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Proposta de redação - artigo de opinião

Tipologia artigo de opinião

 TEXTO I. 8 comidas brasileiras que podem ser consideradas nojentas em outros países

(Lembrando que não estamos ofendendo nenhum costume ou povo, estamos apenas mostrando coisas que seriam estranhas para pessoas que não cresceram consumindo esses pratos)

 1- Mocotó

Como nosso primeiro item, está o mocotó e seus derivados. Para quem não sabe, o cozido de mocotó, ou cozido de mão-de-vaca, é um prato onde se utiliza as patas de bovinos sem o casco. O prato é extremamente nutritivo, tem um baixo custo e por isso ele é tão consumido no Brasil. Além no clássico onde ele é servido como uma carne ao molho, temos a geleia de mocotó, que é uma versão doce da pata de vaca. Já experimentou?

 2- Feijoada sem frescura

Muito se pergunta sobre a real origem da feijoada. Alguns dizem que ela é de origem africana, outros dizem que esse prato já é servido há milênios, mas não precisamos saber sua origem para ver que esse prato não é nada “normal”. As feijoadas sem frescura, que tem muito mais do que linguiça, tem além da linguiça, orelha de porco, pé de porco e por aí vai com as partes mais “nojentas” que podemos imaginar.

 3- Moela

A moela faz parte do sistema digestório da galinha e é muito apreciado aqui no Brasil. Ela fica quase na última parte do sistema digestório e é onde alimento é processado. Dentro dela, existem várias pedrinhas, que a galinha come, para facilitar na digestão. É um prato muito saboroso, mas não deixa de ser bem bizarro.

 4- Buchada de bode

Para algumas pessoas, esse é um dos piores pratos do mundo. Para quem não sabe, a buchada de bode é uma iguaria do Nordeste, onde são usadas como principais ingredientes as vísceras de cabrito. O bucho é bem temperado e limpo, e as outras vísceras e temperos são colocados dentro dele. Depois ele é costurado e cozinhado. Você encararia?

 5- Rabada de boi

Outro prato que usa uma parte bem estranha de alguns animais. O prato é basicamente uma cozido com ervas e verduras acompanhada de rabo de boi.

 6- Bife de fígado

O bife de fígado gera muita discussão em todo lugar. Muitos simplesmente amam e outros não querem nem passar perto. O pior é que ele se parece muito com um bife comum de carne de vaca, e muitos acabam confundindo na hora do self-service, principalmente quando a pessoa odeia bife de fígado.

 7- Chouriço

Chouriço é basicamente uma linguiça onde são usadas tripas de porco para ser feito. O pior de tudo é que existem algumas versões onde são utilizadas sangue no preparo e depois cozidas.

 8- Sarapatel

Novamente um cozido que não agrada muitas pessoas. Nele são utilizadas vísceras de vários animais diferentes, como porco ou cabrito e durante seu preparo, são utilizados sangue coagulado do animal cortado em pedaços. Em alguns lugares, o pulmão, rins e até a língua são utilizadas no prato.

 E aí, o que achou desses pratos estranhos? Já experimentou algum deles? Comenta aí.

Fonte: Fatos desconhecidos. Acesso em 1 de ago. 2022

Atenção! Leia, cuidadosamente, a proposta de redação abaixo.

 

 

 

2 ANO - PROVA DE PORTUGUÊS - RECUPERAÇÃO FINAL COM GABARITO

QUESTÃO 01
Ciência e Hollywood
Marcelo Gleiser

Infelizmente é verdade: explosões não fazem barulho algum no espaço. Não me lembro de um só filme que tenha retratado isso direito. (Pode ser que existam alguns, mas se existirem não fizeram muito sucesso.) Sempre vemos explosões gigantescas, estrondos fantásticos. Para existir ruído é necessário um meio material que transporte as perturbações que chamamos de ondas sonoras. Na ausência de atmosfera, ou água, ou outro meio, as perturbações não têm onde se propagar. Para um produtor de cinema, a questão não passa pela ciência. Pelo menos não como prioridade. Seu interesse é tornar o filme emocionante, e explosões têm justamente este papel: roubar o som de uma grande espaçonave explodindo torna a cena bem sem graça.

Recentemente, o debate sobre as liberdades científicas tomadas pelo cinema tem aquecido. O filme "O Dia Depois de Amanhã" e seu cenário de uma Idade do Gelo ocorrendo em uma semana em vez de décadas ou, melhor ainda, centenas de anos, levantaram as sobrancelhas de cientistas mais rígidos, que vêem as distorções com desdém, e esbugalharam os olhos dos espectadores que pouco ligam se a ciência está certa ou errada. Afinal, cinema é diversão.

Tudo começou em 1902, quando o francês Georges Méliès dirigiu o curta "Uma Viagem à Lua". No filme, seis aventureiros chegam até a Lua em uma cápsula disparada por um canhão. Após sua chegada, os tripulantes são raptados por habitantes lunares com intenções nada amistosas. Os heróis escapam, empurram a espaçonave da beira da Lua de modo que ela caia sobre a Terra, bem sobre o oceano Atlântico. Tudo no filme está errado, claro. A aceleração de um tiro de canhão potente o suficiente para levar pessoas até a Lua as mataria quase que imediatamente. Cair da Lua é impossível. Desconto a questão dos habitantes lunares, pois na época isso não era sabido. Esse filme, o primeiro de uma nobre linhagem indo até "O Dia Depois de Amanhã", exagera, inventa ciência para criar um enredo emocionante. A questão então é o que devem fazer os cientistas a respeito, se é que devem fazer algo. Cabe a eles tentar "consertar" a ciência dos filmes, escrevendo cartas e artigos sobre o assunto? Será que faz sentido criticar a indústria cinematográfica pelos erros crassos?

Até recentemente, eu defendia a posição mais rígida, que filmes devem tentar ao máximo ser fiéis à ciência que retratam. Claro, isso sempre é bom. Mas não acredito mais que seja absolutamente necessário. Existe uma diferença crucial entre um filme comercial e um documentário científico. Documentários devem retratar fielmente a ciência, educando e divertindo a população. Filmes não têm um compromisso pedagógico. As pessoas não vão ao cinema para serem educadas, ao menos como via de regra. Claro, filmes históricos ou mesmo aqueles fiéis à ciência têm enorme valor cultural. Outros educam as emoções por meio da ficção. Mas se existirem exageros, eles não devem ser criticados como tal. Fantasmas não existem, mas filmes de terror, sim. Pode-se argumentar que, no caso de filmes que versam sobre temas científicos, as pessoas vão ao cinema esperando uma ciência crível. Isso pode ser verdade, mas elas não deveriam basear suas conclusões no que diz o filme. No mínimo, cinema pode servir como mecanismo de alerta para questões científicas importantes: o aquecimento global, a inteligência artificial, a engenharia genética, as guerras nucleares, os riscos espaciais como cometas ou asteróides. Mas o conteúdo não deve ser levado ao pé da letra. A arte distorce para persuadir. E o cinema, com efeitos especiais espetaculares, distorce com enorme facilidade e poder de persuasão.

O que os cientistas podem fazer, e isso está virando moda nas universidades americanas, é usar filmes para educar seus alunos sobre o que é cientificamente correto e o que é absurdo.
Ou seja, usar o cinema como ferramenta pedagógica. Os alunos certamente prestarão muito mais atenção e será possível educar a população para que, no futuro, um número cada vez maior de pessoas possa discernir o real do imaginário.
(Publicado no jornal Folha de São Paulo em 31 de outubro de 2004)

A oposição entre “ciência” e “Hollywood”, expressa no título do artigo de Gleiser, corresponde a outra oposição bastante estudada no campo da literatura, que se verifica entre:

A) Acontecimento e opinião
B) Historicismo e atualidade
C) Verdade e verossimilhança
D) Particularização e universalismo
E) Realismo e Naturalismo

QUESTÃO 02 
Que estratégia argumentativa leva o personagem do terceiro quadrinho a persuadir sua interlocutora?
A) Prova concreta, ao expor o produto ao consumidor.
B) Consenso, ao sugerir que todo vendedor tem técnica.
C) Raciocínio lógico, ao relacionar uma fruta com um produto eletrônico.
D) Comparação, ao enfatizar que os produtos apresentados anteriormente são inferiores.
E) Indução, ao elaborar o discurso de acordo com os anseios do consumidor.

QUESTÃO 03 
Relacione a primeira coluna de acordo com o tempo verbal indicado na segunda coluna. Em seguida assinale a alternativa que apresenta a ordem correta:

1. Antigamente eu conseguia...
2. Hoje eu posso...
3. Se eu falasse...
4. Ele já dissera...
5. Nós venderíamos...
6. Quando eu souber...
7. Amanhã eu partirei...
8. Ontem eu estudei...

(  ) Futuro do pretérito do Indicativo
( ) Pretérito perfeito do Indicativo
( ) Pretérito imperfeito do Indicativo
( ) Futuro do presente do Indicativo
( ) Futuro do Subjuntivo
( ) Pretérito mais-que-perfeito do Indicativo
( ) Presente do Indicativo
( ) Pretérito imperfeito do Subjuntivo

A ordem correta é:

A) 5, 8, 1, 7, 6, 4, 2, 3
B) 4, 6, 5, 2, 3, 8, 1, 7
C) 3, 5, 8, 2, 7, 1, 4, 6
D) 7, 4, 6, 5, 8, 2, 3, 1
E) 6, 3, 1, 8, 4, 5, 7, 2

QUESTÃO 04 
Observe atentamente os textos a seguir.

Texto 1

Aprendemos a voar como pássaros, a nadar como peixes, mas ainda não aprendemos a singela arte de conviver como irmãos.
(Martin Luther King Jr), Década de 1960.

Texto 2

Tecendo uma relação de sentido entre os textos, pode-se afirmar que

A) O texto 2 é uma antítese do texto 1.
B) O texto 1 é uma perífrase do texto 2.
C) As ideias dos dois textos são paradoxais.
D) O texto 1 denota ausência de recursos e falta de criatividade.
E) O texto 2 é uma reiteração da ideia veiculada no texto 1 por meio da intertextualidade.

QUESTÃO 05
Assinale a alternativa cuja frase contém as palavras em destaque, corretamente acentuadas:

A) Ele mantém um órfão no sótão onde há três gatos que têm pelo escuro e espera que todos se deem bem.
B) Ele mantêm um orfão no sótão onde há três gatos que tem pelo escuro e espera que todos se deem bem.
C) Ele mantém um órfão no sotão onde ha três gatos que têm pêlo escuro e espera que todos se dêem bem.
D) Ele mantêm um órfão no sotão onde há três gatos que tem pelo escuro e espera que todos se deêm bem.
E) Ele mantêm um orfão no sotão onde ha três gatos que tem pêlo escuro e espera que todos se dêem bem.

QUESTÃO 06 
“A Declaração Universal dos Direitos Humanos está completando 70 anos em tempos de desafios crescentes, quando o ódio, a discriminação e a violência permanecem vivos”, disse a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Audrey Azoulay.

“Ao final da Segunda Guerra Mundial, a humanidade inteira resolveu promover a dignidade humana em todos os lugares e para sempre. Nesse espírito, as Nações Unidas adotaram a Declaração Universal dos Direitos Humanos como um padrão comum de conquistas para todos os povos e todas as nações”, disse Audrey.

“Centenas de milhões de mulheres e homens são destituídos e privados de condições básicas de subsistência e de oportunidades. Movimentos populacionais forçados geram violações aos direitos em uma escala sem precedentes. A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável promete não deixar ninguém para trás – e os direitos humanos devem ser o alicerce para todo o progresso.”

Segundo ela, esse processo precisa começar o quanto antes nas carteiras das escolas. Diante disso, a Unesco lidera a educação em direitos humanos para assegurar que todas as meninas e meninos saibam seus direitos e os direitos dos outros.

Disponível em: https:/Inacoesunidas.org. Acesso em: 3 abro 2018 (adaptado).



Defendendo a ideia de que “os direitos humanos devem ser o alicerce para todo o progresso”, a diretora-geral da Unesco aponta, como estratégia para atingir esse fim,

A) inclusão de todos na Agenda 2030.
B) extinção da intolerância entre os indivíduos.
C) discussão desse tema desde a educação básica.
D) conquista de direitos para todos os povos e nações.
E) promoção da dignidade humana em todos os lugares.

QUESTÃO 07 
A frase “Os automóveis deslizam; as pessoas entram e saem dos cinemas; os namorados conversam por aqui e por ali; os bares funcionam ativamente, numa fabulosa produção de sanduíches e cachorros-quentes.” É formada por

A) Orações subordinadas reduzidas.
B) Orações coordenadas.
C) Orações subordinadas desenvolvidas.
D) Orações absolutas.
E) Orações coordenadas reduzidas.

QUESTÃO 08 
“Durante um minuto a cólera que sentia por se considerar impotente foi tão grande que recuperou a força”.
(Graciliano Ramos)

No trecho dado, as orações estão corretamente classificadas em:

A) As duas orações são subordinadas adjetivas restritivas.
B) 'Que sentia' (= oração subordinada adverbial consecutiva) e ‘que recuperou a força' (= oração subordinada adjetiva explicativa).
C) 'Que sentia' (= oração subordinada adjetiva explicativa) e ‘que recuperou a força' (= oração subordinada adverbial causal).
D) 'Que sentia' (= oração subordinada adjetiva restritiva) e ‘que recuperou a força’ (= oração subordinada adverbial consecutiva).
E) ‘Que sentia’ (= oração subordinada adverbial consecutiva) e ‘que recuperou a força’ (= oração subordinada adjetiva restritiva)



QUESTÃO 09
Assinale a alternativa incorreta quanto às normas da pontuação:

A) Usa-se a vírgula no interior da oração para separar elementos que exercem a mesma função sintática.
B) O ponto e vírgula denota em geral uma pausa suspensiva, suficiente para indicar que o período está concluído.
C) As conjunções conclusivas, quando pospostas a um dos termos da oração, podem vir entre vírgulas.
D) Usa-se o ponto e vírgula para separar orações de um período, das quais um dos seus termos já esteja subdividido por vírgula.
E) Usa-se a vírgula para separar as orações subordinadas adverbiais, principalmente quando antepostas à principal.

QUESTÃO 10
Considere as orações abaixo:

I. É necessário amar a Deus sobre todas as coisas.
II. O lago está bastante esverdeado.
III. Mariana, irmã da vovó, chega hoje de São Paulo.
IV. Tu, minha filha, precisas trabalhar!

A classificação sintática das expressões em destaque são, respectivamente:

A) Objeto indireto, adjunto adnominal, vocativo, aposto.
B) Objeto indireto, adjunto adnominal, aposto e vocativo.
C) Objeto indireto, adjunto adverbial, vocativo e aposto.
D) Objeto direto preposicionado, adjunto adverbial, aposto, vocativo.
E) Objeto direto preposicionado, adjunto adverbial, vocativo e aposto.

QUESTÃO 11 
MUNCH, Edvard. O Grito. 1893. 1 óleo sobre tela, têmpera e pastel sobre carvão, color., 83 cm x 66 cm. Galeria Nacional, Oslo, Noruega.

A pintura de Edvard Munch é um exemplo clássico da vanguarda artística europeia denominada

A) Cubismo, devido à representação multidimensional dos objetos na tela.
B) Expressionismo, por distorcer a forma para expressar uma sensação.
C) Dadaísmo, pela expressão do irracional e do nonsense.
D) Surrealismo, pois a obra retrata imagens oníricas e do inconsciente.
E) Futurismo, por apresentar uma representação tecnológica do futuro.

QUESTÃO 12 
Observe a imagem a seguir:

Ela retrata uma das mais destacadas produções do expressionismo alemão nas primeiras décadas do século XX. Sobre esse movimento artístico, NÃO é correto afirmar que:

A) Ele foi um movimento de vanguarda surgido na primeira década do século XX.
B) Teve como principal influência o movimento operário, tomando como base o cinema soviético de David W. Griffith.
C) Se manifestou basicamente na pintura, na literatura e no teatro.
D) No cinema, suas principais preocupações foram o indivíduo, suas inquietações pessoais e o drama de uma sociedade devastada pela guerra.
E) Suas mais destacadas produções no cinema foram o Gabinete do Dr Caligari, Nosferatu e Metrópolis.

QUESTÃO 13

Modernismo - Fase Heroica
Nascida da Semana de Arte Moderna de 22 e de seus antecedentes estéticos e ideológicos, a primeira geração de escritores modernistas corresponde fundamentalmente ao grupo protagonista desses eventos. Foi meta privilegiada sua a elaboração e execução de um projeto estético de arte brasileira, com “brasilidade”. […]
NASCIMENTO, Anderson Ulisses S. Modernismo - Fase heroica. G1 Educação. Acesso em: 10 maio 2019.
Sobre a característica citada como “brasilidade”, pode-se afirmar que:

A) Era a tentativa de quebra com as tendências literárias e artísticas, principalmente europeias.
B) Os autores queriam que fosse mantido os aspectos tradicionais parnasianos da literatura brasileira.
C) Era o desejo de se alinhar aos autores românticos brasileiros, como José de Alencar.
D) Era a tentativa de buscar uma linguagem harmônica, equilibrada, acadêmica e erudita.
E) Era o desejo de afastamento da literatura brasileira das questões sociais da época.

QUESTÃO 14
Na década de 1930,

A) O Modernismo viu esgotados os seus ideais, com a retomada de uma prosa e de uma poesia de caráter conservador.
B) A poesia se renovou significativamente, graças a poetas como Carlos Drummond de Andrade e Murilo Mendes.
C) Não houve surgimento de grandes romancistas, o que só viria a ocorrer na década seguinte.
D) Predominou, ainda, o ideário modernista dos primeiros momentos, sendo central a figura de Graça Aranha.
E) A poesia abandonou de vez o emprego do verso, substituindo-o pela composição de palavras soltas no espaço da página.

QUESTÃO 15
"Poema “Luxo” (1965), de Augusto de Campos, do livro Viva vaia (1979).

O poema apresentado é um exemplo da Poesia Concreta (ou Concretismo), que se desenvolveu no Brasil a partir da década de 1950. A respeito do Concretismo, analise as afirmativas a seguir:

I. A estética do Concretismo se preocupa mais com a disposição das palavras no espaço gráfico do que com regras tradicionais de métrica e rima.
II. Algumas das características do poema concreto é poder explorar a decomposição das palavras e a possibilidade de múltiplas leituras.
III. A poesia concreta veio para atender aos anseios de uma emergente burguesia culta e financeiramente elitizada que não se via mais representada pelas obras da literatura de cordel, que era a tônica estética em todo o país na década de 1950.
IV. Os mais representativos autores do Concretismo brasileiro foram Décio Pignatari, Augusto de Campos e Menotti Del Picchia.

Estão corretas apenas as afirmativas:

A) I e II.
B) II e III.
C) III e IV.
D) IV e I.
E) I, II e IV.



Turismo ep.1: Passeio de charrete em Tiradentes - MG

Fizemos um passeio de charrete pelas ruas históricas da cidade de Tiradentes. Partimos da praça (Largo das Forras) até o famoso chafariz de São Jose das Botas. Um passeio turístico na cidade de Tiradentes - MG. Um cachorro "vira-lata" nos acompanhou pelas ruas da cidade. Tiradentes é uma das cidades mais famosas de Minas Gerais, hoje um dos destinos turísticos mais cobiçados do Brasil. Mas a cidade já passou por muitos momentos, desde seu surgimento, no auge da mineração. Chamada de São José, depois Tiradentes (em homenagem ao famoso inconfidente mineiro), tombada em 1938 e depois esquecida, ela finalmente alcançou seu auge turístico depois que o lugar virou cenário de algumas produções audiovisuais. O centro histórico muito bem preservado (que fica ainda mais rico pelas histórias de um guia turístico), a excelente gastronomia e os ateliês de arte que se espalham no caminho de Tiradentes até Bichinho, confira a seguir um roteiro nessa cidade história de Minas Gerais.

O chafariz de São José foi construído por iniciativa do Senado da Câmara da Vila de São José, no ano de 1749, como indica a data inscrita na sua frontaria. O chafariz de São José é do tipo parietal, estando solto no meio de um largo, apoiado em paredão perpendicular que funciona como arco botante. Possui a particularidade de estar dentro de um grande pátio cercado de muretas com bancas de cantaria além de ter três faces, com bebedouro de animais e bicas para lavadeira e tanque principal com três bicas. A fachada é desenvolvida em estilo D. João V, com duas pilastras guarnecidas por cimalha e frontão curvo com volutas, coruchéus e arremate em cruz. As três bicas com carrancas entalhadas dispõem-se dentro de molduras curvas sobre fundo azul. Ao meio abre-se um nicho com imagem, fechado por uma grade. No frontão, o brasão de Portugal encimado pela coroa. O tanque tem movimento sinuoso.
Fonte: Iphan.

Madame Bovary - resumo

Existem livros que precisam ser lidos e relidos. Madame Bovary é uma dessas obras que você nunca vai esgotá-las por apenas uma lida. Resolvi reler esse livro. E foi tão avassalador como na primeira vez.

Madame Bovary foi escrito em 1857 e foi considerado um escândalo na época. Imaginem! Sem falar no adultério de Emma, um escândalo para a época, o livro critica muito a igreja e a burguesia. Flaubert foi a julgamento diversas vezes pelo romance e em uma de suas defesas, declarou “Emma Bovary c’est moi!” (Eu sou Emma Bovary!), falando assim da sua própria indignação com o clero, a sociedade e as coisas mundanas. Apesar das acusações, Flaubert nunca foi preso.

MO romance conta a história de Emma, uma moça criada no campo, mas com sonhos burgueses. Inspirada pelo que lê nos livros, Emma quer uma vida melhor, cheia de mimos e coisas que só os ricos podem comprar. Pensando que poderá alcançar o que tanto quer, Emma casa com Charles Bovary, um médico também do interior.

O romance começa apresentando Charles Bovary adolescente. Um garoto meigo, monótono e estudioso, que no seu percurso de vida acaba se tornando um médico. Não um grande médico, mas um médico no mínimo dedicado à profissão. Sua mãe lhe apresenta uma mulher chamada Madame Dubuc. Uma mulher de meia-idade e rica. O casal muda-se para uma pequena cidade chamada Tostes, onde Charles começa a praticar medicina.

A personagem Charles, se lido por Nelson Rodrigues provavelmente achará que nela um “corno manso”, um estúpido, ou um perdedor. Um insensível, pois não consegue captar os sentimentos de Emma.

Emma Bovary? Bem, na literatura há uma grande tradição de heroínas belas e virtuosas. Sabemos que Emma era linda, então presumimos que ela era boa. Mas não, ela não era. Ela se recusa a ser boa. E Flaubert nos desafia, ele zomba de seus protagonistas, ele não nos deixa admirar ninguém. Nos dias de hoje, com o politicamente correto dando as ordens nas redes sociais, Gustave Flaubert provavelmente seria considerado um misógino.

Charles ama Emma apaixonadamente, mas por ignorância, não dá valor as coisas que Emma dá, não vê a beleza como Emma vê e é, na visão própria, extremamente entediante. Tentando suprir essa falta que o sonho de uma vida melhor faz, Emma procura em outros homens o alicerce para os seus desejos.

Emma Bovary não era uma mulher valente e virtuosa que no final sai triunfante. Era uma mulher que foi educada em um convento e possuía uma vocação religiosa, mas foi perdendo o interesse pela Igreja quando começou a ler romances de uma biblioteca pública. Nesses romances, Emma Bovary aprendeu que ela poderia escapar do mundo real para a ficção. Como? Ela aprendeu sobre encontros à meia-noite, noivas roubadas, paixão e glamour. Ela aprendeu que o amor romântico era o equivalente a uma dose de adrenalina que valia a pena ser vivido. Esse era um sonho de adolescente, impossível de realizar, mas ninguém lhe disse isso. Afinal, sua mãe já estava morta. Esse sonho tornou-se uma espécie de um ideal. Muito parecido com o Cavaleiro da triste figura, Don Quixote, que desenvolveu o mesmo encantamento lendo romances de Cavalaria, até se transformar em algo que era impossível ser.

Gustave Flaubert escreveu Madame Bovary primorosamente e maravilhosamente bem. Já que o livro tem poucos diálogos, grande parte dos acontecimentos são totalmente narrados, mais isso não o torna um livro entediante. Flaubert não abusa das descrições (Não chega nem perto de um Eça de Queiroz) e a narrativa flui. Dá para imaginar tudo dentro da cabeça. Há livros que tem poucas descrições dos personagens e do cenário, daí fica difícil imaginar como o autor os imaginou quando os escreveu. Com Madame Bovary é possível imaginar cada expressão de Emma e cada atitude de Charles e todo o ambiente onde a história se desenrola.

No início do livro, logo depois que Emma casa com Charles, que é quando sabemos da sua urgência pela aventura e pelo que é diferente, requintado e belo, ficamos com pena de Emma. Acho que ela é o reflexo de muitas mulheres, inclusive modernas, que são presas ou pela família ou pelo marido ou pela sociedade e não podem vivenciar suas paixões. Acontece que, durante a leitura, à medida que Emma se torna mais difícil de ser agradada, apesar das tentativas constantes do marido e dos amantes, Emma se torna chata. Dá vontade de esganar Madame Bovary! E no final do livro, a gente quer mais é que o Senhor Bovary mande a Madame pastar! Ô, criatura difícil de agradar!

Flaubert não mostra nenhuma reação subjetiva em relação aos seus personagens. É isso que na história da literatura chamamos de realismo. Como já sabemos, algumas das características do realismo são os sentimentos, sobretudo o amor, subordinados aos interesses sociais e o herói problemático, cheio de fraquezas. Se levarmos em conta o título da obra acima, Emma Bovary seria a “heroína”. No entanto, a narrativa começa e termina com o estúpido Charles Bovary e, nela, desempenham um papel importante na trama, o estúpido dom-juanismo de Rodolphe, a estúpida paixão de Léon, a estupidez do padre farisaico Bournisien e todo esse pequeno ambiente de província, que não deixa saída para Emma nem para ninguém. Otto Maria Carpeaux, em seu ensaio sobre a obra, comenta com grande ênfase: “O verdadeiro personagem desse romance é a estupidez humana”.

Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.

Memória de um sargento de milícia - prova - exercícios

Professor, essa atividade foi usada em sala de aula da seguinte forma:
  • cada aluno responde a 5 perguntas selecionadas sobre o livro;
  • houve 5 atividades diferentes por turma, para evitar a repetição e evitar a "cola".
  • outra forma de realizar esta tarefa é recortar as perguntas e sorteá-la em sala para que cada aluno responda uma pergunta, sendo permitido uma segunda tentativa de resposta, caso erre) sobre a obra após todos participarem.
PARTE 1

1. Qual é a relação da biografia do autor com a obra?
2. O que é narrado no capítulo “represálias”?
3. Qual é a relação da obra Memória de um Sargento de Milícia com o naturalismo?
4. Descreva o que passa no capítulo “fogo de palha”.
5.Porque a obra pode ser tratada como um romance realista? Exemplifique isso com o conteúdo da narrativa.
6. Descreva o que passa no capítulo “ciúmes”.
7. O livro está na linha do pitoresco e do “Roman comique”, segundo Antônio Cândido. Explique como isso se dá na narrativa.
8. Descreva o que passa no capítulo “caldo entornado”.
9. Segundo Antônio Cândido, um traço marcante da obra é a procura de corrigir os costumes por meio da sátira. Cite um exemplo disso na obra.
10. Descreva o que passa no capítulo “O Vidigal desapontado”.

PARTE 2
1. O narrador descreve os meirinhos em dois tempos distintos. Como se dá essa descrição comparativa?
2. Descreva o que passa no capítulo “escápula”.
3. Os meirinhos também são comparados a Caronte. Quem é Caronte e o porquê da comparação?
4. Descreva o que passa no capítulo “Triunfo completo de José Manuel”.
5. Quem é Leonardo Algibebe? Transcreva toda a informação contida na obra a respeito do personagem.
6. Descreva o que passa no capítulo “malsinação”.
7. Com o filho um pouco crescido, Leonardo começa a arrepender-se de tudo que fizeram por Maria.
a. Por quê?
b. O que aconteceu?
c. A obra relata a violência contra mulher e violência infantil. Como isso ocorre?
8. " bisbilhotar a vida é um belo hábito". Isso é um chiste contido na obra. Sobre o que o narrador trata antes de afirmar isso?
9. Descreva o que passa no capítulo “José Manuel triunfa”.
10. Explique as danças citadas na obra e os instrumentos musicais.
a. Fado:
b. Minuete:
c. Rabeca:
d. Machete:

PARTE 3
1. Após o início da narrativa, há um salto temporal. De quantos anos? Como agia a personagem principal nesta faixa etária?
2. Qual foi o desfecho da história da traição de Maria?
3. Descreva o que passa no capítulo “novos amores”.
4. Após ser abandonado pelo pai e mãe, Com quem o menino foi morar e quais traquinagens praticava?
a. Descreva o padrinho de Leonardo.
5. Descreva o capítulo “pior transtorno” e o porquê do adjetivo pior.
6. Qual era o projeto de vida social para Leonardo feito pelo padrinho?
a. O que é narrado no Capítulo 4? Qual é a relação deste Capítulo com a narrativa anterior?
7. Descreva o que passa no capítulo “derrota”.
8. Descreva o que passa no capítulo “O Vidigal”.
a. Qual é a relação desse Capítulo com a narrativa anterior?
9. Descreva o que passa no capítulo “traumas”.
10. Descreva o que passa no capítulo “a primeira fora de casa”.
a. O que é narrado no capítulo anterior que dar continuidade no Capítulo 6?

PARTE 4
1. Descreva o que passa no capítulo em exercício.
2. Quem é José Manuel? Qual é a importância dele para a narrativa?
3. Descreva o que é narrado no capítulo “o pátio dos bichos”.
a. Qual é a relação do capítulo com a narrativa anterior?
4. Descreva o que passa no capítulo “a comadre”.
a. Na narrativa anterior, o que é falado a respeito da comadre?
5. Como foi a disputa pelo amor de Luisinha entre Leonardo filho e José Manuel? Dê os detalhes.
6. Descreva o que passa no capítulo 9.
a. Dê a biografia do barbeiro.
7. Descreva o que passa no capítulo “contrariedades”.
8. Na obra menciona várias festas. Escolha três delas e as descreva.
9. No capítulo 9, o que é revelado ao leitor. O que é a profissão de sangrador. O que faz o sangrador?
10. Descreva o que passa no Capítulo 10.
a. Informe a biografia do velho tenente-coronel.
b. Informe a narrativa sobre o filho do tenente-coronel.
c. Por que o tenente-coronel ajudou o Leonardo a sair da cadeia?

PARTE 5
1. Descreva o que passa no capítulo “o fogo no campo”
2. Descreva o que passa no capítulo “a entrada para a escola”.
3. Descreva o que passa no capítulo “domingo do Espírito Santo”
4. Faça a descrição do pedagogo.
a. Descreva o que passa no capítulo “ mudança de vida”.
5. Quem é Dona Maria? Qual a importância dela para a narrativa?
6. No capítulo “amores”, o memorando trata de dois Leonardo.
a. Quem são eles?
b. Por que os dois entram na história do memorando?
7. Após dois anos na escola, as informações sobre aluno dado ao professor pelo padrinho se confirmaram? Por quê?
8. Descreva o que passa no Capítulo “Progresso e atraso”.
9. Porque a Luisinha é uma personagem importante na história? Descreva o passo a passo da presença dela na narrativa
10. O narrador trata de uma personagem famosa no Rio de Janeiro chamada Chico Juca. Ela e qual sua importância para a história?

PARTE 6
1. Descreva o que passa no capítulo “mestre da reza”.
2. Faça a descrição da biografia da vizinha agoureira.
3. Qual é a qualificação de mulher que o Leonardo não gostava? Por que ele não gostava dessas qualificações?
4. Descreva o que passa no capítulo ‘O sucesso no plano”.
a) relate o primeiro dia do menino como sacristão.
5. No capítulo 18, a história dá um salto temporal.
a. Por que isso acontece?
b. O que está acontecendo nesse tempo com as personagens?
6. Descreva o que passa no capítulo “amores”.
7. Por que a cigana não assume a um relacionamento sério com Leonardo pai?
8. Descreva no capítulo “Estralata”.

Por Geraldo Genetto Pereira
Professor, escritor, blogueiro, youtuber.
Formação: Licenciatura e Mestre em Letras pela UFMG.


Who's the teacher Geraldo Genetto Pereira?

I am a teacher of Literature, Writing and Portuguese Language. I have a master's degree in Portuguese from the Faculty of Letters of UFMG. I have been teaching in public and military schools in the State of Minas Gerais since 2005, when I was still in the fifth period of Letters at the Federal University of Minas Gerais. I develop teaching practices involving various reading and writing projects such as: “My First Tale”, “Retelling Brazilian Folklore”, “Poetry Festival”, in addition to projects to prepare high school students to enter the job market, as the “Job Interview Project”. I also encourage students to enter the public and private university world, as well as technical courses. In addition, I enroll my students in literary contests, such as the Portuguese Language Olympiad, essay contests offered by private and public institutions; I also include the best texts produced by them in books and blogs created specifically for this purpose.

During my teaching life, countless times, it was necessary for me to make a different lesson plan to serve different audiences, as well as to redo it aiming at contemplating an audience that was not reached, as well as offering individualized service - with differentiated pedagogical intervention - during times reserved for pedagogical planning. Due to this, it became necessary to participate in professional qualification courses, because I understand that it is necessary to innovate in the teaching-learning practice and, only through qualification - and association between theories and pedagogical practices - can it be promoted. multiliteracies as proposed in the fifth article of the BNC - training (2019).

Quem é Geraldo Genetto Pereira?

Sou professor de Literatura, Redação e Língua Portuguesa. Sou mestre em Língua Portuguesa pela Faculdade de Letras da UFMG. Leciono em escola pública e militar no Estado de Minas Gerais desde 2005, quando ainda cursava o quinto período de Letras na Universidade Federal de Minas Gerais. Desenvolvo práticas docentes envolvendo diversos projetos de leitura e produção escrita como: “Meu Primeiro Conto”, “Recontando o Folclore Brasileiro”, “Festival de Poesia”, além de projetos de preparação dos alunos do Ensino Médio para o ingresso no mercado de trabalho, como o “Projeto Entrevista de Emprego”. Também incentivo alunos a ingressarem no mundo universitário público e privado, assim como em cursos técnicos. Além disso, inscrevo meus discentes em concursos literários, como Olimpíada da Língua Portuguesa, concursos de redações ofertados por instituições privadas e públicas; também insiro os melhores textos produzidos por eles em livros e blog criado especificamente para esse fim.

Durante a vida docente, inúmeras vezes, foi-me necessário fazer um planejamento de aulas distinto para atender a públicos diferentes, assim como refazê-lo visando contemplar a um público que não foi alcançado, assim como ofertar atendimento individualizado – com intervenção pedagógica diferenciada – durante horários reservados para planejamento pedagógico. Devido a isso, tornou-se necessário participar de cursos de qualificação profissional, pois, entendo que é necessário inovar na prática de ensino-aprendizagem e, somente por meio da qualificação – e associação entre as teorias e práticas pedagógicas - é que se pode promover os multiletramentos como propõe o artigo quinto da BNC - formação (2019).

Novidade!

8º ano do Ensino Fundamental Língua Portuguesa

  QUESTÃO   1                                                              VALOR: 0,60                       NOTA:_______ Observe os três ...