticos recebem.

Mas quanto é necessário de remuneração para uma pessoa ser honesta? Bem isso não posso responder. Conheço pessoas de boa índole que recebem um salário mínimo, apenas 700 e poucos reais, mas não se envolvem com a corrupção, com o crime. Dizem que têm um nome a zelar. Afirmam que não querem ser desonra para a família. Não querem andar pela rua e serem qualificadas de ladronas, criminosas. Isso me faz pensar que a honestidade não tem preço. O baixo salário que uma pessoa recebe não a torna apta a corrupção.

Por que os políticos são quase todos corruptos? A culpa é do baixo salário? Certamente não há nada que ver com a remuneração. Chego à conclusão de que a honestidade é parte de um caráter humano. Para ser honesto não é necessário a uma pessoa ganhar muito dinheiro. A honestidade é uma questão de educação. Valores são aprendidos e apreendidos em casa. Ser desonesto não é somente roubar, mas também levantar falso testemunho, conseguir as coisas passando por cima de outras pessoas, fraudar, não ser digno, não ter caráter e enganar. Honestidade e caráter não se compram, vem de berço, mas infelizmente até mesmo pessoas que foram rigorosamente educadas podem vir a desenvolver a desonestidade. 

Vivemos em uma sociedade onde as pessoas utilizam da famosa Lei de Gerson para levar vantagem em tudo. Não se pode negar que os políticos que estão no poder fazem parte do grupo de pessoas que pensam que “achado não é roubado”, “pegar um produto de menor valor de uma empresa não tem importância, pois a firma é rica”, “saquear produtos de veículos acidentados pode, pois os produtos iam estragar mesmo”. São essas pessoas que se tornam políticos. São essas pessoas que elegemos para nos governar e gerenciarem o dinheiro público. São essas pessoas que aprenderam a não considerar desonesto a apropriação de um produto encontrado na rua. São essas pessoas que se acostumaram com pequenos furtos como uma caneta de uma empresa. São essas pessoas que quando se tornam agentes políticos creditam à corrupção a culpa do “baixo salário” que os políticos recebem.

Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.




Crônica política ep. 6: não vai ter golpe

Exemplo:
Não vai ter  golpe: estamos de vermelho por isso

Hoje, dia 23 de março de 2016, conversando com petistas "roxos", digo vermelhos, ouvi as seguintes frases: 
- "NÃO VAI TER GOLPE. ESTAMOS DE VERMELHO REPRESENTANDO O POVO BRASILEIRO." 
Após ouvi-las, falei. 
- "vocês estão de vermelho representando a cara da maioria do povo brasileiro, que está vermelha de vergonha". 
No entanto, um continuou: 
- "NÃO VAI TER GOLPE". 
Concluí:
- "Não vai ter golpe até que se esgotem os recursos econômicos do Brasil". 
Não houve mais discurso correligionário. Apenas risos entre os que assistiam ao embate.


Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.


O Crônica política p.8: Congresso Nacional e os presídios

Não sei até quando há meras coincidências em comparações. O fato é que há muita semelhança entre o Congresso Nacional e os presídios brasileiros. Neles, sai um ladrão para entrar outro. No presídio, sai um bandido para entrar outro. Sai um Roney Peixoto, entra um Beira-mar; no congresso, sai um ex-governador mineiro tucano para entra o homem do castelo. Todos bandidos. E ainda há pessoas que pensam que este país tem jeito!!!

Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.

Noviço poeta ep. : O mundo acabando

É triste a situação:
O mundo acabando
E o povo sem noção.
O desperdício dos ricos é igual
A discriminação social.
Que coisa lamentável, esse nosso planeta,
Em que há muita criança morrendo com tiro de escopeta.
Eu sei que isso tudo vai se reverter
E a mudança do mundo começa por você!
O mundo está lamentável, não só por isso.
A água acabando devido a tanto desperdício;
Deus deu tudo de graça para o homem cuidar
Por isso, se conscientize, comece a pensar;
Seus filhos poderão não tê-la, se você não cuidar.
Então faça sua parte, comece a preservar.
Rodrigo Aires Ribeiro. Ensino Médio

Carta aberta ep.1: Carta aberta aos eleitores brasileiros


Caro(a) leitor(a),
Está chegando um dos dias mais importantes de sua vida, que é o dia da eleição do legislativo e do executivo que gerenciam o Brasil. Saiba que neste dia, você se torna a pessoa mais ilustre da nação brasileira, pois, seu voto decidirá o futuro do país.

É verdade que foi dado a você muita responsabilidade; por isso, é necessário rememorar o passado antes de digitar um número de candidato em uma urna eletrônica. O histórico político brasileiro, muitas vezes, "arrepia os cabelos", portanto, é necessário não olvidá-lo. Lembre-se história como “dólares na cueca”, “deputado do castelo”. Essas "lendas"  nos remete a políticos que construíram palacete à custa de dinheiro público; também não se esqueça de um deputado mineiro que foi condenado pela justiça a “perda do cargo devido à conduta corrupta”, mas um ministro da justiça, também envolvido na escuridão do mundo dos negócios,   mantém-no em cargo político; lembre-se dos escândalos ocorridos em Brasília,  ou em seu estado/município. Não se esqueça de um deputado que disse que “pouco está se lixando pela opinião pública!". Pelo amor de seus filhos, não se esqueça dele! Fique alerta ao deputado mineiro que está há quase trinta anos no poder e nunca apresentou/aprovou um projeto que beneficiasse o estado de Minas Gerais/Brasil ou seus seguidores religiosos; não se olvide dos deputados membros da “Máfia das ambulâncias”, um já retornou como vereador em Belo Horizonte, o outro quer ser deputado federal. Não se esqueça da "farra dos cartões corporativos" e tampouco "farra das passagens aérea", pois quem pagou a conta foi você e todos os trabalhadores brasileiros. São muitos crimes políticos (corrupção),  não é! O nosso inimigo (político corrupto) não dorme enquanto não obtém uma ideia extraordinária de como se corromper no próximo dia! Portanto, meça o valor de seu voto e veja quão pesada é a consequência de concedê-lo a pessoas que não têm aptidão à honestidade.

Querido colega eleitor, não venda seu voto e, tampouco, troque por tijolos, areia, cestas básicas, bolsa família ou por um tapinha nas costas. Lembre-se de que ele vale muito mais do que estas coisas, tendo um preço imensurável. Saiba que seu voto é tão importante que vale o futuro de um país. Por isso, vote consciente de que sua boa ação vai mudar nação brasileira para melhor. 

Portanto, querido colega de urna, seja sábio, pois, o futuro do Brasil estará em suas mãos. Eleja uma pessoa com reputação ilibada. Não se esqueça, meu caro, que até sua família depende de que seu voto faça a eleição de políticos que sejam comprometidos com a ética e com o social. Grave isto: “seu voto não tem preço, mas tem consequências.

Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.

Noviço poeta ep. : O poder da escolha

Eleição, eleição...
Está bem em nossas mãos,
Seu direito ao voto vai chamar,
E você tem que votar.

Eleição, eleição...
Não pode ter corrupção;
Tem que ser com discrição;
Presidente ou vereador
Não podem ser tratados por doutor.

Eleição, eleição...
Eleja um cidadão,
Sem corrupção;
Solucione um problemão
Que carrega este nosso Brasilzão.

Michele Batista Pimentel - Ensino Médio

Noviço poeta ep. : Voto certo

Como decidir,
Se muitas opções tenho para votar?
Em político não se pode confiar,
Porque só no dinheiro ele vão pensar.

Mas este voto, eu vou acertar.
Se não, quatro anos eu vou aguentar,
Pra ter outra oportunidade para votar.

Cada um tem sua escolha
E um voto pode decidir.
O que vou esperar
do político que vou votar?
Então vote certo.

                                                Leonardo Nunes - Ensino Médio

Noviço poeta ep. : Corrupção na política

Políticos corruptos,
No Brasil tem demais,
Que roubam o dinheiro da população
Para ganharem mais.

Políticos que enganam;
Que fazem promessas para a população,
Mas o povo, não vê solução,
E só recebe humilhação.

Mas o Brasil, não tem só corrupção;
Também há pessoas humildes 
E de bom coração.
                                                                    Emanuelly Paula Rosa Cândida - Ensino Fundamental

Crônica política ep. : Estou convicto, vou votar 13

Estou convicto, vou votar 13. Vou votar em Z. D. - e no Bando do mensalão. Tenho que fazer valer a cultura política de alguns brasileiro: rouba, mas faz. Estou convicto, vou votar também no 45. Não importa se a obra da Cidade Administrativa mineira custou 1,4 bi - 3x maior que o valor de licitação - o importante é que roubaram, mas fizeram a obra. Assim como fizeram o Mineirão, cujo valor da obra foi o triplo do inicial. Vou votar nas personagens do "Mensalão Mineiro, do superfaturamento do metrô de São Paulo - "Trensalão".

Não! Vou votar 13 mesmo, porque levarei para Brasília corruptos que passaram a Petrobrás  de oitava maior empresa do mundo para centésima vigésima ... Tudo que foi construído em dezenas de anos, o povo que está no poder destruiu em quatro anos. Vou votar 13 porque gastaram mais seis bilhões na transposição do Rio São Francisco, mas a obra ficou abandonada por anos até a conclusão por outro gestor público em 2020. Se esse não a concluísse, seriam mais de seis bi jogado fora - Dava para fazer o que mesmo? Hospitais, escolas, ... Não importa, o povo brasileiro tem dinheiro. Por isso, quem vota 13 faz favor de eleger corruptos que transportam milhões em cueca. E quem paga a conta? Não são os políticos integrantes do grupo 13. Quem paga pela roubalheira desse grupo  são os trouxas dos brasileiros. Vou votar 13, porque essa corja é igual do um ex-governador de São Paulo: rouba muito, mas faz alguma coisa, como diria um professor de Historia de um colégio  militar.

Estou convencido a votar 13 porque antigamente comprava-se votos com tijolos, areias e cestas básicas, mas hoje melhorou: usa-se o Bolsa Família. Milhões de miseráveis do sertão e outras regiões do Brasil se venderam por ela. Duvida? Veja as pesquisas do Ibope feitas no Nordeste. Sempre sonhei com a distribuição de renda, mas não desta forma. É preciso ensinar "pescar" e não fornecer o alimento sem aprendizagem.

Em suma, enquanto o voto for obrigatório, manter-se-á no poder corruptos que representam os eleitores que só tratam de política de quatro em quatro anos.

Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.



Novidade!

8º ano do Ensino Fundamental Língua Portuguesa

  QUESTÃO   1                                                              VALOR: 0,60                       NOTA:_______ Observe os três ...