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1ª série - ensino médio - português e literatura - lista, linguagem, estatuto da juventude, perfil, barroco, exercícios

QUESTÃO 1
Esta é uma descrição sobre videocurrículo. Atente-se às diferenças entre esse gênero digital e o currículo tradicional.

O vídeo vem sendo inserido cada vez mais nas atividades dos brasileiros. Seja utilizado como forma de entretenimento, de comunicação, para o trabalho e, por que não, nos processos de seleção e recrutamento! Mas você sabe o que é videocurrículo? Trata-se de uma estratégia recente que está sendo muito utilizada, principalmente por empresas que trabalham no ramo da criatividade e inovação.

O videocurrículo é uma forma de apresentar as qualificações e habilidades pessoais e profissionais por meio de um vídeo rápido e objetivo. Assim, além das capacitações técnicas, a empresa também consegue avaliar com mais precisão a facilidade que o colaborador tem de se comunicar.
VISUALMIDIA. Dicas para fazer um videocurrículo de qualidade. Disponível em:  Acesso em: 8 abr. 2021.

De acordo com o texto, um videocurrículo, em comparação a um currículo tradicional, possibilita ao empregador avaliar do candidato também

A) a criatividade e a inovação profissional.
B) a facilidade para manusear tecnologias.
C) as experiências profissionais anteriores.
D) as habilidades para a comunicação oral.
E) as qualificações e habilidades pessoais.

QUESTÃO 2
Atente-se às características deste trecho de uma redação escrita a partir do tema do Enem 2018: “Manipulação do comportamento de usuário pelo controle de dados na internet”.

“Ademais, outro fator a salientar é a falta de informação no que tange à internet. Com o advento da Terceira Revolução Industrial, nota-se uma população cada vez mais rodeada de tecnologia, porém despreparada para lidar com ela. Percebe-se, em grande parte das instituições de ensino, que a educação é incompleta, visto que, apesar de, desde a infância, ter contato com computadores e celulares, a criança cresce sem saber discernir corretamente quais dados podem ser públicos e como protegê-los de sistemas inteligentes. Logo, é mister providenciar uma reconfiguração no ensino para formar indivíduos conscientes dos riscos que a internet pode oferecer”.
DÓRIA, Isabel. Manipulação do comportamento de usuário pelo controle de dados na internet.
Disponível em: Acesso em: 11 out. 2021.
Considerando a construção dos textos argumentativos, nota-se, no trecho,

A) um argumento de autoridade a respeito da Revolução Industrial.
B) um questionamento sobre a eficácia do ensino por meio de computadores.
C) uma argumentação que introduz o tema a ser discutido no texto.
D) uma informação histórica que desencadeia um raciocínio lógico.
E) uma linguagem subjetiva, com a opinião da autora sobre tecnologia.

QUESTÃO 3
Foi divulgado o ranking das melhores cidades do mundo para se viver em 2022. Produzida pela Global Finance, a lista é elaborada tradicionalmente considerando economia, cultura, população, meio ambiente, pesquisa e desenvolvimento, habitabilidade e acessibilidade, a partir dos quais são calculadas e comparadas questões relacionadas à qualidade de vida das pessoas que vivem em áreas urbanas.

10ª - Amsterdã, Países Baixos
9ª - Nova York, Estados Unidos
8ª - Pequim, China
7ª - Paris, França
6ª - Sydney, Austrália
5ª - Melbourne, Austrália
4ª - Singapura, República de Singapura
3ª - Xangai, China
2ª - Tóquio, Japão
1ª - Londres, Reino Unido
HAUS. Top 10 melhores cidades para se viver em 2022. Disponível em: gazetadopovo.com.br. Acesso em: 1 maio 2022.

Uma lista top 10 é elaborada para apresentar um ranqueamento de diferentes segmentos. No texto apresentado, a lista foi formulada com base em

A) votação popular.
B) análise de dados.
C) parâmetros pessoais.
D) embasamento histórico.
E) opiniões de especialistas.

QUESTÃO 4
Leia.

Tião nasceu em 16 de janeiro de 1963, no Zoológico do Rio, de um romance entre os chimpanzés Babá e Lulu. Foi batizado em homenagem a São Sebastião, padroeiro da cidade, e adotado, desde pequeno, pelo chefe dos tratadores, Pacífico Soares – com quem passeava de mãos dadas, diante dos animais enjaulados. De dia, frequentava a sede administrativa, onde fingia atender ao telefone e digitar numa máquina. De noite, não raro, dormia em Olaria, na casa de Soares (a viagem era feita de carro, no banco do carona). A relação paternal persistiu até o dia em que o chimpanzé, já adolescente, subiu numa árvore – ou segundo outra versão, quebrou uma mesa –, ignorando o tratador. Seguiu dali para a jaula. A solidão foi remediada com uma bola, um balanço e um urso de pelúcia. [...]

Se não bastasse o baque alimentar, Tião, já grisalho, continuava celibatário. A aproximação com a chimpanzé Cafona, no ano em que ele chegara à maioridade, terminara frustrada (e com uma mordida no dedo do macho). Seu mais longevo tratador, Waldemiro Ramos da Silva, hoje com 88 anos, disse que o casal ficou junto por duas semanas “quando o ideal seriam seis meses”.
KAZ, Roberto. O candidato enjaulado. Disponível em: piaui.folha.uol.com.br. Acesso em 23 abr. 2022.

O texto em questão é um perfil jornalístico de um macaco que ficou famoso, por ter sido lançado como candidato à prefeitura por humoristas cariocas em 1988, ano em que os votos nulos bateram recorde na cidade. Sobre esse gênero usado para perfilar o macaco, é correto afirmar que

A) cumpre a mesma função da biografia, reconstituindo toda a vida do biografado.
B) é um gênero jornalístico e literário e que pode ser oralizado, dando origem ao perfil oral.
C) consiste na criação de uma história fictícia atrelada a uma personalidade famosa real.
D) apresenta-se como um texto argumentativo, sem apresentar aspectos narrativos sobre a vida da pessoa de quem se fala.
E) deve ser realizado sem a necessidade de buscar informações com vida do perfilado, visto que são buscadas apenas informações já conhecidas publicamente.

QUESTÃO 5
A lei é a forma moderna de produção do Direito Positivo. É ato do Poder Legislativo, que estabelece normas de acordo com os interesses sociais. Não constitui, como outrora, a expressão de uma vontade individual, pois traduz as aspirações coletivas.
FACHINI, Tiago.Ordenamento Jurídico: o que é, quais as normas e princípios. Disponível em: Acesso em: 19. abr. 2022

 Lei n.º 12.852, que regula o Estatuto da Juventude, é expressa por um numeral
A) cardinal. 
B) ordinal. 
C) multiplicativo.
D) fracionário.
E) indefinido.

QUESTÃO 6
Em qual das frases a seguir o pronome relativo substitui uma oração?

A) Mariana copiou uma receita de bolo de fubá que vinha na embalagem da farinha de fubá.
B). Para ele, que tinha 60 anos, a vida já era um fardo.
C). Nem sempre se volta feliz de Pasárgada, onde se se pensa poder ter tudo – resmungava o infeliz rapaz.
D) A desinformação do rapaz asseverava seus equívocos, o que não surpreendia mais ninguém àquela altura.
E). Ela subiu a ladeira ainda úmida da chuva da noite, que desafiava o equilíbrio dos saltos altos.

QUESTÃO 7 
Levando em conta a concordância dos numerais, a assertiva onde este foi empregado corretamente é:

A) Como sócio minoritário, eu respondia por um terço do capital, enquanto a sócia majoritária, pelos outros dois terços do capital integralizado da firma.
B). Já era meio-dia e meio e o almoço não foi servido.
C) Ana Luísa dizia que estava meia perdida com os novos contratos.
D) Um dos meninos estavam comendo.
E) Ele atravessou duas léguas e meio.

QUESTÃO 08
O pronome é uma classe gramatical variável, ou seja, flexiona-se em gênero e número. Ele tem a função de relacionar o substantivo a uma das três pessoas do discurso (quem fala, com quem se fala e de quem se fala), podendo ainda indicar a posse de um objeto ou sua localização. Quando substituem o substantivo, denominam-se pronome substantivo; quando o acompanham, pronome adjetivo. Tendo em vista essa informação sobre os pronomes, leia o excerto abaixo.

Presidente do STM desdenha da revelação de áudio cuja reprodução comprova torturas na ditadura

O presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Luís Carlos Gomes de Mattos, desdenhou, em sessão do tribunal nesta terça-feira (19), da divulgação dos áudios dos anos 1970 de integrantes do próprio tribunal que comprovam a prática de tortura durante a Ditadura Militar. Segundo ele, a divulgação dos áudios é "notícia tendenciosa" com o objetivo de "atingir" as Forças Armadas.
G1. Presidente do STM desdenha da revelação de áudios que comprovam torturas na ditadura. Disponível em: g1.globo.com. Acesso em: 19. abr. 2022. (Adaptado)

No título dessa notícia há um pronome. O emprego correto desse tipo de pronome ocorre em:

A) Maria das Dores é a professora cujos métodos concordamos.
B) Maria das Dores é a professora de cujo currículo a direção se serviu para inserir as competências no termo de referência.
C) Maria das Dores é a professora cuja a experiência todos admiram.
D) Maria das Dores é a professora cuja experiência o folheto da Secretaria de Educação vai falar.
E) Maria das Dores foi a professora cuja celebração de corpo presente os colegas se conduziram naquela Quarta-Feira de Cinzas.

QUESTÃO 09
O Barroco brasileiro, segundo afirma Alfredo Bosi (2006), em História Concisa da Literatura Brasileira, teve ecos do Barroco europeu durante os séculos XVII e XVIII. Como autores tivemos Bento Teixeira, Gregório de Matos, Botelho de Oliveira, Padre Antônio Vieira, Nunes Marques Pereira, entre outros. Padre Antônio Vieira, considerado expoente desse período literário, produziu obras sobre temas referentes ao Brasil da época. Escreveu sermões como o Sermão da Sexagésima e o Sermão do Bom Ladrão, cujo trecho está exposto a seguir:

O SERMÃO DO BOM LADRÃO

[...[. Suponho finalmente que os ladrões de que falo não são aqueles miseráveis, a quem a pobreza e vileza de sua fortuna condenou a este gênero de vida, porque a mesma sua miséria, ou escusa, ou alivia o seu pecado, como diz Salomão.

O ladrão que furta para comer, não vai, nem leva ao inferno; os que não só vão, mas levam, de que eu trato, são outros ladrões, de maior calibre e de mais alta esfera, os quais debaixo do mesmo nome e do mesmo predicamento, distingue muito bem São Basílio Magno.

Não são só ladrões, diz o santo, os que cortam bolsas ou espreitam os que se vão banhar, para lhes colher a roupa: os ladrões que mais própria e dignamente merecem este título são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e legiões, ou o governo das províncias, ou a administração das cidades, os quais já com manha, já com força, roubam e despojam os povos.

Os outros ladrões roubam um homem: estes roubam cidades e reinos; os outros furtam debaixo do seu risco: estes sem temor, nem perigo;

Os outros, se furtam, são enforcados: estes furtam e enforcam.

Diógenes, que tudo via com mais aguda vista que os outros homens, viu que uma grande tropa de varas e ministros de justiça levavam a enforcar uns ladrões, e começou a bradar: — Lá vão os ladrões grandes a enforcar os pequenos. [...]
(Pe Antonio Vieira. Sermões escolhidos. São Paulo: Martin Claret, 2003.)
O trecho acima revela:

A) Críticas contra o sistema de governo que na época não tinha leis para punir aqueles que fossem julgados e condenados por roubo ao espólio.
B) Duras críticas contra a corrupção dos membros da elite, da Aristocracia da época e dos administradores por delegação dos reis.
C) Haver ladrões em todas as camadas da sociedade da época.
D) A existência de ladrões de “colarinho branco” nas esferas do governo.
E) Crítica ao governo baiano que apropriava-se do dinheiro público.

QUESTÃO 10
(UFRR) Sobre o Arcadismo, é correto afirmar que:

A) Expressa a sociedade medieval, teocêntrica, de caráter servil e fortemente religioso. Ao mesmo tempo, é marcado pelo surgimento de formas de expressões artísticas de caráter popular, vinculadas a classes sociais consideradas “inferiores” à época;
B) É marcado pelo rebuscamento das formas, pela riqueza de detalhes e pelos contrastes. Influenciado pela Contrarreforma, foi concebido como uma reação ao Renascimento;
C) É também chamado de Neoclassicismo, surge como uma releitura do Renascimento (ou Classicismo), preconizando uma arte pautada pela observância das formas clássicas e dos ideais humanistas. O bucolismo e o pastoralismo podem ser citados como características do Estilo no Brasil;
D) Surge como reação direta à arte e às concepções de mundo medievais, valorizando o passado greco-latino e a explicação científica do mundo; é teocêntrico, em contraponto ao antropocentrismo difundido pela Igreja;
E) É marcado pelo rebuscamento das formas, pela riqueza de detalhes e pelos contrastes. Expressa a sociedade medieval, teocêntrica, de caráter servil e fortemente religioso. Surge como reação direta à arte e às concepções de mundo medievais e é marcado pelo surgimento de formas de expressões artísticas de caráter popular, vinculadas a classes sociais consideradas “inferiores” à época.

2ª série - ensino médio - português - romantismo, regência, concordância, vozes verbais - exercícios com gabarito

Questão 01
Leia.
Assinale a alternativa que apresenta a correta passagem de segmento do texto da voz ativa para a voz passiva.

A) Chagas e Silva postava-se de palito à boca (l. 02-03) – Chagas e Silva era postado de palito à boca
B) Ele, que tanto marcou a rua (l. 10) – A rua, que tanto foi marcada por ele
C) Fixou-se na Rua da Praia (l. 20) – Foi fixado na Rua da Praia
D) Os estudantes tomaram conta dele (l. 23-24) – Ele foi tomado conta pelos estudantes
E) Essas casas punham ao alcance dos gourmets virtuosíssimos “secos e molhados” (l. 39-40) – Os gourmets eram postos ao alcance de virtuosíssimos “secos e molhados” por essas casas

Questão 02
Fatec-SP. Assinale a alternativa cuja expressão verbal destacada se encontra na voz passiva.

A) A forma mais difundida de paquera entre os sauditas são os cafés....”
B) ... o governo da Arábia Saudita restringiu alguns hábitos considerados ‘ocidentalizados’ da população....”
C) Na esteira do fechamento dessas casas, perde-se uma forma centenária de encontrar um namorado....”
D) A alternativa para quem não costuma usar os sites de namoro é escrever nome e telefone....
E) ... deixá-los nos vidros dos carros para achar, com a ajuda do destino, um candidato à cara-metade....”

Questão 03
Substituindo o pronome você pelo pronome tu, a concordância está correta em:

A) “Beba o vinho, coma a maçã e a banana junto com a sua mulher… na sua cama.”  Bebas o vinho, comas a maçã e a banana junto com a sua mulher… na sua cama. respectivamente.
B) “O benefício adicional é que se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber.”  O benefício adicional é que se tu tomares tudo isso ao mesmo tempo e tiveres um derrame, nem vais perceber.
C) “Por exemplo, tomar banho frio com a boca aberta, assim você toma água e escova os dentes.”  Por exemplo, tome banho frio com a boca aberta, assim tu vai tomar água e vai escovar os dentes.
D) “E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada.”  E nunca se esqueças de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada.

Questão 04
Observe a manchete:


gazetadopovo.com.br

Analisando o enunciado, constata-se que há emprego de forma discordante da norma-padrão, o que se corrige com a substituição de

A) “Confira” por “Confere”.
B) “que” por “os quais”.
C) “vem” por “vêm”.
D) “esperar” por “espera”.
E) “a pena” por “à pena”.

Questão 05
Leia.
    À Folha de São Paulo
    Em relação à matéria publicada no caderno Mercado em 18.05, em que o Sr. informa sobre a proibição do uso de sacolas plásticas como embalagem a partir de 1º de janeiro próximo, penso que São Paulo demorou muito a tomar a decisão de transformar em lei a proibição.
    Todas as vezes que vou ao supermercado fico indignada com a quantidade de sacolas que são utilizadas pelos consumidores que não parecem preocupados com as consequências que o uso destas embalagens causa ao meio ambiente.
    Só quero lembrar às autoridades que não basta sancionar a lei. É preciso ter uma fiscalização rigorosa e que as multas previstas sejam realmente aplicadas para aqueles que a desrespeitarem. Espero que não se torne mais uma estratégia de marketing pré eleitoreira, como foi com a lei que proíbe os cidadãos dirigirem alcoolizados.
    No começo fazem blitz, causam um barulho, mas depois de algum tempo tudo volta ao que era antes: não há fiscalização para coibir as infrações.
    Atenciosamente
    Josilda Cardoso – professora de ensino fundamental- São Paulo

Um argumento utilizado pela autora para defender a ideia principal do texto está em

A) “... não parecem preocupados com as consequências que o uso destas embalagens causa ao meio ambiente.”
B) “Espero que não se torne mais uma estratégia de marketing pré eleitoreira, como foi com a lei que proíbe os cidadãos dirigirem alcoolizados.”
C) “São Paulo demorou muito a tomar a decisão de transformar em lei a proibição.”
D) “... fico indignada com a quantidade de sacolas que são utilizadas pelos consumidores...”
E) Penso que São Paulo demorou muito a tomar a decisão de transformar em lei a proibição.

Questão 07
Assinale a alternativa que não apresenta uma característica do gênero textual presente no texto.

A) Linguagem exclusivamente referencial e impessoal.
B) Apresentação da obra, de forma sintetizada, com o fito de apontar, guiar e convidar o leitor (ou espectador) a conhecê-la na prática.
C) Apreciações, análise crítica e interpretativa, em que se expressam livremente os posicionamentos do autor.
D) Resumo e avaliação crítica da obra.
E) Descrição da obra, de forma que o leitor seja capaz de compreender suas principais características estruturais.

Questão 08.
Considere o fragmento a seguir e assinale a alternativa correta.

SE SE MORRE DE AMOR!

[...] Amor é vida; é ter constantemente
Alma, sentidos, coração – abertos,
Ao grande, ao belo; é ser capaz d’ extremos,
D’ altas virtudes, té capaz de crimes!
Compr’ender o infinito, a imensidade,
E a natureza e Deus; gostar dos campos,
D’ aves, flores, murmúrios solitários;
Buscar tristeza, a soledade, o ermo,
E ter o coração em riso e festa;
E à branda festa, ao riso da nossa alma
Fontes de pranto intercalar sem custo;
Conhecer o prazer e a desventura
No mesmo tempo, e ser no mesmo ponto
O ditoso, o misérrimo dos entes: Isso é amor, e desse amor se morre!
[...]
(Poemas de Gonçalves Dias. Seleção, introdução e notas de Péricles Eugênio da Silva Ramos. Rio de Janeiro: Ediouro, 1995, p.59.)

A) O poeta Gonçalves Dias representa a primeira fase da poesia romântica no Brasil, pela poesia indianista, pelas epopeias, pelos romances e pelos ensaios.
B) O fragmento acima reflete um sentimento amoroso de intensa saudade da terra, conforme as expressões “gostar dos campos”, “D’aves”, “flores” e “murmúrios solitários”.
C) O fragmento acima apresenta o tema amoroso e uma intensa religiosidade, quando o eu lírico se refere a Deus e à natureza, nos versos “Compr’ender o infinito, a imensidade, / E a natureza e Deus” e “e desse amor se morre!”.
D) O fragmento em questão revela a subjetividade como a principal característica do Romantismo (amor, alma, sentidos, coração), em um tom emotivo que trata do amor de forma sentimental e imaginativa (Isso é amor...).
E) No fragmento em estudo, o eu lírico diferencia o amor falso do amor verdadeiro, comparando-o com a beleza da natureza, em atitude religiosa e contemplativa.

Questão 09
A 3ª geração de poetas românticos no Brasil preocupava-se com temas sociais. Assinale a alternativa que apresenta uma estrofe que se enquadra em tal contexto.

A) “Aqui na floresta
Dos ventos batida,
Façanhas de bravos
Não geram escravos,
Que estimem a vida
Sem guerra e lidar.
— Ouvi-me, Guerreiros,
— Ouvi meu cantar.”
(Gonçalves Dias)

B) “Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.”
(Gonçalves Dias)

C) “Vinte anos! derramei-os gota a gota
Num abismo de dor e esquecimento...
De fogosas visões nutri meu peito...
Vinte anos!... sem viver um só momento!”
(Álvares de Azevedo)

D) “É De um escravo humilde sepultura,
Foi-lhe a vida o velar de insônia atroz.
Deixa-o dormir no leito de verdura,
Que o Senhor dentre as selvas lhe compôs.”
(Castro Alves)

Questão 10
                                Era no tempo do rei.
Uma das quatro esquinas que formam as ruas do Ouvidor e da Quitanda, cortando-se mutuamente, chamava-se nesse tempo - O canto dos meirinhos -; e bem lhe assentava o nome, porque era aí o lugar de encontro favorito de todos os indivíduos dessa classe (que gozava então de não pequena consideração). Os meirinhos de hoje não são mais do que a sombra caricata dos meirinhos do tempo do rei; esses eram gente temível e temida, respeitável e respeitada; formavam um dos extremos da formidável cadeia judiciária que envolvia todo o Rio de Janeiro no tempo em que a demanda era entre nós um elemento de vida: o extremo oposto eram os desembargadores. Ora, os extremos se tocam, e estes, tocando-se, fechavam o círculo dentro do qual se passavam os terríveis combates das citações, provarás, razões principais e finais, e todos esses trejeitos judiciais que se chamava o processo.
Daí sua influência moral.
Manuel Antônio de Almeida, Memórias de um sargento de milícias.

Já na frase de abertura das Memórias de um sargento de milícias – “Era no tempo do rei.” –, que remete ao mesmo tempo à abertura-padrão dos contos da carochinha e ao período joanino da história do Brasil, manifestam-se as duas modalidades do tempo presentes nessa obra: uma, de caráter lendário e intemporal e, outra, de caráter histórico bem determinado. O convívio dessas duas modalidades do tempo indica que, do ponto de vista dessa obra, a história brasileira caracterizou-se pela conjunção de

A) Mudança e imobilismo.
B) Realismo e alucinação.
C) Religiosidade e materialismo.
D) Liberdade e opressão.
E) Localismo e cosmopolitismo.

Questão 11
Costuma-se dividir a poesia romântica brasileira em três fases. Relacione as imagens dos poetas românticos aos fragmentos dos poemas listados a seguir e atente para as características de cada um dos autores.




Sobre esse contexto, analise as proposições a seguir, colocando V nas verdadeiras e F nas falsas.

( ) As estrofes 1 e 2 pertencem aos poetas representados nas imagens 1 e 4, integrantes da geração ultrarromântica. As duas estrofes têm por tema a morte, e os seus autores morreram na "Flor dos Anos".
( ) Os poemas 3 e 4 apresentam um tom épico e pertencem à fase nacionalista, cujos autores são conhecidos por poetas dos índios e dos escravos, representados nas imagens 1 e 2.
( ) A estrofe 5 pertence ao introdutor do Romantismo no Brasil. O eu lírico, criado pelo poeta, expressa suas emoções em relação à pátria.
( ) As estrofes 3 e 4 pertencem ao poeta representado pela imagem 3 e se integram à terceira fase do Romantismo pelo tom condoreiro e pela linguagem de exaltação aos feitos heroicos dos primeiros habitantes do Brasil.
( ) A estrofe 3 é de autoria do poeta baiano, reconhecido como o poeta dos escravos, e faz parte do poema Canção do Exílio.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.

A) F – F – V – F – V
B) F – V – V – F – V
C) F – V – F – V – F
D) V – V – V – F – F
E) V – F – F – V – V

GABARITO

Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.

8º ano gênero música - Marvin - Titãs - exercícios

Leia o poema abaixo e depois responda o que se pede. 

Marvin

Meu pai não tinha educação
Ainda me lembro, era um grande coração
Ganhava a vida com muito suor
Mas mesmo assim não podia ser pior

Pouco dinheiro pra poder pagar
Todas as contas e despesas do lar
Mas Deus quis vê-lo no chão
Com as mãos levantadas pro céu
Implorando perdão

Chorei, meu pai disse: "Boa sorte",
Com a mão no meu ombro
Em seu leito de morte
E disse

"Marvin, agora é só você e
não vai adiantar
Chorar vai me fazer sofrer"

Três dias depois de morrer
Meu pai, eu queria saber
Mas não botava nem um pé na escola
Mamãe lembrava disso a toda hora

Todo dia antes do sol sair
Eu trabalhava sem me distrair
As vezes acho que não vai dar pé
Eu queria fugir, mas onde eu estiver
Eu sei muito bem o que ele quis dizer
Meu pai, eu me lembro, não me deixa esquecer
Ele disse

"Marvin, a vida é pra valer
Eu fiz o meu melhor
E o seu destino eu sei de cor"

E então um dia uma forte chuva veio
E acabou com o trabalho de um ano inteiro
E aos treze anos de idade eu sentia
todo o peso do mundo em
minhas costas
Eu queria jogar mas perdi a aposta, e
Trabalhava feito um burro nos campos
Só via carne se roubasse um frango
Meu pai cuidava de toda a família
Sem perceber segui a mesma trilha
Toda noite minha mãe orava

"Deus, era em nome da fome
que eu roubava"

Dez anos passaram, cresceram
meus irmãos
E os anjos levaram minha mãe
pelas mãos
Chorei, meu pai disse: "Boa sorte"
Com a mão no meu ombro
Em seu leito de morte
Ele disse

"Marvin, agora é só você
E não vai adiantar
Chorar vai me fazer sofrer".

"Marvin, a vida é pra valer
Eu fiz o meu melhor
E o seu destino eu sei de cor".

Marvin - Composição: R. Dunbar / G. N. Johson / Nando Reis / Sérgio Britto

1.Quantos anos tinha Marvin quando o pai morreu?

2. Pode-se dizer que a fala do pai soa como uma profecia para o garoto. Comprove isso com o texto.

3. O que se entende pela fala do eu-lírico quando diz que "meu pai não tinha educação"?

4. O pai de Marvin trabalhava muito? Comprove isso com o texto.

5. O pai do eu-lírico ganhava pouco ou muito dinheiro? Comprove isso com o texto.

6. O que aconteceu com Marvin após a morte do pai?

7. Como ficou a vida estudantil do garoto após a morte do pai? A mãe apoiava isso?

8. Como procedia o eu-lírico durante o trabalho e antes de ir para ele?

9. O que se compreende pela fala do eu-lírico "eu acho que não vai dar pé"? Porque ele pensa assim?

10. De acordo com a narrativa, por que o eu-lírico não consegue fugir da realidade?

11. O que o eu-lírico se lembra e pede ao pai para não deixar se esquecer?

12. O que ocorreu no dia da forte chuva?

13. Quando aconteceu a grande chuva?

14. O eu-lírico afirma que trabalhava muito. Isso era suficiente para ele se alimentar bem? Comprove com parte do texto.

15. Qual é a imagem que o eu-lírico tem do pai antes desse morrer?

16. Qual é a imagem que o filho tem da mãe?

17. O que se compreende do verso "os anjos levaram minha mãe pelas mãos"?

18. Depois da morte do pai, quem assumiu a responsabilidade financeira do lar? Comprove isso por meio de versos do poema.

19. O que se compreende de 'sem perceber Eu seguia a mesma trilha'?

20. Há no poema:

a) quantos versos?

b) quantas estrofes?

c) copie os pares de palavras que rimam.

Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.

1ª série - ensino médio - prova da novela gráfica (novel graphic) Triste Fim de Policarpo Quaresma

QUESTÃO 1

A novela gráfica Triste Fim de Policarpo Quaresma contém desenhos de Edgar Vasques, roteirizados por Flávio Braga. Ela é um dos clássicos da literatura brasileira ganha nova vida, demonstrando a atualidade da visão ácida de Lima Barreto sobre os descaminhos do projeto brasileiro de nação. Sobre essa novela MARQUE a informação FALSA.

A) A capa do livro Triste Fim de Policarpo Quaresma traz a imagem da personagem principal da obra com a bandeira do Brasil no ombro e uma arma apontada para a cabeça dela.

B) Na orelha do livro, há informações sobre o autor e a data de publicação da obra original.

C) Na orelha do livro, há uma resenha crítica sobre a obra original.

D) Na capa do livro, a personagem principal carrega, na mão direita, a Constituição do Brasil, contida em um livro de capa dura.

QUESTÃO 2 

Escrito por Lima Barreto em 1911, Triste fim de Policarpo Quaresma é uma brilhante sátira aos ideais positivistas e nacionalistas que nortearam a Primeira República. A história narra as desventuras de Policarpo Quaresma, personagem que encarna melhor que qualquer outro em nossa literatura o credo ufanista e suas desilusões. Sobre a obra, em formato de novel gráfica, é INCORRETO AFIRMAR

A) Na novela gráfica, há um prefácio escrito por Beatriz Resende, no qual, ela critica negativamente o livro de Lima Barreto, devido ao nacionalismo exacerbado contido na obra original.

B) Beatriz Resende relata, no prefácio, que Lima Barreto é um simulacro do Major Quaresma, uma vez que ambos foram internados no mesmo hospício no Rio de Janeiro.

C) Segundo Resende, “Triste Fim de Policarpo Quaresma” foi escrito para ser publicado em folhetinhos do Jornal do Comércio. A obra de Barreto transformou-se livro em 1915.

D) A Narrativa foi escrito no século XX, mas os fatos ocorrem no século anterior. Na obra, “Triste Fim de Policarpo Quaresma” há relato, de forma literária, da Revolta Armada ocorrida no Brasil. Inclusive o episódio final da obra é um retrato do que acontecia no cenário carioca da época.

QUESTÃO 3

Atente-se à imagem.


Marque a INFORMAÇÃO FALSA sobre o texto de Beatriz Resende.

A) Policarpo Quaresma defende a pátria e os valores nacionais, lutando pela defesa dos costumes, das línguas originárias como vernáculas. Além disso, ele sai da capital e vai para o campo para provar a riqueza orgânica das terras brasileiras, mas é derrotado pelas formigas.

B) Como democrata, segundo Resende, Policarpo Quaresma pega em arma para defender a pátria, oferendo ajuda ao presidente do Brasil; mas nesse caminho, ele defronta com a violência militar, a prepotência do governo, a corrupção e covardia dos poderosos.

C) Segundo Rezende, Quaresma percebe que na República, pela qual lutava, os pobres tinham que aceitar com docilidade o papel que a elite lhes atribuía, caso contrário, eram exterminados.

D) Para Resende, pelo final do romance e da vida da personagem principal, fica claro que a primeira Grande Guerra ocorrida no Brasil confirma que a ideia de lutas nacionalistas e amor à Pátria opõe-se aos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade defendidos pela Revolução Francesa.

QUESTÃO 4 

Leia.

Leia as informações abaixo e marque aquela que contradiz a narrativa da novela gráfica Triste Fim de Policarpo Quaresma.

A) No início da narrativa, Policarpo é orientado a parar de circular pelas ruas do Rio de Janeiro com seu violão, pois, é uma pessoa respeitada e já adulta. Logo, ele rebate tal orientação dizendo que “homem que toca violão é um desclassificado", uma vez que circular com instrumento de corda tornou-se moda no Brasil.

B) Enquanto toca violão, o Major é convidado a jantar fora, mas rejeita o convite, pois, aguarda a chegada de Ricardo, amigo seresteiro. Isso causa surpresa à mulher que fez o convite, pois, tal ação de participar de seresta não era comum à elite carioca.

C) Ricardo trata o violão como um ser humano, chegando a dizer que o instrumento de corda precisa de cuidado e carinho. Além disso, faz uso de figura de linguagem denominada personificação - prosopopeia - quando diz que o violão foi criado para falar.

D) Após a chegada de Ricardo a casa do Major Policarpo, há presença de duas visitas: a afilhada do Major e o amigo Coleonel. Ao vê-los, o anfitrião começa a chorar. Questionado sobre o motivo do choro, diz que isso é uma forma de receber bem os visitantes; nega apertar as mãos das visitas, pois, isso não é um costume nacional, já que os originários, tupinambás, agem semelhante ao major.

QUESTÃO 5 


Em relação ao debate sobre a cultura nacional na obra “Triste Fim de Policarpo Quaresma”, marque a assertiva falsa.

A) Durante o almoço, Ricardo e Policarpo debatem sobre os valores culturais do piano, violão, inúbia. O primeiro critica os instrumentos usados pelos nativos. O segundo rebate a crítica dizendo que se os objetos da cultura indígena não têm valor, logo o violão e o piano não devem ter. Um diz que estes são capadócios e o outro alega que aqueles são "nossa origem" brasileira.

B) A narrativa dá um salto temporal e apresenta a personagem Policarpo informando que enviou um requerimento a Câmara dos Deputados pedindo a decretação do tupi-guarani como língua nacional, pois, acredita que o Brasil precisa de emancipação idiomática.

C) Na semana seguinte ao envio do requerimento de mudança idiomática, o major é interrogado no quartel. O superior diz que Policarpo foi ousado demais, já que não é qualificado em matemática astronomia, sociologia e moral. Nesse contexto científico, o superior de Quaresma leva em consideração os conhecimentos acadêmicos ligados à linguagem como sociolinguística, gramática e etimologia para validar os argumentos contra ação do major.

D) Logo após o envio da proposta de mudança de idioma brasileiro, a afilhada questiona o padrinho sobre a ação de substituir a língua portuguesa pela Tupi. Quanto ao requerimento, os congressistas rejeitam a ideia de mudança linguística.

QUESTÃO 6

“Após sair do hospital psiquiátrico, ele resolve se afastar da sociedade e passa a viver em um sítio. O local, situado na cidade interiorana de Curuzu, ficou conhecido como “Sítio do Sossego”’.

Sobre o conteúdo da narrativa da novela gráfica lida, marque a informação incorreta.

A) Dando mais um salto temporal, em relação a obra original, a novela gráfica apresenta Policarpo aposentado. Nesse momento, traz vários comentários de terceiros sobre o major. Há quem afirma que o homem enlouqueceu devido ao excesso de prática leitora, já que há muitos livros na sala da casa dele, sendo que todos foram lidos pelo dono. Logo, isso o levou à loucura.

B) Na sequência da narrativa, Policarpo está em um manicômio. Para retratar internos, o desenhista insere três personagens: uma afirma ser Átila, o rei dos hunos que matou milhares; outra diz ser sócia do banco de Londres e uma senhora afirma que "a maior sabedoria é o esquecimento".

C) Após Policarpo ser liberado do Sanatório, Olga o aconselha a comprar um sítio e cultivar frutas e hortaliças. Ele topa a ideia afirmando que as terras brasileiras são as mais férteis do mundo, por isso, irá plantar outros alimentos, já que acredita que fará uma excelente administração do lugar.

D) Após aceitar a proposta de Olga, o major compra o “Sítio do Sossego” e contrata Anastácio para ser o criado que ajudará o patrão na lavoura, uma vez que Policarpo não domina o cultivo da terra e precisa ser orientado por Anastácio.

QUESTÃO 7 


“O palácio tinha um ar de intimidade, de quase relaxamento, representativo e eloquente. Não era raro ver-se pelos divãs, em outras salas, ajudantes-de-ordens, ordenanças, contínuos, cochilando, meio deitados e desabotoados. Tudo nele era desleixo e moleza. ”

A respeito da narrativa da novela gráfica, marque a alternativa Falsa.

A) Na Praça da República, o Major e o General encontram o tenente Pontes que se casará com Lalá, filha do general. O tenente afirma que "os Piratas" querem "atrasar o progresso acabando com a ordem".

B) Antes de se encontrar com o presidente, Policarpo relê um memorial que traz informações sobre atuação de Floriano Peixoto durante o governo do Brasil. Quaresma tenta entregar o documento em mãos do governante, mas, esse o pede que coloque o documento sobre a mesa. Durante a conversa com o major, o presidente rasga o memorial, pois, as ações contidas nele são inverídicas.

C) Enquanto conversa com presidente, no gabinete presidencial, Policarpo revela que nunca foi um oficial do exército, mas isso não o impediu que o governante oferecesse uma graduação que lhe conviesse. No entanto, o recrutado preferiu manter o posto de Major. Logo, fica sabendo da redução dos salários dos militares para não onerar o Tesouro Nacional. Mesmo assim, aceita a proposta de 400 mil reis.

D) Ao visitar o quartel, Policarpo encontra o amigo Ricardo que está detido e teve o violão apreendido. Esse pede por socorro. Aquele solicita que o instrumento seja devolvido ao dono. Houve a devolução, em contrapartida, Ricardo deve servir ao exército.

QUESTÃO 8

O excerto abaixo necessita de pontuação para que fique adequado à fala da personagem Quaresma. Faça a reescrita promovendo a adequação.

“Eu matei minha irmã eu matei e não contente ainda descarreguei um último tiro quando o inimigo arfava ajoelhado [...].

(Trecho da carta de Policarpo a Adelaide).

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QUESTÃO 9

Sobre ética na cultura digital, marque Verdadeiro (V) ou falso (F) sobre o que se assevera.

[ ] A ética na cultura digital é usada para se referir a um conjunto de princípios, valores e práticas que orientam o comportamento das empresas e indivíduos no ambiente digital.

[ ] Os princípios da ética digital incluem a privacidade, segurança, transparência, responsabilidade, autonomia, autenticidade, integridade e acessibilidade.

[ ] Práticas éticas se baseiam no respeito à privacidade dos dados pessoais dos usuários, incluindo a coleta, armazenamento, uso, venda de informações ainda que não autorizados.

[ ] Em um mundo cada vez mais conectado, as informações passam a se tornar um ativo para as empresas, e a proteção e segurança dessas informações são essenciais para o sucesso e sustentabilidade do negócio.


QUESTÃO 10
Produza uma frase usando os seguintes vocábulos:

A) Refutar.

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B) Suscitar.
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__________________________________________________________________________
C) Concomitar.
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D) Impropérios.
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E) Procrastinar.
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F) Postergar.
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"O Rei Artur vai à guerra" -exercícios

Sinopse: Alberto é um menino que vai se mudar de Três Rios para Manacá da Serra, para continuar seus estudos em um internato. No tempo que antecede sua partida, acompanhamos sua rotina na cidade, com os amigos e com a família, que incluem brigas entre turmas rivais, matinês de cinema, apostas com o amigo Euclides em torno das aventuras de uma heroína da selva em um seriado exibido semanalmente, muitas leituras, a escrita de poemas e a ideia para um romance. Em meio a tudo isso, a disputa permanente com Norato, um menino hábil no manejo do bodoque, e um encontro que acaba se tornando um divisor de águas na vida do protagonista. 

Ruy Espinheira Filho. O rei Artur vai à guerra.

01) Justifique o título dado ao livro, mencionando se ele foi ou não bem empregado:

02) Como Alberto, o protagonista da história, é apresentado no livro? Qual a sua impressão sobre esse personagem? 

03) O protagonista se inspira nas histórias do Rei Arthur, da Távola Redonda. Você conhece essa história? Assim como Alberto, como você poderia contar algo ocorrido em sua vida que fosse semelhante à história original?

04) Por que essa intertextualidade foi importante para a história do livro?

05) Por que Alberto, mesmo arredondando sua nota para 7,0, não foi suficiente? Quem costumava fazer pouco caso dele? 

06) Você concorda com Alberto que poesia "não podia rimar só por rimar"? Por quê? 

07) Explique a comparação feita no livro: "O vento uivava como cem lobisomens":

08) O que a vó de Alberto considerava uma "mistura mortal"? O que isso revela?

09) Em quantos capítulos a história do livro é dividida? Resuma rapidamente cada um deles: 

10) O que você achou das escolhas dos nomes dos capítulos? De qual deles você mais gostou? Justifique sua resposta: 

11) Que amigo de Alberto colecionava revistas em quadrinhos? Esse tipo de leitura também tem seu valor? Comente: 

12) Alberto diz que com revistas em quadrinhos não se aprende nada. Só com livros. Você concorda com essa afirmação dele? Por quê? 

13) Em um dado momento do livro, Alberto diz que "Pra vencer, todo exército precisa de uma boa estratégia". O que você pensa sobre isso? Explique: 

14) Com que intenção foi utilizado o recurso de separar por sílabas a palavra NE-FE-LI-BA-TA?

15) O que significa essa palavra? Você já a conhecia? 

16) O livro retrata acontecimentos na vida de um pré-adolescente nos anos 50. Escolha um trecho que tenha chamado sua atenção (de forma positiva ou negativa) e comente: 

17) Quem você achou mais inteligente: Alberto ou Euclides? Comprove com passagens do livro: 

18) A história do Rei Arthur se passa na Idade Média, em que as famílias eram identificadas por escudos. Crie um que represente a sua família: 

19) De que parte do livro você mais gostou? Por quê? 

20) Como o livro não tem nenhuma ilustração, aproveite para escolher uma passagem de que tenha gostado muito para ilustrar: 

21) Que mensagem o livro transmitiu? Comente: 

22) Que nota, de 0 a 10, você daria ao livro? Justifique sua resposta: 

Romantismo no Brasil - exercícios com gabarito

1. (UFRS) 
Considere as afirmações abaixo sobre o Romantismo no Brasil.

I. A primeira geração de poetas românticos no Brasil caracterizou-se pela ênfase no sentimento nacionalista, tematizando o índio, a natureza e o amor à pátria.
II. Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu e Fagundes Varela, representantes da segunda geração da poesia romântica, expressam, sobretudo, um forte intimismo.
III. A poesia de Castro Alves, cronologicamente inserida na terceira geração romântica, apresenta importantes ligações com a estética barroca, pela religiosidade e o tom místico da maioria dos poemas.
Quais estão corretas?
A) Apenas II.
B) Apenas I e II.
C) Apenas II e III.
D) I, II e III.
E) Apenas I.

2. (Fuvest) 

Poderíamos sintetizar uma das características do Romantismo pela seguinte aproximação de opostos:
A) Aparentemente idealista, foi, na realidade, o primeiro momento do Naturalismo Literário.
B) Cultivando o passado, procurou formas de compreender e explicar o presente.
C) Pregando a liberdade formal, manteve-se preso aos modelos legados pelos clássicos.
D) Embora marcado por tendências liberais, opôs-se ao nacionalismo político.
E) Voltado para temas nacionalistas, desinteressou-se do elemento exótico, incompatível com a exaltação da pátria.

3. (Fuvest) “Teu romantismo bebo, ó minha lua,

A teus raios divinos me abandono,
Torno-me vaporoso… e só de ver-te
Eu sinto os lábios meus se abrir de sono.”
(Álvares de Azevedo, “Luar de verão”, Lira dos vinte anos)

Neste excerto, o eu-lírico parece aderir com intensidade aos temas de que fala, mas revela, de imediato, desinteresse e tédio. Essa atitude do eu-lírico manifesta a:
A) Ironia romântica.
B) Tendência romântica ao misticismo.
C) Melancolia romântica.
D) Aversão dos românticos à natureza.
E) Fuga romântica para o sonho.

04. (UNIFESP)
A veia humorística do poeta romântico Álvares de Azevedo (1831-1852) está exemplificada nos versos:

A) Feliz daquele que no livro d’alma
Não tem folhas escritas
E nem saudade amarga, arrependida,
Nem lágrimas malditas!

B) Coração, por que tremes? Vejo a morte,
Ali vem lazarenta e desdentada...
Que noiva!... E devo então dormir com ela?...
Se ela ao menos dormisse mascarada!

C) E eu amo as flores e o doce ar mimoso Do amanhecer da serra
E o céu azul e o manto nebuloso
Do céu da minha terra!

D) Quando falo contigo, no meu peito Esquece-me esta dor que me consome:
Talvez corre o prazer nas fibras d’alma:
E eu ouso ainda murmurar teu nome!

E) Quando, à noite, no leito perfumado
Lânguida fronte no sonhar reclinas,
No vapor da ilusão por que te orvalha
Pranto de amor as pálpebras divinas?

 05. (UNESP)

Ultrapassando o nível modesto dos predecessores e demonstrando capacidade narrativa bem mais definida, a obra romanesca deste autor é bastante ambiciosa. A partir de certa altura, este autor pretendeu abranger com ela, sistematicamente, os diversos aspectos do país no tempo e no espaço, por meio de narrativas sobre os costumes urbanos, sobre as regiões, sobre o índio. Para pôr em prática esse projeto, quis forjar um estilo novo, adequado aos temas e baseado numa linguagem que, sem perder a correção gramatical, se aproximasse da maneira brasileira de falar. Ao fazer isso, estava tocando o nó do problema (caro aos românticos) da independência estética em relação a Portugal. Com efeito, caberia aos escritores não apenas focalizar a realidade brasileira, privilegiando as diferenças patentes na natureza e na população, mas elaborar a expressão que correspondesse à diferenciação linguística que nos ia distinguindo cada vez mais dos portugueses, numa grande aventura dentro da mesma língua.
(Antonio Candido. O romantismo no Brasil, 2002. Adaptado.)

O comentário do crítico Antonio Candido refere-se ao escritor
A) Raul Pompeia.
B)Manuel Antônio de Almeida.
C) José de Alencar.
D) Machado de Assis.
E) Aluísio Azevedo.

06. (UNIFESP) Caracterizou-o sempre um sincero amor pelas coisas de sua terra, pela sua gente, e se existe obra que possa ser chamada de brasileira, é a dele. Se seus assuntos eram o homem e a terra do Brasil, apanhados no Norte, no Sul, no Centro, a forma por que os explorava era também brasileira, pela sintaxe que empregava e pelos modismos que introduzia. O Brasil do campo e o das cidades está presente em sua obra, assim como o homem da sociedade, o homem da rua e o trabalhador rural. Abarcou os aspectos mais variados da nossa sensibilidade e da nossa formação, constituindo sua obra um painel a que nada falta, inclusive o índio, que nela tem participação considerável.
(José Paulo Paes e Massaud Moisés (orgs). Pequeno dicionário de literatura brasileira, 1980. Adaptado.)
Tal comentário refere-se ao escritor
A) Manuel Antônio de Almeida.
B) José de Alencar.
C) Aluísio Azevedo.
D) Guimarães Rosa.
E) Machado de Assis.

07. (UNESP) Outro traço importante da poesia de Álvares de Azevedo é o gosto pelo prosaísmo e o humor, que formam a vertente para nós mais moderna do Romantismo. A sua obra é a mais variada e complexa no quadro da nossa poesia romântica; mas a imagem tradicional de poeta sofredor e desesperado atrapalhou a reconhecer a importância de sua veia humorística.
(Antonio Candido. “Prefácio”. In: Álvares de Azevedo. Melhores poemas, 2003. Adaptado.)

A veia humorística ressaltada pelo crítico Antonio Candido na poesia de Álvares de Azevedo está bem exemplificada em:

A) Cavaleiro das armas escuras, Onde vais pelas trevas impuras
Com a espada sanguenta na mão?
Por que brilham teus olhos ardentes
E gemidos nos lábios frementes
Vertem fogo do teu coração?

B) Ontem tinha chovido... Que desgraça!
Eu ia a trote inglês ardendo em chama,
Mas lá vai senão quando uma carroça
Minhas roupas tafuis encheu de lama...

C) Pálida, à luz da lâmpada sombria, Sobre o leito de flores reclinada,
Como a lua por noite embalsamada,
Entre as nuvens do amor ela dormia!

D) Se eu morresse amanhã, viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã;
Minha mãe de saudades morreria
Se eu morresse amanhã!

E) Quando em meu peito rebentar-se a fibra,
Que o espírito enlaça à dor vivente,
Não derramem por mim nem uma lágrima
Em pálpebra demente.

08. (UNIFAE)

Por mais que o mundo aclame os vãos triunfadores,
Os que passam cantando e os que passam ovantes1,
Os que entre a multidão vão como uns hierofantes2,
E os que repartem d’alto, augustos julgadores,
Às turbas3 o favor e os desdéns cruciantes,
Não há glória ou poder, cousa que o mundo aclame,
Igual à morte obscura, erma, vil, impotente,
D’um homem justo e bom, que expira injustamente
Na miséria, no exílio, ou em cárcere infame,
Mas que aplaude a consciência – e que morre contente!
(Antero de Quental. Antologia, 1991.)
1 ovante: triunfante, vitorioso.
2 hierofante: guia, guru.
3 turba: multidão.


No poema, o eu lírico coloca-se a favor do homem que

A) Comparativo, sendo que o eu lírico ora dá voz a um pensamento racional e ora ao metafísico e desconhecido, cindindo-se.
B) Reflexivo, formalizando uma poesia que traduz as inquietações do eu lírico diante das injustiças existentes no mundo.
C) Idealizador, pois o eu lírico reconhece a impossibilidade própria de lutar e transformar a sociedade em que vive.
D) Ambíguo, buscando formalizar uma poesia em que o eu lírico assume um papel apostolar e ensimesmado.
E) Subjetivo, uma vez que cultiva uma poesia transcendental como forma de entender-se e de aceitar o mundo onde vive.

09. (CESMAC)
José de Alencar é um dos patriarcas da literatura brasileira. Sua obra vai do ensaio ao drama, da crônica ao romance urbano, do romance indigenista, passando pelo romance histórico aos tratados sobre política. Sobre os seus romances indigenistas — Iracema, O Guarani e Ubirajara —, é correto afirmar que:

A) Se passam no século XIX.
B) Em O Guarani, os protagonistas são Ceci e Peri.
C) Iracema tem como subtítulo “uma lenda alagoana”.
D) Em todos os romances indigenistas é forte a presença do negro.
E) Têm como cenários terras do Xingu.

10. (CESMAC)
O Romantismo brasileiro se distinguiu, em relação a outros períodos da literatura nacional, pois:

A) Fugia, em seus folhetins, comuns na época, ao interesse pelo romance urbano e às críticas à sociedade da época.
B) Defendia o nacionalismo, inclusivamente na valorização da natureza, da cultura e da língua portuguesa em uso no Brasil.
C) Desvalorizou a opção pelo romance regionalista, o qual preferia tramas, cenários e personagens próprios de diferentes regiões.
D) Afirmava a superioridade da observação de aspectos objetivos da realidade, descartando, então, as impressões subjetivas.
E) Foi influenciado pelo determinismo social, segundo o qual o ser humano – em ações, personalidade e condições de vida – seria produto do meio social.

Gabarito
1.C
2.B
3.A
4.B
5.C
6.C
7.B
8.C
9.B
10.B






Ensino médio - avaliação de português com gabarito

Questão 01
“Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema. Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira.

O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.

Mais rápida que a ema selvagem, a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu, onde campeava sua guerreira tribo, da grande nação tabajara. O pé grácil e nu, mal roçando, alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas.”

Marque a alternativa que aponta a característica do Romantismo presente no fragmento do Romance “Iracema”, de José de Alencar.

A) Idealização da personagem mediante a associação entre aspectos humanos e elementos da natureza.
B) Valorização do regionalismo por meio do registro de palavras e expressões típicas do vocabulário regional.
C) Enaltecimento do indígena com o emprego do locus amoenus exigível em cenas da natureza das narrativas clássicas.
D) Empoderamento de minorias marginalizadas por meio da escolha de uma mulher morena e indígena para o protagonismo da narrativa.
E) Reflexão crítica sobre a formação do povo brasileiro mediante a identificação de uma mulher como verdadeira representante de nossas origens indígenas.

Questão 02
Leia.
Meu sonho

Eu,
Cavaleiro das armas escuras,
Onde vais pelas trevas impuras
Com a espada sanguenta na mão?
Por que brilham teus olhos ardentes
E gemidos nos lábios frementes
Vertem fogo do teu coração?
(...)
Cavaleiro, quem és? − que mistério,
Quem te força da morte no império
Pela noite assombrada a vagar?

O FANTASMA
Sou o sonho de tua esperança,
Tua febre que nunca descansa,
O delírio que te há de matar!...
(Álvares de Azevedo)

(...) Sobretudo se nos reportarmos ao título: o sujeito do enunciado estaria descrevendo um sonho, onde se vê a angústia devida à frustração das aspirações, corporificada num cavaleiro que galopa pelo reino da morte.
(Na Sala de Aula – Caderno de Análise Literária, de Antonio Candido, Editora Ática, Série Fundamentos, 1989, p. 39)

Considere o fragmento do poeta Álvares de Azevedo, o período literário em que ele está inserido e o comentário do crítico literário Antonio Candido. A partir das considerações, marque a afirmação incorreta.


A) Imagens como “noite assombrada” e “da morte no império” estão de acordo com o tom macabro da 2.ª geração do Romantismo no Brasil.
B) Segundo o crítico, a evasão no sonho para o eu lírico seria uma estratégia para atingir o mundo metafísico e compensar a existência desagradável.
C) A exacerbação das emoções e das paixões, típicas do movimento romântico, está evidente nas passagens “olhos ardentes” e “fogo do teu coração”.
D) A referência à morte é tema constante em Álvares de Azevedo; o desencanto da vida leva o indivíduo a querer antecipar seu fim existencial.
E) Antonio Candido fala do título do poema e da identificação do eu lírico com o sonho; o ser romântico é voltado para si próprio e para o mundo onírico, da fantasia.

Questão 03
Em relação à poesia do Romantismo brasileiro analise o esquema abaixo. Em seguida, analise as afirmações que constam nas alternativas.

Um quadro que dê conta da poesia romântica brasileira pode ser sintetizado conforme o seguinte esquema:
  • a 1ª. geração é chamada de ‘nacionalista ou indianista’;

  • a 2ª. geração é conhecida como a ‘ultrarromântica’;

  • a 3ª. geração é denominada de ‘condoreira’.
1) Os representantes da 1ª. geração escolheram como tema a natureza tropical, o patriotismo e o elemento indígena brasileiro.
2) Foi destaque entre os poetas da primeira geração, o poeta Gonçalves Dias, autor do conhecido poema Canção do Exílio.
3) Os representantes da 2ª. geração alimentaram uma visão pessimista da vida e da sociedade. Têm como expoentes Casimiro de Abreu e José de Alencar.
4) Os representantes da 3ª. geração destacaram-se por uma literatura de caráter social, que denunciava a desigualdade social e defendia a liberdade.
5) Na 3ª. geração, merece destaque o poeta Castro Alves, que, em seu poema Navio Negreiro critica com veemência a escravidão que imperava no Brasil.

Estão corretas as alternativas:

A) 1, 2, 3, 4 E 5
B) 1, 2, 4 E 5 apenas
C) 1, 3, 4 E 5 apenas
D) 2 E 3 apenas
E) 3 E 5 apenas

Questão 04
Leia. 
Feliz por nada
Geralmente, quando uma pessoa exclama “Estou tão feliz!”, é porque engatou um novo amor, conseguiu uma promoção, ganhou uma bolsa de estudos, perdeu os quilos que precisava ou algo do tipo. Há sempre um porquê. Eu costumo torcer para que essa felicidade dure um bom tempo, mas sei que as novidades envelhecem e que não é seguro se sentir feliz apenas por atingimento de metas. Muito melhor é ser feliz por nada.

Feliz por estar com as dívidas pagas. Feliz porque alguém o elogiou. Feliz porque existe uma perspectiva de viagem daqui a alguns meses. Feliz porque você não magoou ninguém hoje. Feliz porque daqui a pouco será hora de dormir e não há lugar no mundo mais acolhedor do que sua cama. Mesmo sendo motivos prosaicos, isso ainda é ser feliz por muito.

Feliz por nada, nada mesmo? Talvez passe pela total despreocupação com essa busca. Essa tal de felicidade inferniza. “Faça isso, faça aquilo”. A troco? Quem garante que todos chegam lá pelo mesmo caminho?

Particularmente, gosto de quem tem compromisso com a alegria, que procura relativizar as chatices diárias e se concentrar no que importa pra valer, e assim alivia o seu cotidiano e não atormenta o dos outros. Mas não estando alegre, é possível ser feliz também. Não estando “realizado”, também. Estando triste, felicíssimo igual. Porque felicidade é calma. Consciência. É ter talento para aturar o inevitável, é tirar algum proveito do imprevisto, é ficar debochadamente assombrado consigo próprio: como é que eu me meti nessa, como é que foi acontecer comigo? Pois é, são os efeitos colaterais de se estar vivo.

Benditos os que conseguem se deixar em paz. Os que não se cobram por não terem cumprido suas resoluções, que não se culpam por terem falhado, não se torturam por terem sido contraditórios, não se punem por não terem sido perfeitos. Apenas fazem o melhor que podem.

Se é para ser mestre em alguma coisa, então que sejamos mestres em nos libertar da patrulha do pensamento. De querer se adequar à sociedade e ao mesmo tempo ser livre. Adequação e liberdade simultaneamente? É uma senhora ambição. Demanda a energia de uma usina. Para que se consumir tanto?

A vida não é um questionário de Proust. Você não precisa ter que responder ao mundo quais são suas qualidades, sua cor preferida, seu prato favorito, que bicho seria. Que mania de se autoconhecer. Chega de se autoconhecer. Você é o que é, um imperfeito bem intencionado e que muda de opinião sem a menor culpa.  Ser feliz por nada talvez seja isso.

MEDEIROS, Martha. Felicidade crônica. 15.ed. Porto Alegre: L&PM, 2016. p. 86-87.

Determinadas categorias gramaticais podem produzir diferentes efeitos de sentido nos contextos em que estão inseridas, como é o caso dos verbos. Alguns deles, em tempos simples ou integrando uma locução verbal, podem denotar ideias ou “matizes” denominados aspectos.

Examine as alternativas e indique em qual delas o aspecto verbal está INCORRETAMENTE analisado:

A) No excerto “ter que responder ao mundo quais são suas qualidades” (l. 31-32), a expressão em destaque indica ideia de “obrigação” em relação ao que se é preciso fazer para ser feliz.
B) “De querer se adequar à sociedade” (l. 28) – O uso do infinito “querer”, no 6º parágrafo, traz para o contexto o valor semântico de “vontade”, sugerindo que essa adequação não é imposta, ao contrário, configura-se num desejo por parte do indivíduo.
C) Na linha 4, o trecho “Eu costumo torcer para que essa felicidade dure um bom tempo” apresenta o verbo auxiliar da locução verbal “costumo torcer” (l. 1-3), no presente do indicativo, com a ideia de “fato habitual, frequente”.
D) No fragmento “Mas não estando alegre, é possível ser feliz também.” (l. 17-18), com o verbo de ligação no gerúndio, pretende-se demonstrar a situação em curso como um aspecto concluído.
E) No 6º parágrafo, a forma verbal “sejamos” (l. 27), embora esteja conjugada no modo subjuntivo, no contexto, marca uma sugestão imperativa.

Questão 05. 
Enem (adaptado). Levando em conta o aspecto do verbo na frase: “crianças de oito anos podem manusear armas de fogo”, afirma-se que a forma verbal destacada está no presente

A) Momentâneo, pois se refere ao manuseio de armas no momento da fala.
B) Histórico, pois se refere a fatos sobre crimes ocorridos nos passado.
C) Frequentativo, pois se refere a um fato que se repete ao longo do tempo no noticiário criminal.
D) Universal, pois se refere à permissão do manuseio tida como uma verdade supostamente aceita por todos.
E) No lugar do futuro, pois a permissão para o manuseio de armas se dará em época próxima.

Questão 06
Leia.

O presbítero Eurico era o pastor da pobre paróquia de Carteia. Descendente de uma antiga família bárbara, gardingo1 na corte de Vítiza, depois de ter sido tiufado2 ou milenário3 do exército visigótico vivera os ligeiros dias da mocidade no meio dos deleites da opulenta Toletum. Rico, poderoso, gentil, o amor viera, apesar disso, quebrar a cadeia brilhante da sua felicidade. Namorado de Hermengarda, filha de Favila, duque de Cantábria, e irmã do valoroso e depois tão célebre Pelágio, o seu amor fora infeliz. O orgulhoso Favila não consentira que o menos nobre gardingo pusesse tão alto a mira dos seus desejos. Depois de mil provas de um afeto imenso, de uma paixão ardente, o moço guerreiro vira submergir todas as suas esperanças. Eurico era uma destas almas ricas de sublime poesia a que o mundo deu o nome de imaginações desregradas, porque não é para o mundo entendê-las. Desventurado, o seu coração de fogo queimou-lhe o viço da existência ao despertar dos sonhos do amor que o tinham embalado. A ingratidão de Hermengarda, que parecera ceder sem resistência à vontade de seu pai, e o orgulho insultuoso do velho dera em terra com aquele ânimo, que o aspecto da morte não seria capaz de abater. A melancolia que o devorava, consumindo-lhe as forças, fê-lo cair em longa e perigosa enfermidade, e, quando a energia de uma constituição vigorosa o arrancou das bordas do túmulo, semelhante ao anjo rebelde, os toques belos e puros do seu gesto formoso e varonil transpareciam-lhe a custo através do véu de muda tristeza que lhe entenebrecia a fronte. O cedro pendia fulminado pelo fogo do céu.

Educado na crença viva daqueles tempos; naturalmente religioso porque poeta, foi procurar abrigo e consolações aos pés d’Aquele cujos braços estão sempre abertos para receber o desgraçado que neles vai buscar o derradeiro refúgio. Ao cabo das grandezas cortesãs, o pobre gardingo encontrara a morte do espírito, o desengano do mundo. A cabo da estreita senda da cruz, acharia ele, porventura, a vida e o repouso íntimos?

O moço presbítero, legando à catedral uma porção dos senhorios que herdara juntamente com a espada conquistadora de seus avós, havia reservado apenas uma parte das próprias riquezas. Era esta a herança dos miseráveis, que ele sabia não escassearem na quase solitária e meia arruinada Carteia.
(Alexandre Herculano. Eurico, o presbítero, 1988)

1 gardingo: nobre visigodo que exercia altas funções na corte dos príncipes
2 tiufado: o comandante de uma tropa de mil soldados, no exército godo
3 milenário: seguidor da crença de que a segunda vinda de Cristo se daria no ano 1000
4 prócer: indivíduo importante, influente; magnata

No trecho – A ingratidão de Hermengarda, que parecera ceder sem resistência à vontade de seu pai... (1° parágrafo) –, mantém-se a expressão em destaque inalterada, com o uso do acento indicativo da crase, se o verbo “ceder” for substituído por

A) Atender.
B) Concordar.              
C) Discordar.       
D) Afastar-se.          
E) Contestar.

Questão 07
Leia.

Sinais
Por milênios o homem foi caçador. Durante inúmeras perseguições, ele aprendeu a reconstruir as formas e movimentos das presas invisíveis pelas pegadas na lama, ramos quebrados, bolotas de esterco, tufos de pêlos, plumas emaranhadas, odores estagnados. Aprendeu a farejar, registrar, interpretar e classificar pistas infinitesimais como fios de barba. Aprendeu a fazer operações mentais complexas com rapidez fulminante, no interior de um denso bosque ou numa clareira cheia de ciladas.

Gerações e gerações de caçadores enriqueceram e transmitiram esse patrimônio cognoscitivo. Na falta de uma documentação verbal para se pôr ao lado das pinturas rupestres e dos artefatos, podemos recorrer às narrativas de fábulas, que do saber daqueles remotos caçadores transmitem-nos às vezes um eco, mesmo que tardio e deformado. Três irmãos (narra uma fábula oriental, difundida entre os quirguizes, tártaros, hebreus, turcos...) encontram um homem que perdeu um camelo – ou, em outras variantes, um cavalo. Sem hesitar, descrevem-no para ele: é branco, cego de um olho, tem dois odres nas costas, um cheio de vinho, o outro cheio de óleo. Portanto, viram-no? Não, não o viram. Então são acusados de roubo e submetidos a julgamento. É, para os irmãos, o triunfo: num instante demonstram como, através de indícios mínimos, puderam reconstruir o aspecto de um animal que nunca viram.

Os três irmãos são evidentemente depositários de um saber de tipo venatório* (mesmo que não sejam descritos como caçadores). O que caracteriza esse saber é a capacidade de, a partir de dados aparentemente negligenciáveis, remontar a uma realidade complexa não experienciável diretamente. Pode-se acrescentar que esses dados são sempre dispostos pelo observador de modo tal a dar lugar a uma seqüência narrativa, cuja formulação mais simples poderia ser “alguém passou por lá”. Talvez a própria idéia de narração (distinta do sortilégio, do esconjuro ou da invocação) tenha nascido pela primeira vez numa sociedade de caçadores, a partir da experiência da decifração das pistas. O fato de que as figuras retóricas sobre as quais ainda hoje se funda a linguagem da decifração venatória – a parte pelo todo, o efeito pela causa – são reconduzíveis ao eixo narrativo da metonímia, com rigorosa exclusão da metáfora, reforçaria essa hipótese – obviamente indemonstrável. O caçador teria sido o primeiro a “narrar uma história” porque era o único capaz de ler, nas pistas mudas (se não imperceptíveis) deixadas pela presa, uma série coerente de eventos.
(GINZBURG, Carlo. Mitos, emblemas, sinais. S. Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 151–2.)
 
*Venatório: relativo à caça e seu universo.

Indique a alternativa que explicita a hipótese indemonstrável mencionada na antepenúltima linha do texto.

A) Os caçadores eram capazes de reconstituir uma realidade complexa a partir das histórias que ouviam.
B) As fábulas transmitiam histórias de caçadores e, por isso, apresentavam em geral decifrações de pistas.
C) A narração teve origem em uma sociedade de caçadores.
D) Os caçadores primitivos faziam operações mentais com grande rapidez.
E) Os caçadores tinham sucesso em sua empreitada porque sabiam contar histórias.

Questão 08
Para que se compreenda bem a maneira como são escolhidas e utilizadas as formas verbais nos enunciados da língua portuguesa, é importante que se leve em conta uma noção muito importante: o aspecto verbal. Nesse sentido, em “A própria filha do engenheiro residente da estrada de ferro, que VIVIA DESDENHANDO aquele lugarejo” a forma verbal destacada marca o aspecto:

A) Perfectivo momentâneo.
B) Perfectivo terminativo
C) Perfectivo incoativo.
D) Perfectivo resultativo.
E) Perfectivo cursivo

GABARITO
1
2. B
3
4
5
6.B
7
8


Novidade!

8º ano do Ensino Fundamental Língua Portuguesa

  QUESTÃO   1                                                              VALOR: 0,60                       NOTA:_______ Observe os três ...